• Como esperado, o Copom aumentou a taxa Selic para 4,25% ao ano na reunião de junho;
  • Nossa expectativa é que a taxa básica de juros feche o ano em 6,5% a.a. para ajudar a controlar a inflação.
  • Parece muito, mas isso ainda significa juro real (acima da inflação) muito próximo de zero, mostrando que ainda é preciso correr um certo risco para ganhar dinheiro investindo;
  • Saiba quem ganha e quem perde nos investimentos com o movimento.

Conforme esperado, o Copom subiu novamente a Selic-meta, a taxa básica de juros da economia, na reunião de junho, dessa vez para 4,25% ao ano — e sinalizou outra alta nesse patamar para a próxima reunião. Nossa expectativa é que a taxa já atinja 6,5% a.a., patamar considerado neutro, neste ano.

Como não poderia deixar de ser, essa alta na taxa de juros que permeia toda a economia também tem impactos nos seus investimentos. Hoje é dia de lembrar quem ganha e quem perde para ajudar nossos(as) 13 leitores(as) a tomar as melhores decisões de investimento nesse cenário.

Renda fixa: olho nas taxas

A primeira classe de investimentos que vem à mente quando falamos em mudanças na Selic é a renda fixa pós-fixada, aquela que paga um percentual da própria Selic ou do CDI (taxa interbancária que acompanha a Selic e é usada em títulos privados). Sim: intuitivamente, um CDB 100% do CDI pagava o equivalente a 3,5% a.a. e agora passa a remunerar em 4,25% a.a.

Além da reserva de emergência, que necessariamente deve estar em um pós-fixado de liquidez diária, nossas carteiras recomendadas para perfis conservadoresmoderados e agressivos incluem fundos e ativos com esse tipo de remuneração e prazos mais longos para capturar esse movimento.

Os outros tipos de renda fixa (prefixada e indexada à inflação) também se movimentam com a alta dos juros — já vinham se movimentando, aliás.

Lá atrás, entre janeiro e fevereiro, a reação ao anúncio de que a Selic poderia começar a subir em breve foi de alta dos juros dos investimentos sem liquidez de curto prazo (para responder à expectativa de uma Selic mais alta ainda em 2021) e queda nos de longo prazo. É o que vemos no gráfico abaixo, que mostra preços e taxas do Tesouro prefixado 2022 (indisponível hoje na plataforma do Tesouro Direto) entre o dia seguinte à reunião do Copom de janeiro e 15 de março. 

preços e taxas tesouro prefixado 2022
Fonte: Tesouro Direto

Quando há mudanças na Selic ou no tom do comunicado divulgado pelo BC junto com a decisão de juros, as taxas de prefixados e indexados à inflação reagem, com os preços se movimentando em sentido oposto (alta nas taxas -> desvalorização do título e vice-versa), como explicamos no vídeo abaixo:

E só para não esquecer: essas variações nos preços só afetam efetivamente quem optar por sair da posição em renda fixa antes do vencimento. É possível vender seus títulos com ganhos “turbinados” amanhã, a depender da reação do mercado, ou até ter prejuízo, mas, se você mantiver o investimento até o vencimento, a rentabilidade prometida no dia da contratação vai ser cumprida.

No momento atual, em que a inflação segue pressionada, consideramos importante ter em carteira investimentos em renda fixa indexados à inflação, principalmente para proteger as suas finanças do ainda pouco previsível aumento nos preços no curto prazo.

Renda variável: ainda importante

A lógica mais comum repetida no mercado quando a Selic começa a subir é de uma queda na popularidade dos investimentos mais arriscados. Com isso, já tem gente com medo de baixas na bolsa de valores.

Mas esse temor não deveria pautar suas decisões, ao menos por enquanto, porque ainda não dá para realmente ganhar dinheiro sem risco.

Explico. não podemos esquecer que, mesmo subindo, a taxa de juros brasileira não está alta: a visão ainda é de juros reais (ou seja, subtraindo a inflação) próximos de zero. Como mencionamos, a expectativa do nosso time de macroeconomia é de Selic em 6,5% a.a. em 2021. Já o IPCA (a inflação oficial do país) deve fechar o ano em 6,2% em 12 meses. Com isso, quem ficar no CDI tem juros reais (acima da inflação) muito próximos de zero — principalmente considerando o desconto do imposto de renda.

Conclusão: quem quer realmente ver seu patrimônio crescer com investimentos ainda não pode deixar de tomar riscos. Mantemos a nossa visão de que a Bolsa tem, sim, espaço para subir neste ano, com a eventual recuperação da economia, a vacinação, o repasse da inflação nos preços de seus produtos e tudo mais que estamos falando nos últimos meses. Conheça uma lista de ações e BDRs que tendem a se beneficiar de períodos de inflação em alta.

Mas e os setores?

Claro que empresas diferentes reagem de maneiras diferentes às mudanças na Selic. As ações que se beneficiam diretamente da alta nos juros tendem a ser as de bancos e seguradoras, que podem aumentar seus spreads (o quanto ganham com o que cobram de juros menos o que pagam) e potencializar sua receita.

Por outro lado, empresas de varejo e de construção civil tendem a ser negativamente afetadas por juros mais altos. Para entender isso, é só pensar que o parcelamento passa a doer mais no bolso dos clientes, que passam a evitar gastar quando possível. Apesar disso, o ritmo de crescimento da economia pode fazer muita diferença nessa dinâmica, e o nível dos juros ainda está longe de deixar de ser estimulativo. Para saber quais as ações que gestores e analistas do mercado mais gostam, não deixe de conhecer as nossas Estrelas da Bolsa.

Aliás, falando em imobiliário, os FIIs (fundos de investimento imobiliários) têm uma relação bem forte com a taxa Selic. Quando os juros caem, eles compõem uma das classes favoritas para investidores(as) em busca de mais rentabilidade com volatilidade intermediária (não tão alta quanto a da bolsa). Mas vale reforçar aqui o ponto que já dissemos antes sobre juros reais: continuamos bem distantes de ter retornos vantajosos sem riscos. Saiba mais sobre isso neste texto.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

  • O Mochilão Rico chega ao seu segundo episódio, com uma viagem imaginária, embalada no mood de um filme dos anos 2000. E o destino? A China
  • Uma das maiores mudanças econômicas e demográficas da história, que continua em passadas largas no caminho do crescimento e chamando muita atenção dos investidores
  • Veja mais sobre os fundamentos por trás da China e como você pode viajar para lá, imaginariamente, ou com seu dinheiro!

Eu ainda não tive a oportunidade de ir para a China. Com certeza é uma das viagens que está na minha listinha de “coisas para fazer antes de partir”. Porém, a imaginação ainda não me cobra passagem ou fica isolada pela situação da pandemia, então posso ir para lá sem sair de casa (dentro da minha cabeça, papo de louco, eu sei). Para dar asas à minha imaginação e explicar como levar o seu dinheiro para o Tigre Asiático, escrevo mais este Mochilão da Rico (não sabe o que é isso? Leia a primeira edição, nos EUA).

Sempre que me coloco para pensar na China, vem a memória do filme “O Clã das Adagas Voadoras”, de 2004, um filme que retrata uma China de 859 a.C. em situação de extrema corrupção e vulnerabilidade social. A culpa disso é inteiramente da minha família, que me fez assistir quando moleque, e, para ajudar no processo de traumatização, me desafiaram no jogo de mímica a fazer os meus demais familiares adivinharem esse filme na base dos pulinhos e cenas ridículas minhas fingindo estar com uma adaga na mão.

O ponto é: a foto da China de hoje é muito diferente da retratada no filme, numa época que os chineses sofriam com a extrema pobreza, bem antes de uma realidade de potência econômica. Aliás, essa mudança não para. O país continua crescendo de forma exponencial, e se você acreditar na continuidade desse crescimento também pelos próximos anos, parte dos seus investimentos pode pegar carona nisso.

Mas na pegada do Clã, já que posso desfrutar da viagem imaginária aqui em mais um capítulo do Mochilão Rico, vamos entender as adagas, ou melhor, os números que fazem a China chamar tanta atenção dos investidores com seu potencial de voar ainda mais:

Ambiente de negócios pujante

Fonte: The World Bank, Rico

Como podemos ver acima, a China tem um ambiente de negócios pujante, uma avenida que vem sendo construída ao longo dos anos e que pode servir de pista para muito empreendedor por lá. Hoje, o país já apresenta um ambiente de negócio mais frutífero que a Europa (31º posição no ranking do The World Bank, contra a 37º posição ocupada pela Europa) , ficando atrás dos EUA (em 6º), mas com um gráfico que mostra uma trajetória ascendente. Escolhemos comparar esses 3 mercados porque são os mais facilmente acessíveis via investimentos sem sair do Brasil (que aliás, está na posição 124 do ranking).

Desse ambiente de céu limpo, saem muitas oportunidades de geração de valor. Aliás, isso já está acontecendo, como podemos observar nos números das startups unicórnios (com mais de US$ 1 bilhão de valor de mercado):

Fonte: Briedgewater, Rico

Ascensão da classe média

Fonte: Brookings Institution, Rico

A projeção para crescimento da classe média na China fica à frente de boa parte das demais economias. E por que isso é relevante? A classe média e o seu consumo costumam sustentar o crescimento econômico. Se ela ascende, você pode esperar que… Bom, vamos deixar o FMI (Fundo Monetário Internacional) falar por nós:

Fonte: FMI, Bloomberg, Rico

Pois é, a China tem o maior crescimento econômico projetado para o período entre 2021 e 2026. Aliás, crescimento econômico forte também é um dado que já vem se comprovando ao longo dos últimos anos:

Fonte: FMI, Bloomberg, Rico

A trajetória do PIB per capita da China mostra como o país tem se descolado economicamente do mundo em que está inserida (Emergentes). E essa “boca de jacaré” ali no fim do gráfico tem sido exponencial, ganhando força cada vez mais.

Tecnologia

O ambiente pujante para geração de novos negócios, aliás de muito valor, acrescido de uma economia que promete evoluir muito e já vem evoluindo ao longo dos anos. Tudo isso é lenha para a fogueira do ambiente do avanço tecnológico, uma das pautas mais discutidas nos investimentos hoje em dia.

Fonte: Bloomberg, Rico

Quando olhamos para os números das Big Techs (grandes companhias de tecnologia) chinesas vemos como existe oportunidade por lá: se compararmos com as BTs americanas, as expectativas de crescimento de faturamento e lucro são superiores, porém essas empresas são negociadas com um desconto em relação às techs da terra do Tio Sam.

Como assim? o preço sobre lucro é uma medida muito utilizada pelos analistas de ações e investidores para entender se a empresa é uma pechincha ou não. Basicamente é um fundamento importante para entender se o preço dessas empresas apresenta uma oportunidade do ponto de vista do investimento de longo prazo – as chinesas estão descontadas perante as companhias americanas.

E isso não fica apenas no ambiente das tecnológicas. A bolsa chinesa como um todo opera com desconto hoje perante a bolsa americana:

Fonte: Bloomberg, Rico

Claro que esse desconto tem seus motivos: a China transmite riscos, principalmente pelo regime de governo e a discussão do isolamento chinês que vem crescendo ao longo dos últimos anos. Como pilar fundamental desse embate: as relações comerciais entre os EUA e a China, que agora no governo Biden ganham articulação com os aliados e novas ameaças de medidas americanas contra algumas companhias chinesas.

O mundo vive um momento de globalização fragilizado, falamos sobre isso nesse relatório, e a China é uma das geografias mais afetadas com esse movimento.

Mas, como sempre no mercado financeiro, maiores riscos podem ser compensados com maiores ganhos. Se você acha essa tese de China curiosa e têm paciência para investir, pode fazer sentido para percentual da sua carteira.

Como investir?

A Rico apresenta algumas oportunidades de investimento para acessar esse mercado: para investir com aplicação inicial baixa, o ETF XINA11 (B3) é uma alternativa, bem como o Trend Bolsa Chinesa FIM. Para investidores(as) qualificados(as), JP China Equity, Aberdeen China e Wellington All China são opções que possuem gestão ativa, ou seja, um trabalho de uma equipe de profissionais que realiza a tomada de decisão de investimento nesses mercados.

Ah, e não podemos esquecer do recém nascido ETF EMEG11: replica o índice MSCI Emerging Markets que representa o investimento em mercado emergentes, que incluem países da América Latina, como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, mas também de países asiáticos como a China. Acesse sua conta para conferir!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

  • O esquenta está diferente, né? Hoje, às 18h30, o Copom divulga sua decisão para a Selic
  • Desde a última reunião, chamam a atenção a piora na perspectiva de inflação e o balanço de riscos no horizonte
  • O que esperamos para a reunião da nossa autoridade monetária que termina hoje?

“Estou levando gin, tônica e limão”

“Eu levo breja! Que horas saímos? Não quero chegar na muvuca!”

“Boa! Mas pede pro Uber parar pra comprar gelo! Sempre falta gelo!”

4 horas depois…

“Falei pra sairmos antes! Devia ter ido sem gelo.”

Saudades de um esquenta, né minha filha?

Mas não se preocupe! Vamos matar suas saudades com um ótimo esquenta econômico para acalentar os corações, e que (olhem a vantagem!) não acaba em ressaca no dia seguinte!

Trata-se de um esquenta para a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – nosso querido Copom. Ou copão, se quiser seguir no espírito não pandêmico da festinha.

A ideia é contar aqui tudo o que esperamos para a reunião da nossa autoridade monetária que termina hoje, com base no que entendemos que eles irão encontrar nos dados disponíveis sobre a economia no Brasil e no mundo – atividade econômica, preços de commodities, cenário político, situação fiscal, entre outros.

Explicar o que pensamos sobre o que eles pensarão vendo os dados que estamos vendo! Lembra quase aquelas maluquices do filme Inception isso né? Mas calma, como não contaremos com elevado teor alcóolico nesse esquenta, tudo vai ficar mais claro ao longo do texto abaixo.

Comecemos por uma reflexão do que aconteceu desde o último Copom.

O que aconteceu desde o último Copom?

Desde a última reunião do Copom, dois pontos principais nos chamam atenção para uma piora na perspectiva de inflação e no balanço de riscos no horizonte relevante de política monetária. Ou seja, pontos que os diretores do BC devem estar bem de olho que podem fazer a inflação sair da rota que planejam.

O primeiro é a evolução dos preços de insumos ao produtor, refletido nos índices de preços no atacado (os famosos IPAs), que voltaram a acelerar desde abril. Com as commodities em nível elevadíssimo e sem dar sinais de arrefecimento no curto prazo – falamos mais sobre isso em texto brilhante do João Lorenzi – esses preços devem seguir pressionados, mesmo com a valorização recente do real (que ajuda no preço desses insumos negociados em dólar por aqui).

O segundo tem a ver com São Pedro, e com sua ira por não estarmos realizando festas juninas no Brasil. Ou, se você preferir, com a piora do nível dos reservatórios hidrológicos no Brasil, que pressionam o preço de energia. Está ficando claro que a energia elétrica vai seguir alta por todo 2021 (em nosso cenário base consideramos bandeira Vermelha 2 até dezembro), gerando inércia para 2022.

Do outro lado, tivemos também alguns acontecimentos que pesaram para o lado da inflação menos pressionada. A dizer: a apreciação do câmbio (reduzindo o impacto que chamamos de pass through do câmbio nos preços finais domésticos) e a melhora das condições de liquidez global – com as taxas de juros de 10 anos nos EUA voltando ao patamar de 1,5%. Ou seja, o real mais forte e menos stress na gringa. Além disso, vimos também desde a última reunião do Copom uma melhora da percepção de risco fiscal agudo no país. Porém, entendemos que o Comitê não deva dar tanta importância ao último, dado que nossa dívida segue elevada, e nossa estrutura de gastos ainda bastante engessada – ou seja, apesar do alívio de curto prazo, ainda temos importante desafios fiscais de longo prazo.

O líquido disso tudo? A análise dessas variáveis todas de fato parece pender para o lado hawkish. Oi? Leia o quadro abaixo para a estranha relação entre tipos de pássaros (falados em inglês) e política monetária.

Falcões X Pombas

Hawkish – Aparentemente relacionado ao comportamento de soldados na Guerra da Independência dos EUA, a figura de um falcão está associada à coragem, força, rigidez. Em política monetária, faz referência a um comportamento de banqueiros centrais mais preocupados com o controle da inflação, menos lenientes com a alta de preços e o potencialmente distanciamento de sua meta.

Dovish –  Já as pombas são relacionadas a… acho que apenas pombas mesmo, na tranquilidade, de boa esperando seu pãozinho no parque! Em política monetária, as pombas então são associados a autoridades monetárias mais lenientes com a inflação. Para os quais “um pouquinho de alta de preços não faz mal a ninguém”, mesmo que se distancie da meta almejada.

Não ficou muito claro como o Copom está vendo tudo o que disse ali em cima? Não se preocupe! Fizemos a tabela abaixo para facilitar a leitura desses e de outros dos principais indicadores que os diretores do BC estão nesse momento analisando para determinar o que fazer com a nossa taxa básica de juros – a Selic.

Como vocês podem ver, ela tem uma coloração diferenciada. E não, não é só pra ficar menos entediante! É um mapa de calor, ou heatmap, para os íntimos. Ele serve para indicar a nossa leitura do que cada um dos indicadores representa no mundo da política monetária. Quanto mais vermelho (azul), mais a variável está atuando para piorar (melhorar) a perspectiva da inflação.

E o que isso nos indica da decisão de hoje?

Primeiro de tudo, vale lembrar que o horizonte relevante de política monetária do Copom hoje já é 2022. Ou seja, os ajustes na taxa de juros dificilmente irão atuar sobre a elevação de preços correntes que observamos, então o que vale mesmo mesmo é o ano que vem! Mas essa elevação agora pode contaminar as expectativas para o ano que vem – caso o pessoal entenda que o BC não agirá para controlar os preços a tempo ou em magnitude necessária. E sabemos que controlar expectativas com inflação corrente quase nos 9% é de fato mais complicadinho!

Desse modo, o aumento de 0,75pp na taxa Selic é o mais esperado, seguindo o que o próprio Copom já indicou em sua última reunião. Porém, mais importante do que isso, será entender o que ele fará depois disso. Se irá manter o ajuste parcial como vinha indicando, levando a Selic para o território neutro (aquele que não estimula nem desestimula a atividade) apenas no ano que vem, ou se irá fazer o ajuste completo até o neutro esse ano – levando a Selic, assim, para 6,5%.

Considerando tudo o que mostramos acima, o Banco Central dificilmente encontrará espaço para interromper o ciclo de aperto antes que a taxa Selic atinja seu nível neutro. Por isso, deverá sinalizar que a Selic irá para 6,5% ao longo das próximas reuniões – sem pausas nas altas.

E ainda mais pra frente, esperamos mais? Muita gente entende que com a inflação onde está hoje, e já com expectativa de ficar acima da meta de 3,5% ano que vem (esperamos 3,8%), o Copom deveria ir além dos 6,5%. Não achamos que seja pra tanto! Boa parte da pressão pro ano que vem é relacionada a questões como a ira de São Pedro, e outros preços administrados que não viram reajuste por causa da pandemia. Por isso, o BC deve aceitar um “pouquinho” de inflação acima da meta, para evitar frear demais a economia nessa retomada. Afinal, nenhum banqueiro central também quer ter a fama de jogar o bebê com a água junto, não é mesmo?

Então até as 18:30 de hoje: façam suas apostas! Quem perder, pára pra comprar o gelo no posto no próximo esquenta! #Euquenão.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

*Por Pam Semezzato, Analista CNPI-T

  • É fascinante o número de oportunidades que aparecem diariamente na Bolsa
  • Por outro lado, são muitas chances de frustração por perder uma boa oportunidade
  • Nessa terça Trader, confira algumas dicas para aproveitar as melhores oportunidades em operações de curto prazo no mercado

Uma das coisas que fascinam na Bolsa é que são muitas oportunidades que aparecem diariamente em diferentes papéis!

Mas esse é um ponto que também pode criar muita frustração, pois, quando perdemos essas oportunidades, ficamos com o sentimento de fracasso. E para isso hoje quero dar algumas dicas de como escolher as melhores ações para aproveitar as melhores oportunidades!

Objetivo

Primeira coisa, e essencial, você precisa saber a resposta para a pergunta: Qual meu objetivo? Longo prazo? Médio prazo? Curto prazo?

Muitas vezes, iniciamos uma operação para longo prazo, ou seja, para manter na carteira por 5-10 anos, e no primeiro mês que o papel fecha em baixa, mudamos a estratégia e queremos vender.

Obviamente, esse comportamento não gera resultados positivos. Então, se você quer fazer boas operações, vamos determinar uma estratégia e segui-la até o final sabendo qual seu objetivo.

Liquidez

Imagina o seguinte: Você compra um ativo por 0,20 e quer vender em 0,80. A operação dá certo e o preço do ativo atinge o seu alvo, porém, sua ordem de venda não é executada, pois não existem compradores suficientes para executar sua venda nos 0,80. Só tem comprador nos 0,60, por exemplo.

Ou seja, você tem dificuldade de converter sua operação em dinheiro: isso é a falta de liquidez! É algo que pode atrapalhar suas operações e impossibilitar que você alcance seu objetivo. Então primeiro ponto do nosso check list:

O ativo tem boa liquidez?

Se a resposta for sim, bora para o próximo ponto:

Tendência

Saber identificar qual a tendência do ativo, para determinar se deve comprar, vender ou ficar de fora.

Eu sempre procuro operações a favor da tendência, então a pergunta para o check list é:

Qual a tendência do papel?

Se a resposta for de alta: vamos esperar por compras;

Se a resposta for de baixa: vamos esperar por vendas;

Se a resposta dor lateralização: vamos esperar por rompimentos ou operações nas extremidades;

Setup

Ter setups definidos ajudam muito na tomada de decisão, então ter definido os setups para entradas é o próximo passo. E se perguntar:

Nesse momento do mercado tem algum setup para entrada?

Se a resposta for sim, vamos para o próximo passo;

Se a resposta for não, o que precisa acontecer para que o setup encaixe?

Risco

Saber exatamente o quanto de risco você aceita em cada operação é algo primordial e que você deve saber antes de apertar o botão. Então próxima pergunta do check list:

Cabe na conta? O stop dessa operação esta de acordo com meu apetite a risco?

Se a resposta for sim, bora para o ultimo ponto.

Se a resposta for não, uma opção é entrar com a mão menor (por exemplo, você costuma operar com 1.000 ações, nesse caso, você entraria com 500 ações) ou então, ficar fora e descartar essa operação;

Alvo

E não adianta ter passado por todos os tópicos anteriores se você não souber qual será seu alvo com essa operação. Importante ter definido também o que você espera desse ativo se caminhar a seu favor.

E aí temos mais alguns pontos para responder:

Tem algum suporte ou resistência no caminho antes de atingir seu alvo?

Se tiver, qual a distancia do seu ponto de entrada até esse ponto? Dá para realizar parcialmente sua posição nesse ponto?

Aperte o botão

Sabendo e respondendo esse check list de hoje, tenho certeza que vai ajudar vocês a tomarem as melhores decisões de acordo com seu estilo e assim, aproveitar as tantas oportunidades que temos todos os dias!

Leia também:

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Swing Trade ou Day Trade: qual a diferença e como escolher

Para onde vai o preço 2: tendência primária, secundária e a união das forças

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

  • É ou não é um superciclo? Até quando vai tudo isso? Ainda tem mais upside (alta) ou já perdi o bonde?
  • No Insight de hoje, João Lorenzi, analista de commodities da Encore responde essas e outras perguntas, dando uma verdadeira aula sobre o assunto!

Caros(as) 13 leitores(as), antes de começarmos esse Insight, gostaria de falar um pouco sobre o nosso convidado do dia. Não costumamos fazer isso, mas como ele é novo por aqui e é muito meu amigo, achei legal a ideia porque nos mostra algumas coincidências (ou não) da vida e como é importante o networking…

Conheci o João quando eu era analista de commodities (mineração e siderurgia) no Bank of America Merrill Lynch lá em 2015. Na época, ele era estagiário de economia e já se destacava. Eis que ele me lembrou outro dia que, quando eu ia sair da Merrill, eu chamei ele para um café pra contar da minha mudança, falar que teria a minha vaga, e caso ele tivesse interesse, poderia indica-lo (dado que ele já tinha me falado que queria ir para área de análise de ações e não queria ficar na análise econômica).

Long story short (no bom e velho português, longa história curta): João ficou alguns anos analisando commodities na Merrill (inclusive a Marcella Ungaretti, analista de ESG da XP foi estagiária dele na época!), mas depois foi pro buy side (fundos de investimento) e hoje é analista de commodities da Encore (cujo gestor é o João Braga, também conhecido como o guitarrista da nossa banda Stock & Roll Pickers).

Bom, vamos ao que interessa então. As commodities não param de subir, mas até quando? Ainda dá tempo de surfar essa onda? Ninguém melhor que João Lorenzi para nos falar! Obrigada por topar esse convite João! s2

*Por João Lorenzi, analista de commodities da Encore*

“Manhê! Ja chegou?? Ta chegando? Mas nao era logo ali?” 

Eu era muito dessas crianças agitadas que não parava de fazer perguntas a cada 10 minutos toda vez que viajávamos de carro! Já dava indícios de que eu seria um analista de commodities no futuro né: inquieto e fazendo a mesma pergunta 20 vezes para minimizar as chances de eu estar errado. 

Desde a metade de 2020, os analistas de commodities tem tido também um diálogo bem repetitivo:

— “Joka (é meu apelido e meu nome nem é João Carlos rs), ainda vale entrar em ação X?”

— “Vale muito! Tem 20-30% de upside (possibilidade de alta) tranquilo. Gosto muito do case [10 mensagens explicando]”

20% de alta depois: — “Gente, vamos manter na carteira! Tem mais 20-30% de upside ainda “

Mais 20% de alta depois: — “Pessoal, fica mais! Quando for pra sair eu falo, vai haha”

E a razão para isso foi a escalada dos preços de praticamente todos os materiais básicos e commodities desde o ponto mais crítico de demanda global, em abril de 2020. Desde então, já vimos cobre subir 95%, alumínio subir 60%, minério de ferro subir 160%, aço mais que dobrar de preço no Brasil e no mundo, petróleo ir de em torno de US$20/barril para mais de US$70/barril hoje. Enfim, tudo subiu muito e bem rápido numa escalada que começou em torno de setembro de 2020.

Foi nesse ponto que o mercado começou a falar em “superciclo”. Superciclo pra cá, superciclo pra lá. Só que, veja, você também faz parte do mercado e tem sua voz nele! Por isso, quero esclarecer as 3 maiores perguntas sobre o tema hoje: 1) É ou não é um superciclo? 2) Até quando vai tudo isso? 3) Ainda tem mais upside (alta) ou já perdi o bonde?

Fonte: Bloomberg

1) É ou não é um superciclo?

Essa pergunta é boa porque é difícil de responder e geralmente só se sabe que houve um superciclo depois que ele efetivamente aconteceu. 

A resposta curta é: não sabemos e provavelmente não estamos num superciclo. Hoje, eu diria que estamos mais num movimento de descompressão do que em um superciclo. Mas por que eu digo isso? 

Um superciclo tem 3 características: 

  • aumento generalizado nos preços de commodities. Não pode ser uma ou outra isoladamente;
  • duração de no mínimo 5-6 anos;
  • o aumento precisa ser muito grande. Por enquanto vimos aumentos de 100-150% ou um pouco mais. Um superciclo veria algo como 3x o preço do início do ciclo para quase todas as commodities.

O que vimos acontecendo até agora parece mais uma descompressão, que costuma acontecer logo depois de uma crise. Hoje, é a combinação de 3 fatores: (i) dólar mais fraco, que é bom para commodities, (ii) demanda muito aquecida depois dos estímulos para combater a Covid-19 e (iii) queda grande na produção, ou seja, na oferta, que levou a baixa geral de estoques em 2020. 

Mas o que poderia nos fazer entrar num superciclo então? Estímulos fiscais recorrentes que suportem a demanda, bancos centrais deixando inflação alta por um bom tempo, e/ou reformas relevantes que foquem na transição energética, por exemplo. Mas, por enquanto, não vemos sinais de que isso seja o suficiente pra sustentar que o preço das commodities cresça mais 100-150% e fique alto pelos próximos 5-10 anos. 

2) Até quando vai tudo isso?

A movimentação do preço das commodities é mais simples do que parece: tudo é uma questão de oferta e demanda. E só tem um modo de diminuir preços: aumentando a oferta, ou diminuindo a demanda. É aí que mora a parte complicada: entender a trajetória de ambos os lados. 

Vamos, também, retomar um ponto: a chave para entender o que está acontecendo está também na oferta, não só na demanda. E a palavra chave aqui é estoque. Hoje a grande maioria dos materiais básicos e commodities está com estoque muito baixo e demanda saudável ou forte. O que isso quer dizer? O nível de estoques pode ser um dos sinais que nos indicam quando esses preços vão parar de subir. 

Para vermos até quando, é bom entender como o mercado foi evoluindo ao longo desse ciclo de commodities: 

  • Tudo começou em maio de 2020. Depois que percebemos que o mundo não ia para o apocalipse (em março de 2020, até isso era incerto), já se falava que as commodities estavam a preços muito baixos. Nada daquilo era sustentável e os preços deveriam se recuperar para algo próximo a níveis pré-pandemia em algum tempo;
  • Em setembro de 2020, já estava claro que a demanda estava muito mais forte do que o mercado imaginava. O ponto é que a oferta não tinha voltado e isso faria preços subirem muito. Até quando? todos esperavam até depois do ano novo chinês para ver o que aconteceria;
  • Chegando no inicio de 2021, o humor já havia mudado. A oferta estava começando a voltar aos poucos, mas a demanda continuava fortíssima. O que era um incerteza de curto prazo, passou a não ser mais. Lembrando que, aqui, todos já falavam em superciclo;
  • Em fevereiro de 2021, a China começou a regular alguns setores mais poluentes para começar a diminuir emissões de gases de efeito estufa e cumprir seu objetivo de ser carbono neutro até 2060. Com menor oferta, as commodities mais atingidas, tiveram nova “pernada” de preço para cima (aço, ferro, alumínio, urânio). Vamos voltar nesse ponto já já!
  • Em abril de 2021, houve grande escalada de todos os preços de commodities e chegamos ao ponto de agora: o mercado está esperando para ver o que acontece em julho-setembro e tem seus palpites. 

Por que julho-setembro? Porque o debate hoje é esse:

  • Quem acha que os preços vão cair, fala, geralmente, do chamado “impulso de crédito” da China. A China concentra boa parte da demanda principalmente de metais e, geralmente, é ela quem começa a aquecer a demanda usando estímulos em tempos de crise. Foi o mesmo em 2020-2021. Ou seja, se a China que iniciou a retomada, deve ser a primeira a cair. Em ciclos anteriores, depois de 6 meses de impulso de crédito negativo, os preços de metais começam a cair. E, nesse ciclo, isso ocorreu em Novembro-Dezembro de 2020. Modelos mais macro tem apontado um enfraquecimento nesse ponto de 2021.
  • Já quem está positivo e acha que os preços não caem muito, justifica com a demanda ex-China também e alguns pontos de análise commodity a commodity. Como assim? Veja, diferente de outros ciclos, nesse, o planeta inteiro pisou no acelerador quando estávamos em crise. Estamos vendo retomada de produção no mundo todo agora. Além disso, a China vem desacelerando o crédito, mas menos rapidamente do que se imaginava antes e dando sinais de que, se precisar, vai segurar o ritmo dessa desaceleração enquanto a economia de consumo se recupera. Enquanto isso, os estoques (lembra que falamos deles?) continuam baixos (todo mês faltam 2 meses para recompor estoques). 

Eu mesmo estou mais tendencioso para não ver uma quebra na tendência de commodities forte. Depende de caso a caso, commodity a commodity. Hoje, uma queda muito relevante parece algo mais para 2022 se nada mudar no cenário. Veja que commodities é trabalho diário, você vai colhendo evidencias conforme o tempo passa para refazer sempre essa pergunta: até quando?

Lembram dos estoques? Continuam baixos em muitas cadeias. Mesmo commodities que tiveram enfraquecimento recente em seu preço, viram consumo de estoques. Isso só indica que a demanda está bem forte e, hora ou outra, devem reestocar. Fora isso, a China tem sido mais rigorosa e cortado oferta de commodities que tem mais poluição na própria cadeia de produção (pensando aqui em aço e alumínio). Isso tem alongado a corrida de preços em algumas cadeias.

Antes de acabar esse ponto, quero dizer mais algo: em maio de 2021, o premier chinês, Li Keqiang, deixou claro que não permitiria escalada descontrolada dos preços de commodities. Para isso, começou a controlar “negociações anormais de commodities”, impedir especulação. No final do dia, o que interessa é oferta e demanda. A China controla preços de alguns produtos finais (aço por exemplo) e consegue “influenciar” a margem de produtos de aço finais na China, por exemplo. Porém, não tem poder sobre materiais como cobre e ferro. Novamente, tudo se resume ao fundamento de oferta e demanda. 

3) Ainda tem mais upside (alta) ou já perdi o bonde?

Chegamos no ponto crucial de toda a conversa! E talvez o mais complicado. Temos que analisar as commodities e empresas do ponto de vista desse ciclo, algo mais curto prazo, mas também de um ponto de vista mais estrutural.

Segue o fio do raciocínio aqui embaixo: 

Temos três cenários possíveis para todas as commodities: preço cai, preço fica igual e preço sobe. Como toda essa corrida de preços acabou sendo bem rápida, muitas das ações de empresas que produzem essas commodities ficaram para trás (ficou para trás = não precificou, no preço da ação, toda a alta do preço da commodity que ela produz). Isso porque o mercado está sempre trabalhando com o cenário de “nossa, já foi demais. Não vou entrar agora, né?”. Todos estão, de certa forma, surpresos com quão rápido tudo aconteceu. 

Mas vejam só uma coisa… vamos pegar o caso do minério de ferro, por exemplo. Em abril de 2020, quando estava por volta de US$90/tonelada, não parecia muito barato. Todos falavam que cairia para US$65/ton rapidamente, já que interpretavam ser esse o equilíbrio de preço (falo disso em outro texto depois para vocês com o maior prazer, hein!! só pedirem pro pessoal da Rico!). Eis que, no final de 2020, o minério, na verdade, subiu! Chegou a mais de US$150/ton. 

O mercado continuou precificando uma queda, dessa vez para algo mais como US$75/ton. Porém, de US$200/ton não passaria, parecia muito! O que vocês acham que aconteceu? Todo mundo, incluindo eu, ficou de boca aberta vendo ele chegar a quase US$240/ton, um pico histórico! Então o mercado não precificou essa altano preço da Vale, por exemplo. Parecia que cairia rapidamente de volta para US$150/ton (vamos lembrar que antes, falamos de cair para US$75/ton!). Hoje, o minério continua em níveis bem altos, acima de US$190-200/ton. 

Fonte: Bloomberg

“Nossa João, você fala muito!” (escuto isso sempre haha). Onde você está querendo chegar com tudo isso? Quero chegar nos 3 pontos-chave sobre commodities: 

1) É muito difícil acertar o preço certinho ou prever algo muito além de 3 meses a frente com total certeza. Mas você consegue ter uma ideia da tendência estrutural de demanda e oferta e também pistas de se o preço tende a subir, cair ou ficar igual nos próximos meses. Sempre se mantenha fiel a sua análise. Às vezes, o senso comum está errado. E se o minério de ferro ficar alto por muito tempo? A Vale está no preço certo?

2) Vamos ver a beleza que é investir em ações! muitas delas não estão precificando um cenário tão positivo quanto se desenhou. Se achamos que alguma commodity não vai cair, mais cedo ou mais tarde, vão precificar na ação! Além disso, algumas empresas estão passando por transformações profundas que podem levá-las a um novo patamar! (Pensemos em BR Distribuidora, por exemplo. Bom management vale muito! Ou Vale, dividendos vindo consistentemente!). São casos específicos em que nem tudo é só o preço da commodity! Procuremos casos assim!

3) Nem tudo que sobe desce e nem tudo que sobe junto, cai junto. Ou seja, preços de minério de ferro podem ceder antes que os de alumínio, por exemplo. Petróleo ainda tende a subir no cenário atual, com a reabertura. Como ver essa tendência? O mesmo de sempre: vendo o balanço de oferta e demanda. As economias estão reabrindo, podemos passar de demanda de bens para demanda mais concentradas em serviços. Commodities diferentes se beneficiam em cada cenário.

Além disso, há commodities que têm uma tendência de alta estrutural e a queda que pode ocorrer é mais oportunidade de compra que o fim da demanda! Pense com você mesmo: o que é a nova tendência estrutural no mundo? É muito importante vermos que algumas commodities muito usadas em eletrificação e transição energética (cobre e alumínio, por exemplo) tendem a ter demanda sustentada por anos. No estrutural, essas commodities podem ser as ganhadoras e preferir ações expostas a elas é interessante. 

Por fim, minha última mensagem, que é o que fazemos o tempo todo na Encore: stockpicking! Acompanhem os casos das commodities de perto, claro. Afinal, esse é um setor com um componente macro importante! Mas também olhem empresa a empresa com cuidado. Um bom management, que saiba enxergar melhorias internas e se beneficiar das transformações do mundo vale muito! No fim, essas são as empresas ganhadoras. É delas que queremos ser sócios na Encore!

Não fique só ansioso pelo destino! Perceba bem e curta a viagem porque ela pode te ensinar muitas lições valiosas para investir!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

  • Metas e planejamentos são importantes para realizar sonhos. Quando vivemos em casal, muitos desses sonhos são compartilhados
  • Cada CPF precisa ter uma conta de investimentos própria, mas isso não significa que o planejamento da sua carteira tem que ser totalmente estranho para seu (sua) parceiro(a) de vida
  • Conheça a nossa visão sobre finanças em casal — e construa a sua própria em conjunto com o “plus one”

Tive um chefe que disse uma vez, sobre ter conta conjunta no casamento, o seguinte: “se vocês querem estar juntos até o fim da vida, faz sentido um ficar velhinho no Einstein [hospital de ponta em São Paulo] e o outro no SUS?”

A isso, alguém rebateu: “ainda não sei se vamos estar juntos até o fim da vida”.

Depois de muito pensar sobre esse assunto, a primeira coisa que eu quero dizer é: os dois estavam certos.

Quando dividimos nossa vida com alguém, normalmente se torna necessário pensar nas finanças do lar em conjunto. Afinal de contas, muitos objetivos e sonhos se tornam comuns: morar na mesma casa, fazer as mesmas viagens, celebrar as mesmas ocasiões e, eventualmente, criar os mesmos filhos e dividir a mesma aposentadoria, por exemplo. E como você já sabe, aqui na Rico a gente vê os investimentos como a melhor forma de chegar mais rápido aos seus objetivos — seja individualmente ou em mais pessoas.

A receita depende do bolo

Mas a forma como cada casal vai fazer isso é extremamente particular. Para alguns, vai fazer sentido juntar todas as receitas em uma única conta conjunta; outros podem optar por separar totalmente as finanças, cada um na sua 100%. Por fim, existe ainda a possibilidade de cada membro do casal ter a sua conta e ambos contribuírem para uma terceira conta, essa sim com dupla titularidade.

Outra decisão que vai caber aos pombinhos é o quanto cada um vai contribuir para as despesas da casa, caso as finanças não sejam totalmente combinadas. Há alguns anos eu venho observando cada vez mais adeptos da configuração em que a pessoa que ganha mais, coloca mais dinheiro no lar (e nos investimentos destinados a objetivos em conjunto).

Um exemplo, para facilitar. A gente sabe que (infelizmente) mulheres ainda recebem, na média, salários equivalentes a 77,7% dos salários dos homens. Num casal heterossexual que estivesse exatamente dentro dessa média, poderia fazer sentido que o homem contribuísse com 22,3% a mais que a mulher para as despesas e investimentos em comum aos dois (ou seja, gastar e investir no lar R$ 122,30 para cada R$ 100 da parceira).

Mas tem quem ache esse arranjo burocrático demais ou se sinta desconfortável, e isso é totalmente compreensível! A decisão é muito particular a cada dupla (e é justamente por isso que eu nem vou falar como fazemos aqui em casa).

E investir?

E claro, aí entram também os investimentos. Diferentemente das contas bancárias, hoje em dia as contas de investimento só podem ser criadas com um CPF, por questões operacionais. Isso traz um novo dilema para aqueles casais que optam por juntar investimentos destinados aos mesmos objetivos: deixamos as aplicações no nome de um só? Criamos duas contas?

Acho que você já sabe o que eu vou dizer aqui, né? Direi mesmo assim: depende. É possível manter os investimentos em apenas um CPF, mas, como o ideal é ter uma carteira diversificada, nada impede que parte dos ativos seja alocada na conta de um parceiro, e o restante na do outro. Isso pode “combinar” com os interesses e os conhecimentos de cada um (por exemplo, eu assumo carteira de FIIs e você a de ações; eu crio o fundo para previdência, você escolhe um multimercado focado no médio prazo, e assim sucessivamente) ou os dois podem investir em duas carteiras igualmente diversificadas.

Isso pode até dificultar o controle do dinheiro, já que, com finalidades em comum, dividir as aplicações implica fazer o rebalanceamento de carteira considerando duas contas diferentes. Mas também pode significar maior tranquilidade para, digamos, eventos inesperados.

O que estou tentando dizer aqui, em resumo, é: o mais importante é ter muito diálogo. Fale com seu parceiro ou parceira sobre dinheiro sempre que achar importante, nunca esconda problemas financeiros e conheça (e respeite) o perfil e a vontade da outra pessoa. Não dá para o lado “trader” do casal obrigar o lado conservador a arriscar o dinheiro da aposentadoria dos dois — e também é ruim que o casal deixe dinheiro na mesa por medo excessivo de arriscar vindo de um lado.

Quando temos duas pessoas diferentes, com sonhos e situações financeiras diferentes, rumo à mesma linha de chegada (uma lua de mel, uma casa, a escola das crianças), é essencial entender como cada um pode contribuir e qual risco ambos estão dispostos a tomar, além de sincronizar o timing dos aportes. A parte boa é que bater as asas em sincronia nos permite voar mais alto: sonhar junto pode ajudar vocês a poupar ainda mais e melhor.

Então aproveite a data especial para fazer alguma coisa que você e sua cara-metade amem (pode deixar a conversa sobre dinheiro pra outro momento) e começar a planejar todos esses sonhos que a organização financeira vai ajudar vocês a realizar.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

  • Foi destaque nessa semana o anúncio por parte do G7 de um acordo sobre a tributação de grandes empresas com presença ao redor do mundo.
  • Isso acaba com os paraísos fiscais e joga água no chopp principalmente para gigantes de tecnologia, empresas farmacêuticas e conglomerados financeiros.
  • Entenda o que o seu dinheiro (sim, você, que não é nenhum megaempresário) tem a ver com isso.

Quem me vê assim toda cool, de moletom laranja e tênis colorido em pleno dia útil, não imagina que, antes de estar aqui escrevendo sobre economia de um jeito simples e descontraído, trabalhei por alguns (excelentes) anos no governo. Pois é! Em um governo estrangeiro no Brasil, na área que chamamos de “policy making” – ou seja, no desenho de políticas públicas no contexto diplomático.

Basta trocar o moletom e o tênis por um terninho e o salto alto (e um pouco menos, mas nem tanto, de descontração) que lá estava eu: discutindo os pormenores de assuntos como tributação internacional, acordos para evitar dupla tributação e taxação de serviços digitais. 

Pode até parecer uma outra vida, mas foi justamente quando achava que meu pobre cerebrozinho estava sobrecarregado, cedendo o lugar disso tudo para caber ETFs, BDRs e CDIs, que me deparei com essa temática bem aqui, no coração do mercado financeiro.

Um histórico primeiro passo a um imposto global

Para quem não viu, foi destaque nessa semana o anúncio por parte do G7 (grupo das sete economias mais ricas do mundo) de um acordo sobre a tributação de grandes empresas com presença ao redor do mundo – as multinacionais.

O acordo se baseia em duas principais frentes: i) fazer com que tais empresas paguem impostos onde os lucros são obtidos, e não apenas onde são registradas; e ii) estabelecer uma taxa mínima de tributação comum aos países cobrada de multinacionais – proposta inicialmente em 15%.

Em bom português: acabar com a farra dos ditos paraísos fiscais, ou seja, países com baixíssima tributação onde empresas registram sua sede para pagar menos impostos sobre lucros de operações realizadas no mundo todo. Você sabia que um edifício de cinco andares no território britânico das Ilhas Caimã abriga nada menos do que 18 mil empresas com origens e operações no mundo todo? Pois é! Isso ocorre porque, no país, a tributação sobre todo tipo de renda é zero, incluindo de pessoa jurídica e ganhos de capital.

Com a implementação de um imposto mínimo global e o direito de tributar 20% dos lucros de empresas que tenham pelo menos 10% de margem de lucro por parte do país onde o serviço é realizado, joga-se uma bela água no chopp dessa festa caribenha, e de muitas outras. 

E o meu dinheiro com isso?

Mas se você não é dono de uma grande multinacional, por que deveria dar qualquer bola para esse papo todo? Acontece que muitas das grandes empresas que hoje em dia figuram entre os principais investimentos globais fazem uso de algum tipo de “tributação criativa”, especialmente gigantes de tecnologia, empresas farmacêuticas e conglomerados financeiros.

Assim, é esperado que uma mudança de tributação em nível global como essa tenha proporções bastante relevantes no mercado. Um estudo inicial do banco Morgan Stanley, por exemplo, indica que a mudança de direitos de tributação para o país onde o serviço foi realizado poderia elevar a alíquota efetiva de empresas de tecnologia e farmacêutica na Ásia em aproximadamente 3%. Ou seja, como essas empresas prestam serviços em países do G7, elas teriam que pagar mais impostos.

Por outro lado, empresas como Amazon, Facebook e Google, apoiaram o acordo. Pode parecer estranho, né? Mas faz sentido, dado que a alternativa poderia ser cada país passar a cobrar o seu imposto do seu jeito (o que já estava começando a acontecer, principalmente na Europa), fazendo com que empresas com presença global digitalmente passassem a pagar ainda mais impostos.

É por isso que você pode ter visto títulos de reportagens como “ações de tecnologia ignoram acordo do G7”: na prática, não vemos motivo para pânico, principalmente quando somos investidores(as) pensando no longo prazo com carteiras bem diversificadas.

Para quando?

Infelizmente, eu não estava lá para contar os detalhes dessa conversa, mas tenho certeza que envolveu muitas “Racheis” escrevendo uma série de documentos e cartas de intenção (beeeem lá nos bastidores, em sua mesinha longe do glamour internacional), a serem assinadas pelos líderes do Reino unido, França, Itália, Canadá, Alemanha, Japão e Estados Unidos.

Mas, dada minha experiência em longas novelas diplomáticas, posso dizer com alguma certeza que ainda veremos muitos outros capítulos dessa novela. Uma discussão envolvendo 137 países da OCDE sobre o tema se arrasta há alguns anos, enquanto ainda falta combinar “com os russos”, com os Irlandeses, Singapurianos e tantos outros países que se beneficiam da baixa tributação, ou que podem não concordar em compartilhar informações consideradas de alta sensibilidade (China?).

Por ora, sigamos atentos aos impactos no mercado, e no aguardo. Pelo menos dessa vez estou de tênis!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

  • Viajar pelo globo é uma das nossas maiores saudades em tempos de pandemia
  • Mas, enquanto não podemos passear pelo mundo, o nosso dinheiro pode — e recomendamos que faça!
  • No primeiro texto da série Mochilão Rico, conheça as possibilidades de investimentos disponíveis para nós, brasileiros, nos Estados Unidos, a maior economia do planeta.

Os(as) 13 leitores(as) do Rico Matinal já estão carecas de saber: uma carteira de investimentos completa tem diversificação internacional — ou seja: investimentos em vários países.

Todos os meses, incluímos indicações desse tipo de investimento nas nossas carteiras recomendadas (confira as conservadoras, moderadas e agressivas de junho), e inclusive sugiro que você abra em outra aba esse painel que a XP organizou essa semana explicando como montar uma carteira internacional para assistir depois.

Só que, aqui, a gente pode até dar o peixe às vezes, mas também ensina a pescar. Para ajudar você a entender tudo sobre as diversas formas de investir em outros países, começa hoje a nossa série Mochilão da Rico, onde pegaremos a estrada e exploraremos as principais maneiras de investir em outros mercados fora do Brasil.

Hoje, faremos uma viagem no estilo “Rota 66” nos Estados Unidos (bom, na verdade uma adaptação dela) para aprender a investir de Wall Street ao Vale do Silício. A ideia é mostrar como você pode investir na maior economia do mundo sem precisar sair de casa.

Rota 66? É a rodovia mais famosa do mundo. Desde 1926, ela conecta Chicago a Los Angeles, cortando os estados de Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México e Califórnia em 3.940 km de “American Culture”. Em 1984 ela foi desativada e, posteriormente, passou a ser chamada de “Histórica Rota 66”.

rota66
Imagem: Fido Nesti

Primeira parada: Nova York

Sim, eu sei, Nova York não faz parte da Rota 66, mas podemos considerar aqui que pegamos um voo direto para o estado mais badalado dos EUA? Assim, não precisamos deixar de fora o grande centro financeiro do país (e do mundo): Wall Street. É aqui que fica o “grosso” das alternativas de investimentos, incluindo a NYSE (New York Stocks Exchange, a bolsa de valores de Nova York).

Por ser o lar do touro que representa o “bull market”, o local que atrai companhias de todo o globo em busca de investidores, vamos usar Nova York aqui como o nosso destino para investir em ações especificamente. E como acessar a Bolsa americana sem sair do Brasil? Vamos às alternativas:

BDRs

É a forma “pura” de investir em ações estrangeiras a partir da Bolsa brasileira. Cada BDR (Brazilian Depositary Receipt) é um recibo que dá direito ao seu proprietário a uma participação na empresa em questão: basicamente, um contrato com lastro em ações.

Qualquer investidor brasileiro consegue acessar centenas de BDRs pela própria B3. É assim a maneira mais simples de ter ações de empresas como Coca-Cola, McDonald’s ou coisas mais saudáveis, como Moderna e Nike. Até empresas brasileiras, como a Stone e a própria XP Inc., escolheram a bolsa americana para listar suas ações.

Além da variação do preço da ação em si, esses recibos oscilam de acordo com a paridade entre o real e a moeda da economia em que essa empresa se encontra (no caso das empresas americanas, a maioria entre BDRs, o dólar). Saiba mais sobre esse mercado aqui e conheça nossas recomendações de BDRs na Seleção Estrelas Globais.

Índices

Se você prefere investir em ações sem precisar montar uma carteira própria (ou por não ter tempo de selecionar ativos e estudar a empresa, ou por preferir aplicar menos dinheiro e ter mais diversificação), também pode investir em ações por meio de ETFs (índices passivos listados em bolsa) e fundos que replicam índices (Dow Jones, S&P 500, Nasdaq…) ou estratégias passivas.

O ETF de Estados Unidos mais famoso aqui no Brasil é o IVVB11, que replica o desempenho do índice S&P 500 (o índice das 500 maiores ações da bolsa de lá). Assim como nos BDRs, investir nesse ETF expõe sua carteira às variações das ações e do dólar. Para investir, você deve acessar o home broker na plataforma da Rico e buscar pelo código do ETF escolhido (acesse essa página para conhecer todos os ETFs disponíveis na B3).

Caso você queira uma exposição menos “radical”, sem correr o risco cambial, aqui na Rico existe o fundo Trend Bolsa Americana, que também acompanha o S&P 500, mas com proteção contra a variação do dólar (hedge cambial). Dá para investir a partir de R$ 100.

Vale do Silício e as Tech mais promissoras do mundo

Ainda no assunto dos índices, vamos dar um pulinho no Vale do Silício? Ao norte da cidade de San Francisco, essa área de 600 quilômetros quadrados é o maior polo tecnológico do mundo. Se você faz pesquisas no Google, usa o Microsoft Outlook e o Zoom no trabalho ou faz compras na Amazon ou no Mercado Livre, por exemplo, já sofre alguma influência dessa região. Não é à toa que San Francisco é, de longe, a cidade com mais bilionários per capita do mundo.

Boa parte das empresas mais inovadoras do mundo fazem parte de um mesmo índice: o Nasdaq 100, que conta com as 100 maiores empresas não financeiras que compõem a bolsa Nasdaq. É uma diversificação que faz bastante sentido para quem só tem exposição à bolsa brasileira, dado que, por aqui, temos muito pouco peso no setor tech.

Para investir no Nasdaq 100 sem sair do Brasil, o caminho é o NASD11, um ETF (acessível via home broker, assim como explicamos na seção anterior) que replica esse índice e foi lançado recentemente pela XP.

Outra solução, com proteção cambial, é o Trend Nasdaq, que você encontra na página de fundos da plataforma da Rico. Ele, assim como o Trend Bolsa Americana que eu já mencionei, faz parte da família Trend, composta por fundos que facilitam a sua vida ao permitir que você invista em estratégias existentes fora do país sem precisar passar por burocracias ou pelo estresse da variação do dólar contra o real em remessas internacionais. É o crème de la crème da diversificação facilitada!

De leste a oeste: a família Trend

Aliás, vamos falar mais dos Trends. Existem outros fundos que também expor sua carteira aos EUA replicando estratégias pré-definidas — várias delas com temas bem interessantes. Para dar alguns exemplos:

  • O Trend Lideranças Femininas, por exemplo, segue o desempenho das empresas com maior proporção de mulheres no conselho ou cargos administrativos entre as mil maiores companhias americanas.
  • O Trend eSports inclui empresas de games, de placas de vídeo e todo o universo relacionado a games e eSports, incluindo nomes como EA Games e Nvidia
  • O Trend Dólar acompanha a própria moeda americana
  • O Trend Tesouro Americano inclui títulos de dívida do Tesouro Americano (sim, parecido com nosso Tesouro Direto, mas com o menor risco de crédito do mundo) com vencimento entre 7 e 10 anos.
  • O Trend Imobiliário Americano é uma forma de investir em REITs, o equivalente aos fundos imobiliários deles, e ações de empresas que trabalham no setor imobiliário.

E muitos outros serão apresentados nos próximos destinos da nossa volta ao mundo.

Fim da viagem: Los Angeles, lar de estrelas

A calçada da fama é uma das atrações de Los Angeles, com estrelas de famosos que vão desde políticos a esportistas, passando, claro, por artistas do cinema e da música. No universo dos investimentos, os “superstars” são os gestores e gestoras de ativos fora da curva, que consistentemente entregam resultados surpreendentes aos seus cotistas.

Por muitos anos, nós aqui no Brasil não tínhamos a possibilidade de investir nos fundos desse time de estrelas. Isso está mudando, com muitas gestoras de renome internacional trazendo seus produtos para plataformas como a da Rico!

Alguns exemplos são Oaktree, BlackRock, Wellington, Systematica, Chilton, Morgan Stanley, PIMCO… É só entrar na nossa plataforma e filtrar os fundos internacionais para ver todas as alternativas. Infelizmente, por enquanto, eles estão disponíveis apenas para investidores qualificados (com investimentos acima de R$ 1 milhão) por regulação nacional.

Prefere vídeo? Assista abaixo à Escola de Investidores que gravei em outubro do ano passado com 5 maneiras de investir no exterior:

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

  • Depois de seis pregões renovando as máximas históricas, será que o Ibovespa está mesmo em seu nível mais alto?
  • Sim, nominalmente, estamos vivendo um momento de patamares nunca antes vistos para o principal índice da bolsa brasileira. Em termos reais, por outro lado, ainda não chegamos lá.
  • Entenda por que faz sentido corrigir o índice acionário brasileiro pela inflação (e quando foi nossa máxima)

O hexa finalmente chegou, diriam os aficionados por futebol. Ontem, depois de seis pregões seguidos renovando a máxima histórica, o Ibovespa fechou em um novo recorde aos 130.776 pontos.

Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso. Sim, estamos na máxima nominal histórica. Contra fatos não há argumentos. Só que esse fato desconsidera a inflação.

O que a inflação tem a ver com isso? Bom, o aumento nos preços de produtos e serviços impacta a economia como um todo. A melhor forma de avaliar valores monetários em um período histórico passa necessariamente pela correção inflacionária — evitando, assim, comparar “laranjas com bananas”.

Comparando laranjas com laranjas

Como você pode ver no gráfico abaixo, se ajustarmos o Ibovespa pelo IGP-DI (que foi a medida oficial de inflação por muitos anos antes da adoção do IPCA), a máxima histórica não foi nem esse ano, nem nessa década: ela foi atingida em 20 de maio de 2008, e seria equivalente a 150.088 pontos corrigindo pela inflação de lá até aqui. Em outras palavras, para chegar na máxima de fato, o Ibov teria que subir 14,77%.

Já quando olhamos para o EWZ, o principal ETF de empresas brasileiras na bolsa estrangeira (e que considera o dólar), a máxima foi em 23 de maio do mesmo ano (97,45), e seria necessária uma alta de 133% para alcançá-la (o fechamento de ontem ficou em 41,85).

Essas datas foram logo após recebermos o selo de grau de investimentos pela primeira vez pela agência de classificação Standard & Poor’s, uma “aprovação” que estimulou a vinda de muitos gringos desconfiados para a nossa Bolsa. A máxima também foi num período de crescimento vigoroso da nossa economia, pouco antes da revista The Economist publicar a famosa capa Brazil Takes Off, em que o Cristo Redentor aparece decolando como um foguete (aliás, a mesma Economist trouxe o Cristo de novo na capa dessa semana, mas de um jeito bem diferente).

Por isso, quando você se questionar se faz sentido o Ibovespa estar na máxima histórica “justo agora”, seja por conta da Covid, das contas públicas, da demora para as reformas andarem, da proximidade de uma edição provavelmente conturbada das eleições ou o que quer que seja, lembre-se: quem vê cara, não vê inflação. Além disso, entenda por que ainda vemos espaço para a bolsa subir esse ano na edição mais recente do De Olho No Mercado.

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Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento

*Por Pam Semezzato, analista CNPI-T

  • Na análise técnica, indicadores são representações gráficas de uma fórmula matemática.
  • Na prática, eles servem como aquele empurrãozinho que faltava para você, trader, apertar o botão e realizar a operação.
  • Entenda a diferença entre rastreadores, osciladores, volatilidade e volume e saiba como usar essas informações na hora de operar.

Os indicadores são ferramentas da análise técnica. Todo indicador é uma representação gráfica de uma fórmula matemática. E eles servem para nos auxiliar na tomada de decisão.

Sabe quando falta um empurrãozinho para você apertar o botão? Os indicadores, podem te auxiliar confirmando a analise feita e inclusive mostrando sinais de força para aquele ativo.

Tipos de indicadores

Como o nome já diz, os indicadores nos indicam alguma coisa. E existem vários indicadores disponíveis (o que dificulta um pouco para quem esta começando). Eles podem ser usados e definidos como:

  • Para auxiliar a identificar tendência e força do movimento: RASTREADORES
  • Para auxiliar a identificar sobrecompra, sobrevenda e divergências: OSCILADORES
  • Para auxiliar a identificar maiores e menores oscilações: VOLATILIDADE
  • Para confirmar a tendência: VOLUME

Usar ou não usar?

Principalmente para quem esta começando, é muito importante “filtrar” todo o conteúdo que existe hoje em dia, e com indicadores não é diferente. Vou me usar como exemplo: eu uso hoje 4 indicadores, mas já cheguei a estudar e colocar no gráfico mais de 10.

Os indicadores são atrativos porque realmente podem ajudar a identificar os melhores pontos, ou seja, o melhor momento para comprar ou vender na bolsa. Porém, o que aconteceu comigo foi que um indicador acabava anulando o outro, e eu ficava em cima do muro, esquecendo do mais importante: o gráfico do preço.

Então, a conclusão da nossa Terça Trader é:

– Utilize somente aquilo que te deixe confortável e que dê certo para você, seja com o gráfico limpo (price action) ou com indicadores.

– Defina os indicadores de uma maneira que não traga insegurança ou com sinais mistos em relação as entradas.

– Analise o contexto geral e inclua alguns indicadores que realmente auxiliem na hora de entrar e sair de operações.

Para não exagerar e os indicadores te atrapalharem mais do que ajudarem, aconselho que escolha:

1 ou 2 Rastreadores

1 Oscilador

1 Volatilidade

Um recado para quem gosta da Terça Trader, mas ainda não começou a operar: está disponível, por tempo limitado, um curto gratuito com um dos caras que eu mais admiro no mercado: A Hora da Ação, com André Moraes. Não perca a oportunidade de se inscrever clicando aqui.

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Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento