24/04/2026 17:43:45 • Atualizado em 24/04/2026 17:43:51
11 minuto(s) de leitura


Bonds americanos: como investir em renda fixa nos EUA

Bonds americanos são uma alternativa para quem busca diversificação global. Descubra como funciona a renda fixa nos EUA, as vantagens de investir em dólar e o passo a passo para aplicar por meio da Rico.


Time Rico
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A imagem mostra um homem usando um notebook em cima de uma mesa e apontando com uma das mãos para um gráfico que mostra a alta de investimentos internacionais na tela. Ao lado do notebook, está uma xícara de café e um celular.

Você sabia que investir em renda fixa americana pode ser uma forma de diversificar seus investimentos e obter exposição ao dólar, de acordo com o seu perfil e objetivos?

Os bonds americanos são títulos de dívida emitidos por governos ou empresas no exterior. Na prática, funcionam como uma alternativa de renda fixa global em que o investidor empresta recursos e, em troca, recebe pagamento e o valor investido no vencimento, conforme as condições do título.

Neste guia completo, vamos desmistificar como investir em bonds, explicar as diferenças entre os títulos e mostrar que dolarizar seus investimentos pode ser simples.

Boa leitura!

O que é renda fixa americana?

Para quem já investe no Brasil, o conceito de renda fixa americana é muito familiar. Eles são similares aos nossos CDBs, Tesouro Direto ou Debêntures.

Eles representam um compromisso de pagamento: o investidor fornece capital para uma instituição e, em contrapartida, recebe esse valor de volta corrigido por uma taxa de juros após um prazo determinado.

A grande diferença é a escala. Enquanto o mercado de crédito privado no Brasil gira em torno de R$ 1 trilhão, o mercado de bonds corporativos nos EUA movimenta mais de US$ 10 trilhões.

Isso significa que há muito mais opções de emissores, prazos, além de uma liquidez altíssima.

Como funcionam os bonds?

Na prática, ao comprar um bond, você se torna um credor. O funcionamento segue uma lógica técnica simples, mas essencial para o investidor:

  • Emissão: o emissor (governo ou empresa) define o quanto precisa captar, o prazo e qual será a taxa de juros do título.
  • Cupons: alguns bonds pagam “cupons”, que são juros periódicos depositados na sua conta antes do vencimento do título.
  • Vencimento (Maturity): é a data final onde o emissor devolve o valor principal que você investiu.
  • Liquidez e Mercado Secundário: o volume de negociações no mercado secundário americano é massivo. Por isso, muitos bonds podem ser negociados antes do vencimento no mercado secundário, em condições determinadas pelo mercado naquele momento.

Em outras palavras, investir em bonds americanos significa estar em um mercado muito mais líquido, o que tende a facilitar a compra e venda de títulos, embora os preços estejam sujeitos às variações de juros e condições econômicas.

Por que considerar investir em bonds americanos?

Os bonds podem cumprir diferentes papéis em uma carteira de investimentos. Entre os motivos que levam investidores a avaliá-los, estão:

  1. Diversificação internacional: exposição a ativos atrelados à economia americana e a empresas globais.
  2. Exposição cambial ao dólar: por serem denominados em dólar, eles tendem a proteger seu poder de compra global contra a volatilidade do real.
  3. Diversidade de emissores: acesso a diferentes governos, empresas de vários países e setores poucos representados no mercado brasileiro.
  4. Estruturas variadas de juros: pré-fixados, pós-fixados ou indexados à inflação americana.

Vale lembrar que rentabilidade não é garantida e depende das características de cada título e das condições de mercado.

Quer saber mais sobre bonds e como investir em renda fixa americana? Veja o vídeo abaixo do nosso canal:

Comparativo: Renda Fixa Brasil vs. EUA

Para facilitar sua avaliação, montamos um comparativo que mostra as principais diferenças estruturais entre o mercado que você já conhece e as oportunidades de investir em bonds americanos:

Característica Renda Fixa Brasil (CDB/Tesouro) Bonds Americanos
Moeda Real (BRL) Dólar (USD)
Tamanho do Mercado ~ R$ 1 trilhão > US$ 10 trilhões
Liquidez Diária ~ R$ 1,6 bilhão ~ US$ 200 bilhões
Risco Principal Inflação e cenário fiscal local Variações de juros americanos e câmbio

Quais são os tipos de bonds?

Ao explorar como investir em bonds, você encontrará diferentes categorias. As principais são:

Treasuries

Treasuries são os títulos públicos emitidos pelo governo dos Estados Unidos.

Costumam ser utilizados como referência global de renda fixa, embora também estejam sujeitos a oscilações de preço ao longo do tempo.

Corporate Bonds

São emitidos por empresas privadas. Podem oferecer taxas diferentes das dos títulos públicos, às vezes até mais atrativas, refletindo o risco de crédito de cada emissor.

Bonds de Empresas Brasileiras

Algumas empresas brasileiras emitem bonds americanos, permitindo ao investidor acessar companhias conhecidas com remuneração em dólar, sempre considerando os riscos envolvidos.

Quais os riscos envolvidos ao investir em bonds americanos?

Assim como outros ativos de renda fixa, os bonds apresentam riscos que devem ser avaliados:

  • Risco de Crédito: é o famoso risco de “calote”. Se a empresa emissora quebrar, você pode não receber. Por isso, observar o rating (nota de crédito) é fundamental.
  • Risco de Mercado: variações nas taxas de juros podem impactar o preço do título antes do vencimento (marcação a mercado).
  • Risco Cambial: oscilações entre real e dólar afetam o resultado em moeda local.
  • Risco de Liquidez: refere-se à facilidade de vender o título antes do vencimento.

Tributação: como funciona o Leão nos investimentos internacionais?

Um ponto de atenção para quem decide investir em bonds americanos é a tributação. Diferente de algumas aplicações isentas no Brasil, os ganhos com bonds não possuem isenção.

Atualmente, aplica-se uma alíquota de 15% sobre o ganho de capital. Isso vale tanto para o lucro na venda do título quanto para o recebimento dos cupons (os pagamentos periódicos de juros).

Vale lembrar que a apuração e o recolhimento de impostos devem ser feitos pelo próprio investidor.

Atenção: reforçamos a importância de manter a guarda de documentos por 5 anos e utilizar o portal e-CAC para monitorar pendências, evitando multas.

Como investir em bonds na prática pela Rico

Antigamente, esse mercado era restrito, mas hoje é possível acessar investimentos internacionais de forma simples. Na Rico, o processo funciona assim:

  1. Abra sua conta na Rico: o processo é rápido e 100% online.
  2. Ative a conta internacional: dentro do app, ative sua conta investimento global.
  3. Transfira os recursos: após a aprovação da sua conta, realize a conversão de moeda, de reais para dólares, direto pela plataforma.
  4. Escolha seus ativos: navegue pela seção de bonds ou ETFs, de acordo com seu perfil e estratégia.

Veja no vídeo abaixo como é fácil abrir sua Conta Investimento Global na Rico e comece a investir no mercado americano.

FAQ: Perguntas frequentes sobre bonds americanos

Qual o valor mínimo para investir em bonds?

Depende do título. Existem ETFs de renda fixa internacional que permitem iniciar com valores menores, enquanto bonds individuais podem exigir aportes mais elevados.

O que são os “cupons” dos bonds?

Cupons são pagamentos periódicos de juros que o emissor faz ao investidor durante a vigência do título, antes de devolver o capital principal no vencimento.

Posso vender um bond antes do vencimento?

Sim, através do mercado secundário. Porém, o preço dependerá das condições de mercado e das taxas de juros no momento da venda (marcação a mercado).

Conclusão

Investir em bonds americanos pode ser uma alternativa para quem busca diversificação internacional e exposição à renda fixa em dólar, considerando sempre os riscos envolvidos.

Como vimos, trata-se de um mercado amplo, com diferentes tipos de emissores e estruturas, que pode ser acessado de forma gradual e alinhada ao perfil de cada investidor.

Se quiser saber mais sobre como investir no exterior, conheça a Conta Investimento Global da Rico e explore as possibilidades de internacionalização da sua carteira.

Agradecemos a leitura!

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