Em reunião realizada no dia 14 de outubro de 2025, o Conselho de Administração da Vivo (VIVT3), aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas, no valor total de R$ 380 milhões, com base no balanço patrimonial de 30 de setembro de 2025. Tais juros serão imputados ao dividendo obrigatório do exercício social que se encerrará em 31 de dezembro de 2025. Entenda os detalhes a seguir.

Quem é a Vivo (VIVT3)?

A Telefônica Brasil, operando sob a marca Vivo, é uma das principais empresas de telecomunicações no Brasil. Parte do Grupo Telefónica, a Vivo oferece serviços de telefonia fixa e móvel, internet banda larga e TV por assinatura. A empresa se destaca por sua ampla cobertura e investimentos em infraestrutura, especialmente em tecnologia 4G e 5G. Com ações listadas na B3 sob o código VIVT3, a Vivo busca constantemente inovar e expandir sua base de clientes, focando em soluções digitais e de conectividade. A companhia também tem se empenhado em iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social.

Segundo o fato relevante da companhia, o valor da remuneração será:

Tipo de proventoValor bruto por ação (VIVT3)Valor líquido por ação (VIVT3)
Juros sobre o capital próprio (JCP)R$ 0,11856605026R$ 0,10078114272

Nesse caso, por exemplo, um investidor com 1.000 ações de VIVT3 receberá aproximadamente R$ 100 líquidos referentes ao JCP.

Saiba mais sobre as modalidades de distribuição de proventos e o calendário de dividendos dessa semana.

Quem tem direito a receber os proventos?

Para ter direito a esses proventos, o investidor precisa estar posicionado no ativo “VIVT3” no dia 27 de outubro de 2025.

Chamamos esse dia de “data-com”, ou seja, a data em que o investidor precisa estar com o ativo em carteira para garantir o recebimento dos rendimentos.

Após essa data, as ações serão consideradas “ex-juros” – assim, quem comprar as ações a partir de 28 de outubro de 2025 já não terá mais direito aos proventos.

Quando será o pagamento?

Segundo o fato relevante, o pagamento será realizado até 30 de abril de 2026, devendo a data ser oportunamente definida pela Diretoria da Companhia. 

Os valores pagos por ação poderão sofrer ajustes considerando a base acionária da Companhia a ser verificada em 27 de outubro de 2025 em função de eventuais aquisições de ações dentro do Programa de Recompra de Ações da Companhia em vigor.

Como os acionistas receberão os rendimentos?

Os acionistas receberão os rendimentos por meio da instituição custodiante em que detém os ativos, ou seja, na corretora em que negociam as ações.

Qual a recomendação do nosso time?

Acesse aqui a nossa Carteira Dividendos e veja quais ações nosso time selecionou para os investidores que buscam ações com boa perspectiva de distribuição de dividendos.

Quer saber mais? Acesse nosso ‘Guia Completo sobre Dividendos’

A cada trimestre as empresas listadas na bolsa brasileira divulgam seus resultados financeiros ao mercado.

Acompanhar esses números é muito importante para os investidores, pois permite avaliar a saúde financeira das companhias e decidir se vale a pena investir nelas.

No dia 22 de outubro de 2025 as empresas brasileiras começarão a divulgar seus resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano. Confira o calendário completo com as datas e horários de divulgação dos balanços das principais empresas negociadas na B3:

Aproveite e confira aqui mais detalhes sobre o que é e porque acompanhar esses números 

Data Horário de divulgação Ticker Companhia Setor
22/10/2025 Antes da abertura WEGE3 Weg Bens de Capital
24/10/2025 Antes da abertura USIM5 Usiminas Mineração & Siderurgia
24/10/2025 Após o fechamento AGXY3 Agrogalaxy Agro
27/10/2025 Após o fechamento NEOE3 Neoenergia Elétricas
28/10/2025 Após o fechamento HYPE3 Hypera Saúde
28/10/2025 Após o fechamento INTB3 Intelbras TMT
29/10/2025 Após o fechamento MELI34 Mercado Livre Varejo
29/10/2025 Antes da abertura SANB11 Santander Bancos
29/10/2025 Após o fechamento BBDC4 Bradesco Bancos
29/10/2025 Após o fechamento KEPL3 Kepler Weber Bens de Capital
29/10/2025 Após o fechamento LOGG3 Log Commercial Properties Propriedades Comerciais
29/10/2025 Após o fechamento DMVF3 D1000 Varejo
29/10/2025 Após o fechamento MOTV3 Motiva Transportes
29/10/2025 Após o fechamento ISAE4 ISA Energia Elétricas
30/10/2025 Antes da abertura ABEV3 Ambev Alimentos & Bebidas
30/10/2025 Após o fechamento POMO4 Marcopolo Bens de Capital
30/10/2025 Após o fechamento MULT3 Multiplan Propriedades Comerciais
30/10/2025 Após o fechamento GGBR4 Gerdau Mineração & Siderurgia
30/10/2025 Após o fechamento GOAU4 Met. Gerdau Mineração & Siderurgia
30/10/2025 Após o fechamento VALE3 Vale Mineração & Siderurgia
30/10/2025 Após o fechamento VULC3 Vulcabras Varejo
30/10/2025 Após o fechamento VIVT3 Telefônica Brasil TMT
31/10/2025 Horário a confirmar RANI3 Irani Papel & Celulose
03/11/2025 Após o fechamento PGMN3 Pague Menos Varejo
03/11/2025 Após o fechamento CSMG3 Copasa Saneamento
03/11/2025 Após o fechamento TIMS3 Tim TMT
04/11/2025 Após o fechamento CEAB3 C&A Modas Varejo
04/11/2025 Horário a confirmar IGTI11 Iguatemi Propriedades Comerciais
04/11/2025 Após o fechamento AURA33 Aura Minerals Mineração & Siderurgia
04/11/2025 Antes da abertura KLBN11 Klabin Papel & Celulose
04/11/2025 Antes da abertura EMBR3 Embraer Bens de Capital
04/11/2025 Após o fechamento ITUB4 Itaú Unibanco Bancos
04/11/2025 Após o fechamento BLAU3 Blau Saúde
04/11/2025 Após o fechamento ODPV3 Odontoprev Saúde
04/11/2025 Após o fechamento PRIO3 PRIO Óleo, Gás e Petroquímicos
04/11/2025 Após o fechamento PCAR3 Pão de Açucar Varejo
04/11/2025 Após o fechamento RADL3 Raia Drogasil Varejo
05/11/2025 Após o fechamento CASH3 Méliuz Inst. Financeiras
05/11/2025 Após o fechamento PETZ3 Petz Varejo
05/11/2025 Após o fechamento VIVA3 Vivara Varejo
05/11/2025 Após o fechamento MYPK3 Iochpe-Maxion Bens de Capital
05/11/2025 Após o fechamento BEEF3 Minerva Alimentos & Bebidas
05/11/2025 Após o fechamento LAVV3 Lavvi Construção Civil
05/11/2025 Após o fechamento CBAV3 CBA Mineração & Siderurgia
05/11/2025 Após o fechamento BRAV3 Brava Energia Óleo, Gás e Petroquímicos
05/11/2025 Após o fechamento VBBR3 Vibra Energia Óleo, Gás e Petroquímicos
05/11/2025 Após o fechamento GUAR3 Guararapes Varejo
05/11/2025 Após o fechamento DESK3 Desktop TMT
05/11/2025 Após o fechamento TOTS3 TOTVS TMT
05/11/2025 Após o fechamento FIQE3 Unifique TMT
05/11/2025 Após o fechamento ELET3 Eletrobras Elétricas
05/11/2025 Após o fechamento EGIE3 Engie Brasil Elétricas
06/11/2025 Após o fechamento ALPA3 Alpargatas Varejo
06/11/2025 Horário a confirmar SAPR11 Sanepar Saneamento
06/11/2025 Horário a confirmar ENGI11 Energisa Elétricas
06/11/2025 Antes da abertura SMFT3 Smart Fit Varejo
06/11/2025 Após o fechamento SOJA3 Boa Safra Agro
06/11/2025 Após o fechamento AGRO3 BrasilAgro Agro
06/11/2025 Após o fechamento SLCE3 SLC Agricola Agro
06/11/2025 Após o fechamento BRBI11 BR Partners Bancos
06/11/2025 Após o fechamento TUPY3 Tupy Bens de Capital
06/11/2025 Após o fechamento ANIM3 Anima Educação
06/11/2025 Após o fechamento COGN3 Cogna Educação
06/11/2025 Após o fechamento CXSE3 Caixa Seguridade Inst. Financeiras
06/11/2025 Após o fechamento STNE StoneCo. Inst. Financeiras
06/11/2025 Após o fechamento FLRY3 Fleury Saúde
06/11/2025 Após o fechamento TEND3 Tenda Construção Civil
06/11/2025 Após o fechamento PETR4 Petrobras Óleo, Gás e Petroquímicos
06/11/2025 Após o fechamento RECV3 PetroReconcavo Óleo, Gás e Petroquímicos
06/11/2025 Após o fechamento SUZB3 Suzano Papel & Celulose
06/11/2025 Após o fechamento ASAI3 Assai Varejo
06/11/2025 Após o fechamento LREN3 Lojas Renner Varejo
06/11/2025 Após o fechamento MGLU3 Magazine Luiza Varejo
06/11/2025 Após o fechamento ZAMP3 Zamp Varejo
06/11/2025 Após o fechamento PRNR3 Priner Transportes
06/11/2025 Após o fechamento ALUP11 Alupar Elétricas
06/11/2025 Após o fechamento GRND3 Grendene Varejo
07/11/2025 Após o fechamento MDIA3 M. Dias Branco Alimentos & Bebidas
10/11/2025 Antes da abertura BRKM5 Braskem Óleo, Gás e Petroquímicos
10/11/2025 Horário a confirmar MATD3 Mater Dei Saúde
10/11/2025 Após o fechamento SMTO3 São Martinho Agro
10/11/2025 Após o fechamento EVEN3 Even Construção Civil
10/11/2025 Após o fechamento AZZA3 Azzas 2154 Varejo
10/11/2025 Após o fechamento SBFG3 Grupo SBF Varejo
10/11/2025 Após o fechamento NATU3 Natura Varejo
10/11/2025 Após o fechamento SBSP3 Sabesp Saneamento
10/11/2025 Após o fechamento HBSA3 Hidrovias do Brasil Transportes
10/11/2025 Após o fechamento MOVI3 Movida Transportes
11/11/2025 Após o fechamento FRAS3 Frasle Mobility Bens de Capital
11/11/2025 Antes da abertura VAMO3 Vamos Transportes
11/11/2025 Antes da abertura BPAC11 BTG Pactual Bancos
11/11/2025 Antes da abertura MELK3 Melnick Construção Civil
11/11/2025 Horário a confirmar AMOB3 Automob Transportes
11/11/2025 Após o fechamento JALL3 Jalles Machado Agro
11/11/2025 Após o fechamento B3SA3 B3 Inst. Financeiras
11/11/2025 Após o fechamento VVEO3 Viveo Saúde
11/11/2025 Após o fechamento CURY3 Cury Construção Civil
11/11/2025 Após o fechamento ENJU3 Enjoei Varejo
11/11/2025 Após o fechamento BRST3 Brisanet TMT
11/11/2025 Após o fechamento ARML3 Armac Transportes
11/11/2025 Após o fechamento ECOR3 Ecorodovias Transportes
11/11/2025 Após o fechamento JSLG3 JSL Transportes
11/11/2025 Após o fechamento MILS3 Mills Transportes
12/11/2025 Após o fechamento PAGS PagBank Inst. Financeiras
12/11/2025 Após o fechamento VITT3 Vittia Agro
12/11/2025 Após o fechamento BBAS3 Banco do Brasil Bancos
12/11/2025 Após o fechamento RAPT4 Randoncorp Bens de Capital
12/11/2025 Após o fechamento HAPV3 Hapvida Saúde
12/11/2025 Após o fechamento RDOR3 Rede D’Or Saúde
12/11/2025 Após o fechamento DIRR3 Direcional Construção Civil
12/11/2025 Após o fechamento MDNE3 Moura Dubeux Construção Civil
12/11/2025 Após o fechamento MRVE3 MRV Construção Civil
12/11/2025 Após o fechamento PLPL3 Plano & Plano Construção Civil
12/11/2025 Após o fechamento ALOS3 Allos Propriedades Comerciais
12/11/2025 Após o fechamento CSNA3 CSN Mineração & Siderurgia
12/11/2025 Após o fechamento CMIN3 CSN Mineração Mineração & Siderurgia
12/11/2025 Após o fechamento UGPA3 Ultrapar Óleo, Gás e Petroquímicos
12/11/2025 Após o fechamento AMER3 Americanas Varejo
12/11/2025 Após o fechamento BHIA3 Grupo Casas Bahia Varejo
12/11/2025 Após o fechamento MEAL3 IMC Varejo
12/11/2025 Após o fechamento MLAS3 Multi Varejo
12/11/2025 Após o fechamento AMBP3 Ambipar Saneamento
12/11/2025 Após o fechamento ALLD3 Allied TMT
12/11/2025 Após o fechamento POSI3 Positivo TMT
12/11/2025 Após o fechamento AURE3 Auren Elétricas
12/11/2025 Após o fechamento CPLE6 Copel Elétricas
12/11/2025 Após o fechamento EQTL3 Equatorial Energia Elétricas
12/11/2025 Após o fechamento TAEE11 Taesa Elétricas
13/11/2025 Após o fechamento PNVL3 Dimed Varejo
13/11/2025 Horário a confirmar G2DI33 G2D TMT
13/11/2025 Horário a confirmar ONCO3 Oncoclínicas Saúde
13/11/2025 Horário a confirmar JHSF3 JHSF Propriedades Comerciais
13/11/2025 Horário a confirmar SRNA3 Serena Energia Elétricas
13/11/2025 Após o fechamento TTEN3 3tentos Agro
13/11/2025 Após o fechamento NU Nubank Bancos
13/11/2025 Após o fechamento CSED3 Cruzeiro do Sul Educação
13/11/2025 Após o fechamento SEER3 Ser Educacional Educação
13/11/2025 Após o fechamento YDUQ3 YDUQS Educação
13/11/2025 Após o fechamento JBSS32 JBS Alimentos & Bebidas
13/11/2025 Após o fechamento MBRF3 MBRF Alimentos & Bebidas
13/11/2025 Após o fechamento DASA3 Dasa Saúde
13/11/2025 Após o fechamento KRSA3 Kora Saude Saúde
13/11/2025 Após o fechamento CYRE3 Cyrela Construção Civil
13/11/2025 Após o fechamento EZTC3 EZTec Construção Civil
13/11/2025 Após o fechamento TRIS3 Trisul Construção Civil
13/11/2025 Após o fechamento UNIP6 Unipar Óleo, Gás e Petroquímicos
13/11/2025 Após o fechamento GMAT3 Grupo Mateus Varejo
13/11/2025 Após o fechamento TFCO4 Track Field Varejo
13/11/2025 Após o fechamento ORVR3 Orizon Saneamento
13/11/2025 Após o fechamento BMOB3 Bemobi TMT
13/11/2025 Após o fechamento LWSA3 Locaweb TMT
13/11/2025 Após o fechamento SIMH3 Simpar Transportes
13/11/2025 Após o fechamento CMIG4 Cemig Elétricas
13/11/2025 Após o fechamento CPFE3 CPFL Energia Elétricas
13/11/2025 Após o fechamento LIGT3 Light Elétricas
13/11/2025 Após o fechamento RENT3 Localiza Transportes
14/11/2025 Antes da abertura BRAP4 Bradespar Mineração & Siderurgia
14/11/2025 Antes da abertura AZUL4 Azul Transportes
14/11/2025 Horário a confirmar GOLL54 Gol Transportes
14/11/2025 Horário a confirmar RAIZ4 Raizen Agro
14/11/2025 Horário a confirmar CSAN3 Cosan Óleo, Gás e Petroquímicos
14/11/2025 Horário a confirmar RAIL3 Rumo Transportes
A definir Horário a confirmar INBR32 Inter Bancos

Fontes: B3, Bloomberg, XP Research. As datas podem sofrer alterações ao longo da temporada.

Para te ajudar na escolha dos melhores ativos para investir, preparamos cuidadosas seleções de ações e ajustamos mensalmente a alocação em cada estratégia com base em uma visão global do cenário financeiro. Confira aqui nossas carteiras recomendadas.

Por Marx Gonçalves, Head de Fundos Imobiliários

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,11% em agosto. Entenda o impacto nos FIIs de Papel indexados ao IPCA.

Em tempos de inflação em patamares elevados, os fundos imobiliários de papel que possuem em sua carteira títulos com rentabilidade atrelada à inflação podem se destacar pelo nível de pagamentos de proventos atrativos. Contudo, o cenário oposto também pode ser observado: quando ocorre a queda da inflação, os fundos de papel tendem a sentir esse movimento na rentabilidade de sua carteira.

Em agosto, foi registrada uma inflação negativa, chamada deflação, e, por isso, alguns fundos podem apresentar rendimentos mais baixos no mês de outubro. Entenda essa relação a seguir.

Como está a inflação do Brasil?

O IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, registrou deflação de 0,11% em agosto, um pouco acima da expectativa do mercado (-0,15%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu de 5,23% para 5,13%.

Essa queda foi puxada, principalmente, pelo bônus de Itaipu, que reduziu a conta de luz em 4,2% no mês — um efeito pontual. Por outro lado, os indicadores que mostram a tendência da inflação, como os núcleos e os serviços, continuam pressionados e bem acima da meta do Banco Central.

Entenda os detalhes do resultado IPCA acumulado até setembro/2025

Como isso afeta os FIIs de Papel?

Os fundos imobiliários de papel investem, em sua maioria, em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que são títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário e geralmente atrelados ao IPCA ou ao CDI. No caso dos fundos indexados ao IPCA, os rendimentos mensais são formados por duas partes: os juros recebidos e a correção monetária dos ativos, que depende diretamente da inflação. Por isso, quando ocorre uma deflação, essa correção monetária fica negativa, o que pode reduzir o valor distribuído aos cotistas.

Todos os FIIs de papel atrelados ao IPCA serão impactados?

Não necessariamente. Existe uma defasagem de cerca de dois meses entre a variação do IPCA e o repasse aos rendimentos. Além disso, muitos fundos têm reservas acumuladas, que ajudam a suavizar os impactos.

Fundos com menos reservas e que usam regime de competência (mais sensível ao indexador), como KNIP11 (97% IPCA+) e KNSC11 (56,7% IPCA+), podem ter redução temporária nos rendimentos entre outubro e novembro. Mas a expectativa é que isso seja pontual, com reversão nas próximas leituras do IPCA.

Qual a perspectiva da inflação daqui para frente?

A deflação registrada em agosto foi um movimento pontual, influenciado pelo bônus de Itaipu e pela queda nos preços de alimentos e bens comercializáveis — resultado de boas safras, clima favorável e valorização do real no primeiro semestre.

Apesar disso, os serviços continuam pressionados, sustentados por um mercado de trabalho aquecido e expectativas inflacionárias persistentes. Esse é um ponto importante porque serviços costumam ter maior peso na inflação e são menos sensíveis a choques temporários.

Por isso, as projeções seguem praticamente inalteradas: a expectativa é que o IPCA feche 2025 em 4,8% e 2026 em 4,5%, em um cenário de economia crescendo acima do potencial e com estímulos fiscais adicionais no radar. Em outras palavras, a deflação de agosto não muda a tendência geral — a inflação deve continuar desacelerando, mas ainda em níveis que exigem atenção.

Nossa visão para os fundos de papel

Em nossa visão, o cenário continua favorável para os FIIs de papel indexados ao IPCA, o que nos leva a manter uma perspectiva positiva para esses fundos — especialmente aqueles com perfil de risco baixo a moderado e carteiras bem diversificadas.

Muitos desses fundos seguem sendo negociados com descontos atrativos em relação ao valor patrimonial, já impactado negativamente pela marcação a mercado (MTM) das NTN-Bs, que seguem com as taxas próximas das máximas históricas. Além disso, esses fundos continuam desempenhando um papel relevante na composição das carteiras dos investidores, diante da menor volatilidade em comparação com outras classes de fundos imobiliários.

E como aproveitar as oportunidades em fundos imobiliários?

Todos os meses, selecionamos os melhores fundos imobiliários, com base em uma análise completa que avalia a qualidade da carteira, a gestão e as perspectivas para o ativo. Nosso objetivo é simplificar sua decisão de investimento, oferecendo uma carteira equilibrada entre segurança e potencial de valorização, além de uma boa perspectiva de renda passiva.

Quer investir de forma prática e com curadoria especializada? Confira nossas recomendações neste link.

Imagine uma sala de aula do 4º ano. A professora, em vez de apresentar um problema de divisão abstrato no quadro, propõe um desafio: como dividir uma pizza entre amigos que contribuíram com quantias diferentes para comprá-la? A discussão que se segue não é apenas sobre frações e porcentagens. É sobre justiça, proporção, valor e colaboração. Naquele dia, eles não aprenderam apenas matemática; tiveram sua primeira lição sobre alocação de recursos e o valor social do dinheiro. 

Agora, avance vinte anos. Um daqueles alunos, hoje um jovem empreendedor prestes a lançar sua primeira startup, revisa o plano de distribuição de cotas com seus sócios. Em um momento de reflexão, ele se lembra daquela aula da pizza. Aquele exercício simples plantou uma semente que floresceu em uma compreensão profunda de que o capital não é apenas um número, mas uma ferramenta para construir projetos coletivos. A lição não foi sobre finanças no sentido estrito, mas sobre os princípios que sustentam uma vida financeira saudável. 

Neste Dia dos Professores, essa conexão entre a infância e as decisões adultas nos lembra de uma das missões mais transformadoras — e muitas vezes silenciosas — dos nossos educadores: a de serem os primeiros arquitetos do bem-estar financeiro da nação. 

A sala de aula como linha de frente da cidadania financeira 

Desde 2020, a inclusão da educação financeira como tema transversal na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) concedeu aos docentes um papel fundamental: o de integrar noções financeiras às mais diversas disciplinas. Esse reconhecimento institucional chega em um momento de urgência social. Uma pesquisa recente revelou que 78,8% das famílias brasileiras relataram ter algum tipo de dívida em junho de 2024. 

Eles não estão apenas ensinando a ler, escrever e calcular; estão semeando a literacia financeira, cultivando uma geração capaz de planejar o futuro e fazer escolhas responsáveis. Reconhecer essa missão é também compreender a necessidade de oferecer apoio e recursos que fortaleçam essas práticas.

A seguir, conheça quatro estratégias práticas e inspiradoras que mostram como professores de todo o Brasil podem transformar a educação financeira em aprendizado real e duradouro. 

1. Alfabetização Midiática 

Uma das abordagens mais poderosas começa com a análise do ambiente que mais influencia as decisões dos jovens: a publicidade. Em vez de simplesmente alertar sobre os perigos do consumismo, professores podem trazer anúncios de TV e posts de redes sociais para a sala de aula. A atividade consiste em dissecar essas peças, identificando as técnicas de marketing e os gatilhos emocionais. Ao fazer isso, os alunos desenvolvem um olhar crítico, aprendendo a diferenciar necessidades reais de desejos induzidos. O objetivo não é demonizar o consumo, mas formar consumidores conscientes que entendem o poder de suas escolhas e tomam decisões mais autônomas. 

2. Do mercadinho às plataformas digitais: Aprender finanças jogando 

Aprender fazendo é um pilar da educação, e no campo financeiro, a simulação é uma ferramenta de valor inestimável. Estratégias como a montagem de um “mercadinho” na classe ensinam conceitos como valor e orçamento de forma lúdica.  

Hoje, a tecnologia eleva essa experiência com a gamificação. Para além das grandes plataformas, existem jogos online confiáveis e de propósito educativo. Um exemplo é a versão digital do jogo “Piquenique”, desenvolvido pelo Instituto Brasil Solidário, que foi adaptado para o ambiente online e exercita de forma neutra e colaborativa as habilidades de poupar, empreender e investir.Jogos e simulações são campos de treinamento para competências comportamentais: estimulam o raciocínio estratégico, a paciência para evitar gastos por impulso e a capacidade de avaliar riscos. 

3. Empreendedorismo escolar: Criando valor na prática 

Se gerir recursos é um pilar, criar valor é o seu ápice. O ensino do empreendedorismo move os alunos de consumidores passivos para criadores ativos. Essa abordagem ressoa com a juventude: uma pesquisa recente indica que três em cada dez jovens brasileiros têm como maior desejo profissional ter o próprio negócio. Iniciativas como feiras de empreendedorismo, apoiadas por organizações especializadas, permitem que os alunos vivenciem todo o ciclo de um negócio. Nesse processo, conceitos como lucro e investimento deixam de ser teóricos e se tornam experiências vividas. Ao estimular tanto a capacidade de gerar renda quanto o propósito, o empreendedorismo escolar reforça a cidadania e o senso de agência dos alunos. 

4. A parceria essencial: Quando a lição entra em casa 

Por mais eficazes que sejam as estratégias em sala de aula, seu impacto é multiplicado quando encontra eco no ambiente familiar. A escola planta a semente, mas é em casa que ela é regada diariamente. Dados de uma avaliação internacional revelaram que estudantes brasileiros que conversam sobre finanças com seus pais obtiveram um desempenho superior em letramento financeiro. As crianças são observadoras e replicam os hábitos que testemunham. Criar rotinas e conversas abertas sobre dinheiro em família é tão importante quanto o trabalho feito na escola, pois consolida o aprendizado e o transforma em um comportamento para a vida toda. 

Educação financeira: Um pilar para uma sociedade mais justa 

Ao celebrarmos o Dia dos Professores, é fundamental reconhecer que ensinar finanças é mais do que transmitir conceitos — é um investimento coletivo no futuro. Cidadãos com maior letramento financeiro planejam melhor, poupam com propósito e evitam o superendividamento, fortalecendo a base de uma economia mais estável. 

A educação financeira também se consolida como instrumento de inclusão social, ao oferecer a jovens de contextos diversos o conhecimento para quebrar ciclos de vulnerabilidade. Dentro das escolas, o impacto se multiplica: professores que se aprofundam no tema, muitas vezes com o apoio de materiais e cursos de instituições de referência, ampliam sua própria segurança financeira e tornam o ensino mais transformador.  

Hoje, há materiais gratuitos disponíveis, por exemplo, a associação Nova Escola, em parceria com o Instituto XP, disponibiliza diversos planos de aula prontos sobre educação financeira para todos os anos do ensino fundamental, que contemplam desde atividades de matemática financeira básica até projetos em geografia e história relacionando dinheiro e sociedade. 

Neste 15 de outubro, mais do que aplausos, é essencial garantir que esses educadores sigam semeando o conhecimento que constrói não apenas melhores alunos, mas uma sociedade mais justa, resiliente e financeiramente sustentável. 

Quer levar este conhecimento adiante? O e-book de educação financeira da Rico é uma ferramenta útil para professores que buscam aprofundar o tema e encontrar novas formas de distribuir o conhecimento a crianças e adolescentes. Baixe gratuitamente aqui e continue essa transformação!  

Em reunião realizada no dia 15 de setembro de 2025, o Conselho de Administração da Allos (ALOS3), aprovou o pagamento de proventos aos acionistas, no valor total de R$ 153 milhões.

Quem é Allos (ALOS3)?

A ALLOS é uma marca que surgiu a partir da fusão entre a Aliansce Sonae e a BrMalls, em 2023. Empresa que apresenta um portfólio de shoppings diversificado e abrangente, com presença em todas as regiões do país.

Segundo o fato relevante emitido pela companhia, os proventos serão pagos nos seguintes termos:

  • Juros sobre o capital próprio (JCP) com base no balanço referente ao período encerrado em 20 de junho de 2025, no valor total bruto de R$ 51 milhões.
  • Dividendos intercalares com base no lucro líquido do exercício em curso, no montante total bruto de R$ 102 milhões.

Confira os detalhes do pagamento:

Evento Data Corte Data ex Data pagamento Valor bruto por ação (ALOS3)
Dividendos 23/09/2025 24/09/2025 02/10/2025 R$ 0,10
JCP 21/10/2025 22/10/2025 04/11/2025 R$ 0,10
Dividendos 18/11/2025 19/11/2025 02/12/2025 R$ 0,10

Saiba mais sobre as modalidades de distribuição de proventos e o calendário de dividendos dessa semana.

Quem tem direito a receber os dividendos?

Para ter direito a esses proventos, o investidor precisa estar posicionado no ativo “ALOS3” nas datas de corte informadas na tabela acima. Chamamos esse dia de “data-com”, ou seja, a data em que o investidor precisa estar com o ativo em carteira para garantir o recebimento dos dividendos.

Após essa data, as ações serão consideradas “ex-dividendos” – assim, quem comprar a ação a partir da “data-ex” já não terá mais direito aos proventos.

Como será feito o pagamento?

Os acionistas receberão os rendimentos por meio da instituição custodiante em que detém os ativos, ou seja, na corretora em que negociam as ações.

Qual a recomendação do nosso time?

Acesse aqui a nossa Carteira Dividendos e veja quais ações nosso time selecionou para os investidores em busca de ações com boa perspectiva de distribuição de dividendos.

O Conselho de Administração Isa Energia (ISAE4), antiga Transmissão Paulista, aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas, no valor total de R$ 444,7 milhões.

Quem é Isa Energia (ISAE4)?

A ISA Energia (ISAE4), anteriormente conhecida como Transmissão Paulista, é uma empresa do setor de energia que atua na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Parte do Grupo ISA, é a empresa privada líder no segmento de transmissão do setor elétrico brasileiro. Por meio de suas atividades e de suas controladas e coligadas, a Companhia atua em 18 estados do País e é responsável por aproximadamente 30% de toda a energia elétrica transmitida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo o fato relevante da companhia, o valor total da remuneração será de R$ 0,674997, pago em 3 parcelas, conforme tabela abaixo:

Proventos Bruto por ação (ISAE4) “Data-com” Data de pagamento
Parcela 1 R$ 0,224999 30/10/2025 28/11/2025
Parcela 2 R$ 0,224999 24/11/2025 12/12/2025
Parcela 3 R$ 0,224999 17/12/2025 30/12/2025

Nesse caso, por exemplo, um investidor com 1.000 ações de ISAE4 receberá aproximadamente R$ 224 brutos em cada parcela.

Saiba mais sobre as modalidades de distribuição de proventos e o calendário de dividendos dessa semana.

Quem tem direito a receber os proventos?

Para ter direito a esses proventos, o investidor precisa estar posicionado no ativo “ISAE4” nas respectivas ‘datas-com’ indicadas na tabela acima.

Chamamos esse dia de “data-com”, pois é o dia em que o investidor precisa estar com o ativo em carteira para garantir o recebimento dos rendimentos.

Após esse dia, as ações serão consideradas ‘ex-juros’ – assim, quem comprar as ações a partir do pregão seguinte à data-com já não terá mais direito aos proventos.

Como os acionistas receberão os rendimentos?

Os acionistas receberão os rendimentos por meio da instituição custodiante em que detém os ativos, ou seja, na corretora em que negociam as ações.

Qual a recomendação do nosso time?

Acesse aqui nossas Carteiras Recomendadas de Ações e veja quais ativos nosso time está recomendando no cenário atual.

Quer saber mais? Acesse nosso ‘Guia Completo sobre Dividendos’

Em reunião realizada no dia 10 de outubro de 2025, o Conselho de Administração do Santander (SANB11), aprovou o pagamento de proventos aos acionistas. Os proventos serão pagos na seguinte forma:

  1. Juros sobre o Capital Próprio (JCP) no valor total de R$ 2 bilhões.

Saiba mais sobre as modalidades de distribuição de proventos e o calendário de dividendos dessa semana.

Segundo o fato relevante da companhia, o valor da remuneração será:

Proventos Por ação (SANB3) Por ação (SANB4) Por ação (SANB11)
JCP (bruto) R$0,25517791545 R$0,28069570699 R$0,53587362244
JCP (líquido) R$0,21690122813 R$0,23859135094 R$0,45549257907

Nesse caso, por exemplo, um investidor com 1.000 ações de SANB11 receberá aproximadamente R$455 líquidos.

Os Juros sobre Capital serão imputados integralmente aos dividendos obrigatórios a serem distribuídos pela Companhia referentes ao exercício de 2025.

Quem tem direito a receber?

Para ter direito a esses proventos, o investidor precisa estar posicionado nos ativos “SANB3,SANB4 e/ou SANB11” no dia 21 de outubro de 2025.

Chamamos esse dia de “data-com”, ou seja, a data em que o investidor precisa estar com o ativo em carteira para garantir o recebimento dos proventos.

Após essa data, as ações serão consideradas “ex-juros sobre capital próprio” – assim, quem comprar as ações a partir de 22 de outubro de 2025 já não terá mais direito aos proventos.

Quando será o pagamento?

Segundo o fato relevante emitido pela companhia, o pagamento da remuneração aos acionistas deverá ocorrer a partir do dia 07 de novembro de 2025.

Não haverá correção ou atualização monetária sobre o valor dos juros sobre capital próprio.

Por onde os acionistas receberão os rendimentos?

Os acionistas receberão os rendimentos por meio da instituição custodiante em que detém os ativos, ou seja, na corretora em que negociam as ações.

Qual a recomendação do nosso time?

Acesse aqui a nossa Carteira Dividendos e veja quais ações nosso time selecionou para os investidores em busca de ações com boa perspectiva de distribuição de dividendos.

Quer saber mais? Acesse nosso ‘Guia Completo sobre Dividendos’

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Um estudo sobre consistência, resiliência e geração de valor

Neste e-book, apresentamos uma análise profunda sobre um grupo seleto de empresas brasileiras que, mesmo diante de crises econômicas, instabilidades políticas e transformações tecnológicas, mantiveram lucros positivos em todos os anos desde 2000. O estudo foca nas 10 companhias com maior patrimônio líquido entre essas “invencíveis da bolsa”, revelando os setores em que atuam, suas estratégias de gestão e os fatores que sustentam sua rentabilidade contínua.

Além de explorar os fundamentos dessas empresas, o material também traz uma simulação de carteira com base nesses ativos, comparando seu desempenho com o Ibovespa e o CDI ao longo da última década. Uma leitura essencial para quem busca entender como a consistência pode ser uma poderosa aliada na construção de portfólios mais estáveis e eficientes.

O Dia das Crianças é uma das datas mais aguardadas no Brasil, tanto pelas famílias quanto pelo comércio. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), é a terceira maior data do varejo, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães, movimentando R$ 9,3 bilhões em 2024.

Com tanto peso econômico, não é surpresa que os preços dos presentes e guloseimas sejam monitorados de perto. Junto com a alegria das crianças, vem a dúvida para os pais: quanto a inflação encareceu os presentes, doces e produtos característicos da data?

Para entender o impacto da inflação, montamos uma cesta do Dia das Crianças, alguns itens que são característicos para a comemoração. O resultado? A cesta subiu 39,09% desde 2020 até agosto de 2025, levemente acima do índice geral (37,66%). Vale destacar que, com os dados de inflação referentes a agosto de 2025, a cesta apresentou uma aceleração superior à do IPCA. Mas, por dentro dos itens, há histórias bem diferentes.

O dia é das crianças, mas a surpresa é para o bolso dos pais

Quando olhamos para a inflação do Dia das Crianças em 2025, o primeiro passo é visualizar a evolução do conjunto de itens que marcam a data. Para isso, reunimos em uma cesta os principais produtos consumidos ou presenteados nesta época: brinquedos, roupas infantis, sapatos, doces, livros, bicicleta, instrumentos musicais e videogames. Para comparação com o índice geral, o IPCA, fizemos uma média simples com os itens característicos da data.

Desde 2020, a cesta acumulou alta de 39,09%, em linha com o IPCA geral no mesmo período, de 37,66%. Ou seja, no agregado, os gastos típicos do Dia das Crianças não fugiram muito da inflação média da economia. Mas por dentro dessa média existem diferenças expressivas: alguns itens subiram muito mais, outros menos, e até houve quedas pontuais.

Essa leitura mostra como a inflação não é uniforme — ela reflete pressões distintas em cada setor da economia. Enquanto doces foram afetados por commodities agrícolas, brinquedos dependeram de câmbio e logística, roupas sentiram a pressão da cadeia têxtil, e videogames responderam à demanda tecnológica e à oscilação do dólar.

A tabela abaixo apresenta a visão consolidada da cesta:

Olhando os números acima, dois pontos merecem destaque:

  1. A estabilidade relativa da cesta: no agregado, ela se manteve alinhada ao IPCA, mostrando que, apesar das pressões específicas, não houve distorção estrutural no conjunto.
  2. Os destaques dentro da cesta: enquanto os doces dispararam (+74,8% e +73,3% em cinco anos), os brinquedos e as roupas infantis surpreenderam e aceleraram menos que o índice geral da inflação (+21% e 28,9% em cinco anos).

Essas diferenças são o que tornam a análise interessante: cada categoria da cesta responde a um conjunto de fatores distintos — do mercado global de commodities ao câmbio, passando pelo comportamento do consumidor e pelas estratégias do varejo. É justamente essa diversidade que vamos detalhar a seguir.

Doces: o lado doce que pesa no bolso

Difícil imaginar o Dia das Crianças sem chocolate, bombons ou sorvete. Mas é justamente aqui que mora um dos maiores vilões da inflação. O segmento de doces e guloseimas foi o que mais pesou no bolso no Dia das Crianças. O preço do chocolate em barra e bombom subiu +74,8% desde 2020 e +23,4% nos últimos 12 meses, enquanto o sorvete acumula +73,3% em cinco anos, com uma alta de +2,9% em 2025.

Essas altas têm explicação no cenário global — o açúcar, um dos principais insumos da indústria, sofreu choques de oferta com exportações recordes do Brasil em 2024 e quebras de safra em países que também são grandes produtores da commodity, como Índia e Tailândia.

Já o cacau viveu um dos maiores ciclos de alta da história recente, com colheitas reduzidas na Costa do Marfim e em Gana, que juntos concentram cerca de 60% da produção mundial. O resultado foi um encarecimento expressivo das guloseimas, transformando o lado mais simbólico da comemoração infantil em um dos maiores pesos na inflação para a data.

Ou seja, a parte mais doce da festa virou também a mais salgada para os bolsos.

Os presentes que criança não gosta e os pais adoram

Roupas dificilmente são o presente preferido das crianças, mas acabam sendo quase inevitáveis para os pais. Roupas infantis, vistas como um “presente útil”, tiveram um comportamento mais benigno do que o IPCA quando olhamos o período mais longo. A categoria roupa infantil acumula +28,89% desde janeiro de 2020, contra +37,66% do índice geral, e mostra +2,97% nos últimos 12 meses e leve alta em 2025 (+1,14%).

Essa combinação pode ser explicada por dois fatores atuando ao mesmo tempo: de um lado, custos estruturais da cadeia têxtil (tecidos, químicos, energia e logística) que pressionaram os preços no pós-pandemia; de outro, uma competição muito intensa no varejo — especialmente com o avanço do e-commerce e a maior sensibilidade de renda das famílias — que limitou o repasse integral desses custos e manteve a categoria “girando” abaixo do IPCA no horizonte mais longo.

Quando abrimos a gaveta por peça, as diferenças ficam claras. Calça comprida infantil ficou acima da média do grupo.

Consolidado A partir de jan/20 Acumulado 12 meses 2025
Roupa infantil 28,89% 2,97% 1,14%
Calça comprida infantil 32,17% 3,42% 4,57%

Calças concentram mais tecido por unidade, têm um ciclo de reposição relativamente rápido (rasgos e desgaste) e sofrem com oscilações de insumos e de mão de obra ao longo das coleções; isso explica por que resistem mais a quedas de preço e carregam altas mais persistentes.

Já o agasalho infantil mostra um comportamento mais estável nos últimos 5 anos e um movimento deflacionário no curto prazo, ou seja, uma queda nos preços:

Consolidado A partir de jan/20 Acumulado 12 meses 2025
Roupa infantil 28,89% 2,97% 1,14%
Agasalho infantil 18,88% -6,36% -1,25%

A queda em 12 meses é típica de ciclos de liquidação de inverno mais agressivos após um período de demanda mais fraca, enquanto a alta no ano corrente indica reposição de margens com a chegada das novas coleções de inverno.

Nas peças casuais, bermudas e camisas, a deflação apareceu com mais nitidez. Aqui, a explicação ocorre de uma disputa de preços direta — alto volume, muitas marcas, forte presença de marketplaces — e a estratégia de giro rápido com tickets mais baixos favorece quedas pontuais mesmo em ambiente de custos elevados.

O que explica essa diferença? Esse comportamento mostra como o setor de vestuário é afetado tanto por custos globais de matérias-primas (tecidos, energia, logística) quanto por estratégias do varejo. A concorrência acirrada e a busca por manter produtos acessíveis em datas de grande apelo ajudaram a conter aumentos em algumas categorias — ainda que, estruturalmente, a cadeia têxtil siga pressionada por insumos.

Os sapatos infantis caminham acima do IPCA no longo prazo:

Consolidado A partir de jan/20 Acumulado 12 meses 2025
Roupa infantil 28,89% 2,97% 1,14%
Sapato infantil 41,25% 4,85% 2,51%

O segmento é mais sensível a insumos como couro, borracha e PVC (derivados de petróleo), além de frete e energia — itens que tiveram choques relevantes no ciclo 2021–2023. Ao mesmo tempo, há uma particularidade de demanda na categoria infantil: pés infantis crescem rápido, o que torna a reposição inelástica para muitas famílias; essa necessidade constante costuma sustentar volumes mesmo em períodos de renda pressionada, permitindo que a indústria preserve parte das margens no horizonte longo.

Em síntese, o vestuário infantil ficou abaixo do IPCA desde 2020, pressionado pela alta concorrência e pelo ritmo acelerado de lançamentos, que impulsionaram descontos e uma recomposição seletiva de preços. Já os calçados acompanharam a inflação, sustentados pelo peso dos insumos industriais e por uma demanda de reposição mais consistente.

Dentro do armário, no entanto, o comportamento é heterogêneo: peças com maior uso de tecido ou sujeitas a desgaste intenso (como calças) continuam pressionadas; itens casuais e básicos, expostos à guerra de preços do e-commerce, apresentaram queda no curto prazo; a moda de tendência oscilou conforme o calendário de coleções; e os sapatos, após o choque de custos, estabilizaram ao longo do ano, refletindo a combinação entre concorrência e algum alívio nos preços dos insumos.

E os mais queridos: brinquedos

Quando o assunto é Dia das Crianças, os brinquedos estão sempre no centro. Os brinquedos tradicionais tiveram uma variação acumulada abaixo do IPCA no mesmo período, e praticamente estáveis no acumulado recente:

Consolidado A partir de jan/20 Acumulado 12 meses 2025
Índice geral – IPCA 37,66% 5,13% 3,15%
Brinquedo 20,93% 1,51% 2,46%

Esse resultado reflete a transformação do setor nos últimos anos: houve uma maior oferta de itens de baixo valor agregado, sobretudo de marcas nacionais e importados de menor custo, que ganharam espaço nas gôndolas. Segundo a Abrinq, mais da metade das vendas do setor em 2024 foi de brinquedos até R$ 50, um movimento que ajuda a explicar por que os preços médios cresceram menos que a inflação geral.

Além disso, a desaceleração da demanda em um contexto de juros altos e renda disponível pressionada reduziu o espaço para reajustes agressivos. Em contrapartida, brinquedos mais elaborados, como bicicletas e instrumentos musicais, mostraram inflação mais próxima ou até superior ao IPCA, refletindo a influência de insumos industriais (aço, alumínio, plásticos) e custos logísticos, que continuam sendo um gargalo estrutural no país. Já os livros didáticos tiveram aceleração recente (+5,7% em 12 meses), refletindo custos de papel e reajustes no setor educacional.

Em suma, esses produtos sofrem mais com a pressão de commodities industriais (aço, alumínio, papel) e custos de logística, fatores que os tornam mais vulneráveis a choques de oferta.

Videogames: os queridinhos mais caros

Se existe um sonho de consumo no Dia das Crianças, são os videogames. E eles também figuram entre os itens que mais pesaram. Os consoles subiram 27,65% desde 2020, mas o destaque está na alta de 6,75% em apenas 12 meses.

Aqui, o fator determinante é o câmbio. Como consoles e jogos são importados, a variação do dólar é rapidamente repassada ao consumidor brasileiro. Além disso, a mudança nos padrões de consumo infantil — em que crianças passam a desejar eletrônicos e gadgets típicos do mundo adulto — ampliou a demanda por tecnologia, pressionando mais os preços.

O resultado é uma categoria que se tornou símbolo da mudança de hábitos e da pressão inflacionária em produtos de maior valor agregado.

E agora, como ficam os presentes?

A inflação do Dia das Crianças mostra que o impacto no bolso das famílias vai muito além de números isolados. Enquanto a cesta como um todo acompanhou o IPCA, os detalhes revelam contrastes importantes:

  • Doces e guloseimas subiram muito acima da média, representando a pressão que os alimentos fazem na inflação geral.
  • Brinquedos simples e roupas infantis ajudaram a aliviar a conta.
  • O movimento foi guiado por commodities globais (açúcar, cacau, aço, papel), variações cambiais, estratégias comerciais do varejo e mudanças de comportamento dos consumidores.

Planejamento e escolhas inteligentes podem fazer a diferença: antecipar compras, comparar preços e considerar alternativas educativas ou experiências são formas de celebrar a data sem comprometer o orçamento. Afinal, no fim das contas, o que fica não é o valor do presente, mas as memórias que ele ajuda a construir.

Mas, afinal, como transformar o limão da inflação em uma boa limonada financeira? Para proteger o poder de compra, se torna essencial olhar para a inflação também nos investimentos. Para objetivos de médio e longo prazo, os produtos atrelados ao IPCA são aliados importantes, pois acompanham a evolução dos preços e ajudam a preservar o valor real do patrimônio. Já para metas de curto prazo, como compras sazonais ou reservas emergenciais, as opções pós-fixadas oferecem liquidez e segurança em um cenário de juros elevados. Pensando nisso, confira nossa carteira recomendada de renda fixa, com sugestões alinhadas ao seu perfil e aos diferentes horizontes de investimento.

Investir é uma prática inteligente para quem busca fazer o dinheiro trabalhar a seu favor. Mas, com tantas opções de investimento disponíveis, pode ser difícil decidir onde alocar seus recursos. Neste texto, exploraremos quanto rende R$ 1.000 investidos no mês de outubro em cinco opções populares: Poupança, CDI, Tesouro Selic, Ibovespa e IVVB11.

Vale destacar que retornos passados não são garantia de retorno futuro. Assim, mais importante que saber quanto um investimento rendeu, será saber qual a perspectiva para os investimentos no futuro – tema que abordamos em nosso “Onde Investir”.

Desta forma, os valores a seguir serão uma demonstração prática de como esses investimentos se comportaram no último mês e ano. Confira a seguir.

1. Poupança:

A poupança é o investimento mais tradicional no Brasil. Atualmente, a sua rentabilidade é composta por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).

Portanto, R$ 1000 investidos renderam em torno de R$ 6,75 no último mês, e cerca de R$ 78,63 nos últimos 12 meses.

2. CDI (Certificado de Depósito Interbancário):

O CDI é um indexador de investimentos renda fixa comumente utilizado em investimentos pós fixados. A sua rentabilidade está atrelada à taxa DI, que geralmente acompanha a taxa básica de juros (Selic).

Olhando em retrospectiva, investir R$1000 em um investimento que pague 110% do CDI rendeu em torno de R$ 13,42 no último mês, e cerca de R$ 146,46 nos últimos 12 meses.

Vale lembrar que o CDI em si não é um investimento, e sim um indexador. Nesse caso, seria necessário investir em uma opção de ativo atrelado ao CDI – como, por exemplo, um CDB (Certificado de Depósito Bancário), emitido por uma instituição financeira.

3. Tesouro Selic:

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo governo federal, considerado um dos investimentos mais seguros do mercado. Sua rentabilidade está atrelada à taxa Selic, o que o torna uma opção interessante para quem busca previsibilidade, segurança e liquidez.

Nesse caso, R$ 1000 investidos no Tesouro Selic teriam rendido aproximadamente R$ 12,20 no último mês, e cerca de R$ 133,15 nos últimos 12 meses.

4. Ibovespa:

O Ibovespa é o principal índice da bolsa de valores brasileira, composto pelas ações das empresas mais negociadas no mercado. Investir diretamente no Ibovespa pode ser feito por meio de fundos de índice (ETFs) ou fundos de ações que replicam o desempenho do índice. A rentabilidade do Ibovespa é variável e depende do desempenho das empresas listadas.

Assim, R$ 1000 investidos no Ibovespa valorizou R$ 34,05 no último mês e valorizou cerca de R$ 109,40 nos últimos 12 meses.

5. IVVB11:

O IVVB11 é um ETF que replica o desempenho do índice S&P 500, composto pelas 500 maiores listada nesta bolsa dos Estados Unidos. Investir no IVVB11 permite aos brasileiros acessarem o mercado acionário norte-americano de forma diversificada. A rentabilidade do IVVB11 está diretamente relacionada ao desempenho das empresas americanas e a variação do dólar (em relação ao real) no período.

Considerando o desempenho recente, R$ 1000 investidos no IVVB11 valorizou R$ 15,11 no último mês, e rendeu cerca de R$ 142,94 nos últimos 12 meses.

Em resumo, ao investir R$1000, a rentabilidade irá variar a depender do tipo de investimento escolhidoEnquanto opções de renda fixa, como poupança, CDI e Tesouro Selic, oferecem retornos mais estáveis e previsíveis, investir na bolsa de valores brasileira (Ibovespa) ou no mercado acionário americano (IVVB11) pode proporcionar retornos mais elevados no longo prazo, porém com maior volatilidade e risco, podendo inclusive gerar retornos negativos.

É importante considerar seu perfil de investidor, objetivos financeiros e tolerância ao risco ao decidir onde alocar seus recursos.

Para saber quanto e onde investir, confira no nosso “Onde Investir” desse mês.

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