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18/12/2013 19:20:00 • Atualizado em 14/05/2024 09:16:41
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Como investir no exterior

Durante muitos anos, a combinação de juros elevados e moeda forte fez do Brasil o paraíso para os aplicadores no mercado financeiro. Mais recentement


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Sabemos que o Brasil atravessa por uma fase de alta nos juros e no câmbio, bem como por um constante sobe e desce da Bolsa que têm deixado muitos investidores e economistas cautelosos em relação ao mercado nacional.

Cautela essa que acompanha principalmente aqueles investidores que sofreram perdas ao concentrar muito capital em carteiras pouco diversificadas. Afinal, a regra de ouro no universo do mercado financeiro é diversificar sempre, para assim minimizar os riscos de prejuízo com os ativos em alta compensando as prováveis perdas causadas pelos ativos em baixa. 

Diante desse cenário, muitos investidores brasileiros buscam diversificar a sua carteira investindo no exterior, seja em ações, títulos públicos e privados, câmbio e inclusive commodities.

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O Banco Central conceitua como “investimento no exterior” aquisições de ações das empresas estrangeiras. Essas aquisições podem ser formalizadas no próprio Brasil por meio das BDRs (“Brazilian Depositary Receipts”) ou diretamente pelo exterior. 

Tal qual os investidores estrangeiros que colocam dinheiro no mercado brasileiro, o inverso vem se tornando uma prática cada vez mais comum, principalmente a partir de 2006, ano em que o Banco Central autorizou os brasileiros a aplicarem em fundos de investimento internacionais.

Pra quem não sabe, fundo de investimento é uma aplicação financeira que funciona como se fosse um condomínio, onde as pessoas somam recursos para investir em conjunto. Comparado ao que um investidor comum costuma aplicar, os fundos envolvem grandes volumes em negociações a custos menores, o que confere ganhos em rentabilidade. Logo, os fundos proporcionam grande acessibilidade, uma vez que mesmo aqueles que não possuem grandes montantes para investir podem se beneficiar com o fracionamento da aplicação.

Os fundos são compostos por cotas, onde o investidor aplica seu dinheiro. O patrimônio de um fundo é formado pelo conjunto de cotas adquiridas por diversos investidores, que oscilam de acordo com a rentabilidade dos ativos em carteira. Basicamente, os fundos de investimento podem ser abertos, onde é possível aplicar no momento em que o investidor preferir, ou fechados, no quais só é permitido investir por um período pré-determinado e fazer o resgate no vencimento.

Para se ter uma ideia, nos últimos anos a BM&FBovespa vêm juntando recibos de ações de companhias consagradas no mercado mundial como a Amazon, Google, Coca-Cola, Apple, Amazon, McDonald’s e Nike, entre várias outras.

E como faço pra investir no exterior?

Pra quem possui vontade de se aventurar no mercado internacional, é recomendável estudar minuciosamente os riscos e a política do mercado estrangeiro considerando o câmbio, o momento da economia etc. Aqueles que não se sentirem seguros o suficiente ou não tiverem tempo para acompanhar o mercado lá fora podem contar com empresas gestoras de capital focadas no mercado estrangeiro. Tais empresas costumam alocar recursos em fundos de investimento, o que diminui o risco de perda e busca rentabilizar o investimento ao concentrar o capital em ativos escolhidos a dedo sob um olhar clínico de especialista. 

Antes de enviar dinheiro pra fora do país, é imprescindível que o investidor entre em contato com um representante comercial do fundo desejado e analise todos os trâmites necessários para a aplicação. Paralelamente, é recomendável avisar o gerente do seu banco sobre a troca de câmbio e ficar a par das instruções da instituição bancária sobre como o dinheiro deve ser enviado. 

Além disso, investir lá fora requer um montante inicial nada modesto e deve ser declarado no imposto de renda da mesma forma como se faz com os investimentos feitos no Brasil. Só é importante atentar-se que se o valor for igual ou acima de US$ 100 mil dólares é importante prestar contas ao Banco Central também.

Por fim, é importante ressaltar que conforme a disponibilidade de ativos financeiros for aumentando, a confecção da carteira se tornará cada vez mais trabalhosa para o investidor. As inúmeras opções de fundos disponíveis no mercado deixam muita gente confusa na hora de decidir qual é o ideal de acordo com seu perfil e objetivo. 

Portanto, nessa hora será fundamental contar com a figura de um gestor de recursos para extrair máximo de ganho que um investimento pode proporcionar. 

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