agosto 30, 2021

O que é inflação? Veja como ela afeta os seus investimentos!  

A inflação está presente o tempo todo na vida das pessoas, mas pouca gente conhece o seu poder de impacto nas finanças pessoais.

Muito se fala de dados de inflação no jornal e, muitas vezes, as notícias da economia parecem ser um pouco confusas. Mas será que é muito difícil entender o que é inflação?

Nós te adiantamos que não é!

Você consegue entender os preços subindo? Consegue sentir no bolso o peso do maior valor do arroz, da carne ou do combustível de forma desagradável? Tudo isso é efeito da inflação,e agora você vai conhecer um pouco mais sobre este termo.

Para ser um bom investidor ou até mesmo um bom administrador de finanças, entender o que é inflação e como se preparar e se adaptar aos movimentos dos preços é essencial.

Então comece por aqui! Veja os tópicos que vamos abordar ao longo do conteúdo:

  • O que é inflação?
  • Para que serve a inflação?
  • Como a inflação funciona?
  • Como a inflação afeta nossas vidas
  • Histórico da inflação no Brasil
  • As causas dos altos preços 
  • As consequências da inflação 
  • Qual a relação entre inflação e investimentos?

Então, vamos lá!

O que é inflação?

Homem sentado em uma escrivaninha com papeis descobrindo o que é a inflação e como ela afeta os seus investimentos com a Rico.

A inflação é um conceito que se refere à alta contínua e generalizada do preço de  produtos e serviços no mercado.

Ou seja, o aumento do preço de determinado bem ou serviço consumido em uma economia (como frutas, carnes ou o ingresso de cinema) em um período.

No Brasil, o índice oficial da inflação é o IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo).

O IPCA é o principal  índice utilizado no Brasil e serve, inclusive, como base para algumas aplicações do Tesouro Direto.

Assim, normalmente, quando ouvimos falar da “inflação” de maneira geral estar em determinado patamar (5% ao ano, por exemplo), está se referindo aos preços medidos pelo IPCA.

Outros índices de inflação existentes no Brasil incluem o IGP (Índice Geral de Preços), o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o IPA (Índice de Preços no Atacado), entre outros. Cada um deles mede o comportamento dos preços de determinados bens e serviços, com pesos diferentes em cada.

O IPCA, por exemplo, calcula o comportamento dos preços de uma cesta de bens e serviços tipicamente consumidos por famílias com renda mensal entre 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC faz o mesmo para uma família com renda de até 5 salários mínimos.

Deste modo, o INPC é usado para reajustar o salário mínimo anualmente – por representar melhor o peso do preço de certos produtos em famílias de baixa renda no país. Agora que você entendeu o que é inflação, vamos ver para o que ela serve e como isso afeta o dia a dia de cada um de nós.

Para que serve a inflação?

Índices de inflação, como o IPCA, servem para medir o valor do dinheiro no tempo. Imagine, por exemplo, quanto podia ser comprado com R$ 1,00 há 15 anos atrás.

Um bombom? Um pão de queijo ou uma água de copinho? Agora, pense o que você pode comprar como mesmo R$ 1,00 hoje.

Muito menos! Ou seja, o seu dinheiro perdeu poder de compra.

Isso ocorre devido ao efeito da inflação, que indica que o real (no caso do exemplo) perdeu valor ao longo desses 15 anos.

Assim, o conceito de inflação e os índices existentes para medir o comportamento de preços sobre diferentes bens e serviços são muito importantes para analisar o valor de uma moeda (ou seja, nosso dinheiro) ao longo de meses/anos.

Por média o valor do dinheiro ao longo do tempo, índices de inflação são utilizados como como benchmark para rendimentos em investimentos.

Quando uma aplicação rende menos que a inflação, por exemplo, o investidor estará perdendo o valor do seu dinheiro ao longo do tempo, o que o leva a não ter o mesmo poder de compra de antes.

Como a inflação funciona?

Para entender como funciona a inflação, o primeiro passo é descobrir como ela é calculada.

Como falamos, o cálculo da inflação é feito com base em uma cesta de produtos e serviços incluindo por exemplo habitação, vestuário, despesas pessoais, transporte, comunicação, alimentação, saúde e educação. 

A partir daí, é feita uma análise do comportamento do preço desses produtos em um período (normalmente, um mês), para que se tenha uma média percentual do quanto esses custos aumentaram ou reduziram.

Caso a média seja negativa, isso significa que houve deflação no período. Ou seja, o valor generalizado de bens e serviços diminuiu.

Pode ser que em um mês, por exemplo, os preços relacionados à habitação tenham subido 3% e os do setor elétrico 2%, enquanto os preços do setor de alimentação caíram em média 3,5%, não havendo mudanças em outras categorias.

Neste caso, o valor mensal da inflação será a soma dessas variações, multiplicado pelo peso que cada item (bem ou serviço) tem naquele índice de inflação.

No INPC, por exemplo, o peso dos alimentos consumidos em casa é maior do que é no cálculo do IPCA – uma vez que ele considera famílias com renda proporcionalmente menor.

Para se ter uma ideia da variação dos preços em um ano, é utilizado o conceito da inflação “acumulado em doze meses”.

Esse indicador é o mais visto usualmente quando muitos se referem à inflação, e é feito com base na variação dos preços em um intervalo de doze meses. Ao final do ano (em dezembro) a variação em doze meses será a inflação observada naquele ano.

Isso vai impactar diretamente a vida das pessoas e as decisões econômicas do governo, que precisam ser baseadas nesse índice.

Mas você tem ideia de como os resultados de inflação podem afetar o seu dia a dia?

Como a inflação afeta nossas vidas?

Como vimos, não existe maneira mais simples de explicar como funciona a inflaçãonas nossas vidas se não comparando o preço daquilo que compramos.

Isso porque a inflação faz o seu dinheiro perder o valor no tempo – quanto maior a inflação, maior a perda de valor.

Uma vez que o dinheiro perde valor à medida que os preços aumentam, são feitos reajustes nos preços.

Por exemplo, nos salários. No Brasil, o valor do salário mínimo é reajustado de acordo com a variação do INPC – conforme determinado por lei.

Portanto, a inflação vai servir como base de reajuste para que a renda também seja ajustada e todos tenham condições de acompanhar o aumento generalizado dos preços.

Histórico da inflação no Brasil

Segundo dados do Banco Central, entre os anos de 1999 e 2020 a inflação no Brasil teve um aumento acumulado de 132,28%, o que significa que a cesta de produtos e serviços mais que dobrou o seu valor.

E o que causa esse aumento de preços nos produtos? Muitos fatores são decisivos!

As causas da alta dos preços

Para entender de fato o que é inflação, é primordial saber o que causa a alta dos preços. A seguir vamos explicar as causas desse aumento.


Aumento da demanda ou redução da oferta

O aumento da demanda acontece quando muito mais pessoas passam a demandar (ou seja, desejar adquirir) o mesmo produto ou serviço.

Um exemplo prático recente foi a venda de álcool em gel e produtos hospitalares na pandemia. Diante da demanda muito maior do que a prevista, dado que nenhum fabricante previa tanta procura em tão pouco tempo, o preço de alguns desses produtos subiu substancialmente. 

A redução da oferta de certo bem ou serviço também tem o mesmo efeito sobre os preços. Podemos pegar também como exemplo o período da pandemia da covid-19.

Com a paralisação de diversas fábricas (como as montadoras no Brasil), a oferta de certos produtos caiu exponencialmente. Com a demanda no mesmo patamar (ou seja, pessoas seguiam querendo comprar os produtos), o preço desses produtos passou a subir, como foi o caso de alguns automóveis.

Aumento dos custos de produção

O aumento de custos de produção também impacta os preços finais de bens serviços. Esse aumento pode ser causado por questões como a falta de matéria-prima ou o aumento dos preços dos produtos necessários para sua produção.

Um exemplo prático seria a energia elétrica em períodos de seca no Brasil. Com reservatórios vazios, as hidrelétricas não conseguem operar com toda sua capacidade.

Deste modo, são passadas a ser usadas opções mais caras de fornecimento de energia, como usinas termelétricas.

Assim, o preço da energia sobe. Se o valor da tarifa de energia não fosse regulado (pela Aneel), poderíamos ver uma subida exponencial do preço da energia no país em períodos de seca, o que poderia chegar a inviabilizar o consumo para muitos.

No caso dos preços de energia, é acarretado um efeito em cascata na economia.

Isso porque o maior preço da energia encarece os custos operacionais das indústrias, que também acabam incluindo o maior custo de produção em seus produtos finais (comprados por consumidores).

Emissão de papel moeda

No orçamento público, além de receitas com tributos e dívida pública, o governo também pode emitir moeda para pagar por bens e serviços que presta para a sociedade. Em economia, isso é chamado de “senhoriagem”.

Porém, há um impacto de tal emissão monetária na economia. Isso porque, quanto mais dinheiro em circulação, menor o valor dele. Trata-se de uma questão de oferta e demanda.

Se todos estão procurando a mesma coisa, essa coisa fica mais cara. Então, se tem muito dinheiro na praça, os comerciantes vão aumentar os preços; afinal, por que eles cobrariam menos, se soubessem que todo mundo tem dinheiro de sobra, quer o produto, e pode pagar mais?

Na prática, a grande quantidade de dinheiro disputaria os produtos existentes, e o preço de tudo iria subindo pouco a pouco – ou bastante rápido, se o processo de inflação já estiver a todo vapor.

Ou seja, quando os governos aumentam a emissão monetária, o volume de dinheiro aumenta em relação a oferta de produtos e serviços.

Com maior demanda, há um aumento de preços.

Taxa de juros

E como se faz para controlar essa alta de preços em uma economia? Esse é um dos principais papéis do Banco Central em uma economia, por meio especialmente da taxa básica de juros – a Selic.

De novo, é uma questão de oferta e demanda. A taxa Selic é a taxa básica que determina o valor cobrado em operações de empréstimo entre bancos no sistema financeiro. Assim, é por meio da taxa Selic (e outros instrumentos que auxiliam) que o Banco Central controla a quantidade de dinheiro que circula na economia.

Como vimos, quanto mais dinheiro em circulação, menor o valor dele. Deste modo, o Banco Central elevará a taxa básica de juros quando entender que os preços estão subindo muito e podem prejudicar a economia.

Ou seja, subir a taxa básica para desestimular a atividade econômica, pelo consumo, produção, empréstimos. Com atividade menos aquecida, e com altas taxas que estimulam investimentos financeiros, menos dinheiro em circulação, e menor a inflação. 

De maneira inversa, se a inflação estiver abaixo da meta do Banco Central, a decisão tenderá a ser de reduzir a taxa Selic, para estimular a atividade, desestimular investimentos financeiros, e aumentar a circulação de dinheiro – para subir a inflação.

Aqui, vale lembrar que tanto a inflação muito elevada quanto a deflação podem ser bastante prejudiciais à economia.

As consequências da inflação

Com o aumento da inflação, há consequências. Algumas são facilmente visíveis, como o aumento dos produtos e do custo de vida.

Neste caso, aspessoas economicamente menos favorecidas podem sofrer com a falta de instrumentos financeiros para se proteger contra a inflação.

Felizmente, a democratização dos investimentos promovida por corretoras como a Rico possibilita que mais pessoas tenham acesso tanto a educação financeira quanto a investimentos com baixo valor de aporte.

O aumento excessivo da inflação pode gerar também um cenário de incertezas que prejudicam o crescimento econômico.

O cenário de inflação muito alta pode tirar o estímulo de investimentos, além de criar incertezas sobre os preços relativos, prejudicando o planejamento financeiro de pessoas, empresas e do próprio governo.

Por fim, é importante lembrar que os altos índices de inflação acabam aumentando o custo da dívida pública, pois as taxas de juros da dívida pública precisam compensar o cenário de maior risco.

Quanto maior a percepção de risco fiscal, maior o custo da dívida. Falamos disso em mais detalhes aqui na Riconnect.

Mas a inflação tem impactos nos seus investimentos? Sim! E nós te explicamos como ela afeta diretamente seus investimentos.

Confira essa a relação entre inflação e investimentos abaixo!

Qual a relação entre inflação e investimentos?

Homem sentado em frente a um computador, gravando um podcast explicando sobre o que é inflação e seus impactos nos investimento como aprendeu com o conteúdo da Rico.

Em um cenário de inflação alta, em que a renda do investidor não consegue acompanhar, haverá consequentemente menos aportes em detrimento da manutenção do custo de vida.

Em resumo, se não tem dinheiro, não tem como investir!

Além disso, a inflação tem outros tipos de relação com os investimentos que você vai conhecer abaixo.

Impostos

Investimentos atrelados à inflação podem proteger o seu capital de um aumento inesperado nos preços.

Porém, é preciso que o investidor faça uma análise de cada aplicação para ter uma noção exata se um investimento vai conseguir se sobressair na inflação.

Isso acontece porque, caso haja uma aplicação que rende a inflação no total nominal, ainda é preciso fazer descontos como taxas ou imposto de renda para saber qual será o rendimento real.

Títulos públicos

Alguns títulos públicos são atrelados à inflação, como Tesouro IPCA. Neste caso, eles podem ser boas opções para pessoas que desejam proteger o seu dinheiro contra movimentos de aumento de preços no futuro.

Existem outros títulos públicos que não são atrelados à inflação e, portanto, não garantem proteção contra inflação, como os prefixados.

Portanto, é preciso analisar a questão de risco x retorno principalmente em investimentos de longo prazo.

Taxa de juros

Como vimos, a taxa básica de juros é utilizada para controlar a inflação.

Como ela é utilizada como benchmark para alguns investimentos, é possível que o rendimento de suas aplicações aumente ou diminua conforme as variações da inflação. Portanto, a inflação também impacta seus investimentos por meio do movimento da taxa Selic.

Como investir para se proteger da inflação?

Nossa analista financeira, Paula Zogbi, conta tudo sobre esse assunto no vídeo abaixo:

Conclusão

Mulher com um fundo com luzes vibrantes e quentes, feliz porque aprende o que é inflação e  consequências em seus investimentos com a Rico.

A inflação é um conceito essencial para o planejamento financeiro, tanto de nós, quanto de empresas e do governo. Ela nos indica o valor do dinheiro ao longo do tempo.

Ela também ajuda investidores a entenderem suas aplicações e é usada não apenas como base de diversos investimentos, mas também como índice a qual investimentos são atrelados, garantindo a manutenção do poder de compra em determinado período.

Se você deseja proteger o seu capital, é importante conhecer as opções de investimentos que podem te ajudar a superar a inflação, principalmente no longo prazo, onde há maior incerteza sobre o movimento dos preços.

Para isso, conheça a plataforma da Rico e veja os produtos financeiros diferentes utilizados para que o investidor se sinta seguro de acordo com o seu perfil de risco.

O time de especialistas da Rico está sempre preparado e informando as mudanças no mercado financeiro dos impactos do IPCA nos investimentos. 

Ao abrir sua conta na Rico, disponibilizamos periodicamente relatórios e materiais exclusivos para que você se mantenha atualizado e invista com segurança. 

Então, se você quiser ver o seu dinheiro crescer e  começar a investir hoje, o primeiro passo é abrir a sua conta na Rico e se manter informado no Riconnect

Assim, você não perderá nenhuma novidade do mercado financeiro. 

Comece agora mesmo e acelere a realização dos seus sonhos!

Agradecemos por ler até aqui!