janeiro 22, 2021

SWAP: Entenda tudo sobre essa operação financeira  

O termo swap diz respeito a uma operação financeira onde duas partes negociam baseadas, exclusivamente, na rentabilidade de um ativo.

Dentro dessa técnica, não existe troca do valor principal da aplicação, apenas da variação de cada indexador naquele período.

Como isso pode favorecer seus investimentos?

É o que vamos abordar neste conteúdo.

Continue lendo para entender todas as vantagens e desvantagens de utilizar swap em suas estratégias.

Estes são os tópicos que você vai ver a partir de agora:

  • Swap:o que é?
  • Para que serve o swap?
  • Vantagens e desvantagens de usar o swap
  • Entenda como funciona uma operação de swap
  • Quais são os tipos de swaps?
  • Swap tradicional e swap reverso: qual a diferença entre eles?
  • Exemplos práticos de swaps
  • Como o Banco Central faz o uso do swap cambial?
  • Como um investidor pode melhorar seus resultados usando o swap?
  • O que é linha de swap?
  • Diferença entre swap e hedge.

Se tiver alguma dúvida, é só deixar um comentário ao final do artigo.

Boa leitura!

Swap: o que é?

Swap é o nome de uma técnica utilizada no mercado financeiro para diminuir os riscos de uma carteira de investimentos.

O termo significa algo como “troca” em inglês e isso nos dá algumas pistas sobre a sua dinâmica.

De fato, estamos falando aqui de uma permuta entre dois investidores que negociam com base na rentabilidade daquela aplicação e não no seu valor real.

O que acontece, na verdade, é uma troca de riscos de uma posição ativa (credora) ou passiva (devedora).

As duas partes negociam investimentos de data futura de acordo com critérios pré-estabelecidos.

Não por acaso, essa técnica se tornou comum em posições que envolvem taxas de juros, moedas e commodities.

Para que serve o swap?

Em geral, os contratos de swap são firmados para dar maior previsibilidade para uma carteira de investimentos.

Além disso, eles atendem a uma preocupação comum, que é garantir maior estabilidade e proteção em relação à variação de preços de um ativo.

Por isso, a estratégia ganhou espaço entre investidores individuais, empresas e especuladores que buscam formas de obter lucros no curto e longo prazo.

Operação para especuladores

Para quem trabalha com especulação na bolsa de valores, o swap pode ser bastante interessante como estratégia para conquistar bons ganhos em pouco tempo.

Com a técnica, os traders podem lucrar com a variação do preço de moedas estrangeiras e aproveitar as oscilações naturais da economia para lucrar.

Tudo isso é feito a partir de análises técnicas e detalhadas que indicam os melhores e mais seguros momentos para fazer a troca dos contratos.

Operação para empresas

No caso das empresas, o swap ganha destaque principalmente dentre aquelas que trabalham com o mercado externo por meio de importações e exportações.

Para companhias que buscam a alavancagem financeira, a permuta de ativos acaba sendo uma forma de “editar” a carteira para ter as melhores taxas do mercado.

Empresas que atuam com o comércio exterior também podem ter vantagens com o swap, pois podem se proteger de um eventual aumento repentino do dólar, ou, no mínimo, ter maior previsibilidade de seus gastos.

Vantagens e desvantagens de usar o swap

Toda estratégia financeira tem seus prós e contras – e, com o swap, não seria diferente.

Para que você possa fazer uma decisão consciente, separamos abaixo duas principais vantagens e duas desvantagens de apostar nessa técnica.

Proteção

Podemos começar citando a camada extra de segurança que uma estratégia de swap proporciona.

Para empresas brasileiras que importam seus produtos, uma alta na moeda estrangeira pode causar um desequilíbrio em suas contas.

Isso porque, por mais que as importações sejam feitas em dólar ou euro, as vendas locais e os tributos são feitos com o real brasileiro.

Com o swap, é possível investir na troca de ativos para neutralizar essa diferença do dinheiro que entra e o que sai.

Facilidade

Outra vantagem de incluir swaps em sua estratégia de investimento é que essa é uma operação mais rápida rápida do que realocar capital investido.

Isso porque o investidor não precisa se preocupar em resgatar o dinheiro já investido e aplicar em outro destino.

Essa facilidade do swap traz mais velocidade e controle de gastos para quem investe.

Timing

Como nem tudo são flores, há também algumas desvantagens que devem ser entendidas por quem opta por realizar o swap.

O maior risco da estratégia é errar em sua análise de mercado e acabar realizando sua troca de ativos em um momento ruim.

Isso pode acontecer, por exemplo, se o investidor resolver encarar juros altos como contraparte porque projeta uma alta do dólar e a moeda acaba desvalorizando.

Taxas e juros

Por último, é preciso ficar de olho nas taxas e nos juros envolvidos em uma operação de swap.

Ainda que não haja a incidência dos custos comuns a um investimento, é preciso avaliar com calma os indexadores daquela aplicação que você pretende permutar.

Entenda como funciona uma operação de swap

Agora que você já entendeu o que é uma operação de swap e conheceu seus prós e contras, podemos avançar para a parte prática.

A seguir, vamos entender como funciona essa estratégia.

Para quem é indicado?

De modo geral, o swap é indicado para investidores individuais, empresas ou traders que buscam formas de proteger seus patrimônios de uma desvalorização.

Nesse sentido, a técnica pode ser interessante especialmente por oferecer um caminho facilitado para editar uma carteira de ativos e garantir as melhores rentabilidades.

Sempre lembrando também que qualquer estratégia na bolsa depende do seu perfil de investidor e dos objetivos traçados.

Cálculo de variação dos swaps

Quem opta por incluir swaps em sua estratégia financeira pode fazer cálculos para medir sua variação e descobrir, enfim, se a operação compensa.

O cálculo, por interpolação linear, é feito com base nos preços futuros do dólar e da Taxa DI daquele dia para entender se os prazos coincidem com os vencimentos dos contratos.

Como funciona o Imposto de Renda no swap?

Investidores individuais e profissionais que pretendem operar com a troca de ativos precisam saber que existe a incidência de tributação.

Para o swap, há a cobrança do Imposto de Renda a partir da tabela regressiva, como ocorre na renda fixa – a alíquota varia entre 22,5% e 15% dependendo da duração do contrato.

Quais são os tipos de swaps?

Existem algumas diferenças para aplicar a permuta de ativos e passivos em sua estratégia, dependendo da aplicação.

Confira a seguir os principais tipos de swap que você pode realizar.

Swap de Índices

No caso desse swap, a troca é realizada com base em índices de preços – como o IPCA, o CDI e o IGP-M – ou com base em índices de ações – como Ibovespa e IBrX-50.

Para entender melhor a mecânica, podemos pensar em um contrato hipotético onde uma parte oferece pagar conforme o índice da bolsa acrescido de juros.

Em contrapartida, a outra parte se compromete a pagar o valor correspondente à variação do CDI, por exemplo.

Swap de commodities

Em geral, operações de swap que envolvem commodities são realizadas por empresas que atuam na importação ou exportação de mercadorias e lidam com matéria-prima de origem internacional.

Dentre as mercadorias negociadas, o destaque vai para contratos feitos com base no preço do petróleo.

Uma indústria que especialmente se beneficia dessas operações é a da aviação civil.

O swap que é feito com base no preço do mineral, o que cobre uma eventual alta no preço do combustível.

Swap de taxas de juros

Para fazer a troca de ativos atrelados a uma taxa de juros, não existe muito segredo, já que esse tipo de swap tem o funcionamento bem parecido com os demais.

Na operação, as partes entram em comum acordo para que uma delas se comprometa a assumir a variação entre taxas de juros previamente determinadas.

Ao fim do contrato, ambos devem assumir a diferença entre o juro prefixado e o juro variável.

Swap cambial

Por último, temos o que talvez seja a versão mais praticada dessa operação.

No swap cambial, uma das partes vai assumir o compromisso de arcar com a diferença de cotação de uma moeda, enquanto outra se compromete com uma taxa de juros prefixada.

Bastante utilizada pelo Banco Central do Brasil (Bacen) para estabilizar a cotação do dólar americano frente ao real brasileiro, a modalidade também faz parte da gestão de risco de companhias que atuam no comércio exterior.

Swap tradicional e swap reverso: qual a diferença entre eles?

O swap tradicional e o swap reverso são duas operações opostas, utilizadas pelo BC para manter o controle da economia.

No modelo tradicional, mais comum, o banco atua para frear altas repentinas do dólar que podem impactar negativamente na inflação do país.

Para isso, oferece o valor da oscilação do câmbio acrescido de um cupom cambial 0 em troca, o BC recebe o valor da variação do CDI.

No caso do swap reverso, a instituição atua para remediar uma baixa do dólar que poderia ferir empresas exportadoras.

Nessas ocasiões, o Banco Central assume o compromisso de pagar uma taxa de juros aos compradores do contrato, recebendo em troca a variação do dólar no período.

Exemplos práticos de swaps

Para te ajudar a entender melhor o conceito, vamos trazer agora alguns exemplos práticos.

Podemos supor que uma determinada empresa tenha R$ 1 milhão em aplicação de baixa liquidez reservados para o pagamento de uma dívida.

Para se proteger de uma possível alta do dólar, a companhia realiza um swap cambial com o Banco Central, onde oferece a rentabilidade do CDI em troca da variação da moeda.

Em outro caso, uma companhia aérea decidiu fazer um swap de commodities para bancar o abastecimento de suas aeronaves no caso de uma alta no preço do barril de petróleo.

Como contrapartida à variação do valor do óleo, ela pode oferecer a rentabilidade do CDI ou até mesmo uma taxa de juros prefixada.

Como o Banco Central usa o swap cambial?

O swap cambial é bastante utilizado pelo Banco Central para manter a economia nacional sob controle, sobretudo no que diz respeito às variações do dólar americano.

Isso pode ser feito tanto para eventos de alta como também baixa excessiva do valor da moeda estrangeira.

No caso de uma valorização repentina da cotação, entra em ação o modelo de swap tradicional, no qual o Bacen oferece contratos com a diferença do câmbio em troca da rentabilidade do CDI.

Para os eventos de queda excessiva, é o swap reverso que acaba sendo operacionalizado.

Nesses momentos, o Banco Central recebe a variação cambial em troca de uma taxa de juros previamente definida.

Como um investidor pode melhorar seus resultados usando o swap?

Como destacamos até aqui, o swap é uma operação realizada por investidores para garantir mais segurança e rentabilidade em seus investimentos.

Isso porque ele permite agir preventivamente para se proteger de altas no preço de commodities, em cotações de moeda estrangeira ou índices econômicos.

Confira abaixo duas dicas de como o investidor pode melhorar seus resultados por meio de operações de swap.

Proteção cambial

É comum que alguns investidores tenham dinheiro aplicado com foco em uma viagem ou repatriação.

Nesses casos, costuma-se optar por investimentos de longo prazo e sem liquidez diária.

Mas existe sempre o risco de uma alta no valor da moeda estrangeira ser superior à rentabilidade do seu investimento.

Para remediar esse risco, é possível negociar um swap cambial para garantir ganhos compatíveis com a variação do preço em dois ou três anos.

Commodities e a indústria

Quem trabalha com commodities em sua produção também pode utilizar o swap para melhorar seus resultados.

Imagine o caso de uma produtora agrícola que usa milho para alimentar o gado – uma alta no preço do cereal pode prejudicar e muito os lucros da empresa.

Por isso, quem depende de commodities pode negociar seus contratos de swap buscando obter a variação do preço daquele produto como rentabilidade em seus investimentos.

O que é linha de swap?

Chamamos de linha de swap o acordo de troca de moedas feito entre dois bancos centrais de diferentes países.

O objetivo aqui é permitir que as instituições tenham liquidez em moeda estrangeira, o que, por sua vez, garante uma distribuição satisfatória de fundos para os bancos comerciais.

Diferença entre swap e hedge

O swap é conhecido no mercado por ser um tipo de hedge que permite ao investidor trocar a rentabilidade de seu investimento por outro valor do mercado.

Os hedges, por sua vez, são instrumentos utilizados para assegurar preços de ativos para compra ou venda futura.

Portanto, ainda que o swap possa ser considerado como um tipo de hedge, nem todo hedge é um swap.

Conclusão

Como operação financeira, o swap tem muito a contribuir para a segurança e a melhoria dos resultados para investidores individuais, empresas e traders.

A técnica propõe a troca da taxa de rentabilidade daquela aplicação por outro índice ou valor de referência mercado.

Por isso, o swap acaba sendo bastante útil em diferentes eventos.

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