- Dentro de uma carteira diversificada, a renda fixa é o tipo de ativo que aparece com mais frequência. São ativos que fazem sentido para carteiras conservadoras, moderadas e agressivas.
- Nos últimos meses, a rentabilidade dos ativos de renda fixa brasileiros melhorou consideravelmente.
- Mas é importante saber observar essa rentabilidade em relação à inflação para fazer as melhores escolhas.
- Conheça nossas recomendações atualizadas!
Em um movimento que estamos acompanhando desde o segundo semestre do ano passado, a renda fixa está cada vez mais atrativa em termos nominais. Ativos que pagam algo próximo a 12% ao ano (ou 1% ao mês) já não são raridade no mercado de prefixados. Mas esses números não são suficientes para afirmar que está mais fácil ganhar dinheiro no Brasil.
O que é ganhar dinheiro?
Imagine que neste mês você tem 100 reais e gasta 50 nas suas contas básicas. No mês seguinte, seu patrimônio duplica, para 200 reais, mas suas contas básicas triplicam, para 150. Fez alguma diferença o fato do seu patrimônio ter se multiplicado, se no fim das contas o valor que sobrou é exatamente o mesmo?
É por isso que não nos cansamos de dizer que o objetivo da pessoa que investe deve ser ganhar dinheiro superando a inflação.
Nos últimos 12 meses até dezembro de 2021, o IPCA, o principal índice de aumento de preços do Brasil, acumula alta de 10,06%. Isso significa que qualquer rentabilidade abaixo disso para os seus investimentos em 2021 foi um ganho abaixo do aumento dos preços na economia.
Como ganhar dinheiro?
Só que todos esses números são passado. Para investir pensando em ganhar dinheiro, nos baseamos em rentabilidade atual e, principalmente, em projeções para o futuro. Nossa projeção para a inflação nos 12 meses de 2022 está em 5,2%; e em 3,25% para 2023.
Com esse cenário, é possível dizer que, sim, pelas nossas contas, um título prefixado rendendo próximo a 12% ao ano com vencimento em algum momento dos próximos 2 anos cai muito bem na sua carteira neste momento (a depender, é claro, do seu nível de confiança no emissor desse título).
Na mesma linha de projeções, acreditamos que a Selic deve bater 11,75% a.a. em março desse ano, antes de fechar 2022 em 11% a.a.. Isso é boa notícia para outro tipo de título de renda fixa: os pós-fixados, que remuneram um percentual da Selic ou do CDI. Pelas nossas contas, esses títulos também tendem a remunerar acima da inflação.
Só que nem sempre as projeções se confirmam. Como falamos insistentemente no nosso Onde Investir 2022, o cenário é bastante imprevisível para os próximos meses.
Por isso, é sempre interessante apostar em proteções mais certeiras contra a inflação, ao menos em uma parte da carteira. Você consegue isso através de títulos indexados à inflação, no formato “IPCA+”, que formam uma parte relevante da nossa carteira recomendada para janeiro:

Onde investir?
Atualizamos a nossa lista completa de ativos de renda fixa para investir agora. São títulos com rentabilidade, prazos e nível risco interessantes, na nossa visão. Para conhecê-los, clique no botão abaixo:
(Por Thales Carmo, analista de Materiais Básicos da XP Investimentos)
- O setor de mineração tem peso bastante relevante na nossa bolsa, e os movimentos da commodity geram discussões neste início de 2022.
- Chamamos um analista especialista no setor para explicar um pouco sobre o setor e para te contar o que está acontecendo nesse momento.
- Veja quais as recomendações desse analista para investir no setor.
Nas últimas semanas, o setor de mineração voltou com força à pauta principal no Brasil, com diversos eventos acontecendo simultaneamente.
Nesse pequeno comentário, tentamos trazer um resumo dos últimos acontecimentos para você não ficar de fora! Mas primeiro, vamos começar pelo básico…
Para que serve o minério de ferro?
O minério de ferro é o principal componente na criação do aço (cerca de 98% do minério de ferro no mundo é utilizado na indústria siderúrgica).
Estamos falando de um mercado altamente concentrado, com poucas empresas no Brasil e na Austrália sendo responsáveis por mais de 72% da oferta transoceânica de minério no mundo.
Como toda commodity existente, os seus preços são função de oferta, demanda, sentimento de mercado, liquidez, entre outras coisas. Por conta disso, seus preços tendem a ser bastante voláteis.
Quando falamos em demanda por minério de ferro, não podemos nos esquecer da China. Mesmo tendo a terceira maior produção da commodity, seguida da Austrália e Brasil, os chineses são – de longe – os maiores importadores do minério, responsáveis pela importação de mais da metade do minério produzido!
Além disso, a China ainda produz mais aço do que todos os outros países somados. Em 2021, a China produziu 1,03 bilhão de toneladas de aço bruto, 8,7x mais que o segundo maior produtor, a Índia. No entanto, hoje vamos focar no lado da oferta, principalmente no Brasil.
Conforme comentamos, poucas mineradoras no Brasil e na Austrália concentram a oferta da commodity no mundo. Essa concentração se dá, entre outros motivos, pela estrutura de custos dessas empresas. Os custos operacionais dos principais produtores estão entre os mais baixos de toda a indústria.
No Brasil, a produção de minério de ferro é bastante concentrada em dois estados (Minas Gerais e Pará), que representam 99% da produção total do minério no Brasil.
Não coincidentemente, as principais mineradoras brasileiras atuam nesses estados, como a Vale (72% da produção total), a CSN Mineração (10%), a Anglo American (7%), a Usiminas (2%) e a Vallourec (1%). A última teve um espaço especial na mídia nos últimos dias…
Recentemente, as fortes chuvas em Minas Gerais tomaram conta dos noticiários. Com os diversos alagamentos e tragédias, veio também a preocupação com a segurança das barragens.
No dia 8 de janeiro, o dique de água da Vallourec transbordou, paralisando uma rodovia e, como resultado, sofreu uma multa de R$ 288 milhões por danos ambientais.
Consequentemente, o transbordamento fez com que as demais mineradoras suspendessem as atividades para garantir o funcionamento das suas barragens. Essa paralisação não durou muito e as mineradoras já retomaram as operações, uma semana após o anúncio.
O risco acabou, então?
Muito pelo contrário. Inclusive, sempre buscamos ressaltar que o risco de um novo rompimento de barragem deve ser um dos principais pontos de atenção aos investidores, principalmente quando tratamos de Vale.
Segundo uma nota do Ministério Público, existem 31 barragens em situação de emergência em MG e determinaram que adotassem medidas em 18 delas para reforçar a segurança. Todas as 18 estruturas são da Vale.
Mesmo assim, ainda acreditamos no seu potencial de valorização das mineradoras, como a Vale, Bradespar e a CSN Mineração.
Recomendações
Nossa recomendação para Vale (VALE3) é de Compra e preço-alvo de R$97/ação para os próximos 12 meses.
Já para Bradespar (BRAP4), nossa recomendação é de Compra e preço-alvo de R$32,8/ação.
Por fim, também temos recomendação de Compra para a CSN Mineração (CMIN3), com preço-alvo de R$7,8/ação.
- Celebridades ao redor do mundo estão gastando milhões para adquirir NFTs de figuras digitais.
- Os token não-fungíveis (em português) são únicos e não podem ser replicados;
- Mas por que investir tanto dinheiro assim nessas imagens digitalizadas?
- Entenda nas próximas linhas o potencial visto nesse mercado.
Tom Brady está entre os principais assuntos da semana — isso porque o jogador da liga de futebol americano dos EUA, considerado o maior de todos os tempos, se aposentou do esporte e pretende se dedicar a sua empresa de NFTs e aos investimentos em criptoativos.
Recentemente, também fizeram barulho notícias que o jogador de futebol Neymar Jr. e o cantor Justin Bieber investiram milhões de dólares em NFTs da coleção “Bored Ape”, que são literalmente imagens digitalizadas de macacos negociadas e armazenadas dentro da blockchain Ethereum.
E eles não são os únicos investidores dessas propriedades digitais: jogadores da NBA, artistas de Hollywood, e outras tantas pessoas de expressão também fizeram aquisição de seus NFTs.
Não sabe o que são NFTs? Explicamos melhor nesse texto.
A coleção Bored Ape Yacht Club (BAYC) já é a mais valiosa do mundo, com 10 mil imagens de macacos geradas aleatoriamente e negociadas por valores a partir de 114 ETH (ou US$ 310 mil). As cores e os looks dos personagens determinam seu valor e raridade no mercado, e na última semana o token BAYC #3001 foi comprado por Justin Bieber pelo equivalente a US$1,3 milhão.
O volume financeiro elevado que essas “figurinhas” vem movimentando chamou a atenção das redes sociais. Mas por que esse mercado tem atraído tantos milhões?
Por que Tom Brady e outros famosos apostam em NFTs?
A compra de um item BAYC vai além de ter uma peça de arte digital na sua coleção: os proprietários desses tokens fazem parte de um clube, com acesso exclusivo a eventos e benefícios, gerando esse ambiente fechado e pouco acessível. O status de fazer parte da mesma comunidade de astros como Stephen Curry, Drake e Neymar traz valor para esses ativos.
Nessa linha, podemos comparar essas NFTs a obras de arte, carros de luxo, ou até mesmo sociedade em algum “golf club” de multimilionários. Porém, com alcance global e de forma digital.
A escassez também gera valor para os “Bored Apes”. Como a quantidade desses NFTs são limitados por séries, a demanda crescente por eles pode gerar lucros para aqueles que já possuem e querem revender suas unidades.
Já Tom Brady co-fundou uma plataforma de NFTs chamada Autograph, que vende tokens assinados por esportistas celebrados como Wayne Gretsky (da National Hockey League), Usain Bolt e Tony Hawk. Segundo o Decrypt, a plataforma captou US$170 milhões em uma rodada de investimentos recente, o que mostra que tem muita gente de olho e querendo ingressar nesse mercado.
Tom Brady também é um investidor da exchange de criptomoedas FTX desde junho de 2021, junto com sua esposa e modelo Gisele Bündchen (bem mais conhecida entre nós brasileiros).
Um mundo em rápida evolução
É claro que a “febre” dos NFTs não é um consenso para todas as celebridades, como podemos ver no gentil bilhete do rapper Kanye West, abaixo.

Na mensagem, ele diz que seu foco é em produtos reais e não em ativos digitais, como é o caso dos NFTs. Mas logo no fim, adiciona um aviso “me pergunte mais tarde”.
A realidade é que o mundo dos ativos alternativos e digitais tem acelerado, aumentando seu tamanho e criando novas possibilidades dentro da indústria financeira. O movimento provoca os participantes do mercado a se atualizar, uma vez que novas tendências como essa podem mudar a forma como vemos, compramos e vendemos muitos dos ativos financeiro mais tradicionais.
- A taxa Selic subiu para 10,75% ao ano, atingindo a marca dos dois dígitos, após decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central – o Copom.
- Projetamos que a Selic atinja 11,75% ao ano em março, mas siga nesse patamar até o final do ano, quando deve começar a cair de novo.
- A alta dos juros só é sentida aos poucos nos preços, mas as oportunidades de investimento já são uma realidade.
- Confira aqui o que esperar e como investir com a nova Selic!
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (o Copom) elevou mais uma vez a nossa taxa básica de juros (a taxa Selic), para 10,75% ao ano. Na última reunião, em dezembro do ano passado, a taxa havia sido elevada para 9,25% ao ano.
A taxa está em processo de elevação desde março do ano passado, quando subiu de 2,00% para 2,75% ao ano, após o auge da pandemia da Covid-19 – período no qual o Banco Central reduziu os juros para estimular a economia, minimizando os impactos da pandemia sobre a economia do país.
O que disse o Copom?
Após cada reunião, o Copom divulga um comunicado detalhando sua decisão, e sinalizando ao mercado os próximos passos que devem ser tomados em relação à taxa Selic.
No comunicado de hoje, os diretores do Banco Central destacaram a continuidade das pressões sobre os preços, vindo tanto de bens mais voláteis (como gasolina e alimentos), quanto de serviços, que tendem a ser menos impactados por movimentos como a alta do preço de commodities – o que indica que inflação está mais disseminada na economia.
Por outro lado, o Copom sinalizou que a alta de juros implementada até agora ainda será sentida nos preços, e que pode começar a reduzir o ritmo do aperto monetário. Na nossa leitura, isso indica que o Copom entende que não precisa subir muito mais a Selic para trazer a inflação de volta à meta no ano que vem – no caso, dentro do “horizonte relevante”, como falamos em política monetária.
Horizonte Relevante de Política Monetária
Você já ouviu falar do tal do “horizonte relevante de política monetária? Esse conceito se refere ao período entre o aumento/queda na taxa de juros determinado pelo Banco Central, e o efeito disso na economia real – por meio do crédito, do câmbio e das expectativas.
Esse período pode variar entre 6-9 meses, a depender do país, e da metodologia usada.
Mas o importante a destacar é que, conforme nos aproximamos do final de um ano, os esforços do Copom se dirigem ao ano seguinte, dado que a elevação de juros hoje não impacta a inflação sentida hoje.
Assim, uma eventual alta de juros será sentida gradualmente ao longo dos 6-9 meses subsequentes.
O que esperar para frente?
Diante de tudo isso, esperamos agora que o Copom eleve a Selic mais uma vez na próxima reunião, em março, para 11,75% ao ano. A taxa deve seguir nesse patamar até o fim do ano– quando esperamos que ela comece a ser reduzida aos poucos, uma vez que a inflação também já deve estar mais fraca.
Mas o processo de desinflação não será rápido. A alta da Selic demora por volta de 9 meses para ser sentida na economia como um todo. E há riscos. O risco fiscal e a incerteza trazidas pelas eleições pressionam o valor da nossa moeda, que pode voltar a desvalorizar, afetando a inflação – não se esqueça que importamos do trigo para o pãozinho, à peça para o carro e à gasolina.
Assim, para o dia a dia do brasileiro, a alta dos juros e a queda da inflação serão sentidas gradualmente. Ou seja, devemos esperar maiores custos de crédito (em diferentes modalidades) ao longo dos próximos meses.Da mesma forma,a alta de preços deve começar a perder força especialmente na segunda metade do ano, e esperamos que a inflação termine 2022 em 5,2% – uma queda significativa dos 10,06% do ano passado.
Já para o mercado, a decisão de hoje não deve ter grandes impactos imediatos. Isso porque a decisão de subir 1,50pp da taxa Selic veio em linha com o esperado pela grande maioria dos analistas, inclusive nós. Desse modo, não esperamos movimentos muito significativos no mercado de renda fixa e na taxa de câmbio como reação ao anúncio do Copom.
Como investir com a Selic em dois dígitos?
Juros mais altos também significam oportunidades de investimento, muito além da “boa e velha” poupança. Um cenário de juros em elevação eleva a relevância e atratividade da Renda Fixa. Títulos pós fixados, como o Tesouro Selic, passarão a oferecer maiores retornos (de 10,75% ao ano), por seguirem a taxa Selic.
Já títulos de renda fixa indexados à inflação ajudarão a proteger o patrimônio da ainda presente incerteza de preços, assim como fundos de investimento de renda fixa. Contamos muito mais sobre oportunidades nessa classe de ativos aqui.
Mas, se era verdade que a Renda Fixa não tinha morrido no período de juros baixos (sempre sendo importante para investimentos como reserva de emergência), também é verdade que outros investimentos seguem trazendo oportunidades nesse período de juros em elevação e inflação pressionada.
Na bolsa, selecionamos ações de empresas vistas como de alta qualidade, com margem superior aos seus pares, endividamento baixo, crescimento de lucro e a preços atrativos.
Enquanto isso, a classe de ativos conhecida como alternativos também ganha relevância no momento atual, especialmente os ativos reais. Esse ativos costumam ter baixa correlação com ciclos econômicos e inflação, como commodities minerais e agrícolas, metais preciosos e criptoativos. Uma alternativa simples para acessar esses investimentos é por meio do eTrend Ativos reais.
- No mês mais curto do ano, a inflação pressionada no Brasil e no mundo, a iminente elevação dos juros nos Estados Unidos e a tecnologia do metaverso estão em foco.
- Nossa sugestão de investimento ideal para cada perfil de investidor mudou, também refletindo novas tendências.
- Trazemos mais detalhes sobre o cenário e sugestões sobre onde investir nas próximas linhas.
Finalmente acabamos o primeiro mês mais longo do ano (o segundo mais longo é agosto, claro), e partimos para aquele que começa e termina em um piscar de olhos: fevereiro.
Além de expectativas ancoradas no feriado preferido dos brasileiros, o mês deve seguir marcado pela preocupação com a inflação pressionada no Brasil e no mundo, pela iminente elevação dos juros nos Estados Unidos, e por muitos vídeos sobre o nosso futuro em versão avatar, com o conceito de Metaverso ganhando cada vez mais relevância.
Como investir nesse cenário de incertezas, mas também oportunidades? A nossa alocação sugerida para o mês, por perfil de investidor, é a seguinte:

Não sabe seu perfil de investidor ainda? Não se preocupe! Clique aqui e descubra onde você se encontra na nossa “escada do risco X horizonte”.
Abaixo, te contamos os detalhes desse cenário, e de onde investir em fevereiro.
Até onde vai a inflação?
Como contamos pra vocês no nosso “Onde Investir em 2022”, a inflação segue sendo um dos principais temas da economia e dos investimentos em fevereiro.
Acreditamos que a inflação deve perder força até o final do ano, especialmente a partir do segundo semestre. Assim, projetamos que o IPCA (nosso principal indicador de inflação) encerre 2022 em 5,2% – ainda acima da meta do Banco Central, mas bem abaixo dos 10,06% observados no fim do ano passado.

Essa queda será levada por uma série de fatores, incluindo a melhora da situação climática e a normalização das cadeias de produção globais (com o fim do abre e fecha de fábricas e portos), e a estabilização do preço das commodities. Mas um fator central será o aumento das taxas de juros, tanto no Brasil, quanto no mundo.
Por aqui, projetamos que a Selic atinja 11,50% em março. Nos Estados Unidos, vemos o Banco Central (o FED) elevando os juros para próximo de 1% até o fim do ano. Aliás, esse é outro tema quente do mês que se inicia: a alta de juros nos EUA.
Mas antes, vale destacar como proteger seus investimentos dessa onda inflacionária. Afinal, inflação em queda não significa que os preços vão cair, e sim que passarão a subir mais devagar.
Algumas das melhores escolhas para isso são:
- Renda fixa indexada ao IPCA, incluindo os títulos Tesouro IPCA+, títulos bancários (como CDBs, LCIs e LCAs) e o crédito privado, como as debêntures. Saiba mais das nossas recomendações de renda fixa aqui.
- Fundos imobiliários com contratos corrigidos pelo IGP-M ou IPCA. Acesse nossa carteira recomendada de FIIs aqui.
- eTrend Ativos Reais: um fundo focado em investimentos em ativos “reais”, que costumam ter baixa correlação com ciclos econômicos e inflação, como commodities e criptoativos. Falamos mais desse fundo recém lançado na Rico aqui.
- Outros investimentos da classe de alternativos, como fundos passivos (que seguem índices de investimentos pré-determinados). Uma das opções nesse sentido é o fundo Trend Commodities.
Investimentos alternativos: o que são?
A classe de ativos “Alternativos” não tem esse nome por acaso. Ela se refere a ativos que tipicamente fogem do comum ou mais tradicional – como as ações negociadas na bolsa, a boa e velha renda fixa, e fundos de investimento com estratégias historicamente estabelecidas.
Porém, os ativos alternativos costumam ter níveis de riscos também superiores aos ativos convencionais. Ou por conta da menor liquidez (como é o caso de fundos de Private Equity – que investem em empresas não negociadas na bolsa), ou devido à maior volatilidade, como a observada com criptoativos e commodities.
Assim, os percentuais recomendados em nossas carteiras são calibrados para que sejam adequados para cada perfil de investidor e para cada política de investimento, sendo crescentes quanto maior for o nível de risco da carteira e seu horizonte de investimento.
Por que a bolsa brasileira largou na frente esse ano?
Você sabia que o Brasil virou destaque positivo nos mercados globais nesse começo de ano? Pode parecer fake news, mas enquanto os principais índices de ações nos EUA, o S&P 500 e o Nasdaq, caem -5,3% e -9,0% no ano, respectivamente, a Bolsa brasileira em dólares já sobe +12,4%.

Dois motivos principais explicam essa performance positiva:
1. Rotação e exposição a setores tradicionais
O fenômeno conhecido como “rotação” nos mercados se refere à migração de investidores de ações de empresas consideradas de crescimento para ações consideradas de Valor.
Isso acontece porque os setores de Valor, como bancos e commodities, não sofrem tanto com um aumento de taxas de juros, por terem dívidas menores, e gerarem lucros hoje (daí, o “valor”). Além disso, o setor financeiro, em alguns casos, até se beneficia da elevação dos juros.
Já no setor de tecnologia, muitas empresas não geram lucro hoje e tem grande parte do seu valor no futuro, além de maiores dívidas. Isso as torna muito sensíveis à variações na taxa de juros.
Mas por que os juros estão subindo? O principal motivo por trás desse movimento está justamente ligado com a onda inflacionária global. Com a inflação tendo atingido 7% em 2021, o FED deixou claro que os juros começarão a subir no país muito em breve.

Caso o FED suba juros além do esperado, isto pode diminuir o fluxo de investimentos para ativos considerados mais arriscados, como os brasileiros, assim como desvalorizar nossa moeda. Falamos mais sobre isso aqui. Porém, não vemos esse movimento por ora.
Poro ora, o que vemos é a bolsa brasileira se beneficiando do movimento de rotação, por ser altamente exposta à setores tradicionais, ligados a empresas de Valor.
O setor financeiro responde por 24% do Ibovespa, e o de commodities, por 40%.
E por falar em commodities, os preços seguem em alta no mundo, por uma combinação de alta inflação, forte recuperação de demanda e oferta ainda fraca, além de questões geopolíticas – destaque para as tensões entre Ucrânia e Rússia e o efeito sobre o preço do petróleo, como detalhamos nesse vídeo.
2. A bolsa brasileira está barata
Gringos gostam de ativos baratos, assim como investidores domésticos. Por conta principalmente do cenário macroeconômico conturbado e da desvalorização da nossa moeda, o Ibovespa se encontra no maior patamar de desconto da história em relação à Bolsa americana.
Obs: Essa métrica é tipo comparar um apto de 5 mil o m2 com outro em um outro prédio por 10 mil o m2. Historicamente, o desconto entre eles é de 20%, mas imagina que o mais barato agora esteja com um desconto de 40%?
Por isso, vale destacar a exposição a bons ativos de renda variável, respeitando o seu perfil de investidor. Selecionamos algumas das melhores alternativas aqui:
- Ações de empresas vistas como de alta qualidade, com margem superior aos seus pares, endividamento baixo, crescimento de lucro e a preços atrativos.
- Ações de empresas que historicamente se beneficiaram de momentos com inflação mais elevada. Temos uma cesta destas empresas aqui.
- Por fim, ações de empresas ligadas a setores de commodities, que estejam negociando com desconto perante ao seu histórico.
Mas, alto lá! Isso não significa que você não precisa mais investir fora do Brasil. Diversificação tanto entre classes de ativos, quanto entre geografias, segue sendo essencial. Lembrando que a economia brasileira (medida pelo PIB ajustado por poder de compra) responde por menos de 3% da economia global.
Assim, seguimos destacando investimentos internacionais para compor sua carteira. Entre eles:
- BDRs (Brazilian depositary receipts): recibos negociados na B3 que representam ações de empresas não sedeadas aqui no Brasil.
- Família de fundos Trend: fundos passivos, ou seja, que replicam índices de referência do mercado. São opções com taxa de administração baixa, facilidade no resgate e você ainda pode escolher se deseja o investimento em dólares ou em reais em boa parte dos casos. Confira na sua conta Rico, na aba de fundos de investimento;
- ETFs (Exchange traded funds): fundos negociados em bolsa, no nosso caso, na B3. Assim como a família Trend, são fundos passivos, mas neste caso você negocia as cotas por meio do seu home broker na Rico.
Ah, e para as BDRs, temos uma seleção das melhores oportunidades nesse universo de empresas, as Estrelas Globais. Assine aqui!
Além disso, apenas a diversificação internacional te permite a exposição a setores/teses de investimento ainda não existentes ou muito incipientes no Brasil. Como é o caso do Metaverso.
E esse tal de Metaverso?
O ano de 2022 começou com os dois pés no Metaverso, com compras de quadros exóticos em NFTs e vídeos simulando a home office com colegas em versão avatar. Se você perdeu o bonde desse movimento, que promete ser a próxima revolução digital por meio de um ecossistema ligado à realidade física, te contamos tudo aqui.
É claro que ainda há desafios para que essa evolução da internet se torne “o novo normal” para a população global, como a própria infraestrutura tecnológica necessária, a mudança de comportamentos culturais e questões de privacidade de dados.
Mas a verdade é que o tema tem atraído cada vez mais empresas ao redor do mundo, impulsionando investimentos de alguns milhares de dólares. De acordo com a gigante financeira japonesa Nomura, o mercado potencial ligado ao metaverso pode chegar a de cerca de US$ 4,5tri.
Como investir no metaverso?
Existem algumas formas que você pode se aventurar nesse mundo que promete ser a nova revolução da internet:
- Empresas: Investir diretamente em empresas ligadas pode ser uma alternativa de se expor a esse mercado. As empresas podem estar ligadas a setores como infraestrutura de internet, até criação de softwares e hardwares de suporte a esse novo universo. Entenda mais aqui.
- Fundos de Investimentos Temáticos: O fundo Trend Metaverso é uma forma diversificada de reunir 30 empresas ligadas ao tema do Metaverso, com aplicação mínima de R$100,00. Conheça o fundo aqui.
- Criptoativos: Ativos como NFTs de terrenos virtuais, roupas virtuais, e imagens exclusivas são criadas e especuladas dentro desse sistema. Além disso, moedas digitais criadas com propósitos específicos nesse sistema são cada vez mais populares. Uma forma de investir em criptoativos pela bolsa brasileira é o HASH11, um ETF que investe em criptomoedas – entre elas o Ethereum (hoje, a principal para negociação de NFTs).
Mas vale destacar que, se por um lado esse é um meio direto para o investimento no metaverso, por outro é o que traz maior risco e, portanto, exige maior cautela.
Finalmente, como falamos acima, o movimento de “rotação” que tem ocorrido nas bolsas, movido pela expectativa de alta de juros nos EUA, acaba impactando principalmente empresas de tecnologia.
Assim, por ser uma tese com maior potencial no longo prazo, recomendamos que considere uma parte relativamente menor de sua carteira para esse tipo de investimento, dentro do indicado para renda variável – sempre se atentando ao seu perfil de investidor.
- Acabou janeiro, acabou a farra? Ou será que cabe mais um esquentinha pré carnaval?
- No nosso esquenta para a reunião do Copom, teremos open bar de taxa Selic em dois dígitos, com elevação para 10,75% ao ano amanhã.
- Recado duro do Copom deve reforçar política contracionista, com taxa básica de juros chegando em 11,50% em março.
- Fantasia desse ano para seus investimentos? Pós fixados para acompanhar juros em alta, proteção contra a alta de preços com renda fixa e ativos reais, oportunidades seletivas na bolsa e diversificação.
- Vem esquentar, que te contamos tudo!
Hoje é 01 de fevereiro. Acabou o segundo mês mais longo do ano (o primeiro é agosto, claro)! E com ele, acabou a farra. Ou será que ainda tem espaço pra um esquentinha? Para animar o carnaval que se aproxima, quando seguiremos sem bloquinhos e desfiles (mas, ao menos, vacinados)!
Então bora! Preparem-se para o esquenta mais esperado dos últimos 45 dias: o esquenta para o Copom.
Isso porque hoje começa a reunião do nosso Comitê de Política Monetária do Banco Central (que termina amanhã). Como vocês já leram aqui há exatos 45 dias, a cada reunião dos diretores do Banco Central do Brasil, o esquenta fica por nossa conta, para que você saia muito bem informada(o) sobre o que esperar da decisão que afetará a nossa taxa básica de juros, a Selic, e os seus investimentos.
Heatmap do Copom: o drink da casa
Tudo começa com nossa visão 360° da economia desde a última reunião do Copom. O que aconteceu de importante na economia do Brasil e do mundo, que impactou, está impactando, e esperamos que impactará a inflação por aqui?
Quem leu nossos últimos esquentas, já sabe que tudo isso está ilustrado na tabela abaixo: o famoso heatmap do Copom. Esse mapa de calor, em bom português, serve para ilustrar o que achamos que os diretores do Banco Central estarão olhando enquanto discutem o que fazer com a taxa Selic. Lembrando: sempre com o objetivo principal de controlar o comportamento dos preços.
Quanto mais vermelho (azul), mais a variável está atuando para piorar (melhorar) a perspectiva da inflação.
Já os curiosos pássaros estampados no alto indicam uma nomenclatura também curiosa sobre política monetária no mundo: os Hawks (falcões) e os Doves (pombas). Quanto mais vermelho, mais o comportamento do indicador aponta para uma decisão do Banco Central para o lado hawkish; já quanto mais azul, mais o indicador aponta uma decisão para o lado dovish.
Falcões X Pombas
Hawkish – Aparentemente relacionado ao comportamento de soldados na Guerra da Independência dos EUA, a figura de um falcão está associada à coragem, força, rigidez. Em política monetária, faz referência ao comportamento de banqueiros centrais mais preocupados com o controle da inflação, menos lenientes com a alta de preços e o potencial distanciamento de sua meta.
Dovish – Já as pombas são relacionadas a… acho que apenas pombas mesmo, na tranquilidade, de boa esperando seu pãozinho no parque! Em política monetária, as pombas então são associadas a autoridades monetárias mais lenientes com a inflação. Para os quais “um pouquinho de alta de preços não faz mal a ninguém”, mesmo que se distancie da meta almejada.

O mapa são paulino (?): inflação corrente preocupa Copom
Para entender melhor os números da tabela acima, vale separá-los entre os azuis ou brancos (ou seja, aqueles que reduzem as pressões sobre os preços, ou são neutros) e os vermelhos – aqueles que estão dando um empurrãozinho para os preços seguirem subindo com força.
Como podemos ver, o heatmap desse mês está quase a arquibancada da torcida do São Paulo, não fossem por alguns azuis ali no meio. Ou seja, entre o neutro e os inequívocos vermelhos, com alguns elementos que contribuem para um processo de desinflação adiante, mas com outros (importantes) reforçando a preocupação do Banco Central sobre a alta de preços a frente.
Começando por movimentos que devem ajudar o BC no desafio de controle de preços, temos: i) a economia vem perdendo força nos últimos meses, apesar de alguns dados positivos em novembro (atividade fraca à menor demanda por bens e serviços à menor pressão sobre os preços); ii) a valorização da nossa moeda, puxada principalmente pelo preço elevado de commodities, apesar da alta de juros esperada nos EUA (que te contamos melhor aqui); e iii) a melhora do cenário de chuvas no país, consolidando perspectivas de queda nos preços da energia elétrica nesse ano.
Apesar destes fatores positivos, a inflação não perdeu força nos últimos 45 dias, influenciando as expectativas sobre os preços no futuro – até o final desse ano, e no próximo. O resultado mais recente da prévia da inflação ao consumidor (o IPCA-15) revela que a forte alta de preços está disseminada na economia (entre bens e serviços), e indicadores de inflação ao produtor indicam que mais altas devem ser repassados aos consumidores nos próximos meses.
Uma nova rodada de altas das comodities explica boa parte dessas pressões. O petróleo superou 90 dólares o barril, e minério de ferro subiu 24,7% desde o último Copom. Além disso, o clima prejudicou a produção de grãos no sul do país.
Resumo da ópera? Os diretores do BC devem estar mais preocupados com o processo de queda da inflação ao longo dos próximos meses, se comparado à última reunião do Copom.
Selic 10,75% amanhã e 11,50% em março
Com tudo isso junto e misturado, esperamos que o Banco Central anuncie amanhã mais uma elevação de 1,5 ponto percentual na Selic – levando a taxa para 10,75% ao ano, de 9,25% atualmente.
E daqui para frente? Já que as commodities parecem ter colocado ainda mais lenha na fogueira inflacionária desde o último Copom, esperamos que o BC passe um recado bastante “falcônico” em sua comunicação.
Ou seja, um comunicado destacando que fará tudo o que tiver no alcance para que a inflação alcance a meta (de 3,5% ano que vem) no horizonte relevante de política monetária (oi? Te contamos no box abaixo!).
Em nossa visão, isso significa que o Copom deverá continuar a subir a Selic até março, levando a taxa para 11,50% ao ano.
Horizonte Relevante de Política Monetária
Você já ouviu falar do tal do “horizonte relevante de política monetária? Esse conceito se refere ao período entre o aumento/queda na taxa de juros determinado pelo Banco Central, e o efeito disso na economia real – por meio do crédito, do câmbio e das expectativas.
Esse período pode variar entre 6-9 meses, a depender do país, e da metodologia usada.
Mas o importante a destacar é que, conforme nos aproximamos do final do ano, os esforços do Copom se dirigem ao ano seguinte, dado que a elevação de juros hoje não impacta a inflação sentida hoje.
Assim, uma eventual alta de juros será sentida gradualmente ao longo dos seis-nove meses (aproximadamente) subsequentes.
Após isso, vemos o processo de desinflação – quando os preços passam a subir mais devagar (e não necessariamente caem) – ganhando força. O crédito mais caro com a Selic mais alta ajudará a reduzir a pressão sobre os preços. Além disso, os Bancos Centrais de países desenvolvidos subindo também os juros devem ajudar a segurar o preço de insumos no mundo, incluindo as commodities.
Mas esse processo não será rápido, especialmente considerando que a alta do juro básico demora por volta de 9 meses a um ano para ser sentida na economia como um todo. Tampouco não terá riscos – com o bom e velho risco fiscal ameaçando desvalorizar nossa moeda novamente (afetando a inflação).
Como investir com a Selic em dois dígitos?
Independente de acertamos em cheio o patamar da Selic ou o ritmo de altas definido pelo Copom, a taxa deve seguir alta bom tempo. Aquilo que chamamos de “política monetária contracionista”, em que a taxa Selic desestimula a economia para conter a alta de preços.
Acreditamos que esse patamar será o suficiente para trazer a inflação para mais próximo à meta do Banco Central no final do ano que vem. Quão mais perto? Vemos IPCA em 5,2% até o final de 2022.
Nesse cenário de juros em elevação, a Renda Fixa volta a ganhar bastante relevância e atratividade (não que não cansemos de contar para vocês por aqui sobre a importância da diversificação em qualquer período, e de uma boa e segura reserva de emergência). Títulos de renda fixa indexados à inflação te ajudarão a proteger seu patrimônio de toda essa incerteza de preços, enquanto títulos pós fixados acompanharão a elevação da taxa Selic – elevando o retorno dos investimentos. Contamos muito mais sobre oportunidades nessa classe de ativos aqui.
Mas, se era verdade que a Renda Fixa não tinha morrido no período de juros baixos, também é verdade que outros investimentos seguem trazendo oportunidades nesse período de juros em elevação e inflação pressionada.
Enquanto isso, a classe de ativos conhecida como alternativos também ganha relevância, especialmente os ativos reais – que costumam ter baixa correlação com ciclos econômicos e inflação, como commodities minerais e agrícolas, metais preciosos e criptoativos. Uma alternativa simples para acessar esses investimentos é por meio do eTrend Ativos reais.
Finalmente, mas não menos importante, investimentos internacionais podem trazer tanto diversificação geográfica, quanto de risco. Isso porque ativos dolarizados podem servir de proteção contra uma eventual desvalorização (ainda maior) da nossa moeda, impulsionado por incertezas domésticas.
Fundos internacionais, BDRs (recibos de ações estrangeiras negociados na B3) e ETFs (fundos negociados na bolsa) são alternativas simples para você acessar investimentos fora do país.
- Empresas que não são capazes de se adaptar às mudanças tecnológicas podem virar verdadeiras âncoras para os investidores de longo prazo.
- A chegada do conceito de Metaverso, com sua promessa de revolucionar o modo como vivemos hoje, só tende a fortalecer esse movimento.
- Te conto aqui como investir nessa nova tendência, sem precisar comprar terrenos virtuais ou NFTs de macacos.
- Conheça o Trend Metaverso, e as empresas que já estão por dentro desse novo mundo virtual.
A maravilha da adaptação
Uma das coisas que admiro muito em empresas de tecnologia é sua rápida capacidade de adaptação. Isso porque um dos meus lemas como investidor é “ser um investidor pelo resto da minha vida”.
Quando você pensa em ser um “investidor vitalício”, a principal preocupação é colocar seu suado dinheiro em ativos duradouros, que se provem no tempo e, no caso de empresas, que sejam capazes de se transformar caso necessário.
Por isso, histórias de empresas como a Kodak ou a Blockbuster, que negaram uma mudança no mercado e praticamente deixaram de existir, assombram os pesadelos de investidores de longo prazo (como eu).
Com a chegada da blockchain, dos criptoativos e do tão falado Metaverso, que prometem ser uma tecnologia tão revolucionária quanto a internet, muitas empresas já começam a se movimentar para não ser a “próxima Blockbuster” e ficar de fora da festa.
O que é o Metaverso?
O Metaverso é um ambiente de realidade virtual que representa o próximo passo da internet. Um ecossistema online povoado por avatares controlados por pessoas reais, e que oferece atividades ligadas à realidade física.
Em outras palavras, o Metaverso é uma evolução da internet. Hoje, muitos jogos já funcionam como um ambiente onde pessoas se encontram virtualmente não somente para jogar, mas também para interagir, como em muitas redes sociais.
Assim, o Metaverso estende essa experiência além dos jogos, criando literalmente uma realidade virtual para que pessoas possam treinar, aprender, testar e interagir sem a presença física.
Por seu potencial entendido como revolucionário, o tema tem atraído cada vez mais empresas ao redor do mundo, impulsionando investimentos de alguns milhares de dólares.
Grandes empresas de tecnologia já têm dado os primeiros passos para entrar nessa nova tendência, como é o caso do Facebook, que mudou o nome do seu grupo de empresas para “Meta” em referência ao Metaverso.
Outra gigante da tecnologia, a Microsoft, também entrou recentemente nessa corrida. Seu fundador, Bill Gates, afirmou acreditar que, em aproximadamente três anos, a maioria das reuniões de negócios ocorrerá no Metaverso.
E a empresa foi muito além das palavras. A Microsoft abocanhou a maior empresa do mercado de games – mercado hoje maior que o de música e cinema juntos -, a Activision Blizzard, por mais de US$ 69 bilhões. A empresa, além de criar jogos que servem como referência para o Metaverso, também está envolvida no desenvolvimento de criptoativos relacionados à games.
Como investir no Metaverso?
Para investir no Metaverso, você não precisa necessariamente comprar terrenos virtuais ou NFTs de macacos (como fez o Neymar).
O que é um NFT?
NFT (sigla para Token não fungível) é uma sequencia de caracteres única atrelada a um arquivo, que funciona como um selo de originalidade criptográfico e serve como prova de que o arquivo é original ou autêntico. Mais ou menos como acontece com uma marca d’água nas notas de real.
É possível atrelar um NFT a qualquer tipo de produção digital, de música à memes. Por sua originalidade confirmada, o NFT têm ganhado muita relevância no mercado de colecionáveis.
Uma das formas mais seguras de se expor a esse mercado é investir em empresas que estejam por trás do desenvolvimento dessas tecnologias, e que podem surfar essa tendência no mercado que já atuam no momento. Esse é o caso das “big techs” que citei ao longo desse texto, além de muitas outras.
Pensando nisso, criamos o fundo Trend Metaverso, disponível na plataforma da Rico. Com aplicação mínima de R$100,00, você pode investir em em aproximadamente 30 empresas ligadas ao tema de Metaverso. Seja pela criação de jogos, ambientes virtuais, infraestrutura tecnológica, óculos e outros aparelhos de realidade aumentada, etc.
Composição do Trend Metaverso
Diferente do que você pode estar pensando, para investir nessa nova tendência não é necessário arriscar em startups ou empresas pequenas. A maior parte das empresas que formam o fundo estão sediadas nos EUA, Japão e China (respectivamente), e são o que chamamos de Large caps – ou seja, grandes empresas, líderes de mercado. Essas empresas atuam nos setores de entretenimento, internet, fabricação de hardwares e softwares, entre outros.
Além de investir em empresas como Apple, Sony, Nvidia, Walt Disney, Tecent e muitas outras, o fundo também proteção contra a variação do dólar. Ou seja, investindo nesse fundo você têm um investimento hedgeado na sua carteira o que permite acompanhar melhor a valorização dos investimentos sem a interferência do câmbio.
Agora que você já entende tudo do mais novo tema do momento, que tal considerar uma parte da sua carteira na vanguarda do Metaverso?
O Fundo Trend Metaverso está disponível para aplicação na plataforma da Rico com investimento mínimo de entrada de R$100,00. Saiba mais!
- Clima tenso na casa! Já imaginou como seria se os investimentos estivessem no BBB?
- Renda Fixa, Renda Variável, Bitcoin, Fundos DNA e Poupança. Entenda nesse texto super divertido a dinâmica entre esses investimentos.
- Antes de tirar alguém da carteira, que tal dar uma olhada no nosso “Onde Investir em 2022”?
No BBB dos investimentos, hoje é dia de ir ao confessionário para formar o paredão. Quem, afinal, os investimentos gostariam de eliminar das carteiras, ou melhor, da casa, de uma vez por todas?
Renda fixa é a líder do BBB nessa semana. Ela está com tudo nesse cenário de risco fiscal elevado, com alguns títulos batendo recorde de prêmio real recentemente.
Confira os bastidores na íntegra.
Tadeu: — Quem você coloca no paredão, Renda Fixa?
Renda Fixa: — Olha, Tadeu, vou ter que colocar a Poupança. Tem anos e anos que as pessoas acham que investir nela é a mesma coisa que investir em mim, ou até que é mais seguro!
Mas isso não é verdade. A essa altura, acho que o Brasil está vendo que ela rende menos e nem tem mais segurança, isso tudo era balela. Além de tudo, essa história de pagar juros só no dia do aniversário não dá mais. Ela está prejudicando todo o clima da casa.
Tadeu: — Poupança, então hoje você vai para o paredão. O que você quer dizer em sua defesa?
Poupança, olhando para a câmera, cínica: — Brasil, não tenho nada contra investimentos que rendem de verdade, até tenho amigos que são! Mas agora que vocês me conhecem, me deixem na casa! Eu sou diferente: rendo pouco e fico aqui, na minha. Não ajudo, mas também não atrapalho.
Tadeu: — Não foi uma defesa muito boa, heim, Poupança? Pode ir pro confessionário me contar qual é seu voto.
Poupança: — Quero colocar no paredão o Fundo DNA. Acho um absurdo ele chegar assim oferecendo diversificação e rentabilidade com investimento tão baixo, de cem reais. Isso tira todo o meu brilho de antigamente. Por isso eu quero que ele saia.
Tadeu: –– Ok, Poupança. Agora pode vir para o confessionário, Bitcoin
Bitcoin: — Eu vou votar na cesta de ações de baixa volatilidade, por afinidade mesmo. Não consigo me dar bem com esse pessoal tranquilo, que oscila pouco, previsível. Eu gosto mesmo é de volatilidade, de altos e baixos!
Tadeu: –– Obrigado, Bitcoin. Bolsa de Valores, sua vez no confessionário.
Bolsa de Valores: — Tadeu, posso votar no risco fiscal? Não aguento mais os investidores inseguros sobre o meu desempenho por não saber os rumos das contas públicas do país.
Tadeu: — Tem que ser alguém que está na casa, Bolsa.
Bolsa de Valores: — Eu não quero votar na Renda Fixa porque a gente se dá super bem. Muita gente não entende que a nossa dinâmica funciona melhor justamente quando estamos juntas, cada uma com seus objetivos. Ela é minha melhor amiga aqui na casa, não quero que ela vá embora para não correr mais riscos. Por estratégia, então, voto no Fundo DNA, porque sei que ele não precisa de mim, vive muito bem sozinho na carteira das pessoas.
Tadeu, para o público: — Bom, esse paredão ficou muito fácil de decidir, não é mesmo? Provavelmente veremos um massacre com a maior votação da história para tirar a Poupança. Não posso torcer abertamente, mas, cá entre nós, não tem nem competição!
Tadeu muda de câmera, e fala olhando nos seus olhos — E para conhecer nossas recomendações de investimentos sem piadinhas, acesse o Onde Investir em 2022!
- Se você lê frequentemente nossos conteúdos, já deve ter uma boa ideia sobre como escolher Fundos Imobiliários (FIIs) para sua carteira de investimentos.
- Mas ainda fica com dúvida sobre como executar essa compra no site da Rico?
- Sem pânico! Fizemos esse passo a passo para te ajudar a realizar seu primeiro investimento em fundos imobiliários.
Se você é um leitor ávido dos nossos conteúdos aqui na Riconnect, já deve ter acompanhado aqui alguns textos que escrevemos para te ajudar a escolher as melhores opções de Fundos Imobiliários (os famosos FIIs) para a sua carteira de investimentos.
Entre eles, o meu preferido é o “um FII para chamar de seu em 5 passos“, onde detalho os cinco principais pontos para se atentar antes de comprar o seu FII. Nessa mesma linha, também disponibilizamos a nossa seleção de nomes preferidos, mensalmente, em nossa carteira recomendada de FIIs, que você pode acessar de forma gratuita.
Mas mesmo que você saiba como escolher, ou siga as nossas recomendações, sabemos que muitas vezes ainda fica aquela dúvida: como efetivamente realizar a compra de um FII?
Abaixo te ajudamos com um passo a passo de como efetuar a compra de um FII na Rico.
Como investir em FIIs na Rico?
Primeiro, é preciso ter uma conta na Rico. Caso ainda não tenha, você pode abrir gratuitamente aqui. Além disso, investir em FIIs na Rico também é gratuito, Taxa Zero!
Sempre, antes de começar a investir em renda variável, é importante que você tenha sua reserva de emergência. De 6 a 12 meses do seu custo de vida em um investimento seguro de renda fixa com resgate rápido. Como, por exemplo, o Trend Di Simples. Assim, você deixa seus FIIs investidos a longo prazo, diminuindo o risco de precisar resgatar em um eventual momento de baixa do mercado.
Vamos aos “Finalmentes”
Assim que enviar seu dinheiro para a corretora, abra seu aplicativo da Rico, acesse o menu “bolsa”, clique em “Criar lista”. Então, nomeie sua lista como preferir (a minha se chama “FIIs”), digite o código do FII no qual deseja investir (que é composto por 4 letras e o número 11), e clique em concluir.
Clique no FII da sua lista que você quer comprar. Em seguida, clique em “negociar”. Primeiro, certifique-se que o botão de “compra” está selecionado. Feito isso, insira a quantidade, o preço que deseja realizar a sua compra e também a validade da sua ordem.
Na sequência, você pode clicar no “ir para resumo de compra” e, após conferir as informações, envie sua ordem de compra. O aplicativo irá solicitar sua assinatura eletrônica, que nada mais é que sua senha para realizar negociações (diferente da sua senha para acessar o aplicativo da Rico).

O que entender para investir em FIIs
Quantidade: Os FIIs são negociados por “cotas”, sendo “1”(uma) a menor quantidade possível para comprar ou vender. Cada cota dá direito a uma parte do fundo imobiliário, por sua vez, aos imóveis e aos rendimentos deles. Quanto mais cotas você tiver, mais rendimentos receberá mensalmente.
Preço: caso você insira um valor menor do que o preço que está sendo negociado, sua ordem ficará aguardando até que o preço seja atingido para realizar sua compra. Afinal, não tem como comprar mais barato do que as pessoas estão querendo vender. 😊
Ordem a mercado: Quando você marcar a opção de “oferta a mercado”, isso significa que você quer pagar o melhor preço disponível agora para fechar o negócio imediatamente.
Validade: A validade da ordem serve para que ela seja cancelada automaticamente em determinado período, caso a compra não seja realizada (por não ter atingido o preço, por exemplo). Essa validade é para a sua oferta. Ou seja, depois que o negócio está fechado, não tem mais como voltar atrás.
Assinatura eletrônica: Caso não se lembre dessa senha, não se preocupe. Você poderá recupera-la clicando em “Esqueci minha assinatura eletrônica” quando ela for solicitada.
Liquidação: Na negociação de FIIs, o pagamento da negociação acontece em 2 dias úteis (D+2). Isso significa que tanto na compra, quanto na venda, o dinheiro só será movimentado da sua conta Rico 2 dias após o negócio ter sido realizado.
Prontinho! Sua ordem foi lançada, e no menu de “acompanhamento de ordens” você poderá conferir se o negócio já foi fechado ou não. Muito mais simples que comprar um apartamento, não é?!
No dia que você não quiser mais aquele investimento, basta repetir o processo, mas dessa vez com o botão “venda” selecionado.
Quando recebo meus rendimentos?
Agora que você possui um fundo imobiliário na sua carteira, basta aguardar a data de pagamento dos rendimentos para receber os seus primeiros “aluguéis” na sua conta da Rico.
Recebido esse valor, você poderá resgatar para pagar suas contas no banco, ou até mesmo reinvestir e criar o “efeito bola de neve”, onde seus investimentos vão ficando cada vez maiores.

Vale destacar que FIIs determinam uma data, na qual o investidor precisa estar com o Fundo na carteira para ter direito aos rendimentos numa data futura.
Exemplo: O fundo determina que o investidor com o FII na carteira no dia 01/01/2022 receberá os rendimentos no dia 15/01/2022. Isso significa que quem comprar o FII no dia 02/01/2022 (ou depois disso) não receberá esse rendimento. Mas não se preocupe, basta continuar com o FII na carteira que, na próxima data de pagamento, você receberá os frutos desse investimento.
É isso! Pronto para receber seus primeiros rendimentos? 🙂
*Atualização: após a publicação deste conteúdo, a CVM suspendeu a decisão aqui mencionada, após pedido de efeito suspensivo pela Administradora do fundo MXRF11. Entre os motivos apresentados, os administradores alegaram que nos termos a Decisão poderia trazer consequências tributárias negativas para os cotistas e também poderia provocar insegurança jurídica no mercado de fundos de investimento imobiliário. A princípio, então, o pagamento de dividendos não está suspenso, mas ainda há espaço para mudanças nessa decisão. Saiba mais aqui.
- Uma decisão de colegiado da CVM sobre o Maxi Renda colocou em xeque a política de distribuição de rendimentos atual não apenas deste fundo, mas da indústria como um todo.
- O entendimento da autarquia é que o fundo não poderia distribuir rendimentos com prejuízos contábeis.
- Se a medida se tornar definitiva, algumas classes de fundos podem ser mais afetadas.
Os fundos imobiliários experimentaram uma volatilidade atípica nessa quarta-feira (26) após uma decisão da CVM sobre um dos fundos imobiliários com maior número de cotistas do brasil, o Maxi Renda (MXRF11).
Esse fundo em específico despencou 3,9% no pregão de ontem, após divulgação de um comunicado ao mercado a respeito de uma decisão de colegiado da CVM. O IFIX, índice que replica os principais FIIs listados, caiu 0,7%.
O que aconteceu?
A medida, que ainda não é definitiva, questiona a distribuição de rendimentos do fundo mesmo com prejuízos contábeis (o que não é raro atualmente, considerando a recente queda do mercado de FIIs). A análise foi feita em cima de dados de 2020, ano em que a carteira deste FII acumulou prejuízos. Até então, fundos desconsideravam a marcação a mercado (preço dos fundos no mercado em tempo real) para repassar rendimentos aos investidores.
Em entrevista ao InfoMoney, André Masetti, gestor de fundos estruturados da XP Asset Management, responsável pelo FII, descartou impacto imediato no funcionamento do Maxi Renda, porque o fundo iniciou o ano com lucro e poderá distribuir rendimentos independentemente da decisão final.
“Encerramos 2021 com lucro marginal, mas positivo. Em tese, outros fundos da indústria deveriam ficar um período sem distribuir. Não é o caso do Maxi Renda”, disse à reportagem.
Pera aí, pode afetar outros FIIs?
Caso a medida não seja suspensa, e sua aplicação seja estendida aos outros fundos imobiliários, essa nova regra impactaria significativamente na indústria, podendo encerrar com a previsibilidade de pagamentos mensais dos seus rendimentos.
O problema ocorre em eventuais reavaliações dos preços dos ativos para baixo. Conforme o time de análise da XP especialista em FIIs, é esperado que alguns segmentos sejam mais impactados: (i) Fundos de Fundos, já que atualmente apresentam maiores descontos, portanto não tem Lucro contábil, ou seja, não poderiam mais distribuir dividendos; mesma lógica se aplica aos (ii) Fundos de Tijolos, principalmente os segmentos de Lajes e Shoppings e em menor proporção nos fundos do segmento de Logística, que recentemente tiveram reavaliações positivas.
Muita calma nessa hora
Ainda é cedo para saber o que irá acontecer com os FIIs, ainda mais considerando que o próprio colegiado da CVM apresentou opiniões distintas sobre o tema. O assunto deve seguir no radar do investidor de Fundos Imobiliários pelas próximas semanas, mas é esperada volatilidade atípica.