19/03/2021 00:11:29 • Atualizado em 28/05/2026 09:40:13
21 minuto(s) de leitura


S&P 500: como investir nas maiores empresas globais

Investir no S&P 500 é uma das formas mais acessíveis e eficientes de internacionalizar seu patrimônio e ter as maiores empresas do mundo trabalhando para você. Entenda como o índice funciona e descubra como investir nos líderes globais diretamente do Brasil.


Time Rico Time Rico
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Homem vestindo uma camisa verde e sentado em uma mesa de escritório analisando gráficos de desempenho do índice S&P 500 no monitor do computador em um espaço moderno e iluminado.

Você sabia que o S&P 500 reúne algumas das maiores empresas do mundo? Embora seja o principal “termômetro” da economia global, ele ainda é um índice pouco explorado por investidores brasileiros.

Muitos acreditam que, para investir em gigantes como Apple ou Coca-Cola, é necessário ter muito dinheiro ou fazer manobras complexas.

Neste artigo, vamos mostrar o que é o S&P 500, como você pode investir neste índice e as melhores estratégias para começar a investir no mercado internacional ainda hoje. Você vai conferir:

  • O que é S&P 500?
  • Quais empresas fazem parte do S&P 500 hoje?
  • Quais os critérios para compor o índice S&P 500?
  • Quais as principais diferenças entre S&P 500 e Ibovespa?
  • Como investir no S&P 500?
  • Dicas para investir no índice S&P 500

Boa leitura!

O que é S&P 500?

O S&P 500 é o Standard & Poor’s 500. Este índice foi criado em 1957, e é uma carteira teórica das 500 ações mais representativas e negociadas na NYSE (Bolsa de Nova Iorque) e na NASDAQ. Desde então, ele é considerado como o principal indicador do mercado acionário norte-americano.

Diferente de índices que apenas somam preços de ações, o S&P 500 utiliza a capitalização de mercado. Isso significa que o peso de cada empresa no índice é proporcional ao seu tamanho total.

O S&P 500 hoje possui patrimônio superior a US$ 40 trilhões e a sua pontuação está na casa dos 7 mil.

Por que o S&P 500 é um “termômetro” global?

Como as empresas listadas no S&P 500 têm operações em praticamente todos os países, o índice reflete não apenas a economia dos EUA, mas o consumo e a atividade industrial mundial.

Se os EUA desaceleram, a taxa de juros global pode mudar. Se a China cresce menos, o preço das commodities também pode cair e isso tende a mexer, inclusive, com a bolsa aqui.

Além disso, muitos fundos e ETFs disponíveis no Brasil seguem esse índice internacional. Entender como ele funciona ajuda você a tomar decisões mais conscientes na hora de investir.

Quer entender melhor de que forma o S&P 500 e outros índices, como NASDAQ e Nikkei, funcionam e podem afetar a economia e o seu bolso? Veja o vídeo abaixo:

Quais empresas fazem parte do S&P 500 hoje?

O índice S&P 500 possui ativos de empresas bastante conhecidas pelos brasileiros. Afinal, elas são líderes globais amplamente reconhecidas.

Veja agora algumas das companhias que fazem parte deste indicador:

  • Tecnologia: Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Meta (Facebook) e Nvidia.
  • Consumo e Varejo: Coca-Cola, McDonald’s, Nike, Starbucks, Walmart e eBay.
  • Financeiro e Serviços: Visa, Mastercard, JPMorgan Chase e American Express.
  • Industrial e Automotivo: Caterpillar, Ford Motor, General Motors e Boeing.
  • Entretenimento: Netflix e The Walt Disney Company.

A lista completa das empresas que fazem parte do S&P 500 pode ser consultada no relatório da Trading View.

Quais os critérios para compor o índice S&P 500?

De acordo com a Standard & Poor’s, a composição do S&P 500 é determinada sob os seguintes pontos:

  • Liquidez: a ação precisa movimentar bons volumes financeiros e atender a critérios mínimos definidos pela S&P Global.
  • Ações em poder público: pelo menos 50% das ações da empresa devem estar disponíveis para negociação no mercado.
  • Domicílio: no S&P 500, só são aceitas ações de companhias norte-americanas ou domiciliadas no país.
  • Viabilidade financeira: os emissores devem apresentar resultados positivos por, pelo menos, quatro trimestres consecutivos antes da entrada.
  • Classificação setorial: contribuição da companhia para o equilíbrio setorial, ou seja, é a comparação entre o peso do setor versus o peso da empresa na área.
  • Tempo de IPO: para fazer parte do S&P 500, a empresa precisa ter realizado a abertura de capital com antecedência de, no mínimo, 6 meses.

Quais as principais diferenças entre S&P 500 e Ibovespa?

Assim como o S&P 500, o Ibovespa é um índice de referência na renda variável. No Brasil, os dois são utilizados como parâmetros de desempenho das ações. Mas, cada um possui um foco diferente. Veja abaixo as principais características e diferenças de cada um:

  • Volume de Ativos: enquanto o Ibovespa é composto por cerca de 80 a 90 ações (valor variável ao longo do tempo), o S&P 500 oferece maior exposição, contando com cerca de 500 empresas;
  • Poder de Capitalização: o S&P 500 negocia diariamente valores na casa de centenas de bilhões de dólares globalmente, um volume significativamente superior ao do Ibovespa;
  • Nível de Diversificação: o índice americano é conhecido por sua pulverização setorial, o que beneficia o investidor de médio e longo prazo. Já o Ibovespa tende a ser mais concentrado em setores específicos, como commodities e financeiro;
  • Liderança Global vs. Nacional: o S&P 500 reúne as marcas que dominam o consumo no mundo. O Ibovespa, por sua vez, foca nas gigantes do mercado brasileiro que, embora importantes, não possuem o mesmo peso de influência na economia mundial;
  • Exposição Cambial: no S&P 500, os ativos são referenciados em dólar. Isso significa que, além da performance das empresas, o investidor brasileiro também se beneficia (ou se protege) em cenários de alta da moeda americana, diferentemente do índice local.

Tabela Comparativa: S&P 500 vs. Ibovespa

CaracterísticaS&P 500 (EUA)Ibovespa (Brasil)
Nº de AtivosAproximadamente 505 empresasAproximadamente 85 ativos
Moeda BaseDólar (USD)Real (BRL)
Principais SetoresTecnologia, Saúde e ConsumoCommodities e Bancos
Capitalização~ US$ 40 trilhões~ R$ 3 a 4 trilhões
DiversificaçãoAltíssima (líderes globais)Concentrada em empresas nacionais

Como investir no S&P 500?

Existem três formas principais de investir no índice através do mercado brasileiro: Contratos Futuros, COE e ETFs.

Porém, por se tratar do mercado de ações, você precisa ter uma conta em uma corretora de valores, como a Rico.

Isso mesmo! Você pode investir no mercado norte-americano através da bolsa de valores brasileira.

As negociações ocorrem diretamente no Home Broker e em moeda corrente (reais). Assim, você não precisa se preocupar com nada*. Basta abrir a sua conta.

Atenção*: há exposição cambial indireta, mesmo negociando em reais.

Veja abaixo como investir no S&P 500:

Contratos futuros

Esta é uma das formas mais comuns para quem busca especular ou fazer hedge (proteção). O contrato futuro de índice consiste em apostar na pontuação do índice em uma data futura.

  • Como funciona: se você acredita na alta, compra o contrato; se acredita na queda, vende.
  • Ticker na B3: no seu Home Broker, utilize a sigla ISP + letra do vencimento + ano (Ex: ISPM24).
  • Para ficar atento: o lote padrão será 500 multiplicado pela pontuação atual. Lembre-se de que cada ponto equivale a US$ 50 e exige também a margem de garantia que varia conforme o câmbio.

Depois disso, basta enviar a sua ordem e acompanhar o S&P 500.

COE

O COE (Certificado de Operações Estruturadas) pode ser um meio de investir no S&P 500. Isso porque ele possui características da renda fixa e da variável.

Basicamente, a operação é baseada na capacidade de valorização do índice em períodos definidos. Assim, se ele atingir as pontuações previstas, você receberá o rendimento acordado na aquisição.

Se em algum momento, o COE de S&P 500 não oferecer os retornos esperados, a operação será cancelada.

ETF (Exchange Traded Funds)

O ETF é um fundo de índice e a maneira mais simples para o investidor de longo prazo. O gestor profissional faz a alocação do patrimônio com o objetivo de replicar (e não superar) o índice de referência.

Este investimento possui exposição indireta a um índice, neste caso, ao S&P 500. Assim, você pode investir de forma mais simples e diversificada, em comparação com a compra direta de ações ou uso de derivativos.

Ao mesmo tempo, os retornos tendem a acompanhar o índice, descontadas taxas de administração e custos.

No Brasil, você pode investir em IVVB11 (BlackRock) e SPXI11 (It Now). Esses ETFs são acessíveis ao público em geral (não restritos a investidores qualificados) e podem ser comprados a partir de 1 cota.

Quer saber mais sobre outros investimentos internacionais? Conheça a Carteira Alfa Global da Rico!

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Dicas para investir no índice S&P 500

Investir no S&P 500 costuma ser recomendado para investidores que já possuem experiência no mercado financeiro. Isso porque a bolsa norte-americana funciona de forma diferente da brasileira.

Além disso, os aportes mínimos para iniciar são relativamente altos. Então, se você quer alocar o seu dinheiro nas grandes líderes mundiais, mas não tem patrimônio suficiente, algumas dicas podem ajudá-lo a chegar lá. Confira:

  • Conheça o seu perfil de investidor: não basta investir em algo rentável, mas que não o deixa dormir tranquilo. Antes de qualquer coisa, conheça a sua tolerância aos riscos e veja se a bolsa de valores é adequada para o seu perfil.
  • Diversifique seu patrimônio: para investir no S&P 500, você necessita da margem de garantia, que geralmente, são outros ativos de renda fixa brasileira, como Tesouro Direto e Certificados de Depósito Bancários (CDBs). Além disso, evite alocar todo o seu patrimônio em renda variável, pois o risco envolvido é muito alto.
  • Considere os custos: investir na bolsa de valores possui custos, por exemplo, taxa de corretagem e emolumentos da B3. Aplicar os seus recursos no exterior (sem sair do Brasil) costuma ter taxas a mais, além da tributação de 15% sobre ganho de capital no Imposto de Renda.
  • Conheça a carteira: durante a tomada de decisão, reserve um tempo para analisar a carteira do S&P 500. Verifique quais ações e empresas fazem parte dele e as suas proporções.
    A partir disso, faça a comparação de expectativa x retorno e considere também aspectos, como objetivos e prazo de investimento.
  • Conte com ajuda profissional: para investir de forma assertiva, o auxílio de um profissional faz toda diferença. Aqui na Rico, você pode aprender mais sobre o mercado financeiro através do nosso blog, do nosso canal no Youtube e das análises de nossos especialistas.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre o índice S&P 500

Qual o valor mínimo para investir no S&P 500?

Via ETF (IVVB11), você pode começar com o preço de uma cota (valor variável, geralmente na faixa de algumas centenas de reais). Já via Contratos Futuros, o valor é maior devido à margem de garantia.

O S&P 500 é mais seguro que o Ibovespa?

Em termos de crédito e estabilidade das empresas, ele tende a ser mais diversificado e menos concentrado, mas ainda é renda variável e possui volatilidade.

Como declarar o S&P 500 no Imposto de Renda?

ETFs e BDRs devem ser declarados na ficha de “Bens e Direitos”. O imposto é de 15% sobre o lucro na venda, sem a isenção de R$ 20 mil válida para ações brasileiras.

Conclusão

O S&P 500 oferece a estabilidade da maior economia do mundo e a chance de lucrar investimento de forma global.

Entender o que está por trás dessas movimentações pode ser um primeiro passo para decidir se agora é o melhor momento para se expor a ações de determinados países, e montar essa exposição por meio dos índices é uma estratégia importante para ter uma carteira diversificada.

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Obrigado por ler até aqui!

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