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04/01/2023 14:00:00 • Atualizado em 04/01/2023 19:26:24
21 minuto(s) de leitura


CDB ou Tesouro Direto: qual o melhor? 

CBD ou Tesouro Direto: qual é mais rentável? Aprenda tudo sobre estes títulos agora!


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A imagem mostra duas mulheres sentadas em cadeiras uma ao lado da outra, em um cenário de escritório. O foco é para a que aparece em primeiro plano, que olha à sua frente com olhar reflexivo.

Se você está na dúvida entre CDB ou Tesouro Direto, é bom saber que ambos são investimentos tão seguros quanto a poupança.

Estamos falando sobre as estrelas da renda fixa. Não por acaso, a quantidade de investidores que investem nessas aplicações financeiras não para de crescer.  

Como sabemos, a poupança não é uma boa escolha para sua carteira de investimentos, já que em muitos momentos rende menos que a inflação. Então, muitas pessoas estão migrando dela em busca de investimentos mais rentáveis e tão seguros quanto. 

Mas qual será a aplicação financeira ideal para o seu perfil? Essa é uma dúvida comum, que vamos responder neste artigo. 

Hoje, há uma infinidade de aplicações em renda fixa e elas geram questionamentos sobre qual escolher, afinal, é o seu dinheiro que está em jogo.  

Entre CDB ou Tesouro Direto, há muitas diferenças. 

Antes de investir, você deve conhecer cada um desses títulos e descobrir qual deles é o mais apropriado para a sua carteira.  

Para isso, preparamos um guia completo com tudo o que você deve saber sobre os dois investimentos.  

O que é Tesouro Direto? 

O Tesouro Direto é um título público, ou seja, emitido pelo governo e é a aplicação mais popular entre os brasileiros após a caderneta de poupança. Ele é um empréstimo que você faz ao governo, que oferece uma taxa de juros como contrapartida.  

Este investimento representa um papel de dívida do Estado. O dinheiro captado é utilizado para financiar áreas como infraestrutura e educação.  

O Tesouro Direto oferece os seguintes tipos de títulos: prefixados, pós-fixados ou híbridos. A seguir, falaremos das características de cada um:  

Prefixados 

Esta é a categoria mais conservadora. O título possui uma taxa de rentabilidade fixa. Então, ela se manterá até o vencimento.  

No momento da compra, você já sabe o quanto vai receber no dia do resgate. 

Você também pode calcular o valor a ser investido hoje para atingir o montante desejado no futuro. 

O prefixado se divide em Tesouro Prefixado (LTN) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F). A diferença entre eles é que a NTN-F paga os rendimentos semestralmente.  

Com a taxa fixa, esses títulos tornam-se fáceis de investir e acompanhar por meio, por exemplo, de gráficos do tesouro direto. Eles são mais indicados para médio e longo prazo. 

Pós-fixados 

O título público desta modalidade é o Tesouro Selic. Ele é um dos papéis essenciais a todos os tipos de carteiras.  

Um dos maiores atrativos dele é a liquidez diária. Diferentemente do prefixado, os lucros são acrescidos à aplicação todos os dias.  

A rentabilidade anual deste título é exatamente o valor da taxa Selic. Com isso, os ganhos sofrem oscilações até o vencimento.  

Este é o papel com menor volatilidade. Ou seja, a diferença entre o preço de compra e venda é muito pequeno.  

Híbridos 

Na categoria, temos Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B). Eles são os mais investidos, com estoque superior a 40% do total. 

O título é híbrido porque é oferecida uma taxa fixa mais o valor do IPCA do período. Então, você só terá apenas uma previsão do quanto o seu dinheiro vai render.  

O Tesouro IPCA é recomendado para investimentos de médio e longo prazos. Com ele, você mantém o seu poder de compra no futuro.  

Uma das vantagens desse título é o potencial de valorização. Ele pode ser utilizado em estratégias de venda antecipada, trazendo lucros expressivos aos investidores.  

Relação da taxa Selic e o tesouro direto 

Muitos investidores iniciantes têm dúvidas na hora de interpretar as informações das atualizações financeiras. 

Ao ouvir falar sobre oscilações na Selic, por exemplo, podem ficar confusos se uma alta terá efeito positivo ou negativo em seus investimentos.  

Apesar de parecer complicada, a relação da taxa com o Tesouro Direto é mais simples do que parece

No Brasil, conhecemos como Selic a taxa básica de juros praticada na economia nacional

Ela se divide em dois tipos: a taxa meta e a taxa Over

A primeira se refere à projeção definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) a cada 45 dias, com o objetivo de guiar os rumos da economia. 

Já a taxa Over é atualizada diariamente e representa uma média ponderada de todas as operações feitas dentro do Sistema Selic, lastreadas em títulos públicos. 

No caso do Tesouro Direto, os títulos mais afetados por mudanças nos juros praticados são aqueles com rentabilidade pós-fixada. 

Também conhecido como Tesouro Selic, essa modalidade de investimento rende diariamente de acordo com uma base que corresponde a 1/252 da taxa vigente no período. 

É importante lembrar que, como é impossível prever com exatidão como o mercado vai se comportar no futuro, o investidor só vai saber qual é o rendimento exato de sua aplicação no momento do resgate

O que é CDB? 

Homem sentado à mesa realizando anotações em um caderno. Sobre a mesa, há papéis, moedas e um cofrinho, simbolizando os rendimentos.

O CDB, que ganhou popularidade nos últimos anos e se destaca como aplicação de renda fixa, é o Certificado de Depósito Bancário. Ele é um título privado emitido pelas instituições financeiras, representando um empréstimo.  

A taxa de rentabilidade do CDB pode ser pré fixada, pós-fixada ou híbrida, assim como no Tesouro Direto. Ou seja, a lógica é a mesma que para os títulos públicos. 

Os mais populares são os pós-fixados, principalmente os atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) 

Os títulos privados híbridos costumam ter rentabilidade indexada ao IPCA. Neste caso, funcionam como o Tesouro IPCA+

Esse investimento é recomendado para médio e longo prazo. A venda antecipada pode acarretar em perdas para o investidor.  

Como comparar CDB e Tesouro Direto? 

Agora que você já sabe o que é um Certificado de Depósito Bancário e o que é um título do Tesouro Direto, pode estar se perguntando como as duas modalidades de investimento se comparam. 

A escolha entre aplicar em um CDB ou em um título do Tesouro é pessoal e vai depender de diversos fatores da sua vida financeira. 

São diversas as questões que precisam ser consideradas na hora de decidir por um ou outro caminho. 

Em linhas gerais, a taxa de retorno oferecida pelos CDBs costuma ser maior que a do Tesouro Direto, principalmente os emitidos por bancos menores.  

Mas é muito importante estudar bem o investimento antes de decidir. 

Se você já sabe bem qual é o seu perfil de investidor e quais são seus objetivos ao investir, resta saber sobre a rentabilidade das duas aplicações. 

CDB ou Tesouro Direto – Riscos 

Tesouro Direto tem risco menor que o CDB, mas ambas são aplicações seguras. 

Ao comparar CDB ou Tesouro Direto, um dos fatores que você deve analisar são os riscos associados aos dois tipos de investimentos.  

Diferentemente do Tesouro Direto, os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ. 

Para mais informações sobre o FGC, acesse o site http://www.fgc.org.br

No entanto, o Tesouro Direto também é considerado extremamente seguro porque seu risco está atrelado diretamente ao Estado.  

Ou seja, seu investimento só entraria em risco caso o país quebrasse – o que é um evento raríssimo. E, ademais, antes disso, todas as instituições financeiras já teriam falido antes. 

Assim, ambas as aplicações são realmente muito seguras, mesmo em comparação a outros investimentos de renda fixa. 

CDB ou Tesouro Direto: qual o melhor?  

Ao decidir qual é o mais adequado para a sua carteira entre CDB ou Tesouro Direto, alguns pontos devem ser analisados. Confira:  

1. Perfil de Investidor 

Conhecer o seu perfil de investidor é o primeiro passo. Avalie qual o nível de risco x retorno que você está disposto a correr.  

Mesmo que ambos sejam renda fixa, eles podem ser mais arrojados, como o Tesouro IPCA, ou mais conservadores, como um CDB prefixado.  

2. Aporte inicial 

Antes de investir, você deve definir qual o valor disponível para a aplicação. O aporte mínimo do CDB varia muito de acordo com o emissor. 

Já o Tesouro Direto, por ser emitido pelo governo, foi pensado para atender a todos os públicos. A partir de R$30 você já pode adquirir o seu título.  

3. Frequência  

Saiba também a frequência e o valor de aplicação. Por exemplo, se você deseja investir mensalmente uma quantia de cerca de R$100, o Tesouro Direto é mais vantajoso.  

Enquanto isso, se você quisesse investir novamente em um CDB, você teria que fazer uma nova aplicação, respeitando o valor mínimo de investimento. Nesse sentido, o Tesouro é mais flexível, pois é vendido em frações.  

Uma das estratégias pode ser comprar os títulos públicos até que você tenha o valor suficiente para migrar para um CDB.  

4. Liquidez 

Esse é um fator importante ao comparar CDB ou Tesouro Direto. A liquidez é a disponibilidade imediata do valor de resgate.  

O CDB pode ter carência. Ou seja, você não pode vender antecipadamente durante um período. Em contrapartida, a rentabilidade oferecida costuma ser maior.   

No Tesouro Direto, você pode vender o título a qualquer momento. Porém, algumas ressalvas devem ser feitas.  

A venda desses papéis é a preço de mercado. Você pode utilizá-los como estratégia de ganhos, fazendo uma boa marcação e vendendo no momento certo, de alta.  

Caso contrário, o seu título pode ter rentabilidade negativa, acarretando perdas no seu investimento.  

5. Rentabilidade 

Ao comparar CDB ou Tesouro Direto, a rentabilidade depende do tipo de título, prazo de vencimento e risco.  

Você deve analisar o indexador e as taxas oferecidas. 

Por exemplo, um CDB que oferece 100% do CDI terá rendimento semelhante ao Tesouro Selic.  

Algumas regras de renda fixa são válidas na maioria dos casos:  

  • Quanto maior o risco da instituição, maior a rentabilidade 
  • Quanto maior o prazo de investimento, maior o prêmio oferecido 
  • Para o CDB, quanto maior o aporte mínimo, maior a rentabilidade 

6. Custos 

Outro ponto na comparação entre CDB ou Tesouro Direto são os custos. Em ambos casos, há a cobrança regressiva do Imposto de Renda (IR).  

Ela incide apenas sobre os rendimentos das aplicações e segue esta tabela:  

Prazo Alíquota (%) 
Até 180 dias 22,5 
De 181 a 360 dias 20,0 
De 361 a 720 dias 17,5 
Acima de 720 dias 15,0 
Tabela da alíquota regressiva do Imposto de Renda – Fonte B3 

Nos primeiros 30 dias do investimento, os dois também sofrem a cobrança do IOF. Este é o Imposto sobre Operações Financeiras. 

Ao solicitar o resgate do valor nesse período, ele é cobrado de forma proporcional ao tempo da aplicação.  

O Tesouro Direto tem a taxa de custódia. Ela é cobrada pela B3 de forma semestral, mas a Rico isenta o investidor dessa tarifa em renda fixa, renda variável e debêntures.   

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Por que sair da poupança e investir em opções mais rentáveis como o CDB e Tesouro Direto? 

Já foi a época em que a poupança era vantajosa. De uns anos para cá, a nova regra de cálculo tornou esta aplicação ainda menos rentável.  

A rentabilidade da poupança segue a seguinte métrica:  

  • Com a taxa Selic acima de 8,5% a.a: rendimento de 0,5% ao mês + TR 
  • Taxa Selic menor ou igual a 8,5%: rendimento de 70% da Selic + TR 

 A maioria dos investimentos em renda fixa apresentam rentabilidade muito maior do que essa aplicação.  

Ao considerar opções que pagam mais de 100% do CDI, a diferença é muito grande. 

Por isso, a recomendação é que você invista o seu dinheiro em alternativas mais rentáveis, como Tesouro Direto, CDBs e LCI/LCA

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