Eles são os ídolos de quem cresceu assistindo futebol. Mas, além dos contratos astronômicos e das vitórias inesquecíveis, você já parou para pensar em como investem os jogadores de futebol?

Em um ano em que as atenções se voltam para o maior torneio de seleções do mundo, entender a fortuna dos jogadores de futebol e como eles protegem esse patrimônio revela lições valiosas para todas as pessoas que investem. Afinal, no mercado financeiro, assim como nos gramados, é preciso ter estratégia para não ser pego no contrapé.

Neste conteúdo, separamos casos de atletas que marcaram golaços na grama e na grana e outros que, infelizmente, tomaram cartão vermelho nas finanças.

Golaços financeiros: em que os jogadores investem?

Muitos atletas entenderam que o auge financeiro no campo é apenas o primeiro tempo da vida. Hoje, a tendência é a profissionalização: o jogador deixa de ser apenas um contratado para se tornar o gestor da sua própria marca e negócios.

Veja quem está batendo um bolão:

1. Ronaldo Nazário

Nenhuma lista de jogadores de futebol que investem ficaria completa sem o Fenômeno. Desde sua aposentadoria, ele vem se mostrando um investidor habilidoso. Ronaldo transformou a história do futebol brasileiro ao investir no time que o revelou, o Cruzeiro.

O investimento o tornou dono da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube, em uma operação intermediada pela XP. Esse movimento foi um marco para o esporte no país, sendo uma das primeiras operações realizadas a partir da lei da SAF.

Além disso, Ronaldo diversifica a fortuna em startups de mídia e tecnologia, provando que apostar no que se conhece é uma estratégia vencedora.

2. Marcelo Lomba

O atual goleiro do Palmeiras é conhecido por ser um investidor estudioso.

Uma das características principais de um bom goleiro é o tempo de reação. Se a rapidez pode tornar o goleiro melhor, a calma é o que garante resultados ao investir. Pelo menos é o que acredita Marcelo Lomba.

Suas escolhas para composição da carteira são majoritariamente ações, que ele analisa diretamente através de leituras nos sites de RI (Relação com Investidores) das empresas.

O jogador também acompanha cartas mensais de fundos, além de buscar conteúdo no YouTube e em livros como “O Investidor Inteligente”, de Benjamin Graham.

Além do estudo constante, Lomba busca manter caixa ao final de todo mês, para garantir conforto no momento de investir. Assim, garante liquidez quando alguma boa oportunidade aparece. Sua estratégia de defesa das grandes oscilações no mercado é manter a calma e investir visando o longo prazo, sem ansiedade.

3. Vinícius Júnior

Destaque absoluto em 2026, Vini Jr. utiliza sua projeção para construir um patrimônio sólido e diversificado. Sua estratégia passa por investimentos imobiliários e, principalmente, por uma forte exposição a ativos globais, garantindo proteção cambial em moedas fortes.

Vini mostra que a diversificação geográfica e o investimento em causas de impacto social (como seu instituto) ajudam a blindar o patrimônio e a construir um legado que vai muito além das quatro linhas.

4. Kylian Mbappé

Mbappé representa a nova elite global que enxerga o futebol como uma plataforma para o empreendedorismo tecnológico. O craque possui sua própria produtora de conteúdo e investe em plataformas de fantasy games e tecnologia aplicada ao entretenimento.

A lição de Mbappé é clara: a aposta na economia digital e em negócios com alto potencial de escala é o caminho para quem deseja multiplicar a riqueza de forma moderna e arrojada.

Veja também a lista de jogadores mais ricos do Brasil e do mundo!

5. Raphael Veiga, Pedro e Everton Ribeiro

Craques como Raphael Veiga (Palmeiras), Pedro (Flamengo) e Everton Ribeiro (Bahia) utilizam assessorias especializadas para gerir seus patrimônios. Eles priorizam ativos conservadores, como o Tesouro Direto, para segurança, mas diversificam em ativos globais. 

A estratégia é priorizar uma reserva de emergência equivalente a uma temporada de salários e diversificar em ativos globais e moedas fortes para garantir proteção cambial. Essa estrutura permite que o foco de quem joga permaneça 100% na performance esportiva, transformando salários em patrimônio perene.

6. Casemiro

O volante diversifica sua fortuna investindo na Case Esports e como sócio majoritário do Marbella FC na Espanha. Ele foca em mercados alternativos com alto potencial de inovação.

Cartão vermelho: jogadores que perderam tudo

Infelizmente, o histórico do esporte também apresenta exemplos de quem não soube driblar as tentações do consumo ou a má assessoria. Olhar para esses casos é fundamental para não repetir os mesmos erros:

Ademir da Guia

Conhecido como “Divino”, apelido herdado do pai, Ademir da Guia encantou todo torcedor palmeirense durante seus incríveis 901 jogos com a camisa alviverde. Até hoje, de longe, o jogador com mais partidas pelo clube.

No entanto, um fim súbito de carreira por problemas de saúde o pegou desprevenido. Sem um planejamento financeiro adequado, Ademir teve diversos empregos após o futebol e hoje leva uma vida muito mais simples do que seu status de ídolo sugeria.

Hoje, como ídolo do clube, ainda faz atos institucionais para a Sociedade Esportiva Palmeiras, mas leva uma vida mais simples do que se poderia imaginar.

Sua história mostra que não adianta ser genial em um aspecto da vida e deixar o resto “devendo” atenção; o preparo para o amanhã deve começar hoje.

Garrincha

Mané Garrincha, o gênio do bicampeonato mundial de 62, desfrutou de um padrão de vida superior à média na época, mas gastou excessivamente com itens supérfluos, como carros e festas. Sem assessoria e enfrentando problemas de saúde, o ídolo morreu sem recursos financeiros. 

A lição de Garrincha é atemporal: não importa o quanto você ganha, mas sim o quanto você gasta. O controle financeiro é essencial para todos, independente do tamanho do salário.

Muller

Campeão mundial em 1994, Muller teve uma carreira vitoriosa em grandes clubes. No entanto, mal assessorado e deslumbrado com a fama e o dinheiro na mão, ele perdeu o patrimônio acumulado e chegou a morar de favor após pendurar as chuteiras.

Como o próprio ex-jogador alertou, é vital manter a cabeça em dia. O deslumbramento é um adversário perigoso que pode levar à perda de tudo o que foi conquistado no auge.

Maradona

O ídolo argentino teve uma vida financeira atribulada, marcada por graves impasses com o fisco italiano devido à falta de pagamento de impostos. Maradona justificava que terceirizava essas questões e não tinha noção das dívidas que acumulava. 

Apesar dos erros, Maradona usou seu prestígio para atuar como técnico de futebol e narrador de partidas. Ciente de seu valor como um dos maiores astros que o futebol mundial já conheceu, ele emplacou uma parceria com a empresa Puma, que desenvolveu linhas de artigos inspirados no jogador.

Apita o árbitro: agora é sua vez

Entender como investem os jogadores de futebol nos mostra que o sucesso financeiro exige mais do que um salário alto; exige estratégia e constância. Seja qual for o tamanho da sua reserva, o estudo e a diversificação são seus melhores aliados para evitar cartões vermelhos na sua carteira.

Conte com a Rico para auxiliar você a escalar sua própria seleção de ativos e alcançar seus objetivos.

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FAQ: tire suas dúvidas sobre os investimentos de jogadores

Como investem os jogadores de futebol atualmente?

 A prioridade é a diversificação: reserva de emergência em renda fixa, imóveis e ativos em moeda forte (dólar/euro). 

Por que existem tantos jogadores que perderam tudo?

A falta de educação financeira, o deslumbramento e a ausência de uma assessoria de confiança são os principais motivos.  

Qual a tendência para o investimento dos jogadores de futebol em 2026?

A profissionalização da marca pessoal como negócio e o aporte em tecnologia e ativos internacionais. 

Elaborado por:

Bruna Sene, CNPI-T 6928

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