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01/12/2023 07:10:12 • Atualizado em 14/05/2024 10:43:34
17 minuto(s) de leitura


O que é hedge e como funciona essa estratégia de proteção

Saber o que é hedge é fundamental para os investidores da renda variável. Com esse instrumento de proteção, é possível atravessar os momentos de turbulência do mercado com mais segurança.


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mãos utilizando um notebook com um gráfico da bolsa de valores na tela

Sabemos que no mercado financeiro existem ativos que possuem certos riscos. Nesse momento, o investidor que conhece a estratégia de hedge pode se beneficiar e sair na frente com seus investimentos.

O termo hedge é conhecido, em português, como “cobertura ou limite”. Basicamente, trata-se de uma estratégia de proteção de investimentos capaz de assegurar o preço de um ativo em situações de grandes variações.

A partir dessa tática, é possível reduzir riscos nas suas operações e garantir a fixação dos valores que deseja pagar ou receber nas negociações.

Neste conteúdo, explicaremos tudo que você precisa saber sobre o hedge e ensinaremos como você pode utilizá-lo para investir com mais segurança! Acompanhe.

O que é hedge no mercado financeiro?

Hedge é uma palavra de origem inglesa que significa cobertura ou limite. Por isso, no mercado financeiro, o hedge pode ser definido como uma ferramenta de proteção contra grandes variações de preços dos ativos para a compra ou venda futura.

A sua utilização é voltada para os ativos de renda variável. Portanto, é comum vê-lo em estratégias de gerenciamento de risco.

O hedge é muito utilizado em transações que envolvem commodities, como café e boi gordo. Produtores de commodities podem usar contratos de futuros para fixar o preço de venda antecipadamente, evitando impactos negativos de uma queda no preço da commodity. Investidores estrangeiros também podem utilizar hedge cambial para proteger-se contra flutuações na taxa de câmbio.

É importante destacar que o hedge não elimina completamente os riscos, mas sim os reduz. Portanto, é fundamental compreender as estratégias de hedge e estar ciente de que elas envolvem custos e podem não ser adequadas para todos os investidores.

Ao investir na Bolsa de Valores, considerar o uso de estratégias de hedge pode ser recomendado para proteger seus investimentos e reduzir os riscos associados à renda variável. Conhecer essa estratégia e investir com inteligência são passos importantes para aumentar as chances de sucesso e suavizar os riscos no mercado financeiro.

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Conheça os principais tipos de hedge

Com a eficácia da operação de hedge para o controle de preços das commodities, a ferramenta despertou o interesse de diversos investidores.

Até então, eles estavam propensos às variações e a única forma de se proteger era pela quantidade de papéis na carteira. Cada vez mais pessoas entravam na bolsa de valores e queriam evitar perdas. A partir deste mesmo princípio, foram criados outros tipos de hedge. Basicamente, eles são os derivativos do Mercado Futuro.

Antes de investir, você precisa conhecer tudo sobre cada um deles. Assim, fica mais fácil definir as suas estratégias de proteção e o que será utilizado. Veja a seguir.

1. Hedge cambial

Hedge cambial é o mais utilizado pelos investidores porque o dólar norte-americano é considerado uma moeda forte, isto é, ela se sobressai diante das demais e é a mais usada no mundo todo.

Portanto, a sua extinção ou desvalorização máxima só deve ocorrer depois que os outros sistemas cambiais forem à falência.

Isso justifica a valorização e procura do dólar em momentos de incerteza. A partir desta ideia, o hedge cambial é fundamentado em ativos nesta moeda como:

  • Dólar em espécie: esta é a forma mais simples do hedge cambial. O investidor compra uma boa quantia da moeda norte-americana quando o seu preço está em baixa e mantém a custódia até que ela valorize. Assim, ele pode tanto vender os dólares a uma cotação maior ou usar para viagens/compras;
  • Contratos futuros e minicontratos de dólar: o hedge cambial em contrato futuro consiste em um termo compromissado de compra ou venda de dólar em uma data futura. Neste caso, você negocia apenas o direito de assumir essas posições, ou seja, você não obtém, de fato, a moeda;
  • Opções de compra de dólar: esse tipo de hedge é um dos mais acessíveis. Com ele, você adquire o direito de comprar o dólar a um determinado preço no futuro. Para isso, é preciso desembolsar parte do valor, que é o prêmio. Ao exercer esse direito, você leva o prêmio por ter enfrentado o risco;
  • Títulos cambiais: são ativos com rendimentos atrelados à variação do câmbio. Assim, eles oscilam conforme o comportamento do real ante ao dólar. A sua forma mais comum é através dos Fundos Cambiais.

2. Hedge natural

O hedge natural funciona como uma proteção indireta. Ele é muito comum em ações de exportadoras, em que a companhia emissora possui ativos em dólar ou lida com a moeda.

Em momentos de queda do real, esses papéis tendem a se valorizar porque a receita obtida com as exportações aumenta e os lucros também. Na situação oposta, eles sofrem quedas de curto prazo, porém em menor escala que as ações de empresas que só dependem do real.

3. Hedge em commodities

Esse tipo de hedge é o mais antigo de todos. Basicamente, o produtor de commodities compra ou lança contratos futuros com os preços desejados para vender os seus produtos em datas futuras.

Assim, ele consegue fixar uma cotação que considera justa para a venda deles. O objetivo é evitar que a lei da oferta e demanda cause oscilações bruscas.

Sem o hedge, a escassez da commodity geraria o aumento do seu preço, enquanto que a grande disponibilidade resultaria em uma baixa.

Como os resultados das safras podem ser previstos, os produtores já estipulam os valores, pelos quais desejam vender os seus produtos.

Portanto, o hedge vem justamente desta segurança em fixar as cotações e fazer com que ela se torne mais independente dos momentos da bolsa de valores.

O ouro também entra como um instrumento de proteção. Até hoje, ele é considerado um dos ativos mais seguros do mundo. Há investidores que fazem a aquisição dele por meio de:

  • Barras de ouro;
  • Joias;
  • Contratos futuros de ouro;
  • Fundos de ouro.

Acredita-se que, se todo o mercado entrar em colapso, o ouro será mais valioso do que já é. Então, poderá ser vendido e convertido em dinheiro.

4. Hedge em ações

O investimento em ações é visto como arrojado. Para minimizar o risco das pessoas com este perfil de investidor, há o hedge em opções de compra ou venda. Estes dois ativos (ações e opções) possuem relação inversa, ou seja, quando um sobe o outro cai. Então, se você tem uma ação e tem a sua Opção, é possível se proteger de perdas de capital.

Apesar de parecer um hedge simples e certeiro, ele precisa ser cuidadosamente selecionado e pensado. Nos próximos tópicos, mostremos como essa estratégia pode ser aplicada.

Como funciona o hedge?

Agora que você já conhece o que é hedge e quais são seus tipos, é fundamental entender como eles funcionam.

Como comentamos, uma estratégia de hedge funciona a partir do uso de derivativos, como opções ou contratos futuros. O investidor utiliza esses instrumentos para “congelar” o preço de um ativo, garantindo sua negociação em uma data posterior.

Por exemplo, se uma ação está sendo negociada a R$100 e o investidor acredita que o preço tende a subir, ele pode utilizar opções para fixar esse valor. Dessa forma, mesmo que as ações se valorizem, ele poderá comprá-las pelo preço acordado, garantindo a proteção da sua rentabilidade.

Outra forma de estratégia de hedge é quando o investidor se posiciona comprando ativos com desempenho historicamente oposto ao mercado. Por exemplo, o Ibovespa costuma ter uma performance oposta ao dólar americano. Quando a moeda se valoriza, o índice está em queda, e vice-versa.

Para proteger os investimentos, é possível vender ativos que representam a volatilidade do próprio mercado. Por exemplo, ao investir em ações de empresas com alta volatilidade, como Petrobras, Vale ou Itaú, é possível vender ativos que acompanham o desempenho do mercado, como o BOVA11, um fundo de índice com um desempenho próxima ao Ibovespa. Dessa forma, em caso de desvalorização das ações, o investimento estaria mais protegido.

Vale destacar que antes de iniciar qualquer estratégia de hedge, é recomendado buscar orientação profissional para tirar dúvidas e identificar as melhores oportunidades.

Além disso, acompanhe sempre o mercado financeiro e suas oscilações para encontrar as melhores estratégias e suavizar os riscos.

Aprenda como fazer Hedge e proteja seus investimentos

 homem usando um casaco de frio preto utilizando um celular na mão direta e também um notebook na mesa em sua frente em referência ao aprendizado sobre hedge

Primeiramente, vamos retomar o que é hedge cambial. Essa tática pode ser feita de várias formas e tudo depende da sua estratégia de proteção. De forma geral, ela é indicada para investidores conservadores e também para os que possuem grande exposição na bolsa de valores.

Para a aquisição do dólar em espécie, é só procurar uma casa de câmbio e depois guardá-lo em um local seguro. Porém, essa estratégia é bastante arriscada, principalmente se você quer mantê-lo por longo prazo.

Escolher investir em ativos financeiros é mais seguro e prático. Para isso, abra uma conta em uma corretora de valores de confiança, como a Rico. Durante o cadastro, informe os seus dados pessoais e crie um login e senha.

Depois disso, é só investir! No home broker, você pode comprar os contratos futuros e os fundos cambiais que estão disponíveis na plataforma de investimentos da Rico.

Exemplo de Hedge no Mercado Futuro

Se você está interessado em saber como funciona o hedge para commodities, vamos mostrar um exemplo prático de operação.

Considere que você é um produtor de café e projeta que a próxima safra será maior do que a atual. Portanto, os preços tendem a cair por conta da disponibilidade.

Ao mesmo tempo, você quer garantir que eles fiquem nos patamares atuais R$200,00 a saca.

Então, você compra contratos futuros de venda do café a R$200,00 para daqui a seis meses. No dia do vencimento, há dois resultados possíveis:

  • O preço do café caiu a R$150,00 a saca: ao exercer o direito de venda, você pode vendê-lo a R$200,00 e se proteger da queda de R$50,00 por saca.
  • A cotação do café subiu para R$230,00: você não precisa exercer o direito de venda. Neste caso, você perde o valor pago nos contratos futuros, mas o recupera ao vender o café, no mercado à vista, a R$230,00 a saca.

Note que nos dois casos você conseguiu ter bons resultados e evitar que as oscilações, principalmente as negativas, afetassem os seus lucros. Portanto, utilizar o hedge costuma ser uma excelente maneira de controlar riscos.

Conclusão

Os ativos de hedge são recomendados para os investidores que querem se proteger de oscilações do mercado, principalmente em momentos de aversão ao risco.

Se você tem investimentos em renda variável, eles podem ser grandes aliados para evitar grandes perdas.

De uma maneira geral, o hedge consiste em uma série de derivativos que têm a função de proteger o seu capital das oscilações do mercado financeiro. Entre os ativos, encontramos títulos cambiais, ouro, contratos futuros e as opções.

No Brasil, o hedge desempenha um papel importante nos investimentos da renda variável, principalmente porque o cenário interno e externo costumam influenciar nas cotações dos papéis.

Se você tem investimentos na bolsa e quer manter bons resultados, os ativos de proteção podem ser excelentes meios. Contudo, mesmo utilizando a estratégia de hedge, lembre-se de sempre diversificar sua carteira de investimentos para evitar grandes perdas.

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