• E se eu te contasse que existe um investimento que constrói uma carteira diversificada, adequada ao seu perfil, numa única aplicação?
  • Essa é a proposta de uma das soluções financeiras mais democráticas do mercado financeiro: os fundos DNA
  • Ah, e tudo isso com apenas 100 reais de aplicação mínima e resgate em uma semana
  • Entenda melhor sobre como furar a bolha dos investimentos com a família de fundos aqui!

Parabéns! Caros(as) 13 leitores(as), vocês que nos acompanham aqui no Rico Matinal assiduamente e já possuem uma conta na Rico, estão avançando nessa jornada que é o universo financeiro. Porém, temos que concordar: esse início não é/foi nada fácil né?

Tivemos que fazer diferente de mais de 90% dos(as) brasileiros(as) e sair do mundo tradicional dos “bancões”. Investir tempo no nosso conhecimento sobre o tema, dar a cara a tapa na “hora do vamos ver” em busca de investimentos melhores.

E quando chegamos lá… Booom! Centenas de opções diferentes que embaralham nossa cabeça. Para embaralhar ainda mais, ouvimos que o ideal é investir de uma forma diversificada, ou seja, escolher várias categorias ao mesmo tempo! Pois é, nós sabemos bem como parece difícil.

Justamente pensando nisso, uns amigos nossos disseram: “e se fosse fácil encontrar as agulhas corretas para investir no meio desse palheiro de opções?”

É justamente com essa agulha que vamos estourar a bolha da dificuldade de investir de forma diversificada!

A família de fundos DNA

Já imaginou fazer um único investimento que, de forma simples, diversifique sua carteira e seja adequada ao seu perfil de investidor(a)? Esse é justamente o objetivo dos fundos DNA.

Com apenas R$ 100, você já consegue acessar essa opção que, literalmente, exclui a necessidade de ficar quebrando a cabeça para saber quais as melhores opções para investir de maneira diversificada. Ou seja, basta você construir sua reserva de emergência, que o restante do dinheiro pode ser alocado no DNA mais parecido com você.

Ah, e como gostamos de furar bolhas por aqui, te conto também que além de realizar investimentos aqui no Brasil, os DNAs também exploram oportunidades internacionais. Ou seja, lembra daquela bolha de que só gente “milho”(como eu gosto de chamar os ricaços) podia investir fora do país, ou que era muito complicado? Pois é, o DNA também te ajuda com isso. Claro, sempre respeitando os limites de cada perfil de investimento.

Ou seja, o objetivo dos fundos é, de fato, ser completo o suficiente para sanar suas necessidades como investidor(a) numa única aplicação, numa carteira equilibrada.

Bolhas furadas também balançam

Como nem tudo são rosas, os fundos DNA não estão isentos das incertezas do cenário doméstico e global. Ou seja, equilíbrio e diversificação não significam ausência de oscilações. Sim, os fundos DNAs vão “balançar”. E o “balanço” será sentido em maior ou menor grau a depender do grau de risco que o perfil de cada um dos fundos DNAs se propõe a correr.

Por isso, quanto mais arrojado for o perfil do fundo DNA, maior deve ser o horizonte de investimentos de quem investe nele. É fundamental alinhar essas expectativas, aliás, não somente para os DNAs, mas sim para todo e qualquer investimento.

Assim, resgatar o fundo em qualquer “balançada” de curto prazo pode fazer com que essa agulha no palheiro espete o seu dedo, ou melhor, o seu bolso. Essa é uma das 3 travessuras que o mercado pode pregar com seu dinheiro, não caia nela.

Furando a bolha dos DNAs, em todos os formatos

Para não me alongar demais por aqui, separei uma trilha de conteúdo para que você entenda tudo que existe por trás dessa solução financeira.

A nossa querida Paula “Zogbuy” explicou tudo sobre esses fundos, não tão ao vivo, mas a cores, na Escola de Investidores.

Além disso, também temos uma série de vídeos feitos a quatro mãos com a Nathalia de Sá, uma das responsáveis pela gestão desses fundos. Nos Bastidores dos fundos DNA falamos sobre esses fundos de forma destrinchada, de “para onde o dinheiro vai” até sobre custos e taxas. Você pode conferir os resultados desses papos aqui:

Bastidores #1 – O que são e de onde vieram os fundos DNA?

Bastidores #2 – Para onde vai o dinheiro quando investimos no DNA?

Bastidores #3 – Qual a diferença entre os fundos DNA?

Bastidores #4 – Quais são as vantagens de investir nos fundos DNA?E seus custos e taxas?

Bastidores #5 – Como funcionam os investimentos dos DNAs?

Bom DNA pra você!

  • Estar dentro de uma bolha significa se isolar. Isso acontece com a maioria das pessoas quando falamos em investimentos.
  • Existem 3 principais “bolhas isoladoras” sobre o mercado de ações que podem facilmente ser estouradas com algumas respostas:
  • Entenda neste Insight (1) O que é uma ação? (2) de quanto você precisa pra começar a investir? (3) e como começar a investir em ações?

Recentemente fui cortar meu cabelo em um salão, sentei na cadeira e comecei uma conversa com o cabeleireiro, que não sabia nada sobre ações. A conversa foi muito boa e me chamou a atenção como existem bolhas que isolam as pessoas de alguns mundos, como o dos investimentos.

O mais interessante é que, enquanto estourávamos algumas dessas bolhas, mais confortável o cabeleireiro ficava em conversar sobre dinheiro, contando a mim (um completo estranho) coisas que nem mesmo contava para sua família.

A primeira bolha a furar nessa conversa era a pergunta:

“O que é uma ação?”.

Uma ação é uma fração de uma empresa. Comprando uma ação, você se torna sócio de uma empresa e tem direito aos lucros futuros dela enquanto a possuir. Logicamente, sua parte nos lucros será proporcional a quantas ações você tiver dessa empresa.

Essa troca tem uma vantagem para a empresa. Abrindo sua sociedade para o mercado, ela consegue captar dinheiro para melhorar ou/e expandir seu negócio em troca do compromisso de dividir os seus lucros futuros. Simples assim!

Explicado esse conceito, o cabelereiro me fez uma revelação que nem sua família sabia: contou que tinha um investimento parecido. Tinha colocado dinheiro no negócio de um amigo (trabalhador e confiável) que vendia itens para celulares, como capinhas e películas. E essa era uma outra fonte de renda, já que ele recebe parte dos lucros desse pequeno negócio.

Esse é um paralelo perfeito com uma ação! Quando buscamos uma empresa para investir, é importante conhecer quem está por trás do negócio, saber como funciona e como gera dinheiro.

Quando investimos em empresas da Bolsa de Valores, estamos nos tornando sócios(as) das maiores empresas do país, com os melhores profissionais do mercado (em sua maioria), sabendo histórico de seus lucros e de sua capacidade de gestão. Naturalmente, com mais informações, você pode diminuir os riscos desse investimento em relação ao relato do meu mais novo amigo, que investe em uma pequena empresa com maiores riscos.

Temos também um vídeo explicando essa dinâmica na Escola de Investidores:

É importante frisar que o investimento em ações é recomendado para longo prazo, para você colher os frutos do crescimento da empresa ao longo do tempo. Como o objetivo do cabeleireiro era comprar uma casa no longuíssimo prazo, esse não era um problema pra ele.

E como funciona a lógica do mercado: Quanto mais desejada é a ação, mais ela se valoriza (a lei da oferta e da procura). Se a expectativa é que os lucros aumentem e o investimento se pague mais rápido, as pessoas compram mais ações, aumentando seu preço. Com isso, você pode vende-la com lucros quando desejar. O contrário pode ocorrer também, resultando em prejuízos.

Explicado esse primeiro conceito, vamos estourar a próxima bolha:

“Mas precisa de bastante dinheiro?”.

Pelo contrário! Investir em ações é mais acessível que investir em pequenos negócios, inclusive. Provavelmente com R$100,00 não daria para ajudar muito o negócio de seu amigo ou de algum familiar.

Mas com esse mesmo valor você consegue aplicar em fundos de ações que investem num grupo selecionado de empresas na bolsa, ou num ETF (saiba mais sobre essas alternativas no próximo ponto). Desta forma, você não precisa se tornar mestre em negócios e contabilidades para investir em ações. Delegando essa tarefa pra um profissional do mercado ou seguindo um índice, ainda consegue diversificar seu investimento com pouco dinheiro.

Mas se você quiser começar a colocar a mão na massa, outra forma é seguir carteiras recomendadas de ações. Aqui na Riconnect, você tem acesso gratuito as nossas recomendações das melhores empresas para investir todos os meses e começar a montar sua carteira de investimentos. Vale lembrar que o investimento em ações costuma ser feito em lotes de 100 papéis, mas existe o mercado fracionário, onde você pode comprar a partir de uma ação por vez.

Saiba mais sobre como investir em ações com pouco dinheiro no vídeo abaixo:

Por fim, a terceira bolha a ser estourada é:

“Ok, mas como eu invisto em ações?

O processo de investir em ações é muito simples e rápido. Primeiro, você precisa abrir a conta em uma corretora de investimentos, como a Rico. Apenas preenchendo um formulário digitalmente e enviando 2 documentos, você consegue abrir sua conta gratuitamente e de forma segura.

Com sua conta aberta, existem 3 principais caminhos que você pode seguir pra investir nesse mercado. O primeiro, como já disse, são os fundos de investimento que vão ativamente cuidar do seu patrimônio investindo numa cesta de empresas, diversificando o seu investimento.

A segunda opção é você mesmo criar essa cesta estudando e escolhendo as melhores empresas, ou seguindo nossas recomendações da Rico3. Nessa alternativa, você participa mais ativamente dessas escolhas e lida mais diretamente com seus investimentos.

Por último, mas não menos importante, você pode investir de forma passiva, simplesmente acompanhando a rentabilidade de um grupo de ações. O investimento em ETFs é também uma aplicação em um fundo de investimento, mas que não vai ativamente escolher as ações, mas sim investir em um grupo pré-definido de ações para acompanhar algum índice.

Um exemplo de ETF é o BOVX11, que investe nas empresas presente no Ibovespa, nosso principal índice de ações brasileiro. Nessa aplicação, você consegue estar muito diversificado com pouco mais de R$10,00, acompanhando o desempenho do mercado brasileiro.

Agora que você já sabe os conceitos básicos sobre ações é muito mais fácil estourar outras bolhas e dar mais passos em direção à criação de sua carteira de investimentos diversificada!

A inflação medida pelo IPCA, nosso principal indicador de preços ao consumidor, registrou alta de 1,25% em outubro, levando o índice para 10,67% no acumulado em doze meses.

O resultado veio acima do esperado por analistas de mercado, e a alta se mostrou disseminada entre diferentes categorias e setores, como alimentação, combustíveis e serviços. Mas a principal surpresa veio dos produtos industriais, pressionados por desequilíbrios nas cadeias de suprimentos globais.

A crise global de suprimentos

As restrições de mobilidade por conta da pandemia afetaram a produção de muitos bens, com fábricas, portos e boa parte da produção e exploração fechados ou limitados. Com a demanda ainda forte (impulsionada por programas de auxílio fiscal), os estoques secaram.

Conforme tudo foi voltando ao normal com a vacinação, a demanda subiu ainda mais, pressionando os preços de matérias primas, como o petróleo, gás natural, minério de ferro, carvão — as famosas commodities.

Jogando mais lenha na fogueira de preços, questões climáticas e políticas afetaram a produção de energia no mundo, incluindo por aqui (onde a falta de chuvas afetou a produção hidroelétrica). A estratégia rígida contra o avanço da Covid-19 na China, ainda vigente, também agrava a situação, com um “abre e fecha” de locomoção e produção ao redor do país.

Com demanda forte e oferta limitada, produtores passaram a conviver também com a falta de insumos para produção. De semicondutores para carros e computadores a plástico para embalagens ou vidro e cimento para construção, começou a faltar de tudo um pouco ao redor do mundo — afetando diretamente a produção global, e a atividade econômica em si.

Ou seja, a alta acelerada de preços é uma realidade na economia brasileira hoje, puxada principalmente por preços industriais pressionados no mundo, quanto pela volta do setor de serviços com a melhora da pandemia.

Inflação deve cair, mas isso não quer dizer que preços vão cair

Para o dia a dia do brasileiro, o dado de outubro reflete que a alta de preços segue sendo uma das principais preocupações atuais. A inflação alta corrói o poder de compra de consumidores, além de reduzir a confiança em diferentes setores, impactando a economia como um todo.

Olhando para frente, entretanto, esperamos que a inflação comece a ceder gradualmente, especialmente ao longo do ano que vem. Essa perda de força da inflação deverá vir de movimentos internacionais e domésticos.

Do lado da economia global, a expectativa é de normalização gradual das cadeias de suprimentos globais (hoje, a produção de tudo no mundo segue muito impactada pelo descasamento entre oferta e demanda causado pela pandemia, o que pressiona os preços especialmente de matérias primas), e de redução também gradual de estímulos monetários no mundo – com Bancos Centrais começando a subir os juros e reduzir a injeção indireta de dinheiro nas economias por meio da compra de ativos.

Do lado doméstico, a melhora das condições climáticas (especialmente a volta das chuvas ajudando no preço da energia) e das safras (que afetam os alimentos) devem ajudar a reduzir o ritmo de alta dos preços ao longo do ano que vem. Mas a alta da nossa taxa básica de juros, a Selic, por parte do Banco Central deverá ser o ator principal.

A alta dos juros encarece o crédito, impacta a nossa moeda (com maiores juros aqui, atraímos um pouco mais de capital estrangeiro, ajudando o real a perder menos valor) e as expectativas sobre onde estarão os preços no futuro. Assim, a alta dos juros desaquece a economia, e deve ajudar a trazer a inflação para próximo de 5% no ano que vem. Ainda acima da meta do Banco Central (de 3,5% no ano que vem), mas se afastando dos dois dígitos.

Mesmo assim, vale lembrar que não devemos esperar que os preços passem a cair (com poucas exceções, como energia elétrica). Isso porque desinflação é diferente de deflação. Ou seja, os juros altos e os movimentos que mencionamos acima farão com que os preços passem a subir de maneira mais lenta (inflação mais baixa), e não caiam.

E seus investimentos? Renda fixa, variável e diversificação

Assim, proteger os investimentos contra a alta de preços segue sendo essencial no momento atual, que traz boas oportunidades não somente na renda fixa, mas também em ativos que podem se beneficiar desse cenário.

Títulos indexados à inflação, como Tesouro IPCA + 2026, debêntures de empresas sólidas com vencimento médio, e fundos de inflação (fundos de investimento que investem em ativos indexados à inflação) são ótimas alternativas. Falamos mais das melhores oportunidades de renda fixa por aqui

Já na renda variável, empresas ligadas ao setor de commodities (ativos reais, com receitas dolarizadas) também podem ser boas oportunidades, de acordo com o perfil de risco do cliente. Ainda, por aqui, fazemos uma seleção de empresas brasileiras e internacionais que se destacaram historicamente em momentos de inflação alta.

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, medida pelo CPI (sigla em inglês para índice de preços ao consumidor) também registrou alta em outubro, de 0,9%. Clique aqui para entender como a inflação lá fora impacta os investidores brasileiros.

por Giant Steps Capital

  • Na oitava edição da parceria entre a Rico e a Giant Steps, em primeira mão para os leitores da Riconnect, vamos entender mais sobre o novo fundo de criptomoedas da gestora: Giant Satoshi;
  • Como estratégia de investimento, busca explorar as altas do mercado que está inserido, mas também proteger parte de eventuais quedas;
  • É o primeiro fundo com benchmark em Bitcoin, ou seja, que mira um retorno superior ao BTC no longo prazo;
  • Entenda mais aqui, boa leitura!

Há alguns dias, lançamos nosso mais novo produto: Giant Satoshi Cripto FIC FIM, o primeiro fundo da indústria brasileira com benchmark em Bitcoin. Satoshi é um fundo long biased que, inicialmente, operará os futuros dos dois principais criptoativos: BTC (Bitcoin) e ETH (Ethereum).

O que é um fundo long biased? é uma estratégia que consiste em investir ao menos dois terços do seu patrimônio no mercado em que se propõe a explorar, e com o restante é possível diversificar a estratégia em posições de proteção, como posições vendidas (ganha com a queda), por exemplo. Em sua essência, o objetivo é explorar as altas e se proteger parcela das quedas do mercado.

Bitcoin e Ethereum são as duas moedas mais líquidas e, conjuntamente, representam mais de 75% da capitalização total do mercado de cripto – daí nossa opção em começar o fundo com esses ativos. Futuramente, Giant Satoshi poderá expandir seu portfólio para outras moedas.

A gênese do mercado de criptomoedas foi a divulgação, em 2008, de um white paper numa lista de e-mails sobre criptografia. O paper descrevia uma “moeda digital” que poderia ser transferida eletronicamente através uma rede peer-to-peer, cada transação sendo verificada criptograficamente e registrada num “livro caixa” distribuído. A real identidade do autor, sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto, permanece um mistério.

Após pouco mais de uma década, a moeda digital proposta naquela lista de e-mails – o Bitcoin – passou de curiosidade acadêmica para um ativo cujo market cap (valor de mercado) se mede em trilhões de dólares. Além do Bitcoin, muitas outras criptomoedas entraram em circulação. Dentre elas destaca-se o Ethereum, cujo conceito difere do Bitcoin em alguns aspectos técnicos, mas que também se tornou imensamente popular.

Apesar do crescimento exponencial em popularidade, cripto é uma inovação financeira que, desde sua concepção teórica até hoje, como classe de ativo consolidada, é cercada de controvérsia.

Meio de pagamento ou reserva de valor?

Forma de pagamento descentralizada, anônima e sem intermediários ou… maneira de realizar transações potencialmente escusas à margem de reguladores e da lei?

Alternativa libertária a moedas fiduciárias, livre do controle de governos e Estados Nacionais (e suas máquinas de impressão), ou retrocesso a um padrão de moeda lastreada, anacrônico e obsoleto?

Revolução financeira ou… bolha especulativa?

Essas são apenas algumas das questões para as quais há bons argumentos de ambos os lados e de que nós, da Giant Steps, não nos ocupamos.

A nós, como gestores sistemáticos, criptomoedas são particularmente atraentes por algumas propriedades singulares à classe.

Para começar, têm crescente liquidez e estão disponíveis em vários instrumentos que operam em diversas plataformas e bolsas. Apesar disso, ainda não completaram a transição para ativo maduro e institucionalizado. Por motivos diversos (escala, regulamentação etc.), os grandes players ainda estão ausentes do mercado de cripto.

Essa ausência significa, em princípio, maior espaço para geração de retornos através de algoritmos, estratégias sistemáticas e arbitragem. A alta volatilidade da classe é também uma característica atraente, uma vez que gera oportunidades – por exemplo, para estratégias como trend-following ou market-making – e pode oferecer payouts típicos de opções.

Finalmente, criptomoedas têm baixa correlação com outros ativos e podem ser excelente fonte de diversificação para carteiras de investimento.

Como gestores quantitativos, somos agnósticos em relação ao potencial transformativo de tecnologias inovadoras como as criptomoedas. Nossa missão é gerar resultados excepcionais para nossos cotistas. O fundo Giant Satoshi foi desenhado para explorar as oportunidades criadas por essa nova classe.

Por Evandro Lima, Analista Técnico da Rico

  • Muita gente acha que para ser trader, ou seja, para fazer operações de curto prazo na bolsa, é preciso ter muito dinheiro
  • Nesta Terça Trader, explicamos que isso não é verdade e furamos essa bolha!

Fala caro leitor, tudo bem? Hoje falarei sobre um mito que você já deve ter ouvido muito falar por aí: será que precisa de muito dinheiro para ser trader? Vamos mostrar que não e furar essa bolha!

Primeiramente, vamos falar sobre o conceito de trader, que significa “especulador” em português: aquele que tenta auferir ganho rápido na comercialização de um produto, comprando e revendendo a um preço mais alto.

No nosso caso, vamos focar no trader que atua no mercado financeiro e na Bolsa de Valores da B3.

Ao longo dos anos, esse mercado de operações de curto prazo foi democratizado através de corretoras como a Rico, em que podemos comprar e vender ações a taxa ZERO de corretagem.

Isso significa que você nunca vai pagar nenhuma taxa para investir em ações? Não exatamente. Atualmente, a B3 pratica 0,0300% sobre o financeiro envolvido na compra ou venda de ações e 0,0234% se forem operações de day trade. Só que a taxa de corretagem ZERO facilita muito a vida de quem investe, principalmente para quantias pequenas.

Quantias pequenas?

Sim! Sabia que existem ações que custam centavos? Normalmente não recomendamos negociar ações em valores tão baixos, pois são especulativas demais… Mas a verdade é que QUALQUER valor que você disponha possibilita encontrar oportunidades pra explorar no trade.

Furar a bolha é isso: quebrar paradigmas que criamos em nossas cabeças e que muitas vezes não se fundamentam.

Nós, da Rico, recomendamos um valor inicial pra começar a explorar o mundo trader de R$ 100,00. Isso, é claro, considerando que você já tenha uma reserva de emergência e conheça o seu perfil de investidor.

O que consigo negociar ou “treidar” com R$ 100,00?

– Ações

– Opções de Ações

– Mini índice e mini dólar, muito populares atualmente, na modalidade day trade

– ETFs

– BDRs

Mesmo com quantias pequenas, é importante lembrar de ter um plano bem traçado, com ponto de entrada, objetivo e stop (pra parar tudo num certo ponto se a operação começar a vir contra), pois estamos falando de renda variável e não de renda fixa.

Através da análise técnica podemos explorar essas movimentações de preço e definir os planos.

Quer se aprofundar?

É simples, na nossa Jornada “Ser Trader” na Riconnect, você encontra muitos outros conteúdos e cursos.

R$ 100,00, caro leitor, estou só trazendo novamente pra te fazer a seguinte pergunta: preciso de muito dinheiro para começar a ser trader? Vamos furar essa bolha?

O universo financeiro é enorme e nós da Rico estamos democratizando ele pra que você possa começar e investir melhor ainda. Se ainda não tem uma conta, abra conosco, que, como comentei aqui, a taxa é ZERO.

Te convido para me acompanhar diariamente nas lives Primeiros Passos, de segunda a sexta das 8h às 8h45 no youtube: https://www.youtube.com/c/EvandroLima

E também fazer parte do meu grupo de iniciantes no Telegram: https://t.me/iniciandonabolsa

E claro no nosso canal Rico Trader: https://t.me/ricotradervc

Até a próxima!

  • PEC dos Precatórios: aquela discussão que apertou o botão da volatilidade por aqui nas últimas semanas.
  • A Proposta de Mudança Constitucional pretende mudar as regras do pagamento de dívidas judiciais do governo, e de uma das nossas principais âncoras das contas públicas, o teto de gastos.
  • A piora do cenário já é sentida na nossa moeda, na bolsa, e nos juros e na inflação esperados no futuro. A discussão ainda segue no Congresso, e o risco acompanha.
  • O momento pede cautela, mas também traz oportunidades e maneiras de proteger seu dinheiro. Renda fixa, empresas de boa qualidade “baratas”, e investimentos internacionais são ótimas opções para garantir a melhor amiga da sua carteira em momentos de incerteza: a diversificação.

PEC dos Precatórios: você deve ter ouvido esse nome um tanto quanto peculiar nos últimos dias. Se não ouviu, mas notou a volatilidade que anda marcando os mercados por aqui – como o dólar subindo mais uma vez, e o Ibovespa sofrendo mesmo com bom humor lá na gringa – pode ter certeza que tem a ver com essa discussão lá nos corredores de Brasília!

Mas o que é essa PEC, e como ela impacta os seus investimentos?

Uma Proposta de Emenda Constitucional

A começar do começo, a sigla PEC se refere a uma proposta de emenda constitucional; ou seja, uma proposta para alterar leis que fazem parte da Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1989.

Por ser uma mudança na nossa Constituição (a lei mais alta na hierarquia de leis de um país, ou seja, as mais importantes), a votação para uma PEC é mais complexa e demorada do que outras propostas de mudanças legislativas, ou de novas leis. No caso, aprovar uma PEC demanda dois turnos de votação nas duas Casas Legislativas (Câmara dos Deputados e Senado Federal), com maioria qualificada em cada (2/3 dos parlamentares votando a favor).

Ao longo do processo de votação, mudanças propostas por parlamentares podem fazer com que a proposta tenha que ser votada novamente na casa de onde ela partiu. Por exemplo, se a PEC começou a ser votada na Câmara, e depois de aprovada por deputados, senadores mudarem parte substancial da proposta, ela volta pra Câmara.

Assim, votações de PECs normalmente acabam causando maior volatilidade nos mercados, não apenas por tratarem de temas importantes para a política econômica – por exemplo, a mudanças no sistema de previdência –, mas também por demandarem bastante força política. Em outras palavras, um governo que propõe uma mudança constitucional precisa garantir o apoio de muita gente no Congresso.

Precatórios: dívidas judiciais

Agora, à segunda parte: os precatórios.

O precatório é um instrumento jurídico que formaliza um pagamento devido pelo governo (seja a União, estados ou municípios), em decorrência de uma condenação judicial. Em bom português: precatórios são dívidas do governo, que juízes determinam que precisam ser pagas.

De onde vêm essas dívidas? No caso do governo federal, essas dívidas vêm de processos abertos por empresas, pessoas ou estados contra a União, que por algum motivo entendem que o governo precisa compensá-los financeiramente. Por exemplo, um indivíduo que teve seu imóvel desapropriado para a construção de um metrô, ou uma empresa que quer ser ressarcida pelo pagamento de impostos que acredita serem indevidos.

Assim, no orçamento da União, o pagamento dos precatórios é definido pelo poder Judiciário. Todo ano, o judiciário indica tudo o que o governo perdeu em disputas judiciais que já foram encerradas de uma vez por todas (em juridiquês: transitam em julgado), e precisa pagar. O montante, então, entra no orçamento da União para aquele ano, e é usado para pagar aqueles para quem o governo deve uma graninha.

Por que querem mudar?

No momento em que o Ministério da Economia estava montando o orçamento para o ano que vem, eles “ficaram sabendo” (com os dados vindos do Judiciário) que o valor total do pagamento de precatórios para 2022 iria praticamente dobrar. No caso, ir de R$ 54,7 bilhões do esperado pra esse ano, para R$ 89,1 bilhões no ano que vem.

Assim, o pagamento das dívidas judiciais ocuparia um espaço muito maior do que o esperado no orçamento da União no ano que vem.

Como a regra do teto de gastos determina que o total de despesas do governo em um ano deve se manter o mesmo do ano anterior, apenas corrigido pela inflação (ou seja, zero crescimento real), o total de orçamento livre para gastar com qualquer outra coisa seria praticamente nulo. No caso, também complica o fato do nosso orçamento já ser bastante rígido; a maior parte dele (mais de 90%) é constituída por despesas que não podem ser modificadas – e muitos dos gastos que poderiam ser cortados, são aqueles que a maioria do governo e do Congresso não querem.

(Falamos mais sobre o teto de gastos nesse vídeo).

Foi nesse cenário que o governo decidiu enviar uma proposta para mudar as regras de pagamento dos precatórios. Segundo a proposta sendo discutida no Congresso (a tal PEC em questão), haveria um limite total com o gasto com precatórios por ano. O restante das dívidas teria seu pagamento adiado para os outros anos – ou seria renegociada, sendo paga no mesmo ano, mas com uma redução do pagamento total.

Assim, o espaço no orçamento poderia ser utilizado para outros gastos. Como, e nesse caso principalmente, um novo (e maior) programa de transferência de renda em substituição ao Bolsa Família.

O pulo do gato: a mudança no teto de gastos

Acontece que, como sabemos que nosso país não é (mesmo) para principiantes, os meses foram passando e as demandas políticas para o espaço no orçamento que seria “liberado” com a aprovação da mudança para o pagamento dos precatórios foram crescendo.

Adicionamos à lista: auxílio para caminhoneiros por conta do aumento do diesel, extensão de subsídios tributários para determinados setores (pagando menos impostos na folha de pagamentos de seus funcionários), aumento do Fundo Eleitoral e emendas parlamentares (parte do orçamento dedicado exclusivamente para despesas definidas por deputados e senadores).  

Colocando mais lenha na fogueira orçamentária, a inflação mais alta do que o esperado pelo Ministério da Economia no meio desse ano (quando enviaram a proposta de orçamento) aumenta a quantia necessária para despesas obrigatórias ligadas ao salário mínimo – que é corrigida todo ano de acordo com a inflação. Só essa correção já ocupará R$ 27 bilhões a mais do que está previsto no orçamento enviado há alguns meses.

Ou seja, apenas a mudança no pagamento dos precatórios deixou de ser suficiente.

Assim, o governo decidiu matar dois coelhos em uma cajadada só, e propôs que a mesma PEC que já estava sendo discutida para mudar o pagamento dos precatórios também incluísse uma mudança na regra do teto de gastos.

No caso, a proposta é de mudar a regra para que todo ano o valor máximo a ser gasto seja corrigido pela inflação acumulada até dezembro do ano anterior. Hoje, o valor usado é da inflação acumulada até junho (usando o IPCA, nosso principal índice de inflação). Assim, como a inflação acelerou ainda mais desde então, e em dezembro teremos inflação ainda mais alta do que vimos em junho, o espaço permitido para corrigir os gastos do governo aumenta.

E foi justamente essa sinalização, de que o governo estaria modificando uma das nossas principais regras fiscais para poder gastar mais, que levou à grande volatilidade que vimos nas últimas semanas. Isso porque, muito além de um aumento pontual, a percepção de que a regra poderia ser modificada a qualquer momento, levou a piora da percepção do risco fiscal por aqui.

Só para se ter uma ideia, nossa projeção de dívida pública até 2030 saltou de 86,9% do PIB para 94,1%. Por que? Porque o governo irá gastar mais, tendo que se endividar mais, e os juros que ele pagará nessa nova dívida será muito maior.

O que esperar e o que fazer com meus investimentos?

No momento em que escrevo esse texto, boa parte dessa piora no risco fiscal já está precificada em nossos ativos. Ou seja, o dólar subiu, a bolsa caiu, os juros esperados no futuro estão mais altos (afetando a renda fixa).  

Mas, conforme a PEC caminha no Congresso (lembre-se de tudo o que exige uma aprovação de mudança na constituição), os riscos e, consequentemente, o humor do mercado, seguem à flor da pele. Isso porque a proposta ainda pode sofrer mudanças, permitindo ainda mais alterações na regra do teto de gastos para aumentar ainda mais as despesas. Pressionando, ainda mais, a nossa moeda, o câmbio, os juros, e etc.  

Assim, o momento atual exige cautela, e aquele famoso: respira, inspira, não pira. Mas, para além disso, ele também oferece oportunidades e maneiras de proteger seu dinheiro.

Abaixo, destacamos algumas alternativas que vão te ajudar a compor uma carteira bem diversificada e protegida para o momento atual:

  • Investimentos fora do país, com objetivo de diversificar geografias, setores e proteger da volatilidade da nossa moeda, por meio de instrumentos como BDRs e fundos internacionais;
  • Títulos de renda fixa atrelada à inflação e ao CDI, como Tesouro Selic e o Tesouro IPCA + 2026 no Tesouro Direto, e títulos de crédito privado de bons emissores;
  • Empresas sólidas que estão “baratas” em relação ao histórico;
  • Empresas atuantes a um setor que representa quase 30% do nosso PIB, e deve ir muito bem nos próximos meses/ano, além de ter boa parte da receita em dólar – o agronegócio.

Quer saber mais sobre nossas recomendações para esse momento? Só clicar aqui!

  • Ricardo Kazan é o gestor responsável por commodities na Legacy Capital, uma das maiores gestoras independentes de recursos do país;
  • Ele participou do Coffee & Stocks com a Rico e discutirmos mais sobre as perspectivas do segmento daqui para frente;
  • Ele “derrubou” a discussão sobre super-ciclo e abordou os grandes temos do setor que pautam inclusive suas preferencias do ponto de vista de investimento;
  • Confira o resultado do papo aqui!

Commodities sempre estão entre os assuntos prediletos do(a) investidor(a) no Brasil. Aliás, esse interesse faz muito sentido, afinal, economicamente o país é relevante exportador/ produtor no setor e entre suas principais empresas de capital aberto na bolsa estão alguns nomes que atuam neste segmento.

Porém, recentemente o tema foi alvo de discussão intensa: no fim de 2020, o mercado discutia muito sobre um possível “super-ciclo” das commodities, que consiste num período onde as mesmas são negociadas por preços mais elevados. Neste ano, a crise energética que impacta o mundo de formas diferentes e a mudança do modo de trabalho das principais economias, saindo de crescimento acelerado para foco na qualidade de vida do cidadão, trouxeram o tema para o holofote nos investimentos.

Bom, dito isso, convidamos nosso amigo Ricardo Kazan, sócio e gestor de commodities na Legacy Capital, para invadir (no melhor sentido da palavra) o Coffee & Stocks do Stock Pickers na última sexta. Conduzi um papo com ele sobre o tema de forma muito leve, compartilho aqui alguns aprendizados:

Antes de mais nada, sobre o tal do “super-ciclo”: não dá para tratar as commodities como “gêmeas”, são irmãs, mas não idênticas. Por isso, seus movimentos de preço se darão de diferentes formas e direções ao longo do tempo.

Para Kazan, a melhor forma de enxergar as commodities é uma separação em macro setores: i) metais; ii) energia; iii) agrícola (falamos mais sobre elas em outro Insight); iv) metais preciosos. Cada um destes setores possuem grandes movimentos que independem das demais.

E quando questiono sobre o cenário para estas grandes classes, ele me pontua os 3 grandes temas deste mercado no momento:

1- Crise energética no mundo: problemas com a oferta de gás natural próximo do inverno no hemisfério norte, o que pressiona o preço dessa commodity para cima. Fora a expectativa de “problemas” na cadeia de petróleo, que tornam os contratos de mais curto prazo “baratos”, para Kazan.

Ele ainda complementa que, para contratos de petróleo mais longos, discussão é outra e mais cautelosa. O avanço da indústria de carros elétricos e os impasses ambientais que essa matriz energética causa, serão pontos relevantes para definir preço daqui para frente.

2- Desaceleração do avanço nas propriedades chinesas: aqui a mira se volta para os metais. A China está capitaneando essa mudança para foco em qualidade de vida do cidadão, e com isso, aquela política de “crescimento a qualquer custo” acaba ficando de lado. Isso gera um impacto na demanda por metais, principalmente os atrelados ao setor de construção.

Ah, e esse ponto se conecta com o ponto 1. O custo de energia é muito importante para as refinarias de metais, diversas delas estão parando sua produção pela elevação dos preços das matrizes energéticas.

3- Juros reais que devem permanecer mais baixos: a “mudança de mão” na política monetária global é fundamental para diversos mercados, inclusive para os metais precisos, como é o caso do ouro. Para Kazan, mesmo com a elevação das taxas de juros ao redor do mundo e as que ainda estão por vir, o ambiente de juros reais (descontados da inflação) ainda é promissor para estas commodities “brilhantes”.

Para entender no detalhe as opiniões da Legacy sobre as commodities e o que Ricardo Kazan tem de maior convicção na sua carteira, assista na integra o papo:

  • Para quem investe na Bolsa, momentos de volatilidade pedem uma exposição seletiva e bem estruturada
  • Commodities e empresas do setor agrícola têm uma boa perspectiva para os próximos anos e podem ser uma posição estratégica na sua carteira.
  • Confira os 3 motivos para investir no setor agro hoje e acesse gratuitamente nossa lista com recomendações de empresas descontadas nesse setor.

Já não é novidade que o cenário macroeconômico brasileiro vem trazendo volatilidade para a nossa bolsa. Mesmo neste contexto, bons negócios e empresas de qualidade, com teses de investimento sólidas, trazem oportunidades interessantes na bolsa brasileira. Entre os destaques nessa frente estão as empresas do setor agro.

Antes de dizer os motivos, um breve contexto. Para trazer uma visão de grandeza, o Brasil é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo: mais de 26% do PIB do país no ano de 2020 foi fruto de atividades do agronegócio — aqui, falamos de itens como grãos, proteínas, café, açúcar e algodão, por exemplo.

Sim, no Brasil, agro é realmente “pop”. Isso nos deixa numa posição favorável para surfar o bom momento do setor.

Por que é um bom momento para o setor?

Destacamos hoje 3 motivos principais para você considerar incluir commodities agrícolas na carteira.

1. Proteção contra a inflação e as oscilações do câmbio.

Essas empresas oferecem proteção contra altas do dólar, já que boa parte da receita, em muitos casos, está ligada a exportações. O agronegócio contribui com mais de 44% das exportações brasileiras, para se ter uma ideia.

Elas também são um escudo contra a inflação. Como commodities são produtos básicos, servem como insumos para diversos outros setores, o que mantém a demanda elevada mesmo em períodos turbulentos. Com isso, caso a oferta diminua por problemas na safra ou restrições à exportação (o que está acontecendo agora, como mencionamos no nosso De Olho No Mercado), os preços sobem e os produtores são beneficiados.

Em outras palavras, por estar posicionada no início da cadeia de produção, as empresas de commodities (neste caso, commodities agrícolas) se beneficiam de cenários inflacionários. Logo, mais lucro é gerado pelo negócio e isso reflete na cotação da ação.

2. Crise energética e biocombustíveis.

O subsetor agro de Açúcar & Álcool deve ser destaque nesse trimestre, dado que os preços do açúcar seguem elevados, assim como o petróleo, o que influencia no preço do álcool e gasolina, respectivamente.

Com a alta do preço do petróleo, que também impactou o preço da gasolina no Brasil, as indústrias de Açúcar e Álcool decidiram mudar o mix e aumentar a produção de etanol. Porém, dada a perda de produtividade da cana-de-açúcar o cenário atual é de falta de etanol hidratado, o que o levou a um preço de referência do etanol em torno de 75% do preço médio nacional da gasolina (que também segue em alta).

3. Condições climáticas.

A seca dos últimos tempos prejudicou as últimas safras, o que levou o estoque a cair enquanto a demanda permaneceu, pressionando preços.

Para a safra de 2022, a perspectiva é melhor, já que se espera que o clima melhore, mas aí vem um pulo do gato: no setor de grãos, boa parte da produção da próxima safra já foi vendida a preços elevados, o que sustenta uma visão positiva não só para as vendas de commodities, mas também para a compra de insumos, como sementes.

Em outra frente, a demanda contínua por etanol devido à crise energética e ao fato de possibilitar uma geração de energia mais limpa deve mudar o mix de oferta daqui pra frente. Assim, o açúcar deve continuar com preços altos.

Dito isso, consideramos o setor agro com uma boa perspectiva para o próximo ano, como uma posição estratégica em relação à inflação. Para te ajudar a encontrar boas empresas nesse setor, lançamos uma lista de ações que estão descontadas em relação ao seu histórico de preços para investir agora!

Para acessar essas recomendações, clique aqui.

Se quiser mais detalhes sobre as perspectivas para o setor, confira também este conteúdo da XP Investimentos.

  • No mês passado, a harmonia da música tocada pela economia brasileira em dueto com o mercado foi prejudicada por algumas notas fora da escala
  • Mas o show tem que continuar: se você está tocando uma música e uma nota sai errado, o melhor a se fazer é ajustar a melodia e continuar
  • Para novembro, ajustamos algumas posições nas nossas carteiras recomendadas, pensando nesse crescimento de riscos
  • Confira onde investir de acordo com o seu perfil

Na composição musical, a harmonia é descrita como a “arte de combinar os sons”. Quando duas notas “combinam” entre si, medimos o quanto essa combinação é harmônica com uma grandeza conhecida como “consonância” — quanto mais consonantes são duas notas, mais elas combinam.

Ao longo de outubro, a harmonia da música tocada pela economia brasileira em dueto com o mercado foi prejudicada por algumas notas fora da escala. Como já mencionamos no nosso De Olho No Mercado, a flexibilização do teto de gastos foi um dos fatores que levaram ao aumento intenso da volatilidade da nossa bolsa, que fechou o mês passado com o pior desempenho de 2021 (-6,7%).

Outros fatores, como o retorno de problemas sanitários relacionados à pandemia em alguns países onde a vacinação avança em ritmo mais lento, adicionam ruídos ao nosso som. Saiba mais neste outro Insight.

Onde investir nesse cenário?

Quando você está tocando uma música para uma plateia e erra a nota, a melhor forma de reagir é respirar fundo e seguir tocando, certo? Afinal, o show tem que continuar.

Investindo, também não dá para largar o violão em cima do banquinho e ir embora: é preciso seguir a nova batida e continuar o rumo se você não quiser “dançar”.

Para este mês, nossas recomendações de investimento continuam aumentando a exposição a investimentos defensivos para boa parte dos perfis e diminuindo os riscos da economia doméstica brasileira.

Isso significa ter uma maior parte dos seus investimentos no Brasil protegidos da inflação (seja via renda fixa indexada ao IPCA ou via empresas que são resilientes ao aumento dos preços) e aumentar a cota exposta a mercados estrangeiros via investimentos internacionais.

Mesmo com essas mudanças, importante lembrar da nossa palavra favorita em investimentos: diversificação. Se numa composição é possível aplicar variadas alturas, intensidades e timbres, e se nenhuma música (nem mesmo essa) é composta por uma nota só, seus investimentos devem seguir a mesma lógica. Cada investimento tem uma função e, juntas, elas otimizam seus retornos e minimizam os riscos.

Confira nossa nova alocação recomendada e bons investimentos!

  • Outubro foi como a primeira aula de música de um grupo grande que nunca tocou antes: o resultado pode ser uma zona.
  • Mas quem investe bem consegue dançar conforme a melodia, apesar da crise global de suprimentos, possível volta da estagflação, rompimento do teto de gastos… Enfim, todas as preocupações que arranham o disco do mercado.
  • Entenda, em 5 pontos, como investir em novembro de 2021.

Não é segredo pra ninguém que nosso time adora música. Do rock ao pagode, estamos sempre ouvindo um som para nos inspirar e dar aquela motivação extra enquanto estudamos o mercado e acompanhamos o cenário macroeconômico.

Em outubro, nossos dias tiveram ritmo de hyperpop, um subgênero musical que mistura pop, hip-hop, rock e eletrônico com sons que parecem vir de computadores antigos ou videogames. Uma abordagem bem “tudo ao mesmo tempo agora”, em uma experimentação que até dá certo, mas que sempre parece que está a um triz de dar errado e desandar. Você pode ouvir um exemplo nesse vídeo.

Essa sensação de que tem tanta coisa diferente acontecendo que é difícil acompanhar fez parte do nosso dia a dia no último mês. Mas não precisa ligar para os Beatles e pedir um Help! Nós vamos contar aqui tudo que você precisa saber para fazer seus investimentos dançarem conforme a música em novembro.

1. Cenário global: Essa tal de estagflação (es·taaaaaaaag·fla·ção)

Para quem não entendeu a referência escondida na fonética elaborada do título acima, convidamos a ouvir a música da nossa querida rainha do rock, Rita Lee, “Esse tal de Roque Enrow”.

Assim, ao som de Rita, começamos esse resumo mensal com um dos assuntos mais falados e que mais influenciou movimentos dos mercados globais nos últimos tempos: a estagflação.

O conceito se refere a um período que combina preços em alta (ou seja, inflação) e desaceleração econômica (estagnação). Foi o que ocorreu na década de 1970 nos países desenvolvidos, quando o termo “estagflação” foi cunhado — contamos tudo sobre isso aqui.

Por que o mundo está falando disso de novo? Infelizmente, não é porque todos estão inspirados por hits como Dancing Queen ou Rocket Man, que bombaram nas paradas naquela década. Mas sim por conta das preocupações sobre a alta da inflação de custos global e escassez de insumos nas cadeias de produção, e os impactos disso na continuidade do crescimento da economia global.

A crise global de suprimentos

As restrições de mobilidade por conta da pandemia afetaram a produção de muitos bens, com fábricas, portos e boa parte da produção e exploração fechados ou limitados. Com a demanda ainda forte (impulsionada por programas de auxílio fiscal), os estoques secaram.

Conforme tudo foi voltando ao normal com a vacinação, a demanda subiu ainda mais, pressionando os preços de matérias primas, como o petróleo, gás natural, minério de ferro, carvão — as famosas commodities.

Jogando mais lenha na fogueira de preços, questões climáticas e políticas afetaram a produção de energia no mundo, incluindo por aqui (onde a falta de chuvas afetou a produção hidroelétrica). A estratégia rígida contra o avanço da Covid-19 na China, ainda vigente, também agrava a situação, com um “abre e fecha” de locomoção e produção ao redor do país.

Com demanda forte e oferta limitada, produtores passaram a conviver também com a falta de insumos para produção. De semicondutores para carros e computadores a plástico para embalagens ou vidro e cimento para construção, começou a faltar de tudo um pouco ao redor do mundo — afetando diretamente a produção global, e a atividade econômica em si.

Será que o mundo viverá novamente um período de crescimento baixo e inflação alta? Mesmo com preocupações com a Covid-19 novamente no radar, acreditamos que esse não será o caso. A vacinação avançada no mundo deve garantir a continuidade do crescimento, mesmo que em ritmo reduzido, nas principais economias do mundo.

Ao mesmo tempo, a inflação pressionada já impacta o movimento dos Bancos Centrais pelo mundo, que elevam o tom para ninguém perder o ritmo da música. Nos Estados Unidos, o destaque de novembro será o anúncio formal do Fed (o BC por lá) do começo da redução das compras de ativos no mercado, o famoso processo de tapering.

As atenções, então, se voltam para o começo da elevação dos juros na maior economia do mundo — que sabemos que tem impacto direto no mundo, inclusive por aqui. Acreditamos que isso só acontecerá em 2023, e o mercado segue dançando ao ritmo dos juros baixos, como veremos abaixo.

2. Records on records on records: S&P 500 nas máximas, mesmo com cenário global desafiador

Em outubro, o S&P 500, principal índice de ações americano, estava no clima put your records on. Além de recuperar toda a perda de setembro, ficou dias batendo um recorde após o outro e atingiu no fim do mês o all-time high (máxima histórica), subindo 6,9% no mês e acumulando alta de 22,6% em 2021. Mas será que essa valsa vai tocar para sempre?

Até aqui, o mercado de ações americano tem se mostrado resiliente, apesar das diversas preocupações com o crescimento econômico global que contamos ali em cima. Há dois grandes motivos por trás desse crescimento das ações.

Forte temporada de resultados

Até agora, 82% das empresas do S&P 500 que já reportaram resultados referentes à performance no terceiro trimestre desse ano superaram os lucros esperados por analistas de mercado. Destaque especial para as empresas de tecnologia, que de modo geral apresentaram crescimento sólido na comparação com o último ano.

Nesse ano, no entanto, vimos algo diferente no comportamento dos investidores: com cenário econômico mais desafiador globalmente, as empresas que decepcionam estão tendo quedas maiores que os ganhos de quem bate as expectativas. Enquanto aquelas que superaram o esperado tiveram uma alta de 0,1% em média no dia seguinte à divulgação, empresas que desapontaram o mercado caíram em média 4,3% no pregão seguinte.

Dito isso, o movimento de baixa das poucas empresas que vão mal não é forte o suficiente para reverter o otimismo geral (levado pela maioria das empresas, que tem ido bem).

Tina, mas não a Turner

Outro fator que tem colaborado para esse manter o otimismo no mercado americano é a TINA. Não estamos falando da Tina Turner, cantora do grande sucesso The best (que seria uma ótima trilha pra acompanhar o mês de outubro da bolsa americana). E sim do “there is no alternative”, expressão que usamos para explicar porque os investidores americanos correm para a bolsa.

Isso porque, enquanto a taxa de juros permanecer baixa (nas economias desenvolvidas), não tem outra alternativa de investimento tão rentável como as ações.

Porém, a alta tem seu preço: os múltiplos (indicadores que quantificam o quanto o preço da ação está justo em relação aos seus lucros) de ações americanas estão altos. No jargão do mercado, a bolsa está mais cara que de costume.

Ainda assim, nosso time de análises internacional continua cantando show me the money, e projeta alta de 4,4% em relação ao patamar atual para o S&P até o final do ano, chegando na casa dos 4.750. Ajuda nesse otimismo também a proximidade da Black Friday, que deve dar um gostinho do apetite e confiança do consumidor lá na gringa, além das festas de fim de ano (alou, já estamos em novembro!).

3. Brasil: voltando aos clássicos, mas não dos bons

Ao pensarmos sobre o cenário político econômico que vivenciamos no último mês por aqui e o que esperar para novembro, alguns estilos musicais vem à mente. Samba, aquele bem clássico com cara de Brasil brasileiro. Bossa Nova, a marca dos anos 1950 e das novelas de Manoel Carlos. Ou quem sabe o trecho daquela música “mudaram as estações, nada mudou…”, na voz de Cássia Eller.

Mas, diferente de Cássia, infelizmente por aqui não está “tudo assim tão diferente”. E sim, temos aquela sensação que caminhamos por uma trilha que já é velha conhecida: a da piora do risco fiscal, e da incerteza política.

Prelúdio: O rompimento do teto de gastos e o risco fiscal

Como contamos por aqui no mês passado, no ritmo dos astros e mercúrio retrógrado, o Brasil entrou no território dos juros contracionistas. Ou seja, território de juros altos para controlar uma inflação elevada.

O maior risco para o nosso cenário detalhado há um mês, que incluiria uma taxa de juros ainda mais alta? Justamente a piora do risco fiscal. Pois é, isso aconteceu.

Junto com a proposta de parcelar as dívidas judiciais (os tais precatórios que deram o que falar mês passado), o governo propôs ao Congresso uma alteração na regra do teto de gastos para resolver o problema do orçamento do ano que vem. A mudança abre espaço no orçamento para a criação do programa social almejado, o Auxílio Brasil, para a correção das despesas obrigatórias pela inflação mais alta, além de outras demandas políticas.

Então, por que a reação negativa dos mercados? Porque o movimento deixou clara a escolha do governo de alterar as regras fiscais para poder aumentar os gastos em ano eleitoral, ao invés de manter a regra como está, e reduzir outros gastos presentes no orçamento — por exemplo, subsídios tributários — para dar lugar ao aumento do programa de transferência de renda. Ou seja, priorizar os gastos.

Assim, mesmo “negando as aparências e disfarçando as evidências” ao lado de Chitãozinho & Xororó, a proposta do governo foi vista como uma efetiva ruptura de uma das principais (e talvez últimas) âncoras das contas públicas no país.  

(Falamos mais sobre a regra do teto de gastos e a discussão fiscal nesse vídeo).

Poslúdio: dólar, inflação e juros para cima, economia para baixo

O aumento da percepção de risco por parte de investidores em relação ao nosso cenário fiscal é refletido no preço dos ativos do país: títulos de renda fixa, ações na bolsa, câmbio.

A piora do cenário fiscal também impacta a economia como um todo, e isso seguirá um tema central em novembro. A começar pelo câmbio, a maior percepção de risco afasta a nossa moeda ainda mais dos fatores estruturais (aqui falamos mais sobre o que mexe com o câmbio), perdendo valor em relação a outros países emergentes, por exemplo.

Uma moeda mais fraca pressiona ainda mais a inflação, que já vem alta lá da gringa. Assim, vemos os preços subindo do pão francês ao carro e à gasolina. Além disso, maiores gastos do governo afetam também as expectativas sobre os preços no futuro — com maior demanda na praça, entende-se que os preços vão subir.  

Com isso, esperamos que a inflação termine esse ano em 9,5% e em 5,2% em 2022.

A inflação mais pressionada dificulta o trabalho do Banco Central, que se vê obrigado a subir ainda mais os juros. Assim, depois de subir a Selic para 7,75% em outubro, esperamos que o BC siga elevando a taxa básica de juros até atingir 11% em março do ano que vem. Lembrete: em novembro não terá elevação, pois não há reuniões do Comitê de Política Monetária, o Copom.

Por fim, a combinação de inflação alta, que corrói o poder de compra das famílias, incertezas políticas que impactam a confiança de consumidores e produtores, e crédito encarecendo resulta perda de força da atividade econômica.

Por isso, apesar de ainda vermos o PIB crescendo 5% nesse ano, nossa expectativa para crescimento no ano que vem caiu para 0,8%.

Como o mercado dançou nessa mudança de ritmos, fica a pergunta: o que fazer com seus investimentos? Segue o flow que contamos.

4. Quem não se protege, dança

Nessa melodia de Selic mais alta, o mais intuitivo a se fazer é tocar os acordes da renda fixa. Aquela mesma, que nunca morreu, apesar da marcha fúnebre tocada antes da hora ao longo do ano passado.

Para não escorregar na dança, momentos como o atual pedem um aumento da exposição a ativos que protegem da inflação com segurança (como títulos e fundos indexados ao IPCA) e que seguem a mesma coreografia que a Selic e o CDI (pós-fixados). Até prefixados bem selecionados podem fazer parte da sua carteira, dado que as taxas já estão acima dos dois dígitos há bastante tempo e precificando muito estresse pela frente.

E tem ritmo para todos os gostos! No Tesouro Direto, recomendamos o Tesouro Selic para curtíssimo prazo, o Tesouro IPCA+ 2026 e o Prefixado 2024. Na emissão bancária e no crédito privado, temos diversos fundos e produtos avulsos — que ainda têm ótimas oportunidades, apesar do fechamento dos spreads que explicamos alguns Insights atrás.

Para conhecer nossas recomendações atuais em renda fixa, clique aqui.

5. Bolsa brasileira: dois pra lá, dois pra cá

No último mês, nossa bolsa (aqui representada pelo Ibovespa, principal índice de ações brasileiras) seguiu naquele ritmo que vimos ao longo do ano de “dois pra lá, dois pra cá”, sem sair verdadeiramente do lugar. Infelizmente, acumulamos um dos piores resultados de retorno entre os principais índices do mundo, com uma queda de 19,9% em dólares (13% em reais).

Enquanto lá fora os principais mercados são tomados pelos bons resultados das empresas listadas, aqui descolamos do resto do mundo por questões fiscais e políticas. Isso quer dizer que devemos ficar de fora da bolsa brasileira?

A resposta para essa pergunta começa pelo seu perfil: para investir em ações na bolsa, você precisa ter o estômago para passar por bons e maus momentos. Caso você aceite que uma parcela do seu patrimônio, como foco para longo prazo, possa ficar exposto a esse tipo de volatilidade: a resposta é sim, segue valendo a pena ter posição em bolsa brasileira.

Investir em bons negócios é uma das melhores formas de multiplicar o patrimônio no longo prazo— repare o foco no bons negócios. De fato, o cenário está bem mais desafiador, mas companhias de alta qualidade (high quality) que estejam sendo negociadas a bons preços podem ser uma boa forma de ter bons retornos acima inflação no longo prazo.

Pensando nisso, nós atualizamos nossa seleção de ações de alta qualidade que estão sendo negociadas com “desconto”. Ou seja, boas empresas que estão “baratas” perante ao seu histórico.

Para concluir, a frase “continue dançando, mas fique próximo da porta” faz jus ao momento que vivemos. Acreditamos que a bolsa brasileira ainda tem um bom horizonte de retornos: 15,3% ao ano nos próximos 5 anos (9,1%, se descontarmos a inflação).

Manter-se bem diversificado(a), evitar movimentos bruscos e estar posicionado(a) em bons ativos serão fatores para continuar conduzindo sua dança na bolsa, sem tropeços.