Durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida (no último 12 de outubro), aconteceu em São Paulo a terceira edição do Tomorrowland no Brasil. Para a galera não tão antenada no mundo dos eventos, o Tomorrowland é o maior festival de música eletrônica do mundo, e figura no ranking dos 10 maiores festivais de música do planeta – considerando o tamanho do público. 

No Brasil, o evento não ocorria há 7 anos, mas a edição original ocorre anualmente, na cidade de Boom, na Bélgica. Assim, pensando na versão doméstica e gringa do festival, decidimos investigar: o peso financeiro de ir ao Tomorrowland é o mesmo para um brasileiro e seu “equivalente” belga?

Mais precisamente, será que o valor que um cidadão da Bélgica gasta pra ir ao festival no seu país é equivalente ao que o brasileiro gasta para comparecer à edição por aqui?

Um lugar ao Sol do Tomorrow: mais barato para os belgas!

Para fazer uma comparação relativamente mais justa, comparamos a renda média de um trabalhador na Bélgica com a de um trabalhador no Brasil – observando, a partir daí, o peso financeiro para cada um dos hipotéticos fãs comparecer ao festival de música.

Segundo dados do IBGE e de fontes oficiais do governo belga, a renda média de um trabalhador na Bélgica é de € 3.886, enquanto no Brasil, o valor é de R$ 2.897. Já em relação aos ingressos para o Tomorrowland, o valor varia dependendo dos benefícios adquiridos juntos. Em nosso exemplo, utilizamos o preço ingresso básico, diário ou para os três dias de festival. Na tabela abaixo, você pode conferir os valores.

  Bélgica Brasil
Ingresso diário € 135,00 R$ 1.050,00
Ingresso para três dias € 355,00 R$ 2.625,00

Agora, comparando com os valores de renda média que mencionamos acima, chegamos aos valores abaixo:

  Bélgica Brasil
Ingresso diário / Renda média 3.47% 36.24%
Ingresso para três dias / Renda média 9.14% 90.61%

Conforme podemos ver acima, é muito mais barato para um belga do que para um brasileiro ir ao Tomorrowland, relativamente. Mais precisamente, considerando a ida em todos os dias do festival, o ingresso para a Tomorrowland no Brasil pode custar mais de 90% da renda mensal de um brasileiro, enquanto na Bélgica, esse valor não chega a 10%.

Vale destacar que essa é uma comparação simplificada, uma vez que a análise completa deveria incluir uma série de outros fatores que determinam o poder de compra em cada país, além de questões relevantes como a desigualdade socioeconômica nos países e até entre regiões de cada país.

Como se preparar para o Tomorrowland na Bélgica?

Depois desse verdadeiro “choque de realidade”, dá até vontade de nascer belga e curtir o festival além-mar com os gringos, não é mesmo?

Mas, brincadeira a parte, a viagem ao país europeu incluindo a passadinha no festival recheado de DJs internacionais e atrações únicas pode parecer um verdadeiro sonho. A parte boa é que sabemos que os investimentos podem nos ajudar bastante a realizar nossos sonhos – lembrando sempre da gestão responsável das nossas finanças e da importância da consistência na hora de investir.

Em bom português: esse sonho pode se tornar realidade, se já começarmos a nos preparar 💰

Pra te ajudar nesse planejamento, nós simulamos qual seria o valor médio necessário para viajar do Brasil para a Bélgica para comparecer às próximas edições do festival. No cálculo, são considerados os seguintes custos:

• Passaporte (obrigatório para brasileiros entrarem no país)

• Passagem (de São Paulo para Bruxelas)

• Seguro viagem (também obrigatório para viagens à Europa)

• Transporte (considerando o uso de trens e metrôs)

• Hospedagem

• Alimentação

• Ingresso

Considerando uma estadia de 5 dias (para aproveitar os três dias de festival e ainda ter uma folguinha para descansar), o gasto aproximado seria de € 2.577,08 – convertendo esse valor para a moeda brasileira, chegamos no total de R$ 13.809,53. É importante lembrar que esse valor é uma média, podendo se alterar dependendo de diversos fatores, como local de partida, nível de conforto desejado, etc.

Porém, esse valor seria o custo de ir ao festival em 2023, e aqui nós queremos nos planejar para os anos seguintes. Como sabemos, o quanto nosso dinheiro vale hoje é diferente de quanto ele valerá daqui um, dois ou dez anos. Então, para descobrir o custo futuro de comparecer ao Tomorrowland, é necessário considerar a inflação esperada no período. 

Para estimar os valores, optamos por considerar os custos da viagem em dólares, por serem mais comumente utilizados para preços internacionais. Assim, utilizamos primeiramente a projeção da variação cambial entre o euro e o dólar (que já considera a expectativa de inflação nas regiões), chegando aos seguintes valores:

  • Valor em 2024: US$ 2.963,64
  • Valor em 2025: US$ 2.963,64

Agora, vamos converter esse valor para a nossa moeda brasileira, e para isso, utilizaremos a projeção de variação cambial entre o dólar e o real.

  • Valor em 2024: R$ 14.373,66
  • Valor em 2025: R$ 14.818,20

Como investir para ir ao Tomorrowland na Bélgica?

Beleza, agora que temos os valores corrigidos para os anos de 2024 e 2025, bora falar de investimentos?

No nosso exemplo, vamos utilizar como opção de investimento o Tesouro Selic 2026. Optamos por esse investimento, por ele ser ideal para objetivos de prazo mais curto, tendo em vista que combina baixo risco com liquidez diária. As projeções do time de analistas da Rico para a taxa Selic em 2024 e 2025 estão, respectivamente, em 10% e 9% ao ano.

Uma outra excelente alternativa para investir pensando na sua viagem à Bélgica é criar um objetivo personalizado na funcionalidade de planejamento disponível no app da Rico. Quer saber como utilizar essa opção? Clica aqui.

Assim, simulamos duas alternativas:

  1. Uma única aplicação, e o valor ficará investido por 10 ou 22 meses (esses prazos foram estabelecidos considerando que a aplicação seja feita em outubro/2023 e mantida até o mês de julho de 2024 e 2025, quando o evento ocorrerá).
  2. Aplicações mensais, também pelo período de 10 ou 22 meses.

Então let’s talk money 🤑

Investindo para Tomorrowland 2024

  Cenário 1 Cenário 2
Aplicação inicial R$ 13.479,26 R$ 0,00
Aplicação mensal R$ 0,00 R$ 1,396.28
Total aplicado R$ 13.479,26 R$ 13.962,83
Rendimento mensal estimado 0.80% 0.80%
Valor bruto R$ 14.597,26 R$ 14.476,37
IR (sobre lucro) 20% 20%
Valor líquido R$ 14.373,66 R$ 14.373,66

Investindo para Tomorrowland 2025

  Cenário 1 Cenário 2
Aplicação inicial R$ 12.914,58 R$ 0,00
Aplicação mensal R$ 0,00 R$ 630,47
Total aplicado R$ 12.914,58 R$ 13.870,35
Rendimento mensal estimado 0.75% 0.75%
Valor bruto R$ 15.222,00 R$ 15.019,26
IR (sobre lucro) 17.5% 17.5%
Valor líquido R$ 14.818,20 R$ 14.818,20

Note como os juros compostos, além de multiplicar seu patrimônio no longo prazo, também podem te ajudar a economizar em um planejamento de médio prazo, como a viagem, considerando que você precisa juntar um montante menor aplicando somente uma vez.

Agora, só colocar o plano em prática e curtir o festival 🥳

E aproveitando que estamos nos preparando para visitar a “Terra do Amanhã”, por que não começar a planejar suas finanças para o amanhã também? Para isso, nós te ajudamos com as recomendações de investimentos, então basta clicar aqui para conferir as nossas carteiras 😍

A temporada de resultados do 3º trimestre de 2023 das empresas estrangeiras já começou e deve se estender até o final de novembro. Nesse período, as empresas apresentam seus resultados financeiros e operacionais ao mercado, permitindo que investidores avaliem se os negócios seguem em linha, acima ou abaixo das projeções, e entendam se vale ou não manter seus investimentos na companhia.

No calendário abaixo, consolidamos as datas de divulgação dos principais BDRs de empresas estrangeiras negociados na bolsa brasileira. Confira!

BDRAção estrangeiraNome da empresaSetorPaísData do resultado
I1FO34INFO INInfosysTecnologiaÍndia12/10/2023
DEAI34DALDeltaIndustrialEUA12/10/2023
WGBA34WBAWalgreensBens de ConsumoEUA12/10/2023
P1GR34PGRProgressiveFinanceiroEUA13/10/2023
JPMC34JPMJP MorganFinanceiroEUA13/10/2023
UNHH34UNHUnitedHealthSaúdeEUA13/10/2023
WFCO34WFCWells FargoFinanceiroEUA13/10/2023
BLAK34BLKBlackRockFinanceiroEUA13/10/2023
CTGP34CCitigroupFinanceiroEUA13/10/2023
H1DB34HDFCB INHDFC Bank LtdFinanceiroÍndia15/10/2023
SCHW34SCHWCharles SchwabFinanceiroEUA16/10/2023
JNJB34JNJJohnson & JohnsonSaúdeEUA17/10/2023
BOAC34BACBank of AmericaFinanceiroEUA17/10/2023
BONY34BKBNY MellonFinanceiroEUA17/10/2023
LMTB34LMTLockheed MartinIndustrialEUA17/10/2023
O1MC34OMCOmnicomComunicaçãoEUA17/10/2023
GSGI34GSGoldman SachsFinanceiroEUA17/10/2023
U1AL34UALUnited AirlinesIndustrialEUA17/10/2023
P1LD34PLDPrologisImobiliárioEUA17/10/2023
PGCO34PGProcter & GambleBens de ConsumoEUA18/10/2023
MSBR34MSMorgan StanleyFinanceiroEUA18/10/2023
ASML34ASML NAASMLTecnologiaHolanda18/10/2023
NFLX34NFLXNetflixComunicaçãoEUA18/10/2023
USBC34USBUS BancorpFinanceiroEUA18/10/2023
ABTT34ABTAbbott LaboratoriesSaúdeEUA18/10/2023
SAPP34SAP GRSAPTecnologiaAlemanha18/10/2023
TRVC34TRVTravelers Cos Inc/TheFinanceiroEUA18/10/2023
L1RC34LRCXLam ResearchTecnologiaEUA18/10/2023
TSLA34TSLATeslaConsumo DiscricionárioEUA18/10/2023
E1LV34ELVElevance Health IncSaúdeEUA18/10/2023
C1CI34CCICrown CastleImobiliárioEUA18/10/2023
KMIC34KMIKinder MorganEnergiaEUA18/10/2023
N1DA34NDAQNasdaq IncFinanceiroEUA18/10/2023
D1FS34DFSDiscover FinancialFinanceiroEUA18/10/2023
TSMC342330 TTTSMCTecnologiaTaiwan19/10/2023
I1SR34ISRGIntuitive SurgicalSaúdeEUA19/10/2023
PHMO34PMPhilip MorrisBens de ConsumoEUA19/10/2023
B1BT34TFCTruist FinancialFinanceiroEUA19/10/2023
NOKI34NOKIA FHNokiaTecnologiaFinlândia19/10/2023
L1VS34LVSLas Vegas SandsConsumo DiscricionárioEUA19/10/2023
M1MC34MMCMarsh & McLennan Cos IncFinanceiroEUA19/10/2023
CSXC34CSXCSXIndustrialEUA19/10/2023
FCXO34FCXFreeport-McMoRanMateriais BásicosEUA19/10/2023
AALL34AALAmerican AirlinesIndustrialEUA19/10/2023
UPAC34UNPUnion PacificIndustrialEUA19/10/2023
ATTB34TAT&TComunicaçãoEUA19/10/2023
AXPB34AXPAmerican ExpressFinanceiroEUA20/10/2023
SLBG34SLBSchlumbergerEnergiaEUA20/10/2023
C1DN34CDNSCadence Design Systems IncTecnologiaEUA23/10/2023
H1CA34HCAHCA Healthcare IncSaúdeEUA24/10/2023
B1CS34BARC LNBarclaysFinanceiroReino Unido24/10/2023
C1NC34CNCCentene CorpSaúdeEUA24/10/2023
I1TW34ITWIllinois ToolIndustrialEUA24/10/2023
DHER34DHRDanaherSaúdeEUA24/10/2023
N1UE34NUENucorMateriais BásicosEUA24/10/2023
S2NA34SNAPSnapComunicaçãoEUA24/10/2023
VERZ34VZVerizonComunicaçãoEUA24/10/2023
GEOO34GEGEIndustrialEUA24/10/2023
GMCO34GMGeneral MotorsConsumo DiscricionárioEUA24/10/2023
D1OW34DOWDowMateriais BásicosEUA24/10/2023
C1GP34CSGPCostar GroupImobiliárioEUA24/10/2023
N1VS34NOVN SWNovartisSaúdeSuíça24/10/2023
F1FI34FFIVF5 NetworksTecnologiaEUA24/10/2023
MSFT34MSFTMicrosoftTecnologiaEUA24/10/2023
VISA34VVisaFinanceiroEUA24/10/2023
TEXA34TXNTexas InstrumentsTecnologiaEUA24/10/2023
RYTT34RTXRaytheonIndustrialEUA24/10/2023
C1BL34CBChubb LtdFinanceiroSuíça24/10/2023
S1HW34SHWSherwin WilliamsMateriais BásicosEUA24/10/2023
MMMC34MMM3MIndustrialEUA24/10/2023
KMBB34KMBKimberly-ClarkBens de ConsumoEUA24/10/2023
A1DM34ADMArcher-Daniels-MidlandBens de ConsumoEUA24/10/2023
S1PO34SPOTSpotifyComunicaçãoSuécia24/10/2023
G1LW34GLWCorning IncTecnologiaEUA24/10/2023
I1VZ34IVZInvescoFinanceiroEUA24/10/2023
GOGL34GOOGLGoogle/AlphabetComunicaçãoEUA24/10/2023
COCA34KOCoca-ColaBens de ConsumoEUA24/10/2023
S1YF34SYFSynchrony FinancialFinanceiroEUA24/10/2023
HALI34HALHalliburtonEnergiaEUA24/10/2023
W1MC34WMWaste Management IncIndustrialEUA24/10/2023
T2DH34TDOCTeladoc HealthSaúdeEUA24/10/2023
NEXT34NEENextera EnergyUtilidades PúblicasEUA24/10/2023
T1MU34TMUST-MobileComunicaçãoEUA25/10/2023
CPRL34CP CNCanadian Pacific Railway LtdIndustrialCanadá25/10/2023
K1LA34KLACKLA CorpTecnologiaEUA25/10/2023
N1SC34NSCNorfolk Southern CorpIndustrialEUA25/10/2023
A1VB34AVBAvalonBay Communities IncImobiliárioEUA25/10/2023
EQIX34EQIXEquinixImobiliárioEUA25/10/2023
M1KT34MKTXMarketAxessFinanceiroEUA25/10/2023
B1KR34BKRBaker HughesEnergiaEUA25/10/2023
MCOR34MCOMoody’sFinanceiroEUA25/10/2023
BIIB34BIIBBiogenSaúdeEUA25/10/2023
BCSA34SAN SMBanco SantanderFinanceiroEspanha25/10/2023
A1PH34APHAmphenol CorpTecnologiaEUA25/10/2023
L1YG34LLOY LNLloydsFinanceiroReino Unido25/10/2023
A1MP34AMPAmeriprise Financial IncFinanceiroEUA25/10/2023
A1LG34ALGNAlign Technology IncSaúdeEUA25/10/2023
R1JF34RJFRaymond James Financial IncFinanceiroEUA25/10/2023
DBAG34DBK GRDeutsche BankFinanceiroAlemanha25/10/2023
IBMB34IBMIBMTecnologiaEUA25/10/2023
R1OP34ROPRoper Technologies IncTecnologiaEUA25/10/2023
M1TA34METAMeta Platforms/FacebookComunicaçãoEUA25/10/2023
TMOS34TMOThermo FisherSaúdeEUA25/10/2023
BOEI34BABoeingIndustrialEUA25/10/2023
N1OW34NOWServicenowTecnologiaEUA25/10/2023
ADPR34ADPAutomatic DataIndustrialEUA25/10/2023
CHME34CMECME GroupFinanceiroEUA25/10/2023
GDBR34GDGeneral Dynamics CorpIndustrialEUA25/10/2023
ORLY34ORLYO’Reilly Automotive IncConsumo DiscricionárioEUA25/10/2023
H1LT34HLTHiltonConsumo DiscricionárioEUA25/10/2023
O1TI34OTISOtisIndustrialEUA25/10/2023
F1TV34FTVFortive CorpIndustrialEUA25/10/2023
MSCD34MAMastercardFinanceiroEUA26/10/2023
CMCS34CMCSAComcastComunicaçãoEUA26/10/2023
ITLC34INTCIntelTecnologiaEUA26/10/2023
HONB34HONHoneywellIndustrialEUA26/10/2023
BMYB34BMYBristol-Myers SquibbSaúdeEUA26/10/2023
T1OW34AMTAmerican TowerImobiliárioEUA26/10/2023
B1SX34BSXBoston ScientifcSaúdeEUA26/10/2023
NOCG34NOCNorthrop GrumanIndustrialEUA26/10/2023
FDMO34FFord MotorConsumo DiscricionárioEUA26/10/2023
D1EX34DXCMDexcom IncSaúdeEUA26/10/2023
HSHY34HSYHersheyBens de ConsumoEUA26/10/2023
STMN34STMPA FPSTMicroelectronics NVTecnologiaHolanda26/10/2023
VLOE34VLOValero EnergyEnergiaEUA26/10/2023
G1WW34GWWWW Grainger IncIndustrialEUA26/10/2023
D1LR34DLRDigital Realty Trust IncImobiliárioEUA26/10/2023
W1YC34WYWeyerhaeuserImobiliárioEUA26/10/2023
VRSN34VRSNVeriSignTecnologiaEUA26/10/2023
I1PC34IPIntl PaperMateriais BásicosEUA26/10/2023
MRCK34MRKMerckSaúdeEUA26/10/2023
UPSS34UPSUPSIndustrialEUA26/10/2023
C1MG34CMGChipotle Mexican GrillConsumo DiscricionárioEUA26/10/2023
S1TX34STXSeagateTecnologiaIrlanda26/10/2023
U1RI34URIUnited Rentals IncIndustrialEUA26/10/2023
CAON34COFCapital One FinancialFinanceiroEUA26/10/2023
E1WL34EWEdwards LifesciencesSaúdeEUA26/10/2023
N1EM34NEMNewmontMateriais BásicosEUA26/10/2023
ABBV34ABBVAbbVieSaúdeEUA27/10/2023
W2ST34WSTWest Pharmaceutical Services ISaúdeEUA27/10/2023
FSLR34FSLRFirst SolarTecnologiaEUA27/10/2023
EXXO34XOMExxonEnergiaEUA27/10/2023
CHVX34CVXChevronEnergiaEUA27/10/2023
A1ON34AONAon PLCFinanceiroReino Unido27/10/2023
CHCM34CHTRCharterComunicaçãoEUA27/10/2023
COLG34CLColgate PalmoliveBens de ConsumoEUA27/10/2023
N1WG34NWG LNNatWest Group PLCFinanceiroReino Unido27/10/2023
T1RO34TROWT Rowe PriceFinanceiroEUA27/10/2023
N1WL34NWLNewell BrandsConsumo DiscricionárioEUA27/10/2023
M2PR34MPWRMonolithic Power Systems IncTecnologiaEUA27/10/2023
CATP34CATCaterpillarIndustrialEUA27/10/2023
P2IN34PINSPinterestComunicaçãoEUA27/10/2023
MOOO34MOAltriaBens de ConsumoEUA27/10/2023
P1IO34PXDPioneer Natural ResourcesEnergiaEUA27/10/2023
NMRH348604 JPNomuraFinanceiroJapão27/10/2023
S2HO34SHOP CNShopifyTecnologiaCanadá27/10/2023
P1SX34PSXPhillips 66EnergiaEUA27/10/2023
S1GE34SGENSeagen IncSaúdeEUA27/10/2023
AMZO34AMZNAmazonConsumo DiscricionárioEUA27/10/2023
GILD34GILDGileadSaúdeEUA27/10/2023
L1YB34LYBLyondellBasellMateriais BásicosReino Unido27/10/2023
E1QN34EQNR NOEquinorEnergiaNoruega27/10/2023
F1IS34FIFiserv IncFinanceiroEUA27/10/2023
MCDC34MCDMcdonaldsConsumo DiscricionárioEUA30/10/2023
A1NE34ANETArista Networks IncTecnologiaEUA30/10/2023
H1SB34HSBA LNHSBCFinanceiroReino Unido30/10/2023
P1SA34PSAPublic StorageImobiliárioEUA30/10/2023
SIMN34SPGSimon Property GroupImobiliárioEUA30/10/2023
E1QR34EQREquity ResidentialImobiliárioEUA31/10/2023
BILB34BBVA SMBanco Bilbao VizcayaFinanceiroEspanha31/10/2023
F1RA34BENFranklin ResourcesFinanceiroEUA31/10/2023
O2NS34ONON SemiconductorTecnologiaEUA31/10/2023
PFIZ34PFEPfizerSaúdeEUA31/10/2023
B1PP34BP/ LNBPEnergiaReino Unido31/10/2023
E1CL34ECLEcolabMateriais BásicosEUA31/10/2023
M1PC34MPCMarathon PetroleumEnergiaEUA31/10/2023
S1YY34SYYSysco CorpBens de ConsumoEUA31/10/2023
A2RE34ARESAres Management CorpFinanceiroEUA31/10/2023
SRXM34SIRISirius XmComunicaçãoEUA31/10/2023
L1MN34LUMNLumen TechnologiesComunicaçãoEUA31/10/2023
AMGN34AMGNAmgenSaúdeEUA31/10/2023
ABUD34ABI BBAB InBevBens de ConsumoBélgica31/10/2023
O1KE34OKEONEOK IncEnergiaEUA31/10/2023
M1SC34MSCIMSCIFinanceiroEUA31/10/2023
MDLZ34MDLZMondelezBens de ConsumoEUA1/11/2023
E1IX34EIXEdison InternationalUtilidades PúblicasEUA1/11/2023
TMCO347203 JPToyotaConsumo DiscricionárioJapão1/11/2023
A1MD34AMDAMDTecnologiaEUA1/11/2023
U1BE34UBERUberIndustrialEUA1/11/2023
E1TN34ETNEaton Corp PLCIndustrialIrlanda1/11/2023
I1DX34IDXXIDEXX Laboratories IncSaúdeEUA1/11/2023
AIGB34AIGAIGFinanceiroEUA1/11/2023
I1QV34IQVIQVIA Holdings IncSaúdeEUA1/11/2023
EAIN34EAElectronic ArtsComunicaçãoEUA1/11/2023
A1ME34AMEAMETEK IncIndustrialEUA1/11/2023
P1DT34PRUPrudential FinancialFinanceiroEUA1/11/2023
M1TC34MTCHMatch GroupComunicaçãoEUA1/11/2023
QCOM34QCOMQualcommTecnologiaEUA1/11/2023
CVSH34CVSCVSSaúdeEUA1/11/2023
PYPL34PYPLPaypalFinanceiroEUA1/11/2023
MELI34MELIMercadoLibreConsumo DiscricionárioUruguai1/11/2023
METB34METMetLifeFinanceiroEUA1/11/2023
KHCB34KHCKraft HeinzBens de ConsumoEUA1/11/2023
M1CK34MCKMcKessonSaúdeEUA1/11/2023
H1UM34HUMHumanaSaúdeEUA1/11/2023
I1RP34TTTrane Technologies PLCIndustrialIrlanda1/11/2023
YUMR34YUMYum! BrandsConsumo DiscricionárioEUA1/11/2023
V1RS34VRSKVerisk Analytics IncIndustrialEUA1/11/2023
D2AS34DASHDoorDashConsumo DiscricionárioEUA1/11/2023
A1LB34ALBAlbemarle CorpMateriais BásicosEUA1/11/2023
G1RM34GRMNGarminConsumo DiscricionárioEUA1/11/2023
CLXC34CLXCloroxBens de ConsumoEUA1/11/2023
AIRB34ABNBAirbnbConsumo DiscricionárioEUA1/11/2023
W2YF34WWayfairConsumo DiscricionárioEUA1/11/2023
ELCI34ELEstee LauderBens de ConsumoEUA1/11/2023
G1SK34GSK LNGlaxoSmithKlineSaúdeReino Unido1/11/2023
A1WK34AWKAmerican Water Works Co IncUtilidades PúblicasEUA1/11/2023
T1EL34TELTE Connectivity LtdTecnologiaSuíça1/11/2023
SPGI34SPGIS&P GlobalFinanceiroEUA2/11/2023
R1KU34ROKURokuComunicaçãoEUA2/11/2023
RIGG34RIGTransoceanEnergiaSuíça2/11/2023
SBUB34SBUXStarbucksConsumo DiscricionárioEUA2/11/2023
M1TT34MARMarriott InternationalConsumo DiscricionárioEUA2/11/2023
R1OK34ROKRockwellIndustrialEUA2/11/2023
E1XC34EXCExelonUtilidades PúblicasEUA2/11/2023
A1NS34ANSSANSYS IncTecnologiaEUA2/11/2023
E2TS34ETSYEtsyConsumo DiscricionárioEUA2/11/2023
AAPL34AAPLAppleTecnologiaEUA2/11/2023
COPH34COPConocophillipsEnergiaEUA2/11/2023
S1YK34SYKStryker CorpSaúdeEUA2/11/2023
BKNG34BKNGBooking.comConsumo DiscricionárioEUA2/11/2023
C1IC34CICignaSaúdeEUA2/11/2023
REGN34REGNRegeneronSaúdeEUA2/11/2023
T1SO34SOSouthern CoUtilidades PúblicasEUA2/11/2023
I1CE34ICEIntercontinentalFinanceiroEUA2/11/2023
F1TN34FTNTFortinet IncTecnologiaEUA2/11/2023
INGG34INGA NAINGFinanceiroHolanda2/11/2023
S2QU34SQSquareFinanceiroEUA2/11/2023
T1AM34TEAMAtlassian CorpTecnologiaEUA2/11/2023
C1MI34CMICummins IncIndustrialEUA2/11/2023
APTV34APTVAptiv PLCConsumo DiscricionárioIrlanda2/11/2023
C2OI34COINCoinbase GlobalFinanceiroEUA2/11/2023
D1IS34DISHDish NetworkComunicaçãoEUA2/11/2023
C1BS34PARAParamount GlobalComunicaçãoEUA2/11/2023
LILY34LLYEli LillySaúdeEUA2/11/2023
Z1TS34ZTSZoetisSaúdeEUA2/11/2023
DUKB34DUKDuke EnergyUtilidades PúblicasEUA2/11/2023
N1VO34NOVOB DCNovo NordiskSaúdeDinamarca2/11/2023
M1TD34MTDMettler-Toledo InternationalSaúdeEUA3/11/2023
R1CL34RCLRoyal CaribbeanConsumo DiscricionárioEUA3/11/2023
L1YV34LYVLive Nation EntertainmentComunicaçãoEUA3/11/2023
G1AR34ITGartner IncTecnologiaEUA3/11/2023
J1CI34JCIJohnson Controls InternationalIndustrialIrlanda3/11/2023
M1NS34MNSTMonster BeverageBens de ConsumoEUA3/11/2023
M1SI34MSIMotorolaTecnologiaEUA3/11/2023
M1RN34MRNAModernaSaúdeEUA3/11/2023
E1OG34EOGEOG ResourcesEnergiaEUA3/11/2023
P1HC34PHParker-Hannifin CorpIndustrialEUA3/11/2023
M1CH34MCHPMicrochip TechnologyTecnologiaEUA3/11/2023
S1RE34SRESempraUtilidades PúblicasEUA3/11/2023
Q1UA34PWRQuanta Services IncIndustrialEUA3/11/2023
N2ET34NETCloudflareTecnologiaEUA3/11/2023
EXGR34EXPEExpediaConsumo DiscricionárioEUA3/11/2023
D2KN34DKNGDraftKingsConsumo DiscricionárioEUA3/11/2023
D1OM34DDominion EnergyUtilidades PúblicasEUA3/11/2023
A1ES34AESAES/TheUtilidades PúblicasEUA3/11/2023
D1DG34DDOGDatadog IncTecnologiaEUA3/11/2023
T1WL34TWLOTwilioTecnologiaEUA3/11/2023
F1AN34FANGDiamondback Energy IncEnergiaEUA6/11/2023
VRTX34VRTXVertex PharmaSaúdeEUA6/11/2023
R1IN34ORealty Income CorpImobiliárioEUA6/11/2023
BERK34BRK/BBerkshire HathawayFinanceiroEUA6/11/2023
N1XP34NXPINXP SemiconductorsTecnologiaHolanda6/11/2023
W1EL34WELLWelltower IncImobiliárioEUA7/11/2023
D1VN34DVNDevon Energy CorpEnergiaEUA7/11/2023
S2ED34SEDGSolarEdge TechnologiesTecnologiaIsrael7/11/2023
OXYP34OXYOccidental PetroleumEnergiaEUA7/11/2023
A1PD34APDAir Products and ChemicalsMateriais BásicosEUA7/11/2023
E1XR34EXRExtra Space Storage IncImobiliárioEUA7/11/2023
P2LT34PLTRPalantir Technologies IncTecnologiaEUA7/11/2023
UBSG34UBSG SWUBSFinanceiroSuíça7/11/2023
EBAY34EBAYEbayConsumo DiscricionárioEUA7/11/2023
ATVI34ATVIActivisionComunicaçãoEUA7/11/2023
D1HI34DHIDR Horton IncConsumo DiscricionárioEUA7/11/2023
TLNC34TEF SMTelefonicaComunicaçãoEspanha8/11/2023
N1CL34NCLHNorwegianConsumo DiscricionárioEUA8/11/2023
DDNB34DDDowDupontMateriais BásicosEUA8/11/2023
T1EV34TEVA ITTeva PharmaceuticalSaúdeIsrael8/11/2023
W1BD34WBDWarner Bros DiscoveryComunicaçãoEUA8/11/2023
K1EL34KKelloggBens de ConsumoEUA8/11/2023
C1TV34CTVACorteva IncMateriais BásicosEUA8/11/2023
A2MC34AMCAMC EntertainmentComunicaçãoEUA8/11/2023
T1TW34TTWOTake-Two InteractiveComunicaçãoEUA8/11/2023
U2PS34UPSTUpstart Holdings IncFinanceiroEUA8/11/2023
DISB34DISDisneyComunicaçãoEUA8/11/2023
R2BL34RBLXROBLOXComunicaçãoEUA8/11/2023
ARMT34MT NAArcelorMittalMateriais BásicosLuxemburgo9/11/2023
A1ZN34AZN LNAstraZenecaSaúdeReino Unido9/11/2023
U2ST34UUnity SoftwareTecnologiaEUA9/11/2023
B2YN34BYNDBeyond MeatBens de ConsumoEUA9/11/2023
SNEC346758 JPSonyConsumo DiscricionárioJapão9/11/2023
T2TD34TTDTrade Desk Inc/TheComunicaçãoEUA9/11/2023
W1YN34WYNNWynn ResortsConsumo DiscricionárioEUA9/11/2023
I1LM34ILMNIllumina IncSaúdeEUA9/11/2023
B1DX34BDXBecton Dickinson & CoSaúdeEUA10/11/2023
T1DG34TDGTransDigm Group IncIndustrialEUA10/11/2023
S2IX34SIXSix FlagsConsumo DiscricionárioEUA10/11/2023
TSNF34TSNTyson FoodsBens de ConsumoEUA13/11/2023
S1MF348316 JPSumitomoFinanceiroJapão14/11/2023
M1UF348306 JPMitsubishi UFJ Financial GroupFinanceiroJapão14/11/2023
HOME34HDHome DepotConsumo DiscricionárioEUA14/11/2023
A2LC34ALC SWAlcon IncSaúdeSuíça14/11/2023
TJXC34TJXTJXConsumo DiscricionárioEUA14/11/2023
CSCO34CSCOCisco SystemsTecnologiaEUA15/11/2023
S2EA34SESeaComunicaçãoSingapura15/11/2023
A1MT34AMATApplied MaterialsTecnologiaEUA16/11/2023
WALM34WMTWalmartBens de ConsumoEUA16/11/2023
TGTB34TGTTargetBens de ConsumoEUA16/11/2023
C1PR34CPRTCopart IncIndustrialEUA16/11/2023
BABA34BABAAlibabaConsumo DiscricionárioChina17/11/2023
K1SG34KEYSKeysight Technologies IncTecnologiaEUA17/11/2023
NETE34NTESNetEaseComunicaçãoChina17/11/2023
ROST34ROSTRoss StoresConsumo DiscricionárioEUA17/11/2023
P2AN34PANWPalo Alto NetworksTecnologiaEUA17/11/2023
JDCO34JDJD.comConsumo DiscricionárioChina17/11/2023
MACY34MMacy’sConsumo DiscricionárioEUA17/11/2023
A1GI34AAgilent Technologies IncSaúdeEUA21/11/2023
LOWC34LOWLowe’sConsumo DiscricionárioEUA21/11/2023
MDTC34MDTMedtronic PLCSaúdeIrlanda21/11/2023
Z1OM34ZMZoom VideoTecnologiaEUA21/11/2023
NVDC34NVDANVIDIATecnologiaEUA21/11/2023
BBYY34BBYBest BuyConsumo DiscricionárioEUA21/11/2023
A1DI34ADIAnalog DevicesTecnologiaEUA22/11/2023
DEEC34DEDeereIndustrialEUA22/11/2023
A1UT34ADSKAutodeskTecnologiaEUA22/11/2023
BIDU34BIDUBaiduComunicaçãoChina22/11/2023
B2UR34BURLBurlington StoresConsumo DiscricionárioEUA22/11/2023
V2MW34VMWVmwareTecnologiaEUA22/11/2023
P1DD34PDDPinduoduoConsumo DiscricionárioIrlanda28/11/2023
INTU34INTUIntuitTecnologiaEUA29/11/2023
W1DA34WDAYWorkdayTecnologiaEUA29/11/2023
C2RW34CRWDCrowdstrikeTecnologiaEUA29/11/2023
H1PE34HPEHewlett PackardTecnologiaEUA29/11/2023
S1NP34SNPSSynopsys IncTecnologiaEUA30/11/2023
SSFO34CRMSalesforceTecnologiaEUA30/11/2023
S2NW34SNOWSnowflakeTecnologiaEUA30/11/2023
U1LT34ULTAUlta Beauty IncConsumo DiscricionárioEUA30/11/2023
D1EL34DELLDell TechnologiesTecnologiaEUA30/11/2023
M2RV34MRVLMarvell TechnologyTecnologiaEUA1/12/2023
DGCO34DGDollar GeneralBens de ConsumoEUA1/12/2023
V2EE34VEEVVeeva Systems IncSaúdeEUA1/12/2023
K1RC34KRKrogerBens de ConsumoEUA1/12/2023
M1DB34MDBMongoDBTecnologiaEUA6/12/2023
AZOI34AZOAutoZoneConsumo DiscricionárioEUA6/12/2023
AVGO34AVGOBroadcomTecnologiaEUA8/12/2023
L1UL34LULULululemonConsumo DiscricionárioCanadá8/12/2023
ORCL34ORCLOracleTecnologiaEUA12/12/2023
ADBE34ADBEAdobeTecnologiaEUA13/12/2023
CRIP34TCOMTrip.comConsumo DiscricionárioChina14/12/2023
L1EN34LENLennar CorpConsumo DiscricionárioEUA14/12/2023
COWC34COSTCostcoBens de ConsumoEUA14/12/2023
FDXB34FDXFedexIndustrialEUA19/12/2023
ACNB34ACNAccentureTecnologiaIrlanda19/12/2023
G1MI34GISGeneral Mills IncBens de ConsumoEUA20/12/2023
NIKE34NKENIKE IncConsumo DiscricionárioEUA20/12/2023
C1TA34CTASCintas CorpIndustrialEUA21/12/2023
MUTC34MUMicron Technology IncTecnologiaEUA21/12/2023
C1CL34CCLCarnivalConsumo DiscricionárioEUA21/12/2023
Fonte: Bloomberg, XP Inc Research. Consultado em 12/10/2023

A temporada de resultados do 3º trimestre de 2023 das empresas brasileiras começou no último dia 10 de outubro. Nesse período, as empresas apresentam seus resultados financeiros e operacionais ao mercado, permitindo que investidores avaliem se os negócios seguem em linha, acima ou abaixo das projeções, e entendam se vale ou não manter seus investimentos na companhia.

No calendário abaixo, consolidamos as datas de divulgação das empresas da bolsa brasileira. Confira!

TickerNome EmpresaSetorData do resultado
CAML3CamilAlimentos & Bebidas10/10/2023
ROMI3RomiBens de Capital24/10/2023
NEOE3NeoenergiaElétricas24/10/2023
KLBN11KlabinPapel & Celulose25/10/2023
WEGE3WegBens de Capital25/10/2023
LOGG3Log Comm. Prop.Propriedades Comerciais25/10/2023
HYPE3HyperaSaúde26/10/2023
GOLL4GolTransportes26/10/2023
VALE3ValeMineração & Siderurgia26/10/2023
MULT3MultiplanPropriedades Comerciais26/10/2023
CSMG3CopasaSaneamento26/10/2023
SUZB3SuzanoPapel & Celulose26/10/2023
USIM5UsiminasMineração & Siderurgia27/10/2023
GRND3GrendeneVarejo27/10/2023
RANI3IraniPapel & Celulose30/10/2023
LJQQ3Lojas Quero-QueroVarejo30/10/2023
TRPL4Isa CteepElétricas30/10/2023
INTB3IntelbrasTMT30/10/2023
PCAR3Pão de AçucarVarejo30/10/2023
CIEL3CieloInst. Financeiras31/10/2023
MEGA3Ômega GeraçãoElétricas31/10/2023
PRIO3PRIOÓleo, Gás e Petroquímicos31/10/2023
VAMO3VamosTransportes31/10/2023
ASAI3AssaiVarejo31/10/2023
CRFB3CarrefourVarejo31/10/2023
KEPL3Kepler WeberBens de Capital31/10/2023
POMO4MarcopoloBens de Capital31/10/2023
AURE3AurenElétricas31/10/2023
CCRO3CCRTransportes31/10/2023
AMER3AmericanasVarejo31/10/2023
RADL3Raia DrogasilVarejo31/10/2023
VULC3VulcabrasVarejo31/10/2023
BPAN4Banco PanBancos1/11/2023
SBFG3Grupo SBFVarejo1/11/2023
SLCE3SLC AgricolaAgro3/11/2023
INBR32InterBancos6/11/2023
BBSE3BBSeguridadeInst. Financeiras6/11/2023
VBBR3Vibra EnergiaÓleo, Gás e Petroquímicos6/11/2023
TGMA3TegmaTransportes6/11/2023
EMBR3EmbraerBens de Capital6/11/2023
GOAU4Met. GerdauMineração & Siderurgia6/11/2023
TIMS3TimTMT6/11/2023
PGMN3Pague MenosVarejo6/11/2023
TTEN33tentosAgro6/11/2023
ITUB4Itaú UnibancoBancos6/11/2023
AESB3AES BrasilElétricas6/11/2023
EGIE3Engie BrasilElétricas6/11/2023
GGBR4GerdauMineração & Siderurgia6/11/2023
JSLG3JSLTransportes6/11/2023
MOVI3MovidaTransportes6/11/2023
TASA4Taurus ArmasBens de Capital7/11/2023
HBRE3HBR RealtyConstrução Civil7/11/2023
APER3AlperInst. Financeiras7/11/2023
DXCO3DexcoPapel & Celulose7/11/2023
IGTI11IguatemiPropriedades Comerciais7/11/2023
VLID3ValidTMT7/11/2023
ARML3ArmacTransportes7/11/2023
CVCB3CVC BrasilVarejo7/11/2023
AGRO3BrasilAgroAgro7/11/2023
CURY3CuryConstrução Civil7/11/2023
ELET3EletrobrasElétricas7/11/2023
TOTS3TOTVSTMT7/11/2023
BMEB4Banco Mercantil do BrasilBancos8/11/2023
CSUD3CSU DigitalInst. Financeiras8/11/2023
CXSE3Caixa SeguridadeInst. Financeiras8/11/2023
CBAV3CBAMineração & Siderurgia8/11/2023
OPCT3OceanpactÓleo, Gás e Petroquímicos8/11/2023
UGPA3UltraparÓleo, Gás e Petroquímicos8/11/2023
HAPV3HapvidaSaúde8/11/2023
ODPV3OdontoprevSaúde8/11/2023
ALPK3EstaparTransportes8/11/2023
LOGN3Log-inTransportes8/11/2023
BPAC11BTG PactualBancos8/11/2023
EQTL3Equatorial EnergiaElétricas8/11/2023
RRRP33R PetroleumÓleo, Gás e Petroquímicos8/11/2023
ELMD3EletromidiaTMT8/11/2023
FIQE3UnifiqueTMT8/11/2023
CEAB3C&A ModasVarejo8/11/2023
SMFT3Smart FitVarejo8/11/2023
BEEF3MinervaAlimentos & Bebidas8/11/2023
BBAS3Banco do BrasilBancos8/11/2023
AERI3AerisBens de Capital8/11/2023
FRAS3Fras-LeBens de Capital8/11/2023
MYPK3Iochpe-MaxionBens de Capital8/11/2023
TUPY3TupyBens de Capital8/11/2023
DIRR3DirecionalConstrução Civil8/11/2023
MRVE3MRVConstrução Civil8/11/2023
COGN3CognaEducação8/11/2023
CPLE6CopelElétricas8/11/2023
CASH3MéliuzInst. Financeiras8/11/2023
CMIN3CSN MineraçãoMineração & Siderurgia8/11/2023
BRKM5BraskemÓleo, Gás e Petroquímicos8/11/2023
BLAU3BlauSaúde8/11/2023
SIMH3SimparTransportes8/11/2023
STBP3Santos BrasilTransportes8/11/2023
ALPA4AlpargatasVarejo8/11/2023
DMVF3D1000Varejo8/11/2023
SOMA3Grupo SomaVarejo8/11/2023
TAEE11TaesaElétricas8/11/2023
LAND3Terra SantaAgro9/11/2023
ABCB4ABC BrasilBancos9/11/2023
BMGB4Banco BMGBancos9/11/2023
BRBI11BR PartnersBancos9/11/2023
LEVE3Metal LeveBens de Capital9/11/2023
LAVV3LavviConstrução Civil9/11/2023
TRIS3TrisulConstrução Civil9/11/2023
CPFE3CPFL EnergiaElétricas9/11/2023
ENGI11EnergisaElétricas9/11/2023
LIGT3LightElétricas9/11/2023
IRBR3IRB BrasilInst. Financeiras9/11/2023
PSSA3Porto SeguroInst. Financeiras9/11/2023
WIZC3Wiz SoluçõesInst. Financeiras9/11/2023
FESA4FerbasaMineração & Siderurgia9/11/2023
DEXP3DexxosÓleo, Gás e Petroquímicos9/11/2023
ENAT3EnautaÓleo, Gás e Petroquímicos9/11/2023
SCAR3São CarlosPropriedades Comerciais9/11/2023
SYNE3SYN Prob & TechPropriedades Comerciais9/11/2023
SAPR11SaneparSaneamento9/11/2023
DASA3DasaSaúde9/11/2023
OFSA3OurofinoSaúde9/11/2023
QUAL3QualicorpSaúde9/11/2023
IFCM3InfracommerceTMT9/11/2023
GGPS3GPSTransportes9/11/2023
PNVL3DimedVarejo9/11/2023
JALL3Jalles MachadoAgro9/11/2023
CSED3Cruzeiro do SulEducação9/11/2023
ALUP11AluparElétricas9/11/2023
CMIG4CemigElétricas9/11/2023
PETR4PetrobrasÓleo, Gás e Petroquímicos9/11/2023
JHSF3JHSFPropriedades Comerciais9/11/2023
ALLD3AlliedTMT9/11/2023
AZUL4AzulTransportes9/11/2023
RAIL3RumoTransportes9/11/2023
GUAR3GuararapesVarejo9/11/2023
PETZ3PetzVarejo9/11/2023
SMTO3São MartinhoAgro9/11/2023
SOJA3Boa SafraAgro9/11/2023
MRFG3MarfrigAlimentos & Bebidas9/11/2023
BBDC4BradescoBancos9/11/2023
RAPT4RandonBens de Capital9/11/2023
CYRE3CyrelaConstrução Civil9/11/2023
EZTC3EZTecConstrução Civil9/11/2023
MDNE3Moura DubeuxConstrução Civil9/11/2023
PLPL3Plano & PlanoConstrução Civil9/11/2023
TEND3TendaConstrução Civil9/11/2023
B3SA3B3Inst. Financeiras9/11/2023
SBSP3SabespSaneamento9/11/2023
FLRY3FleurySaúde9/11/2023
BMOB3BemobiTMT9/11/2023
LWSA3LocawebTMT9/11/2023
ECOR3EcorodoviasTransportes9/11/2023
ARZZ3Arezzo Co.Varejo9/11/2023
LREN3Lojas RennerVarejo9/11/2023
MEAL3IMCVarejo9/11/2023
CLSC4CelescElétricas10/11/2023
PTBL3PortobelloVarejo10/11/2023
VSTE3VesteVarejo10/11/2023
VITT3VittiaAgro10/11/2023
RECV3PetroReconcavoÓleo, Gás e Petroquímicos10/11/2023
BHIA3Grupo Casas BahiaVarejo10/11/2023
GMAT3Grupo MateusVarejo10/11/2023
TFCO4Track FieldVarejo10/11/2023
VIVA3VivaraVarejo10/11/2023
MDIA3M. Dias BrancoAlimentos & Bebidas10/11/2023
BRSR6BanrisulBancos13/11/2023
PINE4Banco PineBancos13/11/2023
ENEV3EnevaElétricas13/11/2023
CLSA3ClearsaleInst. Financeiras13/11/2023
ITSA4ItausaInst. Financeiras13/11/2023
EUCA4EucatexPapel & Celulose13/11/2023
ALSO3AllosPropriedades Comerciais13/11/2023
AALR3AlliarSaúde13/11/2023
MILS3MillsTransportes13/11/2023
ESPA3EspacolaserVarejo13/11/2023
BRAP4BradesparMineração & Siderurgia13/11/2023
VVEO3ViveoSaúde13/11/2023
AGXY3AgrogalaxyAgro13/11/2023
RAIZ4RaizenAgro13/11/2023
BRFS3BRFAlimentos & Bebidas13/11/2023
JBSS3JBSAlimentos & Bebidas13/11/2023
ANIM3AnimaEducação13/11/2023
CSAN3CosanÓleo, Gás e Petroquímicos13/11/2023
ONCO3OncoclínicasSaúde13/11/2023
RDOR3Rede D’OrSaúde13/11/2023
BRIT3BrisanetTMT13/11/2023
POSI3PositivoTMT13/11/2023
HBSA3Hidrovias do BrasilTransportes13/11/2023
RENT3LocalizaTransportes13/11/2023
ENJU3EnjoeiVarejo13/11/2023
MGLU3Magazine LuizaVarejo13/11/2023
MLAS3MultilaserVarejo13/11/2023
NTCO3Grupo NaturaVarejo13/11/2023
EVEN3EvenConstrução Civil14/11/2023
MELK3MelnickConstrução Civil14/11/2023
MATD3Mater DeiSaúde14/11/2023
SQIA3SinqiaTMT14/11/2023
PORT3Wilson SonsTransportes14/11/2023
SEER3Ser EducacionalEducação14/11/2023
AMBP3AmbiparSaneamento14/11/2023
ROXO34NubankBancos14/11/2023
ORVR3OrizonSaneamento14/11/2023
KRSA3Kora SaudeSaúde14/11/2023
Fonte: B3, XP Inc Research. Consultado em 13/10/2023

A inflação medida pelo IPCA, nosso principal indicador de preços ao consumidor, registrou alta de 0,26% em setembro de 2023. O resultado mensal levou o índice para 5,19% no acumulado em doze meses, acelerando em relação ao observado em julho – quando o índice registrou 4,16%.

Alimentos seguem em queda, e serviços sinalizam “segunda fase” da desinflação em curso

O resultado de agosto veio um pouco abaixo do esperado pela maior parte dos analistas de mercado – ou seja, uma variação menor da inflação no mês. Em relação a nossa projeção, a surpresa é explicada, em sua maioria, por um repasse menor do que o esperado dos reajustes recentes nos preços de combustíveis implementados em agosto ao consumidor final, e pela forte queda na inflação de “alimentação fora de casa” – no caso, restaurantes.

Embora o IPCA de setembro indique uma aceleração na métrica acumulada em doze meses, a tendência enfraquecimento da inflação segue em curso. Vale lembrar que o resultado em doze meses é impactado pelo que chamamos de “efeito base”, ou seja, pelo patamar dos preços no ano anterior. Nesse caso, reduções de impostos sobre combustíveis, comunicação e outros bens e serviços implementadas no ano passado saem gradualmente da contagem conforme avançamos no ano – elevando, assim, a métrica da variação em doze meses.

No mês, vale o destaque para a continuidade da dinâmica de desinflação do preço de alimentos, incluindo a efetiva queda em alguns itens. Para ilustrar, a categoria “alimentos e bebidas” registrou queda de 0,71% em setembro, com deflação observada em alimentos como legumes, farinhas, frutas e verduras, além de carnes, leites e pescados. Em bom português: a comida está de fato mais barata.

Por trás da queda do preço de muitos alimentos estão questões climáticas e a forte produção, especialmente no Brasil. Para se ter uma ideia, estima-se que a safra de grãos no país cresça mais de 20% nesse ano (comparado a 2022), atingindo outro recorde histórico – com destaque para milho e soja, que servem de insumo para criação de proteína animal, reduzindo também o custo de produção desses alimentos.

Além dos alimentos e da inflação relativamente fraca em bens industriais, o resultado de setembro também trouxe notícias boas sobre os preços no setor de serviços. Para ilustrar, a medida chamada de “serviços subjacentes” – que exclui preços mais voláteis como hotéis, passagens aéreas e tarifas de internet – caiu de 4,1% para 3,6% na variação anual (considerando a média móvel de três meses), se aproximando da meta do Banco Central.   

A inflação de serviços é um dos fatores mais observados pelo Banco Central. Isso porque os preços no setor tendem a ser mais difíceis de controlar uma vez disseminados pela economia, por não serem impactados por movimentos como o clima e a redução ou aumento de oferta de uma commodity.

Ou seja, os preços de serviços parecem estar finalmente variando de maneira mais devagar e reduzindo a inflação em categorias como restaurantes, aluguel e cabelereiros. Para ilustrar, a inflação registrada em setembro na categoria “alimentação fora de casa” foi a quarta menor em 25 anos, diante de salários praticamente estagnados e baixos custos de produção (alimentos).

Inflação comportada no curto prazo, mas riscos seguem no radar

Para o dia a dia dos brasileiros, o processo de moderação da inflação observado nesse ano ajudou a reduzir a sensação de perda do poder de compra. Os resultados vistos nos últimos meses reforçam esse cenário, em que o “primeiro estágio” da desinflação no Brasil, puxado por alimentos e bens industriais, como roupas e eletrodomésticos, foi bem-sucedido.

Para ilustrar essa dinâmica positiva, podemos observar a queda no índice de difusão – que indica a disseminação da inflação entre bens e serviços na economia -, que foi de 53% em agosto para 43% em setembro, após ter atingido níveis acima de 80% no ano passado.

Porém, preços subindo acima da meta da inflação especialmente no setor de serviços ainda remetem certa cautela – embora o resultado dos últimos meses tenha trazido notícias animadoras nesse sentido. Isso significa que o “segundo estágio” de desinflação está em andamento, mas ainda não foi concluído.

Esse estágio que tem maior relação com as expectativas sobre os preços no futuro – que, por sua vez, são fortemente impactados por decisões no âmbito político fiscal. Afinal, se o governo gastar muito além do que arrecada e sinalizar que seguirá impulsionando a economia, muitos entenderão que os preços seguirão pressionados adiante – influenciando efetivamente o nível da inflação no futuro.

Nesse cenário, a piora recente da percepção de risco fiscal no Brasil acende a luz amarela.  

Além disso, riscos de um repique no preço de commodities energéticas no cenário global também suscitam cautela. Impulsionado por cortes de produção por parte de países produtores, o preço do barril de petróleo (tipo Brent) subiu de próximo de US$ 70 em junho para US$ 91 no início de setembro, antes de ceder para próximo de US$ 85 em outubro. Crescentes incertezas geopolíticas no Oriente Médio adicionam pressão o cenário.

Caso um cenário de petróleo mais caro se concretize nos próximos meses, a inflação global pode voltar a subir.

Vale também destacar a recente desvalorização da nossa moeda nos últimos meses, influenciada principalmente por movimentos no cenário global – como contamos aqui em detalhes. Um real mais desvalorizado adiciona pressão sobre a inflação, uma vez que boa parte do que consumimos e produzimos inclui insumos negociados em dólares ou mesmo produtos importados.

Em resumo, vemos um cenário em que a inflação perdeu força, mas ainda não saiu do radar – nem dos gringos, nem dos brasileiros e nem do Banco Central. Esse último optou por continuar o ritmo de reduções da taxa Selic em setembro, mas sinalizou que os juros devem seguir em patamares contracionistas ainda por um período considerável – justamente diante do cenário ainda incerto adiante.

Assim, projetamos que o IPCA siga reacelerando gradualmente até dezembro, encerrando 2023 em 4,8%.

Para os próximos anos, projetamos uma inflação em patamar levemente mais baixo do que o visto esse ano, mas ainda acima da meta do Banco Central (de 3,00%) – encerrando 2024 em 3,9% e 2025 em 4,0%.

Como se proteger da alta de preços?

Como falamos, embora a inflação esteja perdendo força no Brasil e no mundo, o cenário segue de cautela. Assim, proteger os investimentos contra a alta de preços segue essencial. 

Títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA + 2032, debêntures de empresas sólidas e com boa classificação de risco, e fundos de inflação (fundos de investimento que investem em ativos indexados à inflação) são ótimas alternativas. Falamos mais das melhores oportunidades de renda fixa aqui. 

Outra classe de ativos que pode ajudar o investidor a se proteger da inflação são os fundos imobiliários. Por serem muitas vezes atrelados a índices de inflação, os FIIs podem ser excelentes aliados do investidor em um cenário ainda cauteloso com a alta de preços.

Mas não só de proteção contra a inflação devem viver os investimentos nesse momento. Por isso, selecionamos abaixo algumas sugestões de diferentes ativos recomendados – sempre lembrando da importância da diversificação.

Classe Opção de investimento Opção de investimento2 Mínimo da opção mais acessível
Renda fixa pós-fixada Tesouro Selic 2029 CDB Facta Financeira Set/2025 117% do CDI R$ 140,00
Inflação Tesouro IPCA+ 2032 com juros semestrais JGP Debêntures Incentivadas Juros Reais FIC FIM CP R$ 43,86
Renda Fixa Prefixada CRI Assai Jul2027 10,95% *isento CDB Facta Set/2026 13,0% R$ 1.000,00
Renda Fixa Global Trend High Yield Americano FIM Trend Crédito Global FIM R$ 100,00
Multimercado Selection Multimercado FIC FIM XP Macro FIM R$ 100,00
Renda variável Brasil Carteira Rico11 Selection Ações FIC Ações R$ 100,00
Renda variável internacional Wellington Us BDR Advisory Dólar FIC Ações BDR Nível 1 M Global BDR Advisory Dólar FIC FIA BDR Nível I R$ 500,00
Renda variável internacional hedgeada Trend Bolsas Globais Trend Bolsas Emergentes R$ 100,00
Alternativos Trend Ouro Dólar FIM PVBI11 R$ 100,00

Vale lembrar que as recomendações sinalizadas na tabela abaixo não são as únicas possíveis, mas sim alternativas viáveis selecionadas pelos nossos especialistas para você.

Confira o detalhe dessas recomendações de investimento de acordo com o seu perfil de investidor no “Onde Investir”.

Atualização semanal: Bitcoin (BTC).

Semana começa marcada pela queda dos preços do Bitcoin, em um movimento que anulou toda a alta da semana passada e voltando a testar nível de suporte de curto prazo. Graficamente vemos que uma antiga linha de tendência de alta (destacada em vermelho) serviu de referência para teste de resistência e formação de topo no gráfico diário trazendo uma perspectiva mais vendedora ao longo desta semana. A média móvel passa na região em torno de R$ 138.000. Observando a janela temporal iniciada em março, notamos que ainda estamos dentro de uma área de congestão, com suporte e resistência bem marcados e respeitados desde então: a faixa entre R$ 121.000 e R$ 150.000, considerando áreas mais próximas da extremidade, com maior liquidez entre R$ 128.000 e R$ 147.000. 

Suportes: 137.200 / 128.000 / 121.000 (valores em R$)

Resistências: 147.200 / 151.000 / 154.700 (valores em R$)

Recomendação: Sem ponto de entrada com risco e retorno interessantes neste momento. 

Atualização semanal: Ethereum (ETH).

Assim como o Bitcoin, está marcando cotações mais baixas esta semana e observamos pelo gráfico o teste da LTA que vem sendo comentada já há alguns relatórios. Destaco neste, a LTB destacada em vermelho e o estreito que forma entre a linha azul e vermelha, reforçada pela média móvel que, diferente do Bitcoin, passa acima dos preços e reforça a tendência de baixa. Além disso o Ether não está tão longe do preço marcado no início do ano. Nesta configuração gráfica, embora em região de suporte, há uma expectativa de continuidade no movimento vendedor que pode trazer o preço para a linha de R$ 7.185,00 ou mais baixo, portanto, não há neste momento oportunidade interessante para compras especulativas. 

Suportes: 7.599 / 7.185 / 6.300 (valores em R$)

Resistências: 8.488 / 8.782 / 8.888 (valores em R$)

Recomendação: sem oportunidade de entrada no curto prazo.

O Dia das Crianças está chegando e você só consegue pensar em como gerenciar as expectativas dos seus filhos sobre presentes e passeios?

Quem já teve que navegar pelas águas turbulentas das birras infantis em frente a vitrines de brinquedos ou dentro de lanchonetes sabe o quão desafiador pode ser manter o equilíbrio entre atender às necessidades dos pequenos e garantir que eles compreendam o verdadeiro valor do dinheiro.

Nossas crianças, em sua inocência, nos colocam diante de perguntas que muitas vezes não temos respostas prontas. “Mãe, compra?” “Mas como assim caro, pai?” “É só passar o cartão!”.

Como ensinar finanças às crianças? Como fazê-las entender que o dinheiro não brota eternamente das árvores? Ou que o cartão de crédito não é uma entidade provedora de compras infinitas? Como lidar com as incessantes demandas financeiras de seus filhos?

O que talvez funcionasse antes está longe de dar certo no mundo super conectado de hoje. Dizer apenas “na volta a gente compra” ou “isso é muito caro” são ações que podem segurar temporariamente o que a criança quer – mas que dificilmente serão soluções duradouras. Mais do que isso, não trarão uma educação financeira real para elas.

Então, como preparar nossos filhos para um futuro financeiramente saudável? As respostas a essas perguntas são cruciais e, felizmente, pesquisas recentes estão nos fornecendo informações valiosas.

O ciclo das demandas infantis: um desafio para os pais

Você, pai ou mãe, já enfrentou essa situação: seu filho implora por um brinquedo ou lanche sempre que vocês passam por uma loja ou lanchonete? Se você se identifica com essa cena, saiba que não está sozinho.

Lidar com essas situações pode ser um verdadeiro teste de paciência, levando a decisões impulsivas ou até mesmo a discussões familiares. Contudo, essas experiências cotidianas podem ser mais do que apenas momentos estressantes: elas representam uma oportunidade preciosa para introduzir a educação financeira na vida dos seus filhos.

Uma janela para a realidade financeira em família

A inédita pesquisa “Finanças para os Filhos: Dinheiro é Coisa de Adulto?”, realizada pela Serasa em parceria com a Opinion Box, revelou dados que lançam luz sobre a forma como lidamos com o tema financeiro dentro de nossos lares.

Um dos resultados indica que, atualmente, 8 em cada 10 pais já conversam sobre finanças com seus filhos. Isso representa um avanço significativo em relação ao passado, quando o dinheiro era frequentemente um tabu nas conversas familiares.

Porém, ainda observamos que falta orientação aos pais em como falar sobre dinheiro com seus filhos. A grande maioria fala de dinheiro apenas para dizer quando algo é caro, ou que não é possível comprar. Dos que falam de dinheiro, apenas 40% mostram a importância de guardar para o futuro e apenas 20% mostram como organizar as finanças.

Esses números mostram a importância de um desenvolvimento estruturado na educação financeira de pais para filhos.

A importância da mesada na educação financeira

Em meio aos dados da pesquisa, um ponto curioso se destaca: 61% dos pais relatam não fornecer mesada aos filhos. No entanto, quando analisamos esses números levando em consideração a idade das crianças, surge uma percepção interessante.

Pais de crianças mais jovens, especialmente na faixa dos 6 a 11 anos, são mais propensos a dar mesada, seguidos pelos pais de adolescentes de 15 a 18 anos.

Mas o que a cultura da mesada tem a ver com a educação financeira?

A mesada desempenha um papel fundamental na educação financeira das crianças e adolescentes. E o aspecto mais importante é que ela oferece uma oportunidade real para as crianças aprenderem a administrar dinheiro. Elas podem praticar a tomada de decisões financeiras, como economizar, gastar e doar, sob a supervisão dos pais. Principalmente, elas podem errar e aprender com os seus erros.

A mesada ensina responsabilidade financeira desde cedo. As crianças aprendem que o dinheiro é limitado e que precisam fazer escolhas inteligentes para atender às suas necessidades e desejos.

Com a mesada, as crianças começam a entender as consequências de suas escolhas financeiras. Se gastarem todo o dinheiro rapidamente, ficarão sem recursos até a próxima mesada.

Assim, juntos à educação financeira, a mesada incentiva as crianças a definirem metas financeiras e ajuda a construir hábitos financeiros saudáveis. As crianças aprendem que, com o tempo, podem alcançar objetivos financeiros se economizarem e gastarem com sabedoria.

A mesada também abre espaço para o diálogo aberto sobre dinheiro entre pais e filhos. Os pais podem aproveitar esse momento para ensinar princípios financeiros e responder às perguntas das crianças.

No entanto, é importante que os pais estabeleçam regras claras e orientem seus filhos na gestão da mesada. Além disso, adaptar o valor da mesada à idade e ao nível de maturidade financeira da criança é essencial. A mesada é uma ferramenta valiosa para construir uma base sólida de educação financeira que beneficiará as crianças ao longo de suas vidas. Mas, como o próprio nome diz, é uma ferramenta e para ser bem utilizada precisa estar associada à orientação financeira.

Como e quando são formados os hábitos financeiros nas crianças?

Uma pergunta que sempre recebo é sobre quando é ideal começar a ensinar uma criança sobre dinheiro. Eu sempre respondo que a criança, antes de aprender a falar, vai observar o que os pais fazem e normalizar essas atitudes. Ou seja, se você adulto lida de forma caótica e conturbada com o dinheiro, provavelmente seus filhos vão imitar você.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Michigan pelo Professor Scott Rick investigou a formação de hábitos financeiros em crianças, revelando resultados surpreendentes.

Descobriu-se que crianças com apenas cinco anos de idade já exibem reações emocionais distintas em relação a gastar e economizar dinheiro, e essas atitudes emocionais influenciam diretamente seus comportamentos financeiros.

Essa pesquisa nos lembra que a educação financeira não se trata apenas de números, mas também da relação emocional das crianças com o dinheiro.

Investindo no futuro financeiro de nossos filhos

O Dia das Crianças é uma oportunidade para refletir sobre a importância da educação financeira desde cedo. As incessantes demandas financeiras das crianças podem ser um desafio, mas também representam uma oportunidade valiosa para ensinar lições sobre dinheiro e responsabilidade.

Educar as crianças sobre finanças pessoais é investir no futuro financeiro delas e na construção de uma sociedade mais consciente financeiramente. Portanto, estejamos abertos ao diálogo e sejamos exemplos de boas práticas financeiras. Nossos filhos agradecerão no futuro!

Não seja pego de calças curtas!

Only when the tide goes out do you discover who’s been swimming naked”, Warren Buffett.

Projeções macroeconômicas são importantes para todo investidor, porque ajudam a nos prepararmos para o que vem adiante. Ou seja, não ser pego de “calças curtas”, especialmente em momentos desafiadores para os investimentos.

Isso não significa que você saberá “o dia exato em que o dólar vai cair ou subir”. Pois isso, infelizmente, será praticamente impossível. Mas quer dizer que você entenderá melhor as tendências da economia e poderá pensar em como adaptar seus investimentos (ou manter tudo como está, se for o caso), pensando no seu perfil e objetivos.

Com isso em mente, detalhamos abaixo nossas principais projeções para este ano e o próximo. Abaixo, te contamos o porquê de tudo isso, e como investir nesse cenário.

Onde estamos? Juros altos por mais tempo balançam mercados no mundo

No mundo, a inflação continua sob os holofotes, mesmo depois do forte enfraquecimento dos preços que vimos ao longo desse ano. Desde o fim do ano passado, uma série de fatores ajudaram a inflação a cair dos níveis recordes que atingiu entre 2021-2022. Entre eles, vale destacar o reequilíbrio dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e da pandemia, além de – claro – a alta dos juros ao redor do mundo.

Vale lembrar que juros altos tem o objetivo de controlar a alta de preços, encarecendo o crédito e desincentivando o consumo, desaquecendo a economia e a demanda por bens e serviço.

A retomada dos preços de petróleo no mundo fortaleceu as preocupações nos últimos meses. Depois de cair das máximas vistas na pandemia, questões geopolíticas impulsionaram uma retomada nos preços de petróleo no mundo, com o valor da commodity subindo de aproximadamente U$S 70 (o barril) em junho para próximo de U$S 88 na primeira quinzena de outubro – com riscos do recém iniciado conflito armado no Oriente Médio adicionar maiores pressões ao cenário. Lembrando que preços de petróleo mais altos tendem a impactar a inflação de diversos bens e serviços ao redor do mundo – afinal, a economia global ainda é muito dependente de energia fóssil.

Além disso, preços menos relacionados aos reequilíbrios de custo seguem rodando acima das metas de inflação no mundo, especialmente no setor de serviços, enquanto commodities agrícolas (alimentos) permanecem elevadas.

Assim, os juros no mundo continuam no “tom contracionista”; ou seja, com o objetivo de desaquecer a economia. Afinal, não podemos esquecer que as altas e baixas na taxa de juros são sentidas aos poucos na economia real, ou seja, no dia a dia das empresas e pessoas.Nesse cenário, os últimos meses trouxeram um fator adicional para o palco dos juros: a forte alta dos títulos da dívida de longo prazo americanos – levando as famosas Treasuries, que atingiram seu maior patamar em quase duas décadas.

Além da inflação persistente e da economia ainda forte, o aumento do gasto público nos Estados Unidos ganhou destaque como razão por trás dessa alta. Para se ter uma ideia, o déficit fiscal este ano deve ser o mais elevado da história (tirando momentos extraordinários, como a crise financeira de 2008 e a pandemia). E a situação não deve se reverter tão cedo, principalmente por conta da proximidade das eleições presidenciais e novos conflitos geopolíticos (que elevam o gasto militar).

E movimentos nos juros de longo prazo americanos balançam mercados no mundo todo. Isso ocorre, pois as Treasuriesservem de base como “a taxa livre de risco” para a análise dos preços de praticamente todos os ativos financeiros globais – desde ações até títulos de renda fixa. Por isso, esse movimento dos juros americanos deve seguir como fonte de cautela entre investidores. Falamos mais sobre isso no Onde Investir desse mês.

Enquanto isso, a China segue lutando contra o crescimento mais lento. A segundo maior economia global enfrenta desafios na reabertura pós-covid, em meio a uma crise no setor imobiliário e baixa confiança entre investidores, produtores e consumidores. Nesse cenário, o país deve crescer abaixo da meta de 5,0% do governo asiático – soprando ventos contra países exportadores de commodities e parceiros comerciais chineses, como o Brasil. Dito isso, vemos o impacto dessa desaceleração ainda como limitado sobre o crescimento por aqui.

Enquanto isso, no Brasil

Economia cresce acima do esperado, mas aponta para perda de fôlego adiante

Por aqui, o PIB cresceu acima do esperado no segundo trimestre. O crescimento de 0,9% frente ao primeiro trimestre de 2023 refletiu uma economia mais resiliente do que o previsto, impulsionada especialmente por commodities, mas também com um setor de serviços ainda pujante.

Para ilustrar, o setor agropecuário cresceu impressionantes 17% em relação ao mesmo período do ano passado, após alta ainda mais forte no 1º trimestre. O motivo por trás da força tem sido safras recorde no campo, com destaque para grãos, que impulsionaram a produção do setor na primeira metade do ano.

Também relacionado ao mundo das commodities está a indústria extrativa, que respondeu por boa parte do crescimento do setor industrial nos últimos meses.

Assim, vemos que boa parte da surpresa positiva do crescimento observado na primeira metade desse ano foi impulsionado por setores menos sensíveis ao chamado “ciclo econômico”; ou seja, que tendem a crescer/cair de maneira relativamente independente do que acontece com o restante da economia.

Dito isso, o setor de serviços também continua como um importante motor da nossa economia. A queda da inflação e o mercado de trabalho ainda forte tem sustentado o consumo de serviços, que também refletem a “última gota” do impulso pós pandemia. Vale lembrar que o setor de serviços é o principal responsável pela composição do nosso PIB, respondendo por 70% da nossa produção por meio de serviços que vão desde transporte até manicures, restaurantes e grandes eventos.

Olhando para frente, entretanto, a nossa economia deve perder força gradualmente – como já vemos nos dados mais recentes. O enfraquecimento reflete principalmente o aperto trazido pelos juros altos, que encarecem o crédito e desestimulam o consumo e o investimento produtivo.

Isso porque, embora o Banco Central já tenha começado a reduzir a taxa Selic, continuaremos a sentir os efeitos dos juros no patamar contracionista – ou seja, “freando” a economia.Lembrando que juros altos pesam sobre o endividamento e o comprometimento da renda de empresas e famílias, impactando investimentos e o consumo, especialmente de itens que requerem maior financiamento, como carros, eletrodomésticos ou mesmo imóveis.

Para ilustrar, a produção industrial caiu nos últimos meses, enquanto o comércio varejista seguiu “andando de lado”, mesmo diante do impulso nas vendas de automóveis vindo de incentivos do governo federal e de categorias beneficiadas pela queda da inflação, como alimentos e bebidas. Já o setor de serviços, apesar de ainda seguir resiliente, também já se mostra mais fraco, crescendo mais devagar do que vimos na primeira metade do ano.

Além disso, a incerteza sobre os rumos da economia global também nos impacta por aqui, sinalizando cautela sobre uma visão mais positiva da economia nos próximos anos.

Assim, projetamos que o PIB do Brasil cresça 2,8% em 2023, e desacelere o crescimento para 1,5% em 2024. Já para 2025, vemos a economia brasileira retomando um pouco de ímpeto, e crescendo 1,8% no ano – impulsionada por uma esperada melhora no cenário global e pelos efeitos do ciclo de queda de juros iniciado já esse ano.

Inflação comportada, mas seguindo acima da meta adiante

Como contamos em detalhes aqui, o IPCA (nosso principal índice de inflação ao consumidor) registrou alta de 0,23% em agosto, levando o acumulado em doze meses para 4,61%. Apesar do resultado representar uma reaceleração após a deflação observada em julho (quando o índice registrou 3,99% no acumulado em doze meses), ele não reverteu a tendência de desinflação em curso.

Em bom português: mesmo que a inflação tenha subido nos últimos meses, o movimento veio dentro do esperado e o cenário de fôlego na alta de preços se mantém. A melhora recente da inflação é explicada especialmente pela normalização e reequilíbrio de choques recentes (pandemia, guerra) e pela alta de juros em países desenvolvidos – como falamos no início do texto.

Além disso, os últimos dados indicam que a inflação no setor de serviços continua apresentando queda – mesmo que gradual. Esse movimento é importante, porque os preços de serviços tendem a ser mais “teimosos” e mais difíceis de serem controlados, por não terem relação com choques específicos, como o clima ou uma guerra, e estarem bastante conectados com expectativas sobre os preços no futuro.

Dito isso, acreditamos que a “primeira fase” desse processo de desinflação esteja próxima ao fim. Primeiro, porque muito da queda nos custos de produção já foi repassada para o consumidor. Segundo, porque os preços de grãos – que passaram por uma forte queda nos últimos meses – devem se estabilizar em breve, enquanto os efeitos do petróleo mais alto devem impactar os custos de produção de industrializados (afinal, a economia global ainda é muito dependente de energia fóssil).

Além disso, a recente desvalorização do real deve impactar os preços por aqui – tanto de petróleo quanto de bens finais importados – mesmo que apenas no curto prazo.

Nesse cenário, esperamos que a inflação encerre esse ano em 4,8% e em 3,9% em 2024 – impactada também pelos efeitos do fenômeno climático “El Niño”.

Já olhando para prazos mais longos, seguimos vendo riscos para o cenário de inflação – tanto vindos de fora, quanto aqui do Brasil. Do lado global, a geopolítica impactando preços de petróleo e outras commodities além de processos de produção globais mais inflacionários (com produção mais centralizada e maior custo de mão de obra) são riscos. Já por aqui, uma política de gastos públicos elevados é o principal desafio.

Afinal, maiores gastos públicos pressionam a inflação por meio do aumento da renda e do consumo hoje, e precisam ser pagos no futuro – com mais dívida, maiores impostos ou mais emissão de “dinheiro” (no caso, inflação).

Entenda tudo sobre risco fiscal aqui!

Por isso, seguimos cautelosos com o cenário de inflação no Brasil para os próximos anosprojetando inflação ainda acima de meta em 2025 – em 4,0%.

Selic segue em queda, e deve encerrar o ano em 11,75%

Como contamos aqui, o Copom (nosso comitê de política monetária) optou por reduzir a taxa Selic em 0,50 ponto percentual em sua reunião mais recente, no fim de setembro. A decisão deu continuidade ao processo de queda de juros iniciado em agosto, após um ano de taxa Selic no patamar de 13,75%.

Em um recado que tentou manter um tom duro contra a inflação, o Copom destacou tanto elementos de consolidação do controle da inflação, quanto de riscos a frente.

Do lado dos riscos, os diretores do Banco Central chamaram atenção para o principal movimento observado nos mercados nos últimos meses: a alta de juros de longo prazo nos Estados Unidos – que pressionam as taxas de juros no restante do mundo e aumentam os riscos para países emergentes (como nós).

Já por aqui, o Copom reconheceu os avanços no processo de enfraquecimento da inflação, mas lembrou que o “jogo contra a alta de preços ainda não está ganho” e requer cautela. Além disso, destacou a importância de que as novas regras fiscais sejam cumpridas (não apenas aprovadas) para manter as expectativas sobre os preços no futuro comportadas – o que ainda não estão.

Assim, vemos a Selic caindo para 11,75% até o final deste ano, no que acreditamos que será um processo gradual de redução de juros – atingindo 10,00% no início de 2024. Isso significa que os juros devem cair, mas continuar no território contracionista – ainda com certo “freio” na economia para controlar a alta de preços.

Já em 2025, caso a inflação consiga se estabilizar em 4,0%, vemos espaço para que o Copom reduza a Selic para em 9,0% ao ano, atingindo o que chamamos “território neutro” – ou seja, tirando o pé do freio da economia, mas ainda sem acelerar.

E o dólar, vai para onde?

Para a alegria de muitos, a primeira metade desse ano foi marcada por uma forte valorização do real, como podemos ver no gráfico abaixo.

Porém, como nem tudo são rosas, assistimos ao dólar voltar a superar a barreira dos R$/US$ 5,00 no último mês, atingindo os níveis mais depreciados desde o final de maio.

Acreditamos o enfraquecimento da nossa moeda refletiu tanto movimentos globais quanto domésticos.

Lá fora, destacamos:

  1. a forte alta das taxas de juros de longo prazo nos Estados Unidos e a sinalização de que os juros básicos devem seguir altos (podendo ainda subir esse ano) – movimento que tende a fortalecer o dólar frente a outras moedas, por atrair capital em busca de maiores retornos; e
  2. maior aversão ao risco global, com o aumento dos riscos geopolíticos ao redor do mundo, diante da escalada de tensões no Oriente Médio e o risco ainda latente envolvendo Rússia, Ucrânia e países aliados.

Já no cenário local, o aumento das incertezas com relação à dinâmica das contas públicas ajudou nossa moeda a perder força. Afinal, como contamos nesse texto em detalhes, incertezas políticas tendem a levar a um aumento da precificação de risco de investir por aqui – o que é “descontado” na nossa moeda.

Assim, esperamos que o dólar encerre 2023 em R$ 5,10.

Dito isso, nossas contas externas continuam sólidas, o que tende a sustentar uma moeda relativamente valorizada. Ou seja, seguimos atraindo forte fluxo de capital estrangeiro tanto pela via comercial quanto de investimentos, impulsionados – entre outras coisas – pela supersafra agrícola e pela posição relativamente positiva quando comparado a outros emergentes (mais expostos a elevados riscos geopolíticos, como Rússia e Turquia). E quanto mais dinheiro estrangeiro por aqui, mais valorizada nossa moeda.

Além disso, nossa moeda está desvalorizada para padrões históricos, ao olharmos em termos reais (ou seja, descontando a inflação).

Por isso, projetamos R$/US$ 4,85 para o final de 2024 e R$/US$ 5,00 para o final de 2025.

Mas vale destacar que essa projeção não significa que esse será o valor da taxa de câmbio ao longo de todo o ano. Pelo contrário, esperamos que o “sobe e desce do dólar” siga presente, especialmente diante do alto nível de incerteza nos cenários global e doméstico.

Como investir nesse cenário?

Com tantos eventos e mudanças no cenário econômico no Brasil e no mundo, entender como melhor investir o seu dinheiro e proteger o seu patrimônio é essencial.

Por isso, destacamos abaixo nossas recomendações de alocação atualizadas de acordo com o seu perfil de investidor, além de sugestões de onde investir em cada classe de ativo (como ações, renda fixa e fundos de investimento).  

Vale lembrar que as recomendações sinalizadas na tabela abaixo não são as únicas possíveis, mas sim alternativas viáveis selecionadas pelos nossos especialistas para você. Confira tudo isso em detalhes no nosso relatório “Onde Investir” – acesse aqui!

Classe Opção de investimento Opção de investimento2 Mínimo da opção mais acessível
Renda fixa pós-fixada Tesouro Selic 2029 CDB Facta Financeira Set/2025 117% do CDI R$ 140,00
Inflação Tesouro IPCA+ 2032 com juros semestrais JGP Debêntures Incentivadas Juros Reais FIC FIM CP R$ 43,86
Renda Fixa Prefixada CRI Assai Jul2027 10,95% *isento CDB Facta Set/2026 13,0% R$ 1.000,00
Renda Fixa Global Trend High Yield Americano FIM Trend Crédito Global FIM R$ 100,00
Multimercado Selection Multimercado FIC FIM XP Macro FIM R$ 100,00
Renda variável internacional Wellington Us BDR Advisory Dólar FIC Ações BDR Nível 1 M Global BDR Advisory Dólar FIC FIA BDR Nível I R$ 500,00
Renda variável internacional hedgeada Trend Bolsas Globais Trend Bolsas Emergentes R$ 100,00
Alternativos Trend Ouro Dólar FIM PVBI11 R$ 100,00

Atualização semanal: Bitcoin (BTC).

O gráfico semanal do Bitcoin encerrou com valorização de 8,01%, e acumulou no mês de setembro uma alta de pouco mais de 5% na plataforma Binance (usada para os comentários gráficos deste relatório).  A semana que se iniciou ontem já apresenta maior volatilidade e os preços chegaram a marcar máxima pouco acima dos 28.500USD, enquanto em reais chegou a marcar negociação acima dos 144mil. No decorrer desta terça-feira os preços devolveram parte da recente alta, mas permanece acima da máxima marcada na semana passada até o momento da confecção deste relatório. O suporte mais próximo está na linha dos R$ 140.000 e a resistência mais relevante na região de R$ 147.500,00. Para perfis mais agressivos, os patamares atuais podem ser interessantes para atuação na compra, assumindo o risco de perda caso os preços retornem abaixo da linha dos R$ 128.000, tendo como primeiro alvo a região dos R$ 154.000.

Recomendação: numa postura mais conservadora, a entrada ideal é, caso aconteça uma retração até os níveis próximos dos R$ 135.000, assumindo risco de perda caso haja um fechamento abaixo da linha dos R$ 128.000, com o primeiro objetivo na região de R$ 147.000 e depois em R$ 154.000, região de importante resistência.

Suportes: R$ 138.145 / R$ 134.000 / R$ 128.000

Resistências: R$ 145.000 / R$ 147.500 / R$ 155.000


Atualização semanal: Ethereum (ETH).

Ether, assim como o Bitcoin, encerrou a semana em alta expressiva, com 11,12% mas no mês a alta foi de 2,73% (Binance). Graficamente observamos a linha de tendência de alta respeitada como suporte (destacada em azul) e a média móvel de 21 períodos (cor laranja) atualmente atuando como resistência. Nota-se ainda uma linha de tendência de baixa terciária na região da máxima marcada na semana passada e, somente um rompimento convicto dessa linha – com amplitude de movimento e aumento de volume – chamaria a atenção para altas mais expressivas que poderiam levar ao teste da região de resistência na linha próxima dos 9.600,00 Reais.

Recomendação: na atual configuração, não há gatilho para compras.

Suportes: R$ 8.290 / R$ 8.135 / R$ 7.600
Resistências: R$ 8.900 / R$ 9.200 / R$ 9.600

*Por Joana Aline, especialista de investimentos na XP

Final de semana chegando, pipoca, descanso, séries, mercado financeiro… Opa, mercado financeiro? Isso mesmo, separamos incríveis séries que te ajudarão a entender mais sobre o mercado sem precisar levantar do sofá.

Abaixo, reunimos algumas indicações de documentários sobre como atuar nesse mercado, e entender um pouco mais sobre como agregar valor financeiro ao seu patrimônio.

Como ficar rico

Protagonizada por Ramit Sethi, a nova séria documental Netflix explora uma nova perspectiva de educação financeira: gastar com o que ama. Assim, o documentário busca trazer para os espectadores uma reflexão sobre o uso do dinheiro. Por exemplo, como gastos não desejados podem atrapalhar para que atinjamos metas com coisas que realmente gostamos e planejamos. Além disso, o seriado enfoca, principalmente, na necessidade que o dinheiro tem em se adaptar a nossa rotina, gostos e sonhos; e não o contrário!

Explicando dinheiro

Dividida em tópicos, essa série busca mostrar a perspectiva de investidores com o dinheiro e suas ramificações. Em episódios que retratam a relação de pessoas com fatores financeiros, desde o cartão de crédito aos investimentos, o documentário busca retratar como certas instituições podem se aproveitar da falta de conhecimento de novos investidores – como, por exemplo, pela prática de altas taxas. Apesar de focar nos Estados Unidos, essa séria original Netflix é uma ótima análise de como podemos nos preparar para alocar o nosso patrimônio com segurança e preparo.

A arte de economizar (filme)

Ao acompanhar os investidores ao longo do dia, quatro coachs financeiros ensinam táticas de como guardar dinheiro para o futuro. Nessa exploração da vida real, o espectador consegue extrair conceitos práticos do dia a dia, que podem ajudar não somente na gestão financeira, mas também na administração de nossa vida de uma maneira mais ampla. A série mostra como uma família pode operacionalizar o corte de despesas consideradas supérfluas para economizar para a faculdade, por exemplo.

Shark Tank

Focada em formar empreendedores, essa série traz para o seu público pessoas comuns com ótimas ideias para novos negócios. Disponível no Prime Video e canais abertos de televisão, podemos acompanhar cinco empresários de sucesso lutando para defender sua ideia frente a potenciais investidores. Com essa opção educativa, conseguimos despertar o nosso lado empreendedor e ver como grandes negócios podem nascer de uma “boa ideia”.  

O monstro gigante que é a economia global

Essa séria de oito episódios, disponível na Amazon Prime, busca trazer a sua audiência as diversas práticas e meios (legais e “nem tanto”) utilizados por grandes corporações globais para se destacar nos mais diversos setores. A série traz uma perspectiva perspicaz de como as gigantes do nosso mundo conseguiram o destaque que têm hoje.

Girlboss

Essa série é para aguçar o lado de todas as leitoras. Focada na história de Sophia, a série traz os desafios que podem aparecer ao começar um novo negócio. Além disso, conseguimos aprender dicas valiosas sobre conciliar o empreendedorismo com a vida pessoal.

Depois de assistir essas séries e filmes, tenho certeza de que sua mente estará mais preparada para a jornada no mundo dos investimentos.

Mas além da mentalidade, é importante ter o conhecimento sobre onde investir, e nessa questão, a gente te ajuda também: confira nossas recomendações completas de investimento.

O que rolou em Setembro?

O mês de setembro foi positivo para o Bitcoin, que encerrou com valorização 4,07%, enquanto o Ether valorizou-se 2,73%. E neste início de outubro, o movimento de alta continua e contrasta com a queda no volume de contratos futuros de Bitcoin, que alcançaram o volume mais baixo do ano; um dado surpreendente considerando o mercado “bullish” atual e levanta dúvidas sobre o comportamento e perfil dos entusiastas de Bitcoin: Será que os traders estão se tornando mais conservadores ou estão antecipando uma correção das recentes altas?

A resposta teremos daqui algum tempo, mas o que importa hoje, para nossa carteira e nossos clientes é o alinhamento de expectativas sobre este mercado e que até o momento, vem cumprindo, ainda que lentamente. Este ano, percebemos que a dinâmica deste mercado está mudando. Afinal, aquela volatilidade altíssima já não é tão presente, embora não seja prudente desconsiderá-la da estatística e do padrão de comportamento deste ativo ao longo de sua curta existência, comparada aos ativos tradicionais.

Para o mês de outubro, permanecemos convictos de que a melhor estratégia por ora segue sendo a de manutenção da distribuição de Bitcoin com 65% e Ether com 35% na nossa carteira. Lembrando que nossa visão de retorno é de longo prazo, de modo que os clientes que queiram participar do desenvolvimento deste racional, poderá executar a compra nos preços atuais, ainda que no curto/ médio prazo as oscilações possam não beneficiar a exposição. Os clientes já posicionados há mais tempo encontram-se numa situação mais confortável. Felizmente, o Bitcoin – nossa maior exposição na carteira – tem apresentado maior valorização que o Ether, o que nos deixa ainda mais confortáveis com a decisão.

Carteira recomendada de Criptoativos – Xtage

 

Gráfico Bitcoin nos últimos cinco anos: análise mensal.

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Gráfico Ethereum nos últimos cinco anos: análise mensal.