agosto 16, 2021

FIDC: saiba o que é, como funciona e como investir!  

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) é uma aplicação pouco conhecida no mundo dos investimentos.  

Até mesmo quem já entende um pouco mais sobre renda fixa, CDBs, LCI e LCA desconhece a existência dessa alternativa que pode ser um ótimo investimento dependendo do seu perfil e objetivos. 

Se você deseja entender um pouco mais, saber o que é FIDC, como funciona, onde investir, quais são os prazos e muitos outros detalhes, vai gostar desse conteúdo.  

Vale sempre lembrar que conhecimento é a melhor forma de tomar boas decisões de investimento.  

Por isso, você vai aprender tudo que precisa para ter a oportunidade de investir em FIDC. 

Tudo pronto?

Veja o que vamos abordar ao longo do conteúdo:  

  • O que é FIDC?  
  • Como funciona o FIDC? 
  • Composição do Fundo de Investimento 
  • Quem pode investir em FIDC? 
  • Tipos de cotas do FIDC 
  • Rentabilidade do FIDC 
  • Prazo de investimento 
  •  Riscos do FIDC 
  • Tributação em FIDC 
  • Vantagens do FIDC 
  • Desvantagens do FIDC 
  • FIDC ou FII 
  • Vale a pena investir em FIDC? 

Então vamos lá!

 

O que é FIDC? 

Mulher deitada na cama com folhas de papéis aprendendo tudo sobre FIDC com a Rico.

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) são fundos de investimento que têm sua estratégia baseada em aplicações de títulos com crédito de contas a receber de alguma empresa.  

Todas as empresas possuem contas a receber que, por vezes, estão com o prazo de vencimento longo, ou seja, demoram para cair no caixa.  

A partir disso, estes fundos servem como forma de adiantamento dessas contas para que as empresas tenham dinheiro em caixa em menos tempo.  

Portanto, quem investe nesses títulos dá à empresa uma vantagem de aumento de caixa no curto prazo e é remunerado com um rendimento pré-definido. 

Então podemos dizer que o FIDC é um fundo tradicional, que reúne recursos financeiros dos investidores para uma estratégia de investimentos definida pelo gestor.  

lei obriga que um FIDC tenha, no mínimo, 50% do patrimônio líquido aplicado nos direitos creditórios, mas o restante pode ser pulverizado em outros ativos. 

Como funciona o FIDC? 

O investidor que aplica o seu dinheiro em um FIDC, junto com outros investidores, criam uma soma maior de dinheiro que vai comprar títulos de direitos creditórios.  

Na prática, eles estão adiantando os pagamentos que a empresa têm a receber

E, em troca, além do seu dinheiro de volta, esses investidores recebem um lucro pré-determinado por uma taxa de juros.  

Alguns dos exemplos de Direitos Creditórios são as contas de duplicatas, cheques, aluguéis e até mesmo pagamentos parcelados no cartão de crédito.  

Tudo que puder ser adiantado é convertido em títulos e vendido a terceiros.  

Dessa forma, a empresa sai ganhando pelo adiantamento, enquanto o investidor recebe seus rendimentos no futuro. 

fundo de investimento em direitos creditórios existe em duas propostas diferentes que podem afetar a sua liquidez e rendimento. São eles: 

Condomínio aberto: situação em que o investidor poderá resgatar suas cotas a qualquer momento. Ainda assim, serão respeitadas as regras de liquidez estabelecidas no contrato. 

Condomínio fechado: o investidor só poderá resgatar seu investimento no prazo estabelecido pelo fundo no momento da assinatura do contrato. 

E quais são as partes envolvidas em um FIDC? 

Composição do Fundo de Investimento 

Para que um FIDC seja estruturado, é preciso que haja essas cinco partes que estarão envolvidas diretamente no processo.  

É importante ressaltar que aqui não se contam os devedores das contas que formam os títulos.  

São partes do FIDC: 

  • Cedente: empresa titular dos direitos creditórios. 
  • Estruturadores: responsável pelo andamento do processo do fundo. 
  • Custodiantes: custódia do fundo e gerenciamento de recebíveis. 
  • Administrador: responsável direto pelo FIDC. 
  • Cotista: investidores que compõem o fundo. 

Como a estrutura do fundo é muito bem dividida, cada parte executa o seu papel com maior excelência.  

Por isso, muitas vezes o FIDC acaba sendo mais eficiente e menos burocrático que os outros tipos de fundo de investimento. Mas o FIDC é para todo mundo? 

Quem pode investir em FIDC? 

Mulher concentrada, sentada na frente do notebook em uma escrivaninha fazendo anotações sobre FIDC

Nas partes envolvidas, o papel do investidor é ser cotista. Porém, nem todo investidor está autorizado a fazer este tipo de aplicação atualmente.  

O investimento em FIDC está reservado apenas para o que a CVM reconhece como investidor qualificado ou profissional: 

Investidores qualificados: “pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo próprio” 

Investidores profissionais: “pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor profissional mediante termo próprio”. * 

*Existem outras condições que dão ao investidor o direito de se declararem profissionais. Você pode ver todas clicando aqui. 

Investidores com certificação da CVM: “pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possuam certificações aprovadas pela CVM”. 

Clubes de investidores: “desde que tenham a carteira gerida por um ou mais cotistas, que sejam investidores qualificados”. 

Pessoa física ou jurídica: “pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado”. 

Embora seja um fundo simples de ser entendido, o FIDC pode ser um pouco mais complexo na sua composição

Vamos continuar para entender um pouco mais sobre este investimento? 

Tipos de cotas do FIDC 

Cotas sênior: seus rendimentos são prefixados, além de darem ao investidor a preferência no recebimento de juros, resgate ou amortização. Esse tipo de cota oferece menor risco ao investidor. 

Cotas subordinadas: cotas com maior risco de inadimplência, mas com possibilidade de maior rentabilidade. Dividida em dois grupos: preferencial e ordinária. 
 

  • Mezanino (Subordinada Preferencial): são subordinadas em relação às sêniores nos pagamentos de juros e amortizações, mas tem prioridade diante as cotas ordinárias.  
     
  • Subordinada (Subordinada Ordinária): últimas cotas na lista de prioridades. Embora estejam abertas a investidores, geralmente são adquiridas pelas próprias empresas cedentes como forma de aumentar a segurança do fundo em caso de inadimplência. 

Rentabilidade do FIDC 

A rentabilidade do FIDC vai depender muito do tipo de cota que o investidor escolher.  

Como em qualquer aplicação, quanto maior o risco, maiores são as chances de aumentar o lucro obtido pelo investimento. 

Todas as cotas são prefixadas, mas caso o FIDC tenha uma rentabilidade maior do que o esperado, quem recebe mais é o investidor que não teve prioridade nos pagamentos. 

 As cotas seniores recebem primeiro exatamente o que foi acordado. 

E quais são as opções de remuneração? 

Remuneração 
 

  • Porcentagem do CDI: preferível em um cenário de tendência de aumento de juros; 
  • CDI + spread: preferível em cenário de  de juros altos 
  • Índices de preços: protegem o patrimônio do investidor de longo prazo (IPCA, por exemplo) 
  • Taxa prefixada: preferível em cenário de final de fluxo de alta de juros (ou seja, antes de um movimento de queda nos juros) 

Para analisar um bom investimento, até mesmo no caso do FIDC, você já viu até agora que há riscos e oportunidades 

Ainda assim, é preciso considerar outro fator fundamental nessa equação: o prazo para liquidez

Prazo de investimento do FIDC 

Imagina que você entra em um FIDC com uma taxa pré-fixada de 9% ao ano e o seu país sofre com uma inflação de 12%.  

Na prática, isso significa que o seu dinheiro perde valor, então você pode até ter mais dinheiro, mas compra menos com ele. 

Por quanto tempo você acha que aguentaria essa situação? E se fosse um fundo fechado e não tivesse como retirar o seu dinheiro? É aí que mora a importância de conhecer os prazos do FIDC. 

Determinado: prazo de vencimento do fundo definido na sua criação onde é estabelecida uma data em que todas as cotas são resgatadas automaticamente. 

Indeterminado: não há um prazo de encerramento da aplicação e amortizações são feitas no valor de cada uma delas. 

Riscos do FIDC 

O investidor precisa ter em mente que todo investimento tem um risco, até mesmo os de renda fixa

É claro que eles podem ser bem mais baixos do que a renda variável, mas não deixam de existir. Veja alguns deles: 
 

  1. Liquidez: Por ser um fundo restrito, pode não haver possibilidade de liquidez imediata por falta de demanda. 
  1. Crédito: Risco de inadimplência que pode comprometer a rentabilidade da aplicação. 
  1. Mercado: Alterações do mercado financeiro que podem ter relevância para os resultados do fundo. (Ex.: aumento da inflação). 

Para se proteger melhor dos riscos é preciso estudar as características de cada fundo, de acordo com os detalhes que já pontuamos, e escolher aquele que está em melhor sincronia com seus objetivos. 

Tributação em FIDC 

Por ser um investimento de renda fixa, a tributação do FIDC vai seguir as mesmas regras dos outros investimentos da mesma categoria.  

O imposto de renda será retido de acordo com a tabela abaixo e o IOF será regressivo para resgates feitos abaixo de 30 dias. 

         PERÍODO             IR 

        Até 180 dias          22,5% 

De 181 e 360 dias          20% 

De 361 e 720 dias          17,5% 

  Mais de 720 dias          15% 

 
Vantagens do FIDC 
 

  • Possibilidade de diversificação da carteira 
  • Rentabilidade boa dentro da renda fixa 
  • Baixo risco de investimento 
  • Opções para perfis de investidor diferentes 

Desvantagens do FIDC 
 

  • Investimento inicial alto 
  • Restrito a investidores qualificados 
  • Não tem proteção do FGC (Fundo garantidor de crédito) 
  • Baixa liquidez  

FIDC ou FII?

Duas pessoas sentadas em frente ao computador descobrindo como escolher entre FIDC ou FII.

Pode ser que o investidor tenha essa dúvida na hora de fazer seus investimentos. Apesar de ambos serem fundos, as aplicações de FIDC e Fundos imobiliários (FII) são bem diferentes. 

Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre FIDC, veja sobre a modalidade

O que é FII 

FIIs são fundos de investimento imobiliários em que o investidor, ao comprar uma cota, passa a ser dono de uma pequena fração do empreendimento.  

A partir daí, ele recebe aluguéis de possíveis inquilinos, além de ganhar com a possível valorização do empreendimento. 

Qual escolher, FII ou FIDC? 

Um FII é uma boa opção de investimento para quem deseja investir em imóveis e possui características diferentes de um FIDC.  

Enquanto um é considerado renda fixa, o outro é variável.  

Por isso, para tomar sua decisão é preciso conhecer um pouco mais sobre cada investimento, suas particularidades e relacionar os detalhes com seus objetivos.  

Alguns dos detalhes diferentes nesses dois investimentos são: 
 

  • Liquidez 
  • Valor mínimo 
  • Acessibilidade para investidores menores 
  • Risco 

Vale a pena investir em FIDC? 

Após analisar todos os detalhes do FIDC, podemos dizer que este é sim um investimento que pode valer a pena.  

No entanto, para que uma aplicação seja um bom investimento, é preciso que o investidor leve em conta quais são seus objetivos e expectativas para fazer melhores escolhas para a sua carteira

Então, depois de conhecer detalhes importantes dessa aplicação, a pergunta que fica é: o fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) vale a pena para você? 

Se vale, nós te dizemos como você pode investir! 

Como investir em FIDC? 

Para investir em FIDC você precisa seguir alguns passos simples: 
 

  1. Tenha uma conta em uma corretora com opções de FIDC
  1. Descubra o seu perfil de investidor
  1. Escolha o FIDC com base no que você aprendeu; 
  1. Tenha o valor mínimo necessário para fazer a aplicação; 
  1. Certifique-se de que você se enquadra nos requisitos para investir (como ser considerado qualificado pela CVM).

Viu como é fácil? 

Conclusão 

Cachorro de porte pequeno, de óculos de sol, com a língua pra fora feliz porque entendeu tudo FIDC com a Rico.

O FIDC é um investimento em fundo de renda fixa que pode ser muito bom para certas situações, trazendo uma rentabilidade maior do que outras aplicações da mesma categoria.  

Apesar de ser um pouco restrito e ter a desvantagem da liquidez, esse investimento pode se tornar mais popular quando existir abertura para todos investidores. 

 
Gostou de aprender um pouco mais sobre como funciona o FIDC?   

Nós sempre trazemos novos conteúdos para que você seja um investidor cada vez mais cheio de conhecimento para tomar boas decisões. 

E o time de especialistas da Rico está sempre preparado e informando as mudanças no mercado financeiro e seus impactos no setor de investimentos.

Ao abrir sua conta na Rico, disponibilizamos periodicamente relatórios e materiais exclusivos para que você se mantenha atualizado e invista com segurança.  

Então, se você quiser ver o seu dinheiro crescer e  começar a investir hoje, o primeiro passo é abrir a sua conta na Rico.  

Comece agora mesmo e acelere a realização dos seus sonhos! 

Agradecemos a leitura!