- Com o recente anúncio de extensão do auxílio emergencial por mais três meses, ganha força a discussão de um aumento no programa Bolsa Família.
- Para avaliar o efeito de um potencial “Bolsa Família Turbinado” precisamos considerar dois principais pontos: 1) Cabe no orçamento do governo?; e 2) Seria um “bom” gasto?
- Neste Insight, respondemos a essas duas perguntas e falamos como isso afeta tudo por aí: câmbio, inflação, curva de juros, ações.
Como contamos para vocês por aqui num Rico Matinal na semana passada, o governo acabou de anunciar a extensão por mais três meses do Auxílio Emergencial. O programa foi criado no ano passado para combater os efeitos da pandemia da Covid-19 na renda da população menos favorecida do país.
Com o anúncio, ganhou destaque também a discussão sobre um potencial aumento do programa Bolsa Família – programa de transferência de renda existente (em seus moldes atuais) desde 2004. A ideia inicial é aumentar o número de beneficiários para 17 milhões (hoje são 14,6 milhões), além de elevar o valor médio do benefício, dos atuais R$ 189,00 para R$ 284,00. Ou seja, mais brasileiros seriam beneficiados, com uma quantia maior.
Daí vem a pergunta: será que um aumento do programa Bolsa Família seria uma boa ideia no momento econômico atual?
De fato, o BF (facilitando a nossa vida com uma sigla a partir daqui) é uma das políticas de transferência de renda mais estudadas no mundo, e eu poderia gastar umas 10 ou mesmo 100 páginas nessa discussão. Mas como não é esse o objetivo desse querido Rico Matinal, focarei em duas principais questões para responder a essa pergunta.
1. Esse gasto cabe no orçamento do governo?
Como sempre em economia, depende. Para explicar por que “depende” dessa vez, vamos aos números. Aumentar o valor e o alcance do BF como comentado acima elevaria o custo do programa dos atuais R$ 33,5 bilhões por ano para R$ 58,0 bilhões.
A “graninha extra” do teto
Olhando para o espaço do orçamento do ano que vem (2022), essa quantia adicional necessária poderia caber no orçamento do governo federal. Porém, como sempre há um, esse aumento de gastos acabaria praticamente utilizando todo (ou grande parte) do espacinho existente no teto de gastos.
Como assim? Acontece que o valor total de despesas para o ano permitido pelo teto de gastos (regra que estabelece que o governo só pode gastar no ano aquilo que ele gastou no ano anterior, corrigido pela inflação) é corrigido pela inflação de junho do ano anterior. Ou seja, o que o governo poderá gastar em 2022 foi definido de acordo com a inflação acumulada em doze meses pelo IPCA até junho. Só que a grande maioria das despesas do governo é corrigida pela inflação acumulada pelo INPC (outro indicador de inflação) até dezembro do ano anterior.
Assim, temos (de maneira simplificada):
Limite teto de gastos = gastos ano passado * IPCA junho ano passado
Despesas = gastos ano passado * INPC dezembro ano passado * ajustes definidos por lei
Essa matemática toda é só pra contar que, tudo junto e misturado, vai “sobrar uma grana” pro governo gastar ano que vem, dentro da regra do teto de gastos. E essa grana (que calculamos ser por volta de R$ 31,8 bilhões) poderia sim bancar um “BF versão turbinada”.
Mas como você também deve imaginar, há pressões para que sejam feitos outros gastos, ainda mais em ano eleitoral, em que há incentivos para que sejam feitas “benesses” para todo lado. Por exemplo, crescem as pressões no Congresso e no próprio governo para aumento de gastos com obras de infraestrutura e aumento de salários para funcionários públicos (que não receberam aumento nos últimos dois anos devido a pandemia).
Ninguém quer ser fora da lei!
Até aqui, contei que teríamos, em teoria, espaço no orçamento para o novo BF em 2022. Mas e depois disso? É claro que dificilmente o governo (qualquer um que seja) vai querer sair cortando ou reduzindo o programa depois do aumento.
Assim, para manter o programa vigente, precisaria ser também resolvida a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal – uma das nossas principais regras fiscais, que recentemente fez aniversário de 20 anos (geração Z?), e tá ainda com a bola toda. A LRF exige que, caso seja criada uma despesa corrente, é precisa haver uma compensação orçamentária. Ou seja, quer gastar mais pra sempre? Conte de onde você vai vir a grana! Se não, nada feito.
Para isso, está rolando uma ideia: usar a diferença arrecadada com o novo imposto proposto pela reforma tributária para dividendos. Em teoria (porque tudo precisa ser verificado com os advogados de plantão, se de fato for acontecer), isso seria possível porque que a redução do piso de pagamento de Imposto de Renda não precisaria em si de compensação – por ser uma mudança de política econômica, e não um “novo gasto recorrente” em si.
Esse gasto é bom?
Bom, certo. Considerando que isso tudo seria resolvido, vamos à segunda pergunta:
2. Aumentar o Bolsa Família seria um gasto bom?
Aqui, a resposta é muito mais direta e fácil: sim.
Diversos estudos acadêmicos feitos aqui e “na gringa” já mostraram que o BF foi e continua sendo essencial para a redução da extrema pobreza e da desigualdade social no Brasil. Além disso, o programa também se mostrou eficaz em melhorar o nível de escolaridade (já que famílias que recebem precisam comprovar a presença de crianças na escola), e inclusive aumentar a participação de mulheres no mercado de trabalho – com as crianças na escola, e um pouco mais de dinheiro em casa, mulheres tem mais chances de procurar trabalho além do doméstico.
Pensando no cenário pós pandemia no Brasil, todos esses desafios devem, infelizmente, tornarem-se ainda maiores. Portanto, um BF que atinja mais gente e com mais dinheiro seria um “bom gasto” para a economia nesse período.
Além disso, um aumento do programa teria também um efeito direto no PIB. De acordo com as nossas contas, elevando os gastos para 58 bi de gasto com o programa, o PIB ano que vem poderia crescer 0,3pp a mais.
Então, fechado, bora?
Antes de sairmos 100% empolgados e fechados na ideia, é muito importante destacar que esses efeitos positivos que contei ali em cima só fazem sentido se forem acompanhados das questões que apontei respondendo a primeira questão. Ou seja, se um eventual aumento no BF respeitar as leis fiscais em vigor hoje.
Caso contrário, a mudança no programa poderia sair “pior a emenda do que o soneto” (como diria minha mãe). Isso porque haveria bem provavelmente uma piora imediata na percepção de risco fiscal, impactando o câmbio, as expectativas de inflação e os juros (consequência da inflação mais alta), e assim por diante.
Em outras palavras, os agentes de mercado (que não são bobos nem nada) sabem das restrições fiscais enfrentadas pelo governo brasileiro, assim como por qualquer outro. Desse modo, já antecipariam que estaríamos gastando dinheiro que não tínhamos e dando “um jeitinho” no orçamento, e considerariam isso no preço dos ativos – no câmbio, na inflação, nos juros…
E inflação e juros altos são ruins para quem? Para todos! Mas especialmente para os mais pobres, cujo salário perde grande parte do seu poder de compra e que verão suas dívidas galopando. Ou seja, uma política que teria o objetivo de justamente ajudar a classe mais pobre da população poderia acabar tendo o efeito contrário. Pior a emenda, do que o soneto!
E meus investimentos nisso tudo?
E essa discussão impacta seus investimentos? Sim! Porque todos sabem dessa dinâmica que descrevi acima, os movimentos de mercado (de renda fixa à variável) refletem tudo isso: câmbio, expectativas de inflação, curva de juros, ações brasileiras.
Por exemplo, a aprovação do programa respeitando as regras fiscais vigentes tende a ser bem recebida por agentes de mercado, impactando positivamente ativos brasileiros. Maior crescimento do PIB, melhores perspectivas para bolsa, renda fixa. Por outro lado, uma aprovação de um novo programa que quebra as regras fiscais vigentes tende a ter um impacto negativo na precificação dos nossos ativos por aqui – novamente em tudo: ações, renda fixa, câmbio.
Por isso, ficaremos de olho! E seguiremos contando todas as novidades e impactos do que esperar disso tudo por aqui.
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento
- 2020 foi um ano desafiador, especialmente para o mercado de luxo, que foi forçado a se jogar com tudo nas compras online
- O avanço do e-commerce ajudou o segmento a passar por menos problemas que o esperado, e promete uma mudança de paradigmas no segmento
- Além disso, sem poder viajar, os consumidores passaram a gastar mais localmente
- Entenda melhor sobre o mercado de luxo e quais são as tendências para o próximos anos
A semana de alta costura de Paris acabou de começar, e achamos que essa é uma boa hora para falar de mercado de luxo.
Longe das criações extravagantes de Schiaparelli ou Iris Van Herpen — aliás, segundo a Vogue, em 2019 só existiam cerca de 4 mil clientes regulares de alta costura no mundo todo — o luxo se estende a todas as áreas do consumo: de carros brilhantes a jatinhos, de relógios encrustados de diamantes a tênis, sempre tem um item extravagante com preço mais ainda.
O preço, claro, torna esses produtos bem menos acessíveis, e o mercado de luxo se viu em uma sinuca de bico em 2020, com a pandemia levando países a restringirem atividades e circulação. O segmento, que sempre se orgulhou do atendimento personalizado e exclusivo, de repente não podia mais contar com suas lojas com design assinado e vendedores prestativos, as lojas de departamento estavam cancelando os pedidos de coleção e os analistas chegaram a prever uma ‘crise sem precedentes’ para o mercado de luxo.
A tal crise, no fim, não chegou com essa força toda. Apesar das vendas do setor encolherem em 20% no ano passado, de acordo com estimativas da Bain, os analistas e executivos preveem que o mercado deve voltar aos níveis pré-pandemia já em 2022.
As empresas passaram relativamente bem pela turbulência, com cortes em custos de marketing, aluguéis e até reduzindo pagamento de dividendos. Mas dois fatores principais ajudaram a segurar as pontas:
China
Ninguém comprou luxo como os chineses em 2020, e o país foi a única região em todo o mundo que viu um crescimento nas vendas do segmento — +45% para sermos exatos. As restrições para viagens fizeram os chineses comprarem mais localmente em lugar de visitar as lojas durante passeios internacionais e estão gastando mais, com previsão de representarem quase metade do mercado de bens de luxo até 2025. Pela primeira vez, os chineses estão passando pela experiência do alto luxo no próprio país, e a Bain espera que a tendência de consumo local, focado em em produtos sofisticados, se solidifique nos próximos anos.
E-commerce
As vendas online do segmento de luxo decolaram em 2020, chegando a 49 bilhões — um aumento de 50% em relação ao ano anterior. A representação do e-commerce no faturamento das marcas dobrou, de 12% em 2019 para 23% em 2020. A consultoria prevê que, até 2025, o canal online vai se tornar o mais importante para itens de luxo, com uma fatia de 30%.
O luxo online, que começou a ganhar espaço com o surgimento de lojas de departamento na internet quase vinte anos atrás, ainda não tem um player dominante. No fim do ano passado, o grupo Richemont, dono de joalherias como Cartier e Montblanc, anunciou investimento de US$ 1,1 blhão na varejista de moda de luxo Farfetch. A família dona da Kering, outro conglomerado dono da Gucci e Saint Laurent, também investiu na loja online. O movimento de duas das maiores holdings de luxo em torno do varejo online (a Richemont já é sócia do Net-a-Porter) mostra que as marcas de alto padrão estão de olho em uma fatia desse bolo.
E o Brasil?
Desde 2015, as marcas de luxo acumulam queda de 15% no faturamento no Brasil, mas o país se saiu melhor que o resto do mundo na pandemia graças a uma elite que manteve o alto padrão de consumo durante o ano passado, segundo o Valor. A tendência de consumo local também apareceu por aqui: o desempenho do Nordeste e Centro-Oeste surpreendeu em 2020, com vendas de alto valor para um público que costumava viajar para comprar itens de luxo.
Dá pra ver essa força no segmento de carros de luxo: enquanto o mercado recuou 10,8% no mundo em 2020, no Brasil o segmento teve alta de 2%, segundo o estudo da Euromonitor.
Tendências para ficar de olho
Bons sinais para uma recuperação econômica : melhora de indicadores econômicos, mercados e consumidores otimistas e avanço da vacinação são fatores importantes para a volta ao normal, mas não sem algumas mudanças. A descentralização da atividade e a crescente importância de movimentos culturais e do poder de compra da geração Z deve mudar o jeito de consumir luxo nos próximos anos.
Aliás, uma coisa que a geração Z ama: brechós. E o movimento de compras de segunda mão também ganha força, atraindo de compradores de primeira viagem a colecionadores em busca de peças vintage especiais, abrindo novas possibilidades para as marcas.
O avanço digital não tirou a importância das interações humanas e, mesmo de longe, as marcas veem que manter o toque especial na jornada desde a escolha até o produto chegar na sua porta faz toda a diferença na hora de conquistar a fidelidade de um cliente. Assim, depois de ser empurrado pela pandemia para o online, sendo forçado à aceitar a inovação, o mercado de luxo continua prezando pelos seus fundamentos.
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento
A inflação medida pelo IPCA (principal indicador de preços ao consumidor no Brasil) registrou alta de 0,53% em junho, levando o acumulado em doze meses para 8,35% – o maior nível desde setembro de 2016.
O resultado mensal veio levemente abaixo do esperado, especialmente devido a uma alta menor do que a esperada em combustíveis e veículos. Dito isso, a pressão sobre os preços correntes deve seguir pelos próximos meses. O movimento será puxado por preços de energia, gasolina (após recente anúncio de alta pela Petrobrás, embora ainda siga defasado com preços internacionais – muito pressionados) e alimentos.
Devemos começar a ver certo arrefecimento no indicador acumulado em doze meses por volta do final do terceiro trimestre, também quando o efeito base de comparação (dado a inflação muito baixa do ano passado) passará a pesar menos. Assim, a inflação deve encerrar o ano próxima a 6,5% ao ano – um nível alto (acima da meta do Banco Central de 3,75%), mas que deve trazer certo fôlego diante do patamar visto hoje.
Para o investidor, o resultado de hoje em si não deve ser visto como preocupante, dado o patamar já esperado pelo mercado (inclusive abaixo do consenso). Entretanto, o contexto de pressão sobre os preços reforça a importância de ativos que protejam da inflação. Lembramos desses por aqui!
*Por Jennie Li, Estrategista de Ações da XP
- A Didi é aquela irmã curiosa, que sempre acaba apertando os botões que não deve no laboratório… Não, espera, estamos falando de outra Didi
- A Didi Chuxing é um dos maiores aplicativos de carona do mundo, conhecido também como o Uber chinês
- Na semana passada, a empresa protagonizou o maior IPO do ano na Bolsa de Nova Iorque
- Mas o que era pra ter sido um grande marco pra essa gigante de tecnologia acabou em um grande dor de cabeça
- Saiba mais sobre essa história e, de quebra, entenda os riscos regulatórios do mercado chinês
A última semana não foi fácil para a Didi. Não, não é a irmã do Dexter que insiste em apertar botões que não pode em seu laboratório (só quem é millenial vai entender, admito que sou cringe).
Estamos falando da empresa chinesa que fez IPO na quarta-feira passada, dia 30 de junho, na Bolsa de Nova Iorque.
O que era pra ter sido um grande marco pra essa gigante de tecnologia acabou em um grande dor de cabeça, com a empresa agora sendo alvo de investigações do governo chinês.
Didi?
A Didi Chuxing é um dos maiores aplicativos de carona do mundo, conhecido também como o Uber chinês. Na verdade, uns anos atrás, o Uber entrou em uma guerra de preços para entrar no mercado da China. Em 2016, o aplicativo que abrimos depois daquele happy hour pra voltar pra casa se deu por vencido, e vendeu suas operações para a rival chinesa em troca de uma participação minoritária. Talvez muitos de vocês estejam mais familiarizados com a startup brasileira 99. Bom, a Didi é dona dela.
Na quarta-feira passada, dia 30 de junho, a Didi levantou US$ 4,4 bilhões em um IPO na Bolsa da Grande Maçã. Foi a maior oferta pública nos EUA neste ano, e a segunda maior oferta de uma empresa chinesa depois do Alibaba em 2014.
O IPO colocou uma etiqueta de quase US$ 70 bilhões na companhia. Mas desde então, a companhia já perdeu quase 1/5 desse valor.
O motorista cancelou o Uber!
Na sexta-feira passada, dois dias após o IPO, o aplicativo foi ordenado a suspender o registro de novos usuários, a ação caiu 5% nesse dia. E na segunda-feira dessa semana, o aplicativo foi retirado das lojas virtuais, o que levou a ação cair quase 20% no dia seguinte. (os mercados americanos estavam fechados na segunda comemorando o 4 de julho).

Tudo isso porque o órgão regulador de segurança cibernética (cyberspace em inglês) da China suspeita que a Didi esteja coletando dados pessoais ilegalmente. Mas não temos muito mais detalhes além disso. A verdade é que a Didi tem praticamente o monopólio da indústria de caronas na China, e detém de informações bem valiosas sobre os hábitos de viagens das pessoas, e que podem ser usados “para o mal”.

O fato é que o governo chinês tem ficado cada vez mais preocupado com a crescente influência das grandes empresas de tecnologia, principalmente em relação ao uso de dados pessoais e práticas anticompetitivas, à medida que essas companhias crescem aceleradamente. São empresas muito inovadoras que criaram seus próprios modelos de negócio num ambiente sem regras muito claras, e que os reguladores até então toleravam.
São as mesmas preocupações que existem hoje em relações às empresas de tecnologia ocidentais. Lembra que o seu celular sabe pra onde você vai, o que você compra, com quem você fala; ele sabe de todas as suas conversas pessoais no Whatsapp e tem as suas fotos com a cara amassada – que somem pra gente nos stories mas ficam armazenadas em algum lugar. Já se perguntou como essas informações estão sendo usadas? Então, é a mesma história aqui e na China. Mas, por lá, o governo tem avançado muito mais para regular esse aspecto.
Vamos dar um passo para trás
Tudo começou em novembro do ano passado, quando o próprio líder Xi Jinping (curiosidade: ele não é o presidente, que é o termo ocidentalizado, mas sim o “chairman”) suspendeu o que iria ser o maior IPO da história de uma empresa chamada Ant Group, uma fintech da Alibaba. E desde então, o governo anunciou investigações antitruste em vários outras empresas de tecnologia.
Essas investigações derrubaram mais de US$ 40 bilhões do valor de mercado dessas companhias, segundo o Nasdaq Golden Dragon China Index, índice das empresas chinesas listadas nos EUA. A própria Alibaba foi multada em US$ 2,8 bilhões, acusada de abusar do seu domínio na indústria de e-commerce exigindo contratos exclusividade dos vendedores nas suas plataformas.

Com problemas na Didi, outras grandes empresas de tecnologia também caíram. A Tencent, que tem investimentos na empresa de caronas, e o Uber, o segundo maior acionista da Didi, caíram -6% desde sexta-feira.
E isso tudo num contexto de crescentes tensões com os EUA, que começaram com uma guerra comercial e agora caminham para uma guerra de tecnologia. No ano passado, foi aprovada uma medida que exige mais informações de empresas estrangeiras que querem ser listadas nas Bolsas americanas. E quem não cumprir nos próximos três anos, será convidado a se retirar das Bolsas.
As duas maiores economias do mundo então brigam pelos preciosos dados de seus cidadãos, para que não cheguem nas mãos do inimigo. E listar uma empresa chinesa na Bolsa americana trouxe questões de se os dados foram para lá também.
Então é hora de ficar longe da China?
A China é a economia #2 do mundo e caminha para ultrapassar os EUA até o final da década. É a casa de inúmeras empresas inovadoras: segundo o Hurun Global Index, dos 586 unicórnios do mundo em 2020, 227 delas são chinesas (vs. 233 dos EUA); e das 10 cidades com mais startups com mundo, 5 delas estão na China, com Pequim na frente com 93 unicórnios enquanto São Francisco vem em segundo com 68.
E a realidade é que preocupações com a segurança de dados é real, tanto aqui quanto na China. Durante a pandemia, os aplicativos chineses passaram a monitorar a saúde das pessoas e são exigidos pra viajar entre cidades e até entrar em shoppings. Ficou claro então que as grandes empresas de tecnologia controlam um volume gigantesco de dados, muito mais do que o próprio governo. E um aumento regulatório tornaria o ambiente mais sustentável, encorajando práticas mais justas que, no final do dia, beneficiam o consumidor.
A hostilidade vinda de Pequim representa um risco a mais sim. Porém, se deve traduzir em um valuation mais atrativo. Para investidores de longo prazo, isso significa comprar barato um potencial enorme de crescimento nos próximos anos. Mas também exige estômago pra enfrentar a volatilidade dos mercados chineses que devem perdurar por mais algum tempo.
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento
*Por Paula Zogbi e Rachel de Sá
- Você usa a previsão do tempo para orientar as roupas que vai vestir antes de sair de casa, mas sabia que o clima também afeta os preços de uma economia?
- Por causa da falta de chuvas e queda nos reservatórios de hidrelétricas nesse ano, o preço da energia vai subir entre 12,5% e 15% (em relação ao ano passado).
- A inflação de junho, medida pelo IPCA, será divulgada na quinta, e deve refletir parte desses efeitos (além de desequilíbrios causados pela pandemia e a própria volta da atividade) – atingindo 8,4% em doze meses.
- Trazemos neste Insight uma previsão do tempo para 6 tipos de investimentos, partindo desse cenário.
Você sabe o quanto as condições climáticas podem afetar os preços de uma economia? Ultimamente, essa discussão está mais quente do que o sol de verão num céu de brigadeiro (gíria pra um céu azul, totalmente sem nuvens, uma brincadeira com a patente mais alta da aeronáutica — os brigadeiros).
Para se ter uma ideia, por causa da falta de chuvas e queda nos reservatórios de hidrelétricas nesse ano, o preço da energia vai subir entre 12,5% e 15% (em relação ao ano passado). Embora a probabilidade de uma crise econômica causada por um racionamento (como a que vimos em 2001) seja bem reduzida, especialmente graças a evolução da nossa matriz energética desde então, essa alta dos preços de energia causa um efeito cascata, aumentando preços de produtos e outros serviços também.
Enquanto isso, as geadas causadas pela onda de frio recente no interior do Estado de São Paulo afetaram as plantações de tomate, fazendo com que a fruta que todo mundo acha que é legume suba por volta de 12% só em julho.
Nesta quinta-feira, às 9h, será divulgado o IPCA (índice geral de preços ao consumidor-amplo, nossa medida oficial de inflação) referente ao mês de junho. Projetamos que o índice atinja 8,4% no acumulado em doze meses, puxado por tais questões climáticas, além de desequilíbrios entre a oferta e demanda ainda fruto da pandemia, e pela própria retomada da atividade econômica.
Mas antes mesmo de você se assustar com a alta dos preços, queremos trazer a nossa própria previsão do tempo. A inflação alta é sol a pino para alguns investimentos, que se beneficiam de preços em crescimento (desde que não saiam de controle), mas traz uma nuvem de incertezas para outros ativos, que tendem a sofrer com o mesmo movimento.
Sol a pino: investimentos para se bronzear
☀️Renda fixa. Esse é o verdadeiro céu de brigadeiro: proteção contra a inflação com toda a segurança da renda fixa. Existem investimentos em renda fixa que pagam juros indexados à inflação. No Tesouro Direto, eles são chamados de Tesouro IPCA + ou NTN-B. Já na renda fixa de emissão privada, você encontra esse tipo de remuneração em títulos bancários e Debêntures, por exemplo (um pouco mais arriscado, mas com prêmios maiores). Com esses papéis, você garante o recebimento de um juro que corresponde a todo o aumento dos preços no período (geralmente medido pelo IPCA) mais uma taxa, acima desse aumento, já conhecida no momento da compra.
☀️Ações de empresas bem posicionadas em seus setores. Cilma de praia, pode até dar onda! Essas empresas são capazes de repassar as altas dos preços aos seus produtos e serviços. Com isso, a receita dessas empresas cresce, assim como os seus dividendos e o preço justo das suas ações. A Bolsa brasileira tem uma performance histórica de IGP-DI +6,3% ao ano desde 1968! Dentre as ações, conheça a nossa lista das que mais se beneficiam da inflação clicando aqui.
☀️Ativos reais. É tipo a relação entre o verão e a venda de filtros solares na farmácia. Momentos de inflação em alta tendem a ser, também, momentos de altas dos preços das commodities. Com muito dinheiro em circulação na economia, a reabertura e um momento desafiador para a oferta, itens como petróleo, minério de ferro, cobre, ouro, soja e outras commodities podem ser uma outra forma de se proteger. É possível investir via empresas de commodities, mercado de futuros ou via fundos, como o Trend Commodities.
☀️Fundos Imobiliários. Nos FIIs “de tijolo”, ou seja, aqueles que são proprietários de imóveis físicos, muitos contratos de aluguel são indexados à inflação (ou seja, os aluguéis pagos pelos inquilinos sobem junto com o IPCA ou o IGP-M) — isso leva a proventos mais altos. A inflação também pode fazer com que os preços dos imóveis suba e as cotas negociáveis dos fundos valorizem. Mas é melhor levar um guarda-chuva, já que essa classe, neste momento, está sujeita a trovoadas trazidas pela reforma do imposto de renda proposta pelo governo (saiba mais).
Tempo encoberto para estes investimentos
⛅️Prefixados de longo prazo. Não recomendamos pra sair sem casaco para comprar prefixados de longo prazo neste momento. Por mais que as taxas pareçam altas (9,33% a.a. para o papel com vencimento em 2031, na consulta em 6 de julho), as nuvens não nos deixam enxergar exatamente até quando os efeitos dos eventos atuais podem pressionar a inflação.
⛅️Ações de crescimento. Setores considerados de “crescimento”, como tecnologia, passam frio com a inflação muito alta. Como muito do valor dessas empresas está no futuro, daqui alguns (ou vários) anos, o processo de avaliação do preço justo na bolsa, usa uma taxa de desconto, que cresce quando a inflação está em alta. Em outras palavras, se essa taxa sobe, o preço considerado justo para a empresa no presente cai.
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento
Você sabia que o Vale do Silício, lar das maiores inovações do planeta, só é o que é por culpa de uma quantidade significativa de… Ouro? Pois é, um dos itens de valor mais antigos do planeta é bastante responsável por essa união de mentes brilhantes que hoje comanda as empresas que costumam disparar justamente nos momentos que o próprio metal precioso está fora dos holofotes.
No segundo episódio do Mochilão dos Investimentos, “passeamos” pelo Vale do Silício para mostrar como investir nas empresas mais high tech do mundo. Assista acima e leia mais sobre essas modalidades de investimentos a seguir (trecho do Insight Mochilão da Rico: uma viagem pelos EUA com seus investimentos):
Vale do Silício e as Tech mais promissoras do mundo
Ao norte da cidade de San Francisco, essa área de 600 quilômetros quadrados é o maior polo tecnológico do mundo. Se você faz pesquisas no Google, usa o Microsoft Outlook e o Zoom no trabalho ou faz compras na Amazon ou no Mercado Livre, por exemplo, já sofre alguma influência dessa região. Não é à toa que San Francisco é, de longe, a cidade com mais bilionários per capita do mundo.
Boa parte das empresas mais inovadoras do mundo fazem parte de um mesmo índice: o Nasdaq 100, que conta com as 100 maiores empresas não financeiras que compõem a bolsa Nasdaq. É uma diversificação que faz bastante sentido para quem só tem exposição à bolsa brasileira, dado que, por aqui, temos muito pouco peso no setor tech.
Para investir no Nasdaq 100 sem sair do Brasil, o caminho é o NASD11, um ETF (acessível via home broker, assim como explicamos na seção anterior) que replica esse índice e foi lançado recentemente pela XP.
Outra solução, com proteção cambial, é o Trend Nasdaq, que você encontra na página de fundos da plataforma da Rico. Ele, assim como o Trend Bolsa Americana que eu já mencionei, faz parte da família Trend, composta por fundos que facilitam a sua vida ao permitir que você invista em estratégias existentes fora do país sem precisar passar por burocracias ou pelo estresse da variação do dólar contra o real em remessas internacionais. É o crème de la crème da diversificação facilitada!
De leste a oeste: a família Trend
Aliás, vamos falar mais dos Trends. Existem outros fundos que também expor sua carteira aos EUA replicando estratégias pré-definidas — várias delas com temas bem interessantes. Para dar alguns exemplos:
- O Trend Lideranças Femininas, por exemplo, segue o desempenho das empresas com maior proporção de mulheres no conselho ou cargos administrativos entre as mil maiores companhias americanas.
- O Trend eSports inclui empresas de games, de placas de vídeo e todo o universo relacionado a games e eSports, incluindo nomes como EA Games e Nvidia
- O Trend Dólar acompanha a própria moeda americana
- O Trend Tesouro Americano inclui títulos de dívida do Tesouro Americano (sim, parecido com nosso Tesouro Direto, mas com o menor risco de crédito do mundo) com vencimento entre 7 e 10 anos.
- O Trend Imobiliário Americano é uma forma de investir em REITs, o equivalente aos fundos imobiliários deles, e ações de empresas que trabalham no setor imobiliário.
E muitos outros serão apresentados nos próximos destinos da nossa volta ao mundo.
Fim da viagem: Los Angeles, lar de estrelas
A calçada da fama é uma das atrações de Los Angeles, com estrelas de famosos que vão desde políticos a esportistas, passando, claro, por artistas do cinema e da música. No universo dos investimentos, os “superstars” são os gestores e gestoras de ativos fora da curva, que consistentemente entregam resultados surpreendentes aos seus cotistas.
Por muitos anos, nós aqui no Brasil não tínhamos a possibilidade de investir nos fundos desse time de estrelas. Isso está mudando, com muitas gestoras de renome internacional trazendo seus produtos para plataformas como a da Rico!
Alguns exemplos são Oaktree, BlackRock, Wellington, Systematica, Chilton, Morgan Stanley, PIMCO… É só entrar na nossa plataforma e filtrar os fundos internacionais para ver todas as alternativas. Infelizmente, por enquanto, eles estão disponíveis apenas para investidores qualificados (com investimentos acima de R$ 1 milhão) por regulação nacional.
*Por Zé Rico, analista técnico da Rico
- Já ouviu falar que bolsa é arriscada demais?
- Operações de curto prazo são mais arriscadas que as de longo prazo, mas existem mecanismos que ajudam você a correr menos perigo
- Conheça os tipos de stop e por que eles são importantes na Terça Trader
Se você quer iniciar no mercado de operações de curto prazo na bolsa, precisará estudar duas ferramentas para se proteger de riscos excessivos: “stop gain” e “stop loss”. Tais mecanismos são essenciais para gerenciar o risco e proteger o patrimônio dos operadores.
Antes de iniciar o estudo sobre os stops, vale dividirmos essa matéria de maneira didática e descomplicada, separando os diferentes tipos de stop conforme o tipo de ordem.
No mercado de bolsa, possuímos diferentes tipos de envio de ordem ao mercado. Dentre elas, temos as ordens limitadas e as ordens a mercado.
Em linhas gerais, no primeiro tipo de ordem o operador determina o preço específico de disparo da sua ordem colocando-a no book. Estabelece qual o seu interesse, de compra ou venda, e espera passivamente que o mercado dispare ou dê match em sua ordem.
Já no segundo tipo, o operador age de maneira ativa e executa a sua ordem no melhor preço apresentado pelo ativo do mercado.
Feita essa análise prévia, passaremos então a dividir os diferentes tipos de stops de acordo com o tipo de ordem. Falaremos também sobre uma modalidade que não se encaixa na divisão aqui sugerida, porém é de extrema importância para todos os tipos de stop.
Veja a classificação abaixo:
Stops por ordem limitada:
- Stop loss:
- Stop técnico
- Stop financeiro
- Stop gain:
- Stop técnico
- Stop financeiro
Stops por ordem a mercado:
- Zeragem compulsória
- Zeragem de emergência
Stop offset
Stop loss
Iniciando pelo stop loss, essa ferramenta significa uma ordem de compra ou de venda pré-programada, possuindo a mesma quantidade de lotes ou de contratos em relação à ordem de entrada ou exposição máxima que operador esteja posicionado no mercado.
Seu objetivo é zerar a posição e estancar o prejuízo do investidor caso o mercado desenvolva de maneira contrária à sua posição original.
Simplificando, o stop loss é uma ordem posicionada no ativo operado com o intuito de “parar” o prejuízo do investidor. Sem meias palavras: errou a aposta? Isso protege seu dinheiro de cair descontroladamente.
Esse tipo de ordem stop pode ser posicionada de maneira técnica ou estratégica, isto é, seguindo os pontos de proteção do mercado estipulado por uma das diferentes escolas técnicas no mercado financeiro, sendo chamado de stop técnico.
De outro modo, o stop loss pode ser estipulado em razão do valor financeiro que o operador estaria disposto a arriscar em determinada operação, configurando, nesse caso, o stop financeiro.
Stop gain
Conforme comentado, se o stop loss se trata de uma ordem pré-programada que estanca o prejuízo do investidor. Nesse caso, o stop gain é a ferramenta que garante o ganho do operador na operação.
Assim, após a operação desenvolver favoravelmente à ordem de abertura de posição do operador, estando ele no lucro nesse exato momento, poderá estipular uma ordem limitada ou de modo passivo que, caso o mercado comece a desenvolver em sentido contrário à sua posição original, o stop gain garantirá seu lucro, tirando-o da operação ainda no ganho.
Basicamente, esse mecanismo impede que uma virada do mercado acabe com o seu ganho.
Stop financeiro e stop técnico
No mesmo sentido caminham o stop financeiro e stop técnico dentro do stop gain, podendo estabelecer esse tipo de stop através de pontos técnicos do mercado desenvolvidos por uma das escolas técnicas existentes, ou simplesmente em razão de precificar o seu ganho através do valor financeiro que pretende garantir na operação.
Os stops por ordem a mercado tratam da zeragem compulsória, ocorrida quando o trader não possui margem ou capital suficiente na corretora para suportar seu prejuízo na operação, o que faz com que a corretora realize a zeragem compulsória da posição aberta pelo operador.
Ainda, nesse último tipo modo de stop temos o que chamo de zeragem de emergência, ocorrida quando uma ordem de stop previamente delimitada não é acionada, em razão de uma forte oscilação do mercado, de forma que o trader precisará fazer a zeragem manual imediata da sua operação, para estancar seu prejuízo.
Stop offset
Por fim, e não menos importante, existe o stop offset, o qual delimita uma margem entre o preço de disparo e de envio de uma determinada ordem. Sendo assim, caso o mercado pule a ordem de disparo do trader, ele poderá programar uma margem em que essa ordem pulada poderá ser acionada, mesmo que de forma piorada, porém na melhor oferta de preço dentro do intervalo estipulado.
Para simplificar, o stop offset seria como uma margem de erro de forma que, caso o mercado pule a ordem stop, essa ordem ainda possa ser acionada para estancar o prejuízo do trader.
Esses são os principais tipos de stop que o trader possui para controlar seus ganhos e perdas e, assim, realizar da melhor maneira possível o seu gerenciamento de risco. E você, já conhecia todos os tipos? Qual você mais utiliza no seu operacional? Compartilhe com a gente a sua experiência!
Obrigado por ler até aqui, e até a próxima.
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento
- Mais democráticos aparecendo na sua telinha do home broker da Rico: BOVX11, EMEG11 e ASIA11
- E tem a versão sem exposição ao dólar no caso dos gringos com a família Trend de fundos
- Sem falar que agora você também pode investir no mercado de crédito de carbono lá fora, a partir de 100 reais
- Confira as novidades da plataforma da Rico!
No início de cada mês, sempre trazemos para vocês as novidades da plataforma da Rico. Julgamos que nossos(as) 13 leitores(as) gostam de acompanhar o que tem de oportunidade com “cheiro de livro novo” aparecendo por aí.
O mês de junho foi marcado pelos produtos que eu gosto de chamar de democráticos, lembra deles? Fundos com aplicação mínima baixa, o que aumenta acessibilidade e ajuda a “caber” em qualquer carteira de investimentos. Ah, e nesse caso, as novidades destaque foram basicamente fundos passivos.
O que são fundos passivos mesmo? Eles vão replicar a carteira teórica de índices do mercado na prática, ou seja, sem o trabalho de seleção ativa dos investimentos por uma equipe experiente. A ideia é acompanhar esses índices, diversificando numa única aplicação, com custos administrativos mais baixos (Taxa de Adm) já que a estrutura não precisa ser tão elaborada quanto a de um fundo ativo.
Bom, com os termos apresentados, vamos aos novatos: a agenda de ETFs (fundos passivos negociados em bolsa) continuou acelerando: tivemos a iniciação de dois “gringos” e um brasileiro “barateiro”.
O BOVX11, que eu dou mais detalhe em outro insight, é o mais novo ETF de Ibovespa da B3. Porém, ele vem com o objetivo de ser o mais acessível de todos, com o menor preço de cota (aproximadamente 13 reais) e com a menor taxa de administração do mercado entre esses fundos que replicam o Ibov (0,15% ao ano).
Além dele, tivemos também a estreia do ASIA11 e do EMEG11, para dar acesso ao mercado acionário asiático ex-Japão e a países emergentes respectivamente, e com uma taxa de administração de 0,3% ao ano. Como ainda não falamos mais deles, vou gastar mais linhas aqui para detalha-los:
O ASIA11 tem como objetivo replicar o índice Ishares MSCI All Country Asia ex Japan, que tem exposição a países como Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Índia, China, Singapura e Tailândia. A ideia aqui é basicamente empacotar os asiáticos emergentes dentro de uma única cesta.
E por que isso faz sentido? Nesse processo de “emergir”, rumo a se tornarem economias desenvolvidas, você pode surfar essa onda com o aumento da geração de lucro das empresas dessas regiões. Mas no caso desses asiáticos, o DNA voltado para tecnologia é o que mais chama atenção. Com ações de mil empresas, o índice tem cerca de 40% da exposição ao setor de tecnologia. Hoje, as principais posições são Taiwan Semiconductor (7%), Tencent Holdings (5,8%), Alibaba (5,4%) e Samsung (4,6%).
Em adição, o EMEG11 também nasce para empacotar emergentes, mas aqui com demais geografias que não apenas asiáticas. Além dos países que também fazem parte do ASIA11, o primeiro ETF de países emergentes da B3 engloba o Brasil, África do Sul e Rússia, por exemplo.
essa novidade ainda tem exposição relevante ao setor de tecnologia, quase 40%, mas parte relevante no setor financeiro, com 20,45%, e de materiais básicos, com 8,36% do índice. Ah, e ambos também ganharam fundos na família Trend, que são fundos passivos também, mas ao invés de serem listados na B3, são disponibilizados na sua plataforma de fundos da Rico.
O Trend Bolsas Emergentes e o Trend Bolsas Asiáticas terão a mesma função do EMEG11 e do ASIA11, mas sem a exposição cambial, ou seja, sem sofrerem com a variação do dólar que os ETFs sofrem, uma vez que eles dão acesso a esses índices negociados lá fora. Então caso você queira investir nesses temas sem parar de “pensar em reais”, os Trends são os veículos mais indicados.
Aliás, falando em Trend: também tivemos o lançamento do Trend Carbono Zero, que dá acesso a créditos de carbono negociados fora do Brasil. Nós já falamos sobre esse mercado aqui, mas é uma ótima opção de diversificação dentro do tema da preocupação com o meio ambiente (o “E” do ESG. Não conhece? Assista a esse vídeo). Vamos falar mais sobre essa novidade em outro Insight.
Para conferir todas essas novidades, basta acessar sua conta na Rico!
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento
- Gritaria, tela piscando, loucura: é isso que você imagina sobre investimentos? Não precisa ser assim, na maior parte dos casos
- O cenário está favorável as nossas recomendações de investimento, mas alguns riscos principalmente atrelados ao cenário político continuam
- Então, para as carteiras de julhos tomamos um decisão importante: praticamente não fazer nada
- Confira nossas carteiras recomendadas de julho de 2021!
Para mais detalhes sobre as nossas recomendações de investimentos, acesse nossas sugestões de alocação para os perfis Conservador, Moderado e Agressivo.
Telas piscando, gritaria no telefone, mangas de camisa rasgando na mesa, animais de estimação no escritório. Passagens que remetem demais a cena do mercado financeiro e o mundo dos investimentos, certo?

Baaaaan, errado! Sim, eu sei que muita gente pensa assim, inclusive deve ter alguns desses na sua roda social também. Porém, a indústria financeira não tem nada a ver com isso, principalmente nos dias de hoje…
Uma das perguntas que deve passar na cabeça de todo mundo quando começa a investir é: “Mas terei que acompanhar o tempo todo? Comprar e vender?” Geralmente nessa pergunta que o medo de explorar novos tipos de investimento, como quem sai da realidade (ruim) da poupança para investir em ações, por exemplo.
A realidade é muito diferente dessa pintada nos telões hollywoodianos, e não é da boca para fora não, caros(as) 13 leitores(as), nossas carteiras recomendadas para julho mostram isso muito bem:
De junho para julho, tomamos uma decisão importante nas nossas carteiras: praticamente não mexer em nada. No mercado financeiro, as vezes a melhor decisão é não tomar decisão nenhuma, não se mexer, brincar de estátua.
E isso tem alguns motivos, vou lista-los abaixo:
Ventos favoráveis, não baixem as velas
Nas últimas semanas, enxergamos algumas movimentações muito favoráveis as nossas principais teses de investimento, dentre elas a mais relevante – bolsa brasileira. A agenda de vacinação retomando velocidade, menor chance de novas medidas de isolamento, reformas voltaram a ser pauta no congresso (principalmente a tributária).
Flor que se cheire, mas não um mar delas
Embora realmente o cenário tenha apresentado uma melhora considerável, ainda vemos o âmbito político conturbado, que deixa o Brasil numa corda bamba entre reformas estruturantes e medidas que foquem apenas no curto prazo, colocando em xeque a austeridade fiscal, claro, além das nossas preocupações citadas no Insight de ontem.
Vento sem mar não sai do lugar
A mescla dos dois fatores iniciais faz com que não tenhamos alteração nas nossas perspectivas de cenário, que mostramos no detalhe aqui. Sem alteração nessa leitura, também não fazemos alterações relevantes nas nossas posições, já que não temos uma grande mudança na perspectiva de risco dos investimentos versus o retorno esperado de cada um nos próximos 5 anos.
Quando isso acontece, e não é a primeira vez desde que me sento nessa cadeira (agora de casa), a melhor decisão de investimento é não tomar nenhuma decisão, não realizar alterações relevantes, apenas marginais se for o caso. O que corrobora com a visão que passei no início, acho que mostra bem para quem está começando ou já está investindo que não é preciso se preocupar de forma ativa o tempo inteiro com sua carteira, teses de longo prazo (onde está o pote de dinheiro) levam tempo para se concretizar.
Enfim, sem mais delongas, vamos as carteiras para este mês:

No internacional, embora as ações de empresas negociadas em países desenvolvidos estejam menos interessantes em patamar de preço do que as brasileiras, mantivemos nossas principais teses dentro das carteiras. A diversificação geográfica é fundamental do ponto de vista de risco e na diversificação de temas de investimento, como empresas de tecnologia e dados por exemplo, que são mais escassas no Brasil.
Ah, e lembra que adicionamos recentemente Europa na nossa parcela internacional? Pois bem, seguimos com a visão de que, dentro desse mundo desenvolvido, a bolsa europeia é a mais interessante pela oportunidade de retomada econômica que acreditamos ainda existir por lá. Fazemos essa posição por meio do Trend Bolsas Europeias ou o ETF EURP11 na B3.
E sobre o mais polêmico: o dólar. Mesmo após essa valorização recente do real contra o dólar americano, e em níveis menos significativos, acreditamos que esse movimento possa continuar pelos seguintes fatores: (i) a alta da Selic para até 6,75%a.a., o que aumentaria o diferencial entre os juros brasileiro e o americano, (ii) ciclo de alta de commodities e (iii) a manutenção do risco pais (Brasil) em nível similar ao atual.
Com isso, passamos a trabalhar com o dólar a R$ 4,70 dentro do nosso cenário mais otimista chamado de Reformas Estruturantes. Mesmo assim, mantivemos nossa posição em ativos dolarizado, que está em seu menor patamar histórico, já que, para nós, o dólar é uma proteção nas nossas carteiras e vai nos ajudar a atravessar ambientes adversos de longo prazo.
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento
- Um semestre para recordar — e aprender: como foi 2021 até aqui
- Vacinação no Brasil e no mundo avança, e os mercados repercutem
- Economia, a base de tudo: de onde viemos e para onde vamos
- Como se preparar para investir nos próximos seis meses, os riscos a que estamos expostos e uma lista de ações que tendem a se dar bem agora
Para mais detalhes sobre as nossas recomendações de investimentos, acesse nossas sugestões de alocação para os perfis Conservador, Moderado e Agressivo.
Um semestre para recordar — e aprender
Quantos anos vivemos nos últimos seis meses? Ao mesmo tempo que parece que ano passado foi 2019 (valeu, quarentena), temos a impressão que janeiro de 2021 foi há uma década.
Ao redor do mundo, a primeira metade desse ano foi marcada pelo vislumbre da luz no fim do túnel após um ano perdido para a Covid-19. Enquanto muitos países correm atrás de resultados positivos (e o número de mortes em 2021 já supera o do ano inteiro em 2020), nos EUA, a vacinação rápida, os estímulos de mais de US$ 5 trilhões e o retorno gradual à vida normal elevaram a projeção de crescimento da economia para 6,5% em 2021. Na Ásia, a China continuou recuperando forte, e puxando commodities pra lua.
Os últimos meses também foram marcados por intensas discussões sobre criptoativos — e a sustentabilidade desse mercado. Se o Bitcoin saltou mais de 270% em 2020, neste ano até agora a alta é de “apenas” 25,7%, sendo que nos últimos 3 meses a variação é negativa em aproximadamente -25% (leia mais aqui). Mas as criptos alternativas estão com tudo. A Dogecoin, por exemplo, já saltou 5.000% esse ano, sendo considerada mais “limpa” do ponto de vista ambiental (por causa de todo o processo de mineração das criptos, que usa muita energia). Com isso, o Bitcoin foi de 70% do valor de mercado cripto para menos de 45%.
Entre as empresas de tecnologia, que também foram “estrelas” no ano passado, o período foi marcado por uma série de discussões regulatórias sobre privacidade e monopólio. Além disso, observamos uma nova rotação (investidores buscando ativos mais cíclicos pensando em retomada da economia e riscos inflacionários), movimento que já está enfraquecendo novamente com a confiança de que a pressão inflacionária nos EUA é passageira.
Pulando para o mercado financeiro brasileiro, começamos o ano com uma Bolsa totalmente pressionada, entre as piores do mundo, e prêmios de renda fixa refletindo um pessimismo intenso com a situação fiscal do país (leia mais no terceiro item deste texto) e um período nebuloso acerca da vacinação, que não saía muito do lugar apesar de nossa excelente infraestrutura vacinal. No segundo trimestre, os papéis começaram a “descomprimir” e correr atrás do prejuízo: não somos mais a pior bolsa do mundo e nossa moeda deu um gás nos últimos meses.



Mas o que explica esse movimento?
Repassando brevemente, nossa Bolsa foi beneficiada, nos últimos 3 meses, principalmente por movimentos de altas nos preços das Commodities e boas notícias em torno da vacinação e da reabertura da economia, bem como dados de crescimento mais robustos que o esperado, e a redução da percepção do risco fiscal agudo. Aprendemos definitivamente, ao longo desses meses, que para atrair investidores precisamos “arrumar a casa”.
Agora, o fundamento ainda parece positivo para as commodities, apesar de questões regulatórias na China (leia mais aqui); investidores estrangeiros voltam (cautelosamente) a investir em Brasil (leia aqui) e setores mais dependentes da reabertura da economia tendem a responder ao ritmo da vacinação.
Por falar nisso…
Vacinação, no Brasil e no mundo
A agenda de vacinação no Brasil e no mundo foi com certeza um dos principais temas discutidos nesse último semestre que passou. No gráfico a seguir, você vê o resultado da campanha até aqui e o desempenho das bolsas dos países em dólares, pelos índices do MSCI de cada região, S&P500 nos EUA e Ibovespa no Brasil:

Porém, um novo inimigo se desenvolveu ao longo desses últimos 6 meses. Na verdade, alguns inimigos: as variantes da Covid-19. Sim, infelizmente o vírus sofre mutações quando se multiplica em nossas células, mantendo similaridade com a cepa originadora, mas também diferenças. Quando um grupo dessas cepas se reúne com variações em comum, temos então a formação de uma variante, que pode ser mais letal, ou ser mais transmissível, enfim, trazer impactos negativos ao curso da pandemia.
Atualmente, temos algumas variantes identificadas mais relevantes:
Variante Alfa: identificada no Reino Unido.
Variante Beta: identificada na África do Sul.
Variante Gama: a antiga P1, identificada no Brasil.
Variante Delta: a antiga B.1.617.2, identificada na Índia.
Das citadas acima, destacamos a Delta, pois é a que protagoniza a preocupação do mercado agora. Essa variante foi identificada em outubro de 2020 na Índia, tem se propagado no Reino Unido, e estima-se que seja 40 a 60% mais transmissível do que a Alfa, por exemplo.
Tanto é que, em regiões onde a Alfa já era predominante, foram apresentados novos surtos com a variante Delta, o que motivou alertas do governo britânico. Do que foi estudado até aqui, essa variante mostra redução importante da ação dos anticorpos neutralizantes com apenas uma dose das vacinas da Pfizer e AstraZeneca. Com duas doses, porém, a proteção se mantém.
Mas e a situação epidemiológica atual? Bom, a variante Delta já é predominante na Índia, seu país de origem. Porém, está sendo associada com um aumento de casos no Reino Unido, que já estava num momento de reabertura plena de comércios e serviços. Aqui na nossa terrinha, foram confirmados casos no Maranhão e no Paraná.
Os próximos 6 meses das variantes
Como epidemiologistas somos excelentes analistas do mercado financeiro. Por isso, trazemos aqui opiniões do virologista e pesquisador Fernando Spilkir. Realmente é bem incerto o que viveremos neste sentido daqui para frente, mas com o que temos até aqui podemos tirar algumas conclusões, segundo Fernando:
- Embora tenhamos algumas variantes em circulação, dado o tamanho do código genético do vírus causador da pandemia da Covid-19, podemos dizer que as mutações são relativamente poucas. Com poucas alterações nos nucleotídeos que formam o RNA viral, mais difícil fica de “driblar” a ação imunizante das vacinas.
- Está sendo observada uma convergência evolutiva: as mutações mais importantes estão ocorrendo nas mesmas regiões da espícula, com efeitos aparentes similares, embora se desenvolvam em locais diferentes do mundo.
Podemos então dizer que as variações preocupam, principalmente pela redução na ação imunizante, porém essa possível convergência evolutiva traz uma alta semelhança nas variantes, que podem ser identificadas através de um acompanhamento científico dessas variações (vigilância genômica) e dessa forma adaptar as doses das vacinas endereçando a imunização neste sentido também.
De todo modo, mesmo que as variações não tenham força suficiente para alterar o curso da pandemia, podem gerar impactos no curto prazo caso acarretem novas medidas de restrição e isolamento. Ah, e mesmo sendo um risco de cauda, não são descartados impactos mais graves do ponto de vista de propagação, ainda mais com a reabertura das economias e a volta da mobilidade internacional de pessoas neste processo.
Economia: de onde viemos e para onde vamos
Como te demos o spoiler logo no começo do texto, o primeiro semestre desse ano foi marcado por vacinas e estímulos fiscais nos EUA. Além disso, não podemos esquecer da política monetária bastante estimulativa, ou seja, dos juros baixíssimos e dos programas de compra de ativos por parte do Banco Central americano, o FED, também feitos para reanimar a economia.
Com a economia claramente já “animada”, com mercado de trabalho, consumo, indústria e tudo mais voltando, os preços começaram a ser puxados para cima. Então, esse se tornou o verdadeiro hot topic da economia global: qual será o momento da normalização disso tudo? Ou seja, quando veremos a alta nos juros e da redução nas compras de ativos nos EUA? Com isso, o mercado seguiu balançando com todos os dados de inflação nos EUA, reuniões e falas de dirigentes do FED nos últimos meses. Resumo da ópera: o argumento de que o aumento recente da inflação é temporário está vencendo, mas já se espera uma redução dos estímulos a partir de meados do ano que vem – primeiro os pacotes de compras de ativos, depois os juros.
Enquanto isso, no Brasil, a economia se provou mais resiliente do que a maioria esperava (inclusive nós). O avanço da vacinação, a adaptação de pessoas e negócios à realidade da pandemia, a volta da confiança, além do dinheiro guardado (por precaução ou mesmo circunstância) por parte da população ajudaram nessa retomada, assim como a alta das commodities e a volta do auxílio emergencial e do programa de sustentação a empregos formais.
O lado ruim de tudo isso? A atividade mais forte colocou mais lenha na fogueira da inflação, que já vinha embalada pela alta das commodities, pelo câmbio depreciado e pela falta de chuvas (que elevou o preço da energia). O câmbio melhorou, com a melhora das contas públicas (ajudadas pela inflação e pela atividade forte), os juros subindo por aqui e o FED esperando pra subir os juros nos EUA. Mas os outros fatores persistem, e podem contaminar a inflação do ano que vem (se você acha que a inflação vai subir, você já insere isso no seu preço). Por isso, o Banco Central se viu obrigado a responder com mais força e indicou que deve subir a taxa básica de juros, a Selic, até além do neutro esse ano – patamar que não estimula, nem desestimula a atividade.
Com tudo isso junto e misturado, chegamos às seguintes projeções para esse ano e o próximo:

Olhando para frente, onde investir?
Como falamos, a economia brasileira tem se mostrado mais resiliente e, por isso, as perspectivas para o final de 2021 são mais positivas, principalmente com o avanço no ritmo da vacinação. Olhando para Bolsa, os nomes de reabertura (setores financeiro, de shoppings, educacional e varejo físico) continuam muito interessantes nesse cenário, além do setor de commodities, que deve continuar se beneficiando de uma demanda forte e oferta limitada, mesmo que possa ser afetado pelo real mais forte e preços mais baixos de commodities.
Vale notar que, com o índice de Small Caps tendo mais que o dobro do peso em consumo discricionário que o de Large Caps, representado pelo Ibovespa, e uma exposição significativamente maior a nomes do setor imobiliário, as Small Caps são mais inclinadas a responder ao cenário doméstico. A melhora da atividade econômica recente também pode ser positiva para essas ações.
Mas um ou outro? Empresas domésticas ou exportadoras? Renda fixa ou renda variável?
Se você já nos acompanha há um tempo, deve saber de cor a resposta dessas perguntas. A questão principal não é “ou” e sim “quanto ter de cada ativo”, porque o mais importante é ter uma carteira diversificada e fazer gestão de riscos. E isso também deve variar de pessoa para pessoa. Amanhã você encontrará por aqui todas as novas recomendações de carteiras por perfil!
Voltando o olhar para frente, o cenário de vacinação e reabertura econômica indica uma situação positiva para as empresas que foram mais impactadas pelos fechamentos e por isso, ainda tem espaço para se recuperarem.
Porém, vale se atentar aos riscos que estamos expostos, incluindo i) as incertezas ainda presentes relacionadas à pandemia; ii) o possível aumento da incerteza política, com avanços na CPI da Pandemia no Congresso e a proximidade das eleições de 2022; e iii) o nível de endividamento do governo (há melhoras hoje, mas este é um tema que continuaremos monitorando). Preocupações como essas fazem com que não só empresas expostas a outras economias, mas também investimentos internacionais (via fundos, BDRs, ETFs) sejam extremamente importantes na composição de uma carteira.
E não apenas estes, como os investimentos também em renda fixa, que remuneram a taxas mais altas com a Selic subindo. Mas lembre-se: com os juros mais altos, a renda fixa fica sim mais interessante, mas o juro real continua próximo de zero, fazendo com que a renda variável continue muito atrativa. Hoje estimamos 6,75% de Selic e 6,2% de inflação no final de 2021, resultando num juro real de 0,55% ao ano.
Por fim, o andamento das conversas em relação ao projeto de reforma tributária é um outro ponto de atenção nos meses adiante.
Enquanto o governo estima que a reforma tributária será neutra em termos do impacto nas contas públicas, para investidores em ações, pode ser considerada negativa, enquanto para investidores de renda fixa e fundos, as mudanças são positivas. A proposta também toca em assuntos sensíveis, como o aumento da tributação em dividendos e o fim da isenção ao JCP.
Porém, a discussão ainda tem um longo caminho pela frente, e a proposta inicial ainda poderá sofrer mudanças e ser substancialmente diferente da aprovada pelo congresso no final.
Elaborado por:
Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545
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