Insight Rico: Só tem Black Fraude se você deixar
A Black Friday pode ser a primeira data do varejo em 2020 a apresentar crescimento em relação ao ano passado, segundo a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com faturamento 6% maior, em R$ 3,74 bilhões. Muito bom para as varejistas, mas será que você precisa mesmo participar desse indicador?

Datas marcadas por grandes descontos são pratos cheios para gastos impulsivos e desnecessários. Nossa mente nos engana quando vê “oportunidades” aparentemente “imperdíveis” – são os chamados gatilhos mentais. E devemos fazer o possível para fugir deles.
Esses mesmos truques da mente são responsáveis por várias más escolhas quando falamos de investimentos. Conhece alguém que comprou uma ação no preço máximo só porque todo mundo estava falando naquela empresa – ou você já foi essa pessoa? Resgatou o dinheiro dos fundos de crédito privado bem no pior momento da queda esse ano? Postergou seus investimentos por anos a fio porque sua cabeça preferia a sensação de gastar com algo que trouxesse satisfação instantânea? Pois é.
Alguns dos maiores erros de investidores, de iniciantes a experientes, têm a ver com afobação. Investir em fundos sem conhecer as taxas de administração e performance (ou pior, sem conhecer a estratégia); alocar patrimônio importante para o curto prazo em produtos arriscados; não reinvestir dividendos (aproveite os juros compostos!); aplicar antes de pensar em uma metodologia ou alocação eficiente… Tudo isso pode ser resolvido com menos afobação e um pouco mais de conhecimento. E é isso que eu vim trazer para você nesse insight-convite.
De hoje até o dia 29, acontece a semana nacional da educação financeira, uma agenda simplesmente lotada de iniciativas e conteúdos voltados a ajudar a população a consumir e investir melhor. Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc., nossa amada Betina Roxo, estrategista-chefe da Rico (e do planeta Terra, a partir do nosso ponto de vista) e Izabella Mattar, head da XPeed School; Edu Lyra, da Gerando Falcões, são só alguns dos nomes que vão espalhar conhecimento dentro dessa iniciativa. Se inscreva clicando aqui.
E se o seu negócio é Bolsa, meu amigo, minha amiga, também tem conteúdo de primeira para você. Nos próximos dias acontece o evento anual de premiação das melhores empresas da Bolsa, organizado pelo InfoMoney e pelo Stock Pickers nos dias 24, 25 e 26.
On-line e de graça, você vai conseguir assistir a palestras de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, Luis Stuhlberger, sócio e gestor da Verde, Kate Moore, gestora da equipe de alocação global da Black Rock, os CEOs das empresas premiadas, como Equatorial e Raia Drogasil… Ah, a Betina vai estar nesse também, porque ela consegue se dividir em cinco – dessa vez com a Thelminha! A programação está abaixo, na agenda da semana.
Quer ainda mais conhecimento e achou que eu tinha acabado? Errou! Ao longo dessa semana, a Rico está com condições especiais para quem quer fazer cursos sobre investimentos ou assinar alguma das nossas seleções de ações pagas. Alguns conteúdos saem totalmente de graça para quem investir – afinal, tudo o que você economizar nessa Black Friday ao não comprar por impulso pode ser investido para o seu futuro.
Esses conteúdos podem ser o direcionamento que você precisa para finalmente ter uma visão clara sobre os seus investimentos. Recomendo que você acompanhe as redes sociais da Rico ao longo da semana, reflita sobre o que é necessário para melhorar sua relação com os investimentos e compre só o que faz mais sentido para você neste momento, sem tomar nenhuma decisão por impulso.
Resumo do dia: Rali das vacinas – até a segunda curva
(por Lucas Collazo)
O rali das vacinas continua nesse início de semana: mercados amanhecem em alta com dados positivos da solução desenvolvida por Oxford e a farmacêutica Astrazeneca. Nos EUA, índices futuros tem alta entre 0,4% e 0,7%, enquanto na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,7%.
A solução britânica apresentou uma prevenção de 70%, na média. Essa efetividade pode chegar até 90% caso seja aplicada uma dose fracionada e uma completa, em vez de duas doses.
Usando os imunizantes já enviados para avaliação à FDA pela Pfizer e BioNTech, os EUA esperam iniciar um processo emergencial de vacinação em 3 semanas.
Na frente eleitoral, mesmo que ainda sem um “ponto final” na definição do pleito, Joe Biden segue nomeando seu gabinete. Após as derrotas legais recentes de Donald Trump, as chances parecem ficar cada vez menores de uma alteração do resultado que indica Biden como novo presidente. Uma “chance” para Trump seria o convencimento dos delegados de estados controlados por republicanos que não respeitassem o voto popular, o que é improvável.
Enquanto isso, os investidores seguem crescendo seus olhos aos países emergentes, o que tem enfraquecido o dólar no mundo – veja abaixo o dólar DXY, que representa o dólar norte-americano contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, principalmente o Euro, opera próximo ao menor patamar desde o primeiro semestre de 2018.

Eu tenho dito que cada dia que passa é um dia a menos para a vacina para o novo coronavírus. Porém, a vacina não é uma “bala de prata”. Teremos um processo de vacinação em massa que é complexo. Aqui no Brasil, historicamente, sempre tivemos muita eficiência na distribuição desse tipo de solução, mas não exclui o fato de que as vezes temos que levar doses literalmente rio acima.
Dito isso, a discussão agora fica entre esse processo e uma possível segunda onda de casos, o que poderia causar novas medidas de restrição, trazendo impactos econômicos não esperados à economia, assim como vem acontecendo na Europa.
| Agenda da Semana |
| Segunda-feira, 23 11h45: EUA – PMI industrial (exp: 53; ant: 53,4) 11h45: EUA – PMI do setor de serviços (exp: 55; ant: 56,9) Semana de Educação Financeira XPeed 19h-19h35: Pesquisa Exclusiva sobre Educação e Comportamento Financeiro do Brasileiro (Renato Meirelles) 19h35-20h30: Educação Financeira: Por que é importante? (Kondzilla, Edu Lyra, Guilherme Benchimol, Murilo Duarte) |
| Terça-feira, 24 4h00: Alemanha – PIB trimestral (exp: 8,2%; ant: 8,2%) 9h00: Brasil – IPCA-15 mensal (exp: 0,72%; ant: 0,94%) 9h00: Brasil – PICA-15 anual (exp: 4,11%; ant: 3,52%) Melhores da Bolsa InfoMoney 18h-18h40: Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central 18h40-19h10: O que está por trás do sucesso da melhor empresa da Bolsa (Augusto Miranda, CEO da Equatorial) 19h10-19h40: Log: a revelação da Bolsa em 2020 (Sergio Fischer, CEO da Log CP) 19h40-20h30: ESG: marketing x ação (Florian Bartunek, sócio-fundador da Constellation; Márcio Correia, sócio e gestor de ações da JGP; Marta Pinheiro, diretora de ESG da XP) Semana de Educação Financeira XPeed 19h-19h45: Ansiedade e Fobia Financeira (Thiago Godoy, Camila Magalhães, Tatiana Filomensky, Andreia Fernanda) 19h45-20h30: O que a educação financeira e o esporte possuem em comum? (Rubinho Barrichelo e Kaká) |
| Quarta-feira, 25 10h30: EUA – PIB trimestral (exp: 33,2%; ant: 33,1%) 10h30: EUA – Pedidos iniciais por seguro-desemprego (exp: 730 mil; ant: 742 mil) 18h: Melhores da Bolsa InfoMoney 18h-19h: Mercados após a crise: a visão da Verde (Luis Stuhlberger, sócio e gestor da Verde; Luiz Parreiras, sócio e gestor da Verde) 19h-20h30: Empresas premiadas: as perspectivas para a indústria brasileira 19h: Antonio Joaquim de Oliveira, CEO da Duratex 19h30: Flávio Vargas, diretor financeiro da Camil 20h: Décio Oddone, CEO da Enauta 20h30-21h20: Do Zero ao Topo: a tecnologia no mercado brasileiro (Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs; Marco Stefanini, fundador e CEO da Stefanini; Fernando Cirne, CEO da Locaweb) Semana de Educação Financeira XPeed 19h-19h45: Educação financeira nas escolas (José Vasco, Priscila Cruz, Izabella Mattar, Bia Santos) 19h45-20h30: Bolsa de valores para iniciantes (Bea Aguillar, Roberto Indech) 19h45-20h30: Desmistificando os investimentos (Betina Roxo, Thelminha, Favelado Investidor)20h30: Primo Rico (Thiago Nigro) |
| Quinta-feira, 26 Dia todo: EUA – Feriado do dia de ação de graças9h00: México – PIB trimestral (exp: 12%; ant: 12%) 9h30: Europa – Declaração de política monetária do BCE 16h00: Brasil – Índice de evolução de emprego do CAGED (exp: 233,5 mil; ant: 313,56 mil) 18h: Melhores da Bolsa InfoMoney 18h-18h30: Expectativas para o mercado mundial de ações (Kate Moore, gestora da equipe de alocação global da BlackRock) 18h30-19h10: Cenário global e ações mais promissoras (John Boselli, diretor e gestor sênior de ações da Wellington; Nanette Abuhoff Jacobson, estrategista global da Wellington) 19h10-20h10: Empresas premiadas: o consumo pós-pandemia 19h10: Marcílio Pousada, CEO Raia Drogasil 19h40: Rodrigo Osmo, CEO da Tenda 20h10-20h50: A nova onda de pessoas físicas na Bolsa (Betina Roxo, estrategista-chefe da Rico; Henrique Bredda, sócio da Alaska; Murilo Duarte, criador do canal Favelado Investidor)20h50: Show de Rock do Stock PickersYellow Suspects (banda autora da música do Stock Pickers) e banda formada por profissionais do mercado Semana de Educação Financeira XPeed 18h15-19h: Agentes autônomos são educadores financeiros? (Graziela Suman Conte, André Pantoja Albo, Patrícia Pereira Cezar, Gustavo Pitta) 19h-19h45 Conheça as carreiras do futuro (Raquel Girotto, Bruno Madruga, Fernando Ferreira, Bianca Juliano) 18h15-19h: Gain Cast: De um jeito que você nunca viu (André Moraes, Fernando Góes e Roberto Indech) 20h30: Qual é o futuro do dinheiro (Tiago Mattos, Ana Laura, Karel Luketic) |
| Sexta-feira, 27 Até as 13h00: EUA – Feriado do dia de ação de graças 8h00: Brasil – IGP-M mensal (exp: 3,19%; ant: 3,23%) Semana de Educação Financeira XPeed 18h15-19h: A revolução da educação à distância (EAD) (Daniel Pereira, Luciano Meira, Newton M. Campos, Larissa Santana) 18h15-19h: O Universo do Stock Pickers (Thiago Salomão e Renato Santiago) 19h45-20h30: Mulher e independência financeira (Annamaria Lusardi) 20h30: A XP pela educação financeira |
Parece que foi ontem que eu escrevi sobre a temporada de resultados do segundo trimestre (no dia do meu aniversário). De repente, já estamos na temporada do terceiro trimestre, que pelo menos deve ser melhor do que o período mais desafiador de 2020 – abril a junho, quando tivemos a queda histórica do PIB de -9,7%.
Economicamente falando, os indicadores referentes ao terceiro trimestre desse ano têm apontado para uma retomada significativa. Os índices de confiança e indicadores de atividade (vendas no varejo e produção industrial), além do mercado de trabalho formal ficaram acima das expectativas nos últimos meses, sustentados principalmente pelos estímulos implementados durante a pandemia (como o auxílio emergencial).
Com isso, a sinalização é de que o Brasil deve fechar o ano de 2020 com um PIB menos negativo do que o previsto inicialmente (prevemos queda de 4,6%). Porém, vale destacar os importantes riscos que não podem ser desconsiderados, como a trajetória fiscal brasileira, que traremos em mais detalhes no Rico Matinal de amanhã com uma convidada suuuuper especial.
O nosso cenário base não prevê uma deterioração além do esperado das contas públicas. Ou seja, consideramos que o teto de gastos será mantido, sem nenhum “furo”, ou “goteira”, pelo menos até o ano que vem! Com isso, estimamos uma expansão do PIB em 7,8% trimestre conta trimestre no terceiro trimestre desse ano e de 3,4% em 2021.

Voltando para as empresas da bolsa (clique aqui para baixar o calendário de divulgações dos resultados)…
Para o período de julho a setembro, o mercado espera uma melhora em relação ao 2º trimestre, mas ainda assim com resultados mais fracos em relação a 2019.
A expectativa é de queda de -15% no lucro operacional (EBITDA) para as empresas do índice Ibovespa no 3º tri 2020 em relação ao mesmo período de 2019, e uma queda de -60% no Lucro Líquido.
Lembrando que, no 2º trimestre de 2020, o mais impactado pela pandemia, o mercado esperava uma queda de -73% no Lucro Operacional (EBITDA), e os resultados vieram melhores que o esperado, com uma queda de “apenas” -26,5%.
Bom, que o ano de 2020 está longe de ser um ano normal, já sabemos. Por isso, os investidores devem estar mais atentos à comparação dos resultados vs. as expectativas do consenso de mercado do que à comparação dos números com o mesmo período do ano passado.
Além disso, muito importante observarmos os níveis de endividamento e liquidez das empresas, assim como as expectativas e estratégias de cada uma delas para os meses à frente, a fim de termos mais visibilidade sobre a velocidade de recuperação.
Destaques positivos
Na ponta positiva, a expectativa é de resultados fortes para os setores de mineração, com destaque para à alta do preço de minério de ferro (+30% trimestre contra trimestre) e a retomada gradual da demanda de aço, bem como para os frigoríficos, principalmente os expostos às carnes bovina e suína.
Os bancos também devem reportar bons resultados, com lucros ainda inferiores ao mesmo período do ano passado, mas apresentando aumento sequencial (trimestre contra trimestre).
No caso do setor de petróleo (vulgo Petrobras), os resultados devem ser significativamente melhores em relação ao trimestre passado, refletindo o aumento da produção de petróleo (+6,6% vs. 2º trimestre) e os preços 30% mais altos de petróleo Brent (US$43,3/barril no 3º trimestre vs. US$33,3/barril no 2º trimestre).
No varejo, o trimestre deve ser marcado pela transição para a normalização de resultados, com gradual recuperação de vendas do varejo físico dada a reabertura das lojas ao longo do 3º trimestre, ao mesmo tempo em que as empresas de e-commerce devem continuar apresentando resultados fortes, apesar de ter alguma acomodação no crescimento frente à retomada do varejo físico.
No setor de construção civil, os resultados devem ser sólidos para as incorporadoras como um todo, com destaque para o segmento de baixa renda, cuja recuperação vem acontecendo em ritmo mais rápido que o de alta.
Por fim, os resultados do setor elétrico e de distribuição de combustíveis devem refletir, ainda que de maneira mais branda, os impactos da crise da COVID-19, enquanto os das empresas de saneamento devem ser um pouco mais fracos.
A rotina da área de análise aqui da Rico parece a de um time de alta performance: dias intensos, treinamentos frequentes, sempre aprimorando técnicas e buscando novas oportunidades. Tudo isso para formar os atletas de ponta que todo dia acordam para jogar na quadra da Rico e te ajudar a tomar as melhores decisões de investimentos.
Você já conhece o primeiro golaço desse time, a seleção de Estrelas da Bolsa, que reúne os principais jogadores do país, as ações preferidas de gestores e analistas do mercado.
Hoje, estreiam mais duas seleções na quadra da Rico que vão te ajudar a trazer os melhores reforços pro seu time.
⭐Estrelas Ascendentes, nossa seleção mensal de Small Caps⭐
Em todos os esportes, temos a seleção de base com os jovens mais promissores da modalidade, que prometem ser grandes estrelas no futuro e brilhar nas grandes ligas. Usamos esse mesmo pensamento nesse relatório, que reúne as melhores Small Caps da bolsa para que você possa escolher em quais quer investir.
Montamos nossa metodologia para essa seleção com critérios qualitativos selecionados a dedo pelo time de análise e agregamos a isso uma abordagem quantitativa, o que possibilita analisar todas as Small Caps da B3 em busca os nomes mais promissores – algo que seria praticamente impossível sem essa ferramenta.
A estratégia final dessa seleção nos deu um resultado médio de retornos duas vezes maiores que o Índice Small Cap da B3, o SMLL, nos últimos dois anos.
⭐Estrelas Globais, nossa seleção mensal de BDRs⭐
Todo técnico quer montar o melhor time possível para ganhar campeonatos. Depois de definir seu esquema tático, seja ele mais ofensivo ou defensivo, o treinador vai atrás dos melhores jogadores para todas as posições. Dá para usar essa mesma visão quando você monta sua carteira de ações, e com essa seleção dos melhores BDRs trazer aquele reforço internacional para o seu time ficou mais fácil.
Nossa estratégia para essa seleção foi construída a partir de informações tanto dos BDRs na bolsa brasileira quanto das ações correspondentes nos EUA, enriquecendo a análise das empresas trazendo também a visão do mercado americano. Agregamos a isso uma abordagem quantitativa, que nos permite analisar todos os BDRs negociadas B3.
A estratégia final dessa seleção nos deu um resultado médio de retornos 14% mais alto que o Índice de BDRs Não Patrocinados da B3, o BDRX.
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Trazemos todo mês as listas das melhores Small Caps e BDRs, junto a indicadores das empresas que vão te ajudar a escolher seus nomes preferidos para reforçar seu time de ações.
Esse mês, entre os nomes de Small Caps estão Celulose Irani e Minerva. Do lado das BDRs, a seleção conta com Alphabet (aka Google) e Nvidia.
E como eu faço pra descobrir todos os nomes dessas novas seleções?, você deve estar se perguntando.
É só se tornar assinante! E olha só, lançamos essas super novidades pertinho da Black Friday, o que quer dizer que você tem 50% de desconto nos links aí embaixo. Além disso, o primeiro mês é grátis 😉
Resumo do dia: #Sextou
(por Betina Roxo)
#Sextou com mercados mistos nesta manhã. EuroStoxx sobe 0,46%, futuro do S&P recua levemente e futuro do Nasdaq 100 opera próximo à estabilidade.
Nos EUA, o estado da Georgia anunciou que o resultado da recontagem dos votos confirmou a vitória do democrata Joe Biden.
Na Europa, o membro do conselho do Banco Central Europeu Pablo Hernandez de Cos disse que o banco deve aumentar os recursos em resposta à segunda onda de casos de covid-19 no bloco. A presidente Christine Lagarde também afirmou que o banco deve anunciar um poderoso pacote de estímulo monetário em dezembro.
Na economia brasileira, Paulo Guedes admitiu ontem que, diante da inexistência de uma alternativa sustentável para financiar o novo programa de transferência de renda, o governo pode acabar retomando apenas ao Bolsa Família. O ministro também disse que, depois das eleições municipais, voltará a defender um novo imposto sobre transações. E o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pediu ao governo a extensão do auxílio emergencial no Amapá, em resposta à crise de energia. Também é avaliada a liberação de novos saques do FGTS no estado.
| Agenda da Semana |
| Sexta-feira, 20 07h00: Europa – Confiança do consumidor (exp: -18; ant: -15,5%) |
Insight Rico: As Top Ações para a chegada de uma vacina
Como a Paula Zogbuy disse ontem, tudo o que a população mundial mais quer neste ano tão atípico é poder entrar em uma fila de postinho para tomar uma vacina eficaz contra a Covid-19.
E como ela também bem disse, essa vontade se reflete nas bolsas. Mas em quais ações da bolsa exatamente? Ou melhor, como se posicionar de fato para a tão esperada chegada de uma vacina?
Neste insight, te direi. Vem comigo.

Apesar de potencialmente demorar um pouco para que a vacina chegue para todos (e de novo, citando a Paula, veja aqui como está a “corrida das vacinas”), parece seguro afirmar que o mundo está cada vez mais próximo de uma solução.
E por isso, mesmo que o caminho ainda seja tortuoso, faz sentido já pensarmos nas ações favoritas para capturar esse movimento positivo.
Basicamente, sabemos que as empresas mais expostas ao setor de serviços foram as que mais sofreram com a pandemia, principalmente devido às medidas restritivas – e, portanto, suas ações ficaram pra trás, podendo se beneficiar agora. Veja, a seguir, alguns setores e empresas que se destacam!

Shoppings
O setor que está mais “para trás” se beneficiaria fortemente com um cenário de vacina aprovada. Tanto para ações quanto para Fundos Imobiliários, as vendas e cobrança de aluguel estão gradualmente se recuperando com a abertura dos shopping centers, cuja grande parte já está operando em horário normal de funcionamento. Portanto, os shoppings devem continuar apresentando resultados melhores mês a mês e aqueles com portfólio de melhor qualidade (Iguatemi e Multiplan) tendem a ser mais resilientes perante a crise. Os shoppings classe B e C estão apresentando bons números de vendas, mas o efeito positivo pode ter sido distorcido com os auxílios emergenciais. Assim, quando os benefícios diminuírem, o impacto pode ser negativo para a performance dos shoppings de pior qualidade e localização, como os da BrMalls.
Setor financeiro
Como falamos no Rico Matinal da semana passada, olhando para frente, apesar da maior competição no setor bancário e dos impactos macroeconômicos, como potencial aumento da inadimplência devido à pandemia, as ações dos bancos estão significativamente descontadas. Na visão de Marcel Campos, analista de bancos da XP, os preços das ações pioraram mais que os fundamentos das empresas. A potencial valorização, combinada aos dividendos atrativos pode trazer uma oportunidade aos investidores, ainda mais se pensarmos no cenário de vacina. Dentre seus nomes preferidos, estão Banco do Brasil e Bradesco, que, aliás, também fazem parte da nossa seleção de “queridinhas” da Bolsa de novembro, recém-atualizada. Quer saber quais são as ações preferidas dos gestores e analistas do mercado? Só clicar aqui.
Mobilidade
O setor de mobilidade (aéreas, concessões) foi muito afetado pela pandemia, portanto, tudo o que está relacionado a transporte deve ser impulsionado por uma vacina, como Azul, Gol, CCR e Ecorodovias. No setor de infraestrutura, como CCR e Ecorodovias, potenciais projetos adiante também seriam positivos, com um leilão de aeroportos previsto para abril do ano que vem, rodadas de concessões de ferrovias e portos e novas rodovias e aditivos, mencionados pelas próprias empresas. Além disso, empresas expostas a esse setor como a Gerdau se beneficiariam com sua produção de aços longos, que são os mais usados em obras de infraestrutura. De fato, o setor de siderurgia pode se beneficiar da recuperação econômica global quando uma vacina estiver disponível, seguindo o maior dinamismo da atividade no mundo todo. E por falar em Gerdau, ela é uma das *novas* integrantes da seleção Estrelas da Bolsa de novembro!
Petróleo e combustíveis
Para petróleo, a atenção do mercado está voltada para a recuperação da demanda e para os níveis de estoques globais. A contração da demanda deve-se principalmente as medidas de isolamento social que afetaram o consumo de combustíveis e a desaceleração econômica. Portanto, olhando para frente, o afrouxamento das medidas de isolamento alinhado a melhora nas atividades de transporte deve continuar a refletir uma recuperação na demanda global, enquanto uma potencial vacina seria ainda mais positiva. Obs: Petrobras também faz parte da Estrelas da Bolsa 😉 Por fim, o aumento da mobilidade, como dito acima, levaria ao maior consumo de combustíveis, o que pode beneficiar a Ultrapar.
Varejo vestuário
As empresas mais expostas às lojas físicas acabaram sendo muito impactadas durante os fechamentos, mas já no curto prazo, observamos a valorização de suas ações. Inclusive, nas últimas semanas, houve uma “underperformance” nas ações de e-commerce como um todo (maior queda em relação às varejistas de loja física) – movimento que mostra a rotação para ações que foram mais prejudicadas pela pandemia por conta de notícias positivas relacionadas à vacina de Covid-19. A C&A, por exemplo, sofreu muito durante a pandemia devido à sua exposição de lojas em shoppings. Porém, conseguiu fortalecer suas vendas online e hoje as margens já estão menos comprimidas do que as da Lojas Renner. Por outro lado, a Renner, por ser mais premium e ter um histórico de muita qualidade, está bem posicionada para ganhar com a volta da economia, e principalmente uma vacina.
Incorporadoras e construtoras
As incorporadoras de baixa renda (Minha Casa, Minha Vida) praticamente não foram impactadas durante a pandemia. Elas ganharam participação de mercado e apresentaram performance operacionais recordes como vendas e lançamentos. Já as incorporadoras de média-alta renda (como EZTec) foram mais prejudicadas durante a crise, dado o fechamento dos estandes de vendas, restrição à obra/decorado e queda na confiança do consumidor. Com a reabertura dos estandes e da visitação, as vendas estão voltando gradativamente. O cenário deste segmento é positivo para os próximos anos dado os juros imobiliários baixos, novos produtos de financiamento imobiliários (contratos de financiamento atrelado ao IPCA e poupança) e grande apetite dos bancos em concederem crédito imobiliário. Ainda, para os “investidores” em apartamentos, o rendimento do aluguel tende a ser comparativamente mais atrativo, dado o CDI baixo.
Resumo do dia: Rali da vacina em pausa
(por Paula Zogbi)
Bolsas mundiais amanhecem praticamente estáveis nesta quarta-feira, sinalizando uma pausa no rali das vacinas após correção ontem. Futuros dos EUA sobem cerca de 0,3%. Euro Stoxx tem alta de 0,25%.
Os anúncios de eficácia das vacinas da Pfizer e da Moderna Inc., trouxeram alívio, mas investidores ainda estão de olho na força da segunda onda da doença. Nos EUA, milhões de pessoas perderam acesso ao seguro-desemprego enquanto o número de casos nos últimos sete dias superou 150 mil pela primeira vez na segunda. Os futuros são afetados também pelo anúncio de resultados de vendas no varejo mais baixos do que o esperado em outubro no país.
No Brasil, o Ibovespa atingiu ontem o maior patamar desde fevereiro, aos 107.248 pontos, se descolando do exterior puxado por Petrobras e Vale, principalmente. Desde a semana passada, o fluxo estrangeiro na bolsa, principalmente ligado a commodities, vem aumentando a força compradora – o saldo do mês em novembro no mercado secundário é positivo em cerca de R$ 18 bilhões. No acumulado do ano, as saídas estão em torno de R$ 67 bi.
Além disso, terminou ontem a temporada de resultados do terceiro trimestre, superando as expectativas. Das empresas que reportaram, 65% dos números vieram acima do consenso – o que mostra que o mercado havia se preparado para balanços mais fracos.
| Agenda da Semana |
| Quarta-feira, 18 09h00: Brasil – 2a prévia inflação IGP-M (ant: 2,9%) |
| Quinta-feira, 19 07h00: Europa – Produção de construção (ant: 2,6%) 10h30: EUA – Novos pedidos de seguro-desemprego 12h00: EUA – Índice antecedente (exp: 0,7%; ant: 0,7%) 22h30: China – Taxa básica de juros de crédito 5 anos (exp: 4,7%; ant: 4,7%) |
| Sexta-feira, 20 07h00: Europa – Confiança do consumidor (exp: -18; ant: -15,5%) |
Insight Rico: O mundo só quer pegar fila no postinho de vacinação
Imagine que você tem 4 anos de idade, está chorando enquanto um enfermeiro limpa o seu bracinho para receber a SCR, a famosa tríplice viral, e a sua versão mais velha aparece diretamente do futuro. Ela diz: “não chore, em 2020 tudo o que você mais vai desejar na vida é poder estar em uma situação exatamente como essa”.
Provavelmente o seu eu criança não pararia de chorar e ninguém no recinto acreditaria no que acabou de escutar, mas seria a mais pura verdade. Tudo o que a população mundial mais quer neste ano tão atípico é poder entrar em uma fila de postinho para tomar uma vacina eficaz contra a covid-19.
Essa vontade se reflete nas bolsas. Na semana que passou, ficou nítido o movimento de euforia trazido pela notícia da eficácia de 90% da vacina que está sendo desenvolvida pela Pfizer e pela BioNtech.
A manchete positiva fez com que bolsas saltassem e observássemos uma reversão imediata de tendência de investimentos deixando a aposta em “growth”, ou seja, investimentos com foco em crescimento exponencial, e retornando ao “value” (ou tradicionais, como bancos, commodities) – empresas bem posicionadas que, na visão dos investidores, estão descontadas em relação ao seu valor de mercado justo. Vejá só o ganho relativo entre ações “value” versus “growth” após a notícia – o movimento mais forte das últimas décadas.

Passadas as eleições americanas e de olho nas novas medidas de lockdown em países atingidos pela segunda onda da pandemia, o grande trigger dos mercados a partir de agora será justamente o avanço – ou retrocesso, dependendo do caso – das pesquisas para a viabilização de um imunizante ou um tratamento eficiente contra a doença causada pelo novo coronavírus. Mas o que já sabemos sobre isso?
No mundo, 47 vacinas estão em fase de testes, sendo 10 na fase 3, a última antes de uma eventual aprovação governamental. Até agora, embora não seja mais o único, o imunizante mais adiantado é o da Pfizer + BioNtech.
Para além da manchete, o que a farmacêutica divulgou na segunda-feira passada foi o resultado de um teste, ainda não publicado em revistas científicas, com 94 pessoas com um resultado de eficácia de 90%, bem acima dos 50% exigidos pela FDA (agência de alimentos e medicamentos dos EUA) para uma vacina contra o coronavírus. A empresa disse que continuará os testes até haver 164 casos da doença entre os participantes.
Além da eficácia, a Pfizer informou não ter observado eventos adversos sérios com o uso do imunizante, mas não forneceu mais informações a respeito. Também não há detalhes sobre a eficiência do produto especificamente em grupos de risco – informações sobre o perfil dos participantes dos testes só serão reveladas mais para frente. Por fim, precisamos entender se a vacina é eficiente quando administrada em pacientes infectados, mas assintomáticos, e se pode evitar a reinfecção de quem já possua anticorpos.
Tá, e quando chega a vacina?
Espera-se mais informações sobre os pontos acima em dezembro, quando, segundo o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, a vacina já deve estar em vias de ser distribuída na Europa e nos Estados Unidos para um grupo restrito. No Brasil, caso as etapas de verificação de eficácia junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avancem, o imunizante poderá ser disponibilizado no primeiro trimestre de 2021, de acordo com ele, que falou em um evento na semana passada.
Para todo o mundo 50 milhões de doses da vacina da Pfizer estarão disponíveis em 2020 e 1,3 bilhão em 2021, mas vale lembrar que a população em geral não será vacinada na primeira fase de liberação – isso só deve começar a ocorrer no segundo semestre de 2021. Vale lembrar, ainda, que são necessárias duas doses da vacina para cada pessoa – então 50 milhões de doses significa potencialmente imunizar 25 milhões de pessoas.
Além de acelerar a produção, espera-se que tecnologia inédita da vacina da Pfizer, de RNA-mensageiro, tenha uma “vida útil” mais longa que a conhecida em outras vacinas – algo que ainda precisa ser confirmado. Mas ela traz um desafio logístico, falando especificamente em Brasil: as doses precisam ser refrigeradas em freezers muito mais potentes que os disponíveis em postos de vacinação.
A solução dada pela empresa seria o desenvolvimento de embalagem que consegue conservar a vacina a -70ºC por até 15 dias usando apenas gelo seco. Esta embalagem já foi apresentada ao governo local e pode ser negociada junto com a vacina, mas certamente significa um gasto alto para os cofres públicos brasileiros, ainda que a ideia da companhia seja dividir o produto em três faixas de preço (mais caro para países desenvolvidos; preço intermediário para países médios, incluindo o Brasil; e mais barato para países menos desenvolvidos, como a Bolívia).
Mas pode ser que o problema se resolva de forma ainda mais simples. A vacina da Moderna Inc., que usa a mesma tecnologia de RNA-m, tem uma exigência de temperatura de armazenamento em -4ºC, segundo a empresa, facilmente alcançada por freezers comuns. Os testes dessa vacina também deram maior visibilidade de imunização de pacientes maiores de 65 anos.
E a Moderna está “colada” na Pfizer em velocidade de desenvolvimento. Ontem, a companhia divulgou eficácia de 94,5% nos 95 casos da doença entre os participantes de seus testes. Sua aprovação junto aos órgãos governamentais e início da distribuição deve ocorrer em um intervalo muito similar ao da Pfizer, já que a diferença entre as divulgações positivas foi de apenas uma semana. A Moderna terá 20 milhões de unidades de sua vacina produzidas já em 2020, potencialmente imunizando 10 milhões de pessoas.
Outras vacinas em fase de testes incluem a desenvolvida pela AztraZeneca em parceria
com a Universidade de Oxford, que custará US$ 3,16 por dose aos cofres públicos, segundo informação recente da Fiocruz (as outras chegam a custar dez vezes mais) e a Coronavac, desenvolvida pela empresa chinesa SinoVac e que tem parceria com o Instituto Butantan. Esta última chegou a ter os testes pausados temporariamente na última semana, mas as pesquisas já foram retomadas.
Beleza, mas o que esperar dos mercados?
Para a bolsa brasileira, movimentos como o da semana que passou, penalizando empresas da nova economia e de compra para empresas da “velha economia” são positivos, dado que nosso Ibovespa tem pouca exposição a setores como tecnologia e depende muito de commodities e bancos, por exemplo.
Mas, embora os testes já tenham avançado consideravelmente, como vimos, ainda não há garantias suficientes de que a imunização da população ocorrerá a tempo de evitar novos reveses econômicos relacionados à pandemia.
Para dar alguns exemplos, os casos de coronavírus nos Estados Unidos estão mais altos que nunca, a Europa já tem diversas economias parcialmente fechadas, o que deve se refletir nos indicadores do quarto trimestre, e a maior cidade brasileira, São Paulo, acendeu sinal de alerta para um aumento de ocupação nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).

Em resumo: ter vacina é obviamente bom, mas precisamos saber o tamanho do estrago do período sem vacina antes de comemorar. Até haver uma informação sólida sobre esses tratamentos, a volatilidade dependerá, em grande medida, das notícias para um lado ou para o outro – o que torna ainda mais importante focar no longo prazo e diversificação de ativos em termos de estratégia de investimento.
Resumo do dia: Mercados na fila do postinho de saúde
(por Lucas Collazo)
Mercados amanhecem em leve queda nesta terça-feira, após muitos terem atingido suas máximas históricas ontem: nos EUA, os índices futuros caem entre 0,2% e 0,5%, com exceção do Nasdaq que sobe 0,2%. Já na Europa, o Stoxx 600 cai 0,1%.
A discussão sobre novos pacotes de estímulo fiscal segue viva. Na Europa, um pacote de resgate de EUR 750 bilhões vai precisar de negociações adicionais. Hungria e Polônia, que já carregam desentendimentos com a União Europeia em função de ameaças de sanções por liberdade de expressão e independência do judiciário, votaram no veto do pacote.
E por mais que o Insight de hoje esteja uma verdadeira aula sobre vacinas, no resumo do dia não teria como escapar de falar sobre o que tem mais influenciado nos mercados nestes últimos dias: após as notícias positivas sobre a solução desenvolvida pela Pfizer, a Moderna Inc. também trouxe grande motivo de otimismo para os investidores – sua vacina apresentou uma eficácia de 94,5% nos testes da terceira fase. Sem dizer que a vacina da Moderna resiste até 10 horas em temperatura ambiente, o que facilita a distribuição.
Com isso, mais uma vez os investidores discutem uma rotação em suas carteiras, saindo das empresas “fique em casa” para as empresas “fora de casa”, ou mesmo companhias mais alavancadas (com maior endividamento) passam a ser alvo de alocação novamente:

Acima vemos o movimento das empresas “fique em casa”, que se beneficiaram muito durante o pico dos isolamentos, e que passam a dar mais espaço para empresas alavancadas e as “fora de casa”:

Além disso, os bancos de investimento no exterior têm recomendado cada vez mais compra de bolsas fora dos EUA, diminuição de investimento em empresas de tecnologia americanas (US Tech), e falado em dólar mais fraco. Isso ainda está longe de ser um consenso absoluto entre os investidores (crowded trade) – porém, para o Brasil se beneficiar deste movimento, precisaremos demonstrar maior endereçamento da questão fiscal e mudanças na política ambiental.
| Agenda da Semana |
| Terça-feira, 17 11h15: EUA – Produção industrial de outubro (exp: 1,0%; ant: -0,6%) 20h30: Japão – Balança comercial |
| Quarta-feira, 18 04h00: Reino Unido – IPC mensal (ep: -0,1%; ant: 0,4%) 07h00: Europa – IPC mensal (ep: 0,2%; ant: 0,2%) 09h00: Brasil – 2a prévia inflação IGP-M (ant: 2,9%) |
| Quinta-feira, 19 07h00: Europa – Produção de construção (ant: 2,6%) 10h30: EUA – Novos pedidos de seguro-desemprego 12h00: EUA – Índice antecedente (exp: 0,7%; ant: 0,7%) 22h30: China – Taxa básica de juros de crédito 5 anos (exp: 4,7%; ant: 4,7%) |
| Sexta-feira, 20 07h00: Europa – Confiança do consumidor (exp: -18; ant: -15,5%) |
Insight Rico: Mais importante que a mensagem é o mensageiro
Essa foi uma das frases que eu mais ouvi o Salomão (para quem não sabe, o criador do Rico Matinal) falar para mim. Na rotina de analisar os mercados, o noticiário vive aberto na sua tela de computador, saindo e entrando em reuniões de cenário com investidores. Talvez esse conselho tenha sido um dos mais úteis para facilitar e otimizar meu dia a dia.
Um exemplo claro é justamente a clássica virada de mês: as gestoras de fundos de investimento costumam publicar suas cartas mensais e realizar teleconferências com os investidores, com o intuito de atualizar a todos sobre suas visões de investimento. Na época, como analista de fundos, eu precisava fazer sozinho o que muita casa de análise tinha um time dedicado para fazer, por isso, não poderia perder tempo lendo toda e qualquer carta, participando de todas as teleconferências – deveria focar naquilo que realmente importa, que saía das mãos e bocas dos mensageiros mais importantes.
Um dos “mensageiros” relevantes é a Verde Asset, não só pela quantia sob gestão, mas por ser a casa de um dos gestores mais vencedor do Brasil: Luis Stuhlberguer. Em sua carta desse mês, a Verde trouxe uma leitura mais otimista para o cenário:
“A eleição americana parece ter se resolvido da maneira mais favorável para o preço dos ativos. Vitória de Joe Biden para a presidência, reduzindo a volatilidade inerente do estilo Trump de governar, ao mesmo tempo que os republicanos mantêm controle do Senado (pendente ainda de duas eleições para as cadeiras representando o estado da Georgia), o que mitiga os temores de uma agenda governamental muito à esquerda, especialmente envolvendo aumentos de impostos. A queda da incerteza é a principal explicação para a alta dos mercados, e vemos espaço para ela continuar, ainda mais combinado com a indicação construtiva da vacina.”
Uma mensagem positiva como essa, vinda de um “mensageiro” que não precisa ser otimista, já que seu carro-chefe é a gestão multimercado, que permite monetizar seus investimentos em qualquer cenário, chama a atenção. Mas não podemos nos animar tão facilmente. Por mais que essa opinião seja de extrema relevância, sempre bom dar ouvidos para mais vozes do mercado.
E já que os multimercados não têm a necessidade de estar construtivos com o cenário, por que não ouvir alguém que geralmente está o contrário disso? A Adam Capital é mais uma das “grandalhonas” da indústria brasileira e tem como líder Márcio Appel, outro grande nome brasileiro. Historicamente, Appel e seu time sempre estiveram mais pessimistas com o Brasil. Inclusive, participar de qualquer ligação com eles no pico da pandemia em março/abril deste ano, era um teste para o estômago.
Porém, os principais fundos da casa estão comprados em bolsa brasileira, ou seja, mais construtivos com o cenário local tupiniquim. E a Adam não está somente gostando mais de Brasil: também está gostando menos dos demais países. Digo isso pois estão com uma posição vendida (quando se ganha na queda) em índices globais de ações.
Mudando um pouco o estilo do mensageiro: as gestoras especializadas em ações são naturalmente mais otimistas, já que, por regulamento, devem permanecer com 67% do patrimônio de seus fundos em ações. Com isso, costumam ter uma visão mais construtiva para o famoso “longo prazo”. Eu não os julgo, realmente se tornar sócio de boas empresas é uma das melhores formas de rentabilizar o capital em janelas mais longas de período.
A Brasil Capital é uma das nossas principais recomendações na modalidade, e, para ser sincero, com exceção das gestoras lendárias como Atmos, Dynamo, e companhia, a BC é uma das minhas gestoras de ações prediletas. Com uma única estratégia “long only” (apenas posições compradas em ações), seu time de investimento com quase 30 profissionais “dorme e acorda” pensando em quais são as melhores empresas para se tornar sócio. Um time muito horizontal, sem um(a) “grande figurão” na tomada de decisão.
“Fizemos algumas alterações pontuais no portfólio, aumentando marginalmente posição nos setores de papel/celulose e utilidade pública e reduzindo em bens industriais e infraestrutura. Procuramos ter um portfólio equilibrado, com maior peso para empresas dos setores classificados como “serviços essenciais”, formado por empresas geradoras de caixa, líderes de mercado, previsíveis, com baixo endividamento, vantagens competitivas estruturais e, em sua maioria, ligadas a setores como infraestrutura, varejo eletrônico, saúde, educação e utilidades públicas.”
Essa foi a última leitura da carteira da Brasil Capital, que nitidamente segue focada no “filet mignon” da bolsa brasileira em termos de qualidade. Essa história de focar em companhias com baixo endividamento, líderes de mercado, com forte geração de caixa e vantagens competitivas estruturais, é o que o professor Damodaran (amigo pessoal da Betina) mais gosta, talvez algo diferente disso num cenário que ainda é composto por incerteza, seja salgado demais.
Dando continuidade as leituras, sempre é bom lembrar que o Brasil é importante, mas não é tudo no mundo. Os gestores de fundos no exterior também expressam suas opiniões – nem sempre em português, é claro, mas é fundamental acompanhar, dada a relevância que o exterior tem tomado em nossas recomendações de carteira.
A Wellington é a gestora “gringa” com o nome mais “brazuca” de todas. Uma das suas especialidades é o investimento em ações globais, fazendo uma análise focada nos fundamentos das empresas, gastando bastante tempo (e dinheiro) na análise profunda dessas companhias.
Para a equipe da gestora, o mundo seguirá com um crescimento econômico moderado, e o grau de incerteza continua considerável. Porém, não pode-se ignorar que os Bancos Centrais e governos ao redor do mundo têm feito esforços fiscais gigantescos e pretendem continuar conforme necessidade, e isso tem dado uma base importante para o mercado de ações globais.
Dito isso, eles seguem otimistas, mas com uma carteira bem mais balanceada para atravessar por esse período de maior volatilidade.
É claro que não são apenas estas quatro gestoras as “mensageiras” mais importantes para se ler, existem muitas outras que são fundamentais de se acompanhar. Contudo, caros 13 leitores, acho que já deu para sentir um “gostinho” de maior otimismo entre os grandes investidores.
Não podemos levar as opiniões dos gestores como algo que está “cravado na pedra”, afinal de contas, como dizia o gestor de renda variável João Braga, “sou pago para mudar de ideia” – e todos os gestores são no fim do dia -, mas sempre entendi a leitura de cartas como uma boa forma de “sentimentalizar” o que os principais participantes do mercado estão pensando sobre o atual cenário.
É como dizia o Salomão: “mais importante que a mensagem é o mensageiro” e, se permite Saloma, adiciono a esta frase: “e onde ele está investindo o dinheiro”.
Resumo do dia: Eleições municipais no Brasil e seus impactos
(por Júlia Aquino)
Mercados globais começam a semana em alta, com Stoxx 600 subindo 0,7% e futuros nos EUA subindo entre 1% e 1,4% com a divulgação de bons resultados de empresas, otimismo global sobre a vacina na última semana e investidores se abrindo mais ao risco.
Na Europa, o VP do Banco Central Europeu pediu hoje aos bancos da Zona do Euro que continuem absorvendo as perdas em suas reservas de capital sem prejudicar a concessão de crédito para as indústrias de bens e serviços, que ele afirma precisarem de mais tempo para se recuperarem dos efeitos do coronavírus. Enquanto isso, os líderes dos maiores países do continente adotam medidas cada vez mais restritivas para conter a escalada de casos.
Nos EUA, o presidente eleito Joe Biden continua sua preparação para 2021 e deve começar a focar hoje em planos para auxiliar a economia americana, enquanto o presidente Donald Trump confirmou que vai continuar contestando o resultado das eleições nos tribunais.
O Congresso brasileiro volta ao trabalho (ainda em ritmo reduzido, diga-se) com decisões importantes à frente, depois de um primeiro turno de eleição municipal que vinha sendo tratado como uma espécie de marco a partir do qual a discussão sobre teto e Renda Brasil poderia caminhar para um desfecho.
Segundo o time de análise política da XP Investimentos, dois pontos merecem lembrança: o primeiro é que, entre os articuladores do governo, o intervalo entre os turnos não é visto como uma boa oportunidade para essa discussão. A tendência é de semanas de “readaptação”, segundo um líder da Câmara com quem falamos ontem, com a tentativa de algum avanço na pauta apresentada por Ricardo Barros, que deve ser discutida em reuniões no início da semana. Ela inclui, ainda sem definição, o programa de recuperação dos estados, liberação de estoque de fundos, MP da Casa Verde e Amarela, autonomia do BC e marco da Cabotagem.
O segundo é o impacto que os resultados que saem deste primeiro turno podem ter na discussão da agenda fiscal. Jair Bolsonaro, apesar de não ter feito campanha propriamente dita, vê impacto da derrota de aliados (a principal delas em São Paulo) e da escolha do eleitorado por candidatos mais tradicionais e menos extremos.
Antes da disputa, Bolsonaro hesitava em tomar uma decisão sobre o caminho que seguiria na bifurcação da discussão do Renda Brasil e do teto de gastos que aparece agora à frente. Se, para decidir, Bolsonaro esperava capital político vindo das urnas neste domingo, ele não veio — o que tende a reforçar sua hesitação. A pressão no Congresso será, como sempre foi, por gastos. Para se manter no rumo, a agenda fiscal se torna ainda mais dependente da equipe econômica e da liderança de Maia.
A preocupação com uma segunda onda de casos de coronavírus reacende no país, principalmente em São Paulo, onde o Hospital Sírio-Libanês, afirma que voltou a atingir o pico de internações do início da pandemia, em abril, de 120 novos pacientes por dia. O número vinha oscilando entre 80 e 110 nos últimos dois meses.
| Agenda da Semana |
| Segunda-feira, 16 08h25: Brasil – Boletim Focus BCB |
| Terça-feira, 17 11h15: EUA – Produção industrial de outubro (exp: 1,0%; ant: -0,6%) 20h30: Japão – Balança comercial |
| Quarta-feira, 18 04h00: Reino Unido – IPC mensal (ep: -0,1%; ant: 0,4%) 07h00: Europa – IPC mensal (ep: 0,2%; ant: 0,2%) 09h00: Brasil – 2a prévia inflação IGP-M (ant: 2,9%) |
| Quinta-feira, 19 07h00: Europa – Produção de construção (ant: 2,6%) 10h30: EUA – Novos pedidos de seguro-desemprego 12h00: EUA – Índice antecedente (exp: 0,7%; ant: 0,7%) 22h30: China – Taxa básica de juros de crédito 5 anos (exp: 4,7%; ant: 4,7%) |
| Sexta-feira, 20 07h00: Europa – Confiança do consumidor (exp: -18; ant: -15,5%) |
Na próxima segunda-feira, será a estreia oficial do famoso PIX, novo sistema de pagamentos instantâneos que deve mudar a forma de fazer transferências e pagamentos no Brasil.
Antes de entrarmos na grande questão – qual o impacto disso – de onde vem esse nome?
Descobri só hoje fazendo esse texto. Até então, toda vez que chamo minha gata (cujo nome Pipa virou Pips e de vez em quando, Pix), me lembro do tal do PIX e me faço essa pergunta…
Bom, o nome escolhido pelo Banco Central, na verdade, não é nenhuma sigla, mas um termo que remete a conceitos como tecnologia, transação e pixel.
Na prática, entre suas várias funcionalidades, ele permite fazer transferências e pagamentos em até dez segundos (ao contrário de TED ou um DOC que podem levar horas ou até dias para acontecer), sendo que essas transações podem acontecer 24 horas por dia, em todos os dias do ano, inclusive nos finais de semana e feriados.
Com o PIX, também poderemos fazer transferências digitando apenas o celular ou CPF da pessoa que vai receber o valor, eliminando a necessidade de digitar todos os dados da conta.
Ou seja, acabou pros caloteiros de plantão…
E não só isso, também será possível fazer pagamentos em tempo real a lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, além de quitar contas de água e luz, e até recolher impostos.
Portanto, a dinâmica dos fluxos de pagamentos mudará de forma geral, sem necessidade de intermediários: o dinheiro vai da conta de origem direto para a conta destino.
Lembrando que hoje, para um pagamento eletrônico acontecer, é necessária uma conta origem e uma conta destino, mas também um emissor de cartão (banco), uma adquirente (dona da maquininha), uma bandeira de cartão e um processador (que conecta todos os intermediários).
Segundo o Banco Central, o PIX, além de aumentar a velocidade dos pagamentos e das transferências, tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado, baixando o custo das transações e promovendo a inclusão financeira de pessoas desbancarizadas – já que não é preciso ter uma conta em banco para usar o sistema.
Como ficam os bancos e adquirentes nessa história?
O Banco Central do Brasil iniciou no dia 5 de outubro o cadastramento dos usuários pelas instituições no PIX, através de até três chaves (CPF para PF, CNPJ para PJ, número de telefone celular ou endereço de e-mail) em uma ou mais instituições de sua escolha. No momento, o PIX é o tópico mais monitorado no setor bancário, já que os participantes do mercado o veem como uma proxy de onde os clientes estabelecerão sua conta principal, farão transações e manterão relacionamento.
Segundo o analista de instituições financeiras da XP, Marcel Campos, a visibilidade do impacto aos bancos e adquirentes ainda é baixa justamente porque precisamos monitorar a aderência ao PIX. Portanto, a velocidade e o volume disso ainda são difíceis de quantificar, mas algumas linhas serão afetadas: receita de serviços de varejo, como TED, DOC, valor agregado de conta corrente, cartão de débito, boleto, cheque. Apesar da compensação pelo aumento da penetração do setor financeiro, ainda haverá receita caindo.
Olhando para frente, apesar da maior competição no setor bancário e dos impactos macroeconômicos, como potencial aumento da inadimplência devido à pandemia, as ações dos bancos estão significativamente descontadas. Na visão de Marcel, os preços das ações pioraram mais que os fundamentos das empresas. A potencial valorização, combinada aos dividendos atrativos pode trazer uma oportunidade aos investidores. Dentre seus nomes preferidos, estão Banco do Brasil e Bradesco. Veja abaixo as teses de Marcel Campos.
Bradesco e Banco do Brasil também fazem parte da nossa seleção de “queridinhas” da Bolsa de outubro.
Banco do Brasil (BBAS3)
Barato, defendido e digitalmente competitivo
Banco do Brasil é a ação preferida de Marcel do setor bancário, com recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 43,00. Ele acredita que o preço atual implica uma destruição de valor não coerente com a atual posição defensiva do banco, criando assim uma oportunidade de valor. Além disso, por ser digitalmente competitivo, possui uma vantagem relevante à medida que os novos participantes digitais se tornam concorrentes ferozes.
Operacionalmente defendido. Com empréstimos consignados e rurais representando 40% da carteira, Marcel acredita que os ativos do BBAS estão bem defendidos. Por outro lado, seu passivo se beneficiou do movimento de depósitos de clientes que buscaram liquidez, com poupanças, depósitos à vista e a prazo crescendo consideravelmente no início do ano, enquanto seu índice de capital nível I e de cobertura permanecem altos (que mostram solidez patrimonial e financeira). O banco ainda é menos dependente da receita de serviços, sua tesouraria é basicamente passiva (menos arriscada) e está menos exposto ao câmbio devido ao menor patrimônio líquido no exterior.
Digitalmente competitivo. O Banco do Brasil foi o primeiro a entrar no mundo digital. De 2012 a 2019, o Banco do Brasil investiu R$ 24 bilhões em tecnologia, o que resultou em um banco digitalmente competitivo. Para exemplificar, o banco possui a maior penetração em celulares Android, bem como o maior número de usuários ativos entrando no app. Por fim, o BB ainda possui boas avaliações de usuários e uma estratégia omnichannel coerente.
Bradesco (BBDC4)
Bancassurance
Marcel possui recomendação de Compra para o Bradesco e um preço-alvo de R$ 27. Na sua visão, o balanço do Bradesco é sólido e o banco está menos exposto a créditos mais arriscados do que em outras crises. Além disso, o negócio de seguros oferece ao banco uma defesa extra de curto prazo e melhores perspectivas de longo prazo. Por fim, os múltiplos atuais são atrativos com o banco negociando a 8,6x P/L e 1,3x P/PL, ambos em 2021.
Fonte diversificada de receitas. Como um dos maiores bancos múltiplos locais, o Bradesco alcançou uma fonte diversificada de receita; no 1T20, 31% da receita do banco vieram de seguros, enquanto os outros 69% vieram de operações de crédito, subsidiárias e receita de serviços. De fato, o banco possui: i) a maior seguradora do Brasil com 24% de participação de mercado; ii) a 3ª maior carteira de crédito, com R$ 480 bilhões; iii) a maior operação de varejo com 4,4 mil agências; iv) um dos maiores bancos de investimento, bem rankeado em fusões e aquisições, ECM, DCM, project finance etc. e; v) diversas subsidiárias, tais como Cielo, IRB, OdontoPrev, Fleury, Digio, Next, Elopar e outras.
Sinergia entre os negócios. A sinergia criada pelo banco entre seus negócios cria vantagens comparativas de longo prazo. Como exemplos, temos: i) o financiamento de varejo é usado para impulsionar o banco de atacado; ii) os produtos de seguros e empresas associadas são distribuídos através da capilaridade de varejo do banco; e iii) banco corporativo distribui os produtos bancários a grandes clientes corporativos.
Insight Rico: O mercado de games upou na quarentena]
(Upou, do verbo upar, vem do inglês up e significa subir de nível no dialeto gamer)
As memórias mais antigas que tenho com video games envolvem soprar as fitas de Super Mario World que meus vizinhos e eu jogávamos no console Super Nintendo, que trintou em 2020. Desde os anos 90, descobri que soprar os cartuchos não ajuda em nada e perdi o hábito de jogar, mas a pandemia e a obrigação de ficar em casa em vários países fez muita gente buscar novas formas de entretenimento, principalmente nos jogos eletrônicos.
A Covid-19 não mudou o mercado, mas acelerou tendências de games que a Newzoo, empresa de pesquisa especializada no mercado de games, já tinha detectado anteriormente como o uso de jogos para socializar e o crescimento do share de jogos para celular e tablet.
Vem daí o enorme sucesso de jogos que oferecem uma experiência social integrada à diversão e competição naturais desse ambiente como o Among Us, feito para mobile e PC pela InnerSloth, o Fall Guys, desenvolvido pela Mediatonic para PC e PlayStation 4, e o Animal Crossing: New Horizons, da Nintendo, que são fenômenos da quarentena.
A Nintendo é uma velha conhecida minha e dos gamers mais old school 👴, mas a empresa não dá sinais de cansaço em 2020 — os resultados do último trimestre apresentados pela empresa japonesa superaram (de longe) todas as expectativas do mercado, com o lucro operacional mais que duas vezes maior que um ano antes, e receita crescendo 51%. Antes disso, a Nintendo teve o melhor trimestre Abril-Junho em 12 anos, em que aumentou o lucro em 5,4x na comparação ano contra ano, chegando a US$1 bilhão em 2020.
E foi justamente a popularidade do Animal Crossing que teve grande impacto nos últimos resultados da empresa. Entre abril e setembro, foram vendidas 14,3 milhões de unidades do jogo digital e 12,53 milhões consoles Nintendo Switch, onde ele é jogado. No título, o jogador assume um personagem que se muda para uma ilha cheia de animais com características humanas, onde cumpre tarefas e pode interagir com amigos online.
Os consoles são uma alternativa para jogar que está aí faz tempo, e ainda são muito demandados por terem forte presença em varejistas e serem muito fáceis de usar, o que atrai tanto novos jogadores quanto os que estavam aposentados e querem retornar. As vendas de console das empresas listadas em bolsa cresceram quase 30% na primeira metade de 2020.
Desde o começo do ano, os jogadores já aguardavam ansiosamente a nova edição da batalha entre dois dos consoles mais populares do mundo, o Xbox, da Microsoft, e o PlayStation, da Sony. A movimentação nas redes sociais em torno desses novos lançamentos, assim como os resultados do 3º trimestre da Nintendo, ameniza os temores do mercado de que o boom dos games estivesse no fim — na verdade, ele ainda tem potencial para ser muito maior.
Outro sinal disso é o crescimento das vendas digitais de jogos: a Activision Blizzard, reportou em novembro que a sua receita cresceu 52% em relação ao último ano, chegando a US$1.95 bilhão no trimestre. Entre os jogos mais populares, estão Call Of Duty, para PC, Xbox e PlayStation, e World of Warcraft, que é jogado no computador e é o RPG pago para múltiplos jogadores mais popular e bem-sucedido do mundo.
As companhias gastam cada vez mais para criar jogos cativantes e acessíveis, trazendo a possibilidade de jogar com um grande grupo de amigos e dando ao usuário a possibilidade de criar novas experiências visuais, o que transformou esse meio em uma plataforma onde todo tipo de entretenimento pode ser consumido. Em abril desse ano, o rapper Travis Scott fez um show para 12 milhões de pessoas que acompanharam a performance pelos seus avatares no jogo Fortnite, muito mais do que caberia em qualquer estádio de futebol moderno. O potencial de alcance dos jogos online é gigante.

A Newzoo estima que o mercado de games deve crescer 19,6% em 2020. A empresa prevê receita de US$37,4 bilhões em jogos para PC, US$86,3 bilhões em jogos mobile e $51,2 bilhões em jogos para console. Os maiores mercados continuam sendo EUA e China, mas a empresa espera crescimento mínimo de 17,5% em todo o mundo.
Video games são feitos para virar parte da sua rotina, com desenvolvedores ativamente trabalhando em atualizações para melhorar a experiência, e por isso apresentam altos níveis de engajamento emocional e social. Até o final do ano, o mercado de games espera que o número de jogadores no mundo todo alcance 2,7 bilhões, e as movimentações do setor indicam que essa expectativa tem tudo para ser batida nos próximos anos.
Resumo do dia: Recordes de casos, lockdowns e cautela
(por Paula Zogbi)
Mercados em clima de cautela nesta quinta-feira, com bolsas europeias em queda de 0,5% e futuros americanos mistos – Dow Jones cai 0,5%, S&P cai 0,2% e Nasdaq retoma o movimento de alta de ontem, com +0,5%. Vale lembrar que, o início da semana, o movimento foi inverso, com queda das empresas de tecnologia e alta das empresas que até então foram mais prejudicadas pela pandemia.
Ontem, houve mais uma notícia positiva em termos de vacina. A farmacêutica Moderna anunciou que testes de fase três acumularam casos suficientes de contaminação para enviar os resultados preliminares a uma junta independente de monitoramento. O noticiário começa a levantar questões sobre os desafios logísticos de garantir acesso de bilhões de pessoas a uma vacina.
Mas ainda há muito com que se preocupar. Na Europa, países como França, Reino Unido e Alemanha implementam novos lockdowns. Nos Estados Unidos, os casos diários estão em uma média de 121 mil, um recorde. Cidades como Nova York e San Francisco também anunciaram novas restrições.
Do lado político, o presidente eleito Joe Biden indicou seu chefe de gabinete enquanto as tentativas de mudar o resultado das eleições continuam. Georgia está entre os estados que anunciaram recontagem de votos – algo que, segundo analistas políticos, provavelmente não irá mudar o resultado.
No Brasil, São Paulo dá sinais de possível reversão da tendência de queda de casos de coronavírus. Observando os dados hospitalares, após meses de queda, o número de pacientes internados por Covid-19 em UTIs do estado tem apresentado leve alta desde o início de novembro, segundo dados compilados pela Fundação Seade. Os números ainda não são preocupantes, mas requerem monitoramento.
| Agenda da Semana |
| Quinta-feira, 12 06h00: Europa – Relatório mensal do BCE 09h00: Brasil – volume do setor de serviços IBGE (exp: -6,7%; ant: -10%) 10h30: EUA – IPC-núcleo mensal (exp: 0,2%; ant: 0,2%) 10h30: EUA – Pedidos iniciais por seguro-desemprego (exp: 738 mil; ant: 751 mil) |
| Sexta-feira, 13 07h00: Europa – PIB trimestral (exp: 12,7; ant: -11,8%) 09h00: Brasil – Atividade Econômica mensal set (exp: 1%; ant: 1,1%) 10h30: EUA – IPP mensal (exp: 0,2%; ant: 0,4%) |
Insight Rico: Kripto enfraquece o Superhomem, mas pode fortalecer a sua carteira
Não tem como pensar em DC Comics e não ter a imagem do Super Homem na cabeça. Além de eternizar o uso de capa e o “topetinho”, o mineral nativo de Kripton (Kriptonita), terra natal de Clark Kent, também ficou famoso por enfraquecer suas habilidades.

Pois é, o que ninguém pensou que seria possível: o mineral que enfraquece esse super-herói lendário, pode fortalecer sua carteira de investimentos.
Mas Collazo, como assim?
Caros 13 leitores, piadas à parte, os criptoativos (com C e não K) ganham cada vez mais espaço no mercado financeiro. Não gastarei linhas deste insight para explicar sua origem, afinal de contas isso já foi bem feito no episódio 3 do TBT dos Investimentos, com o sócio da gestora brasileira da criptos, Hashdex.
Grandes nomes do mercado têm expressado sua opinião sobre essa classe de ativos, inclusive já declarando investimento em alguns casos:
Paul Tudor Jones II, sócio-fundador e gestor do fundo bilionário Tudor Investment Corporation, disse em uma entrevista para a CNBC que o Bitcoin possui grandes similaridades com uma empresa de tecnologia. Para ele, assim como investir na Apple, ou mesmo no Google, existem pessoas muito inteligentes trabalhando para que o Bitcoin se torne uma forma de ser uma reserva de valor, e isso deixa ele cada vez mais otimista com o investimento.
Na mesma linha, o investidor norte-americano e ex-presidente da Duquesne Capital Stanley Freeman Druckenmiller também concedeu entrevista afirmando acreditar que o Bitcoin pode se tornar uma ótima forma de reservar valor. Ele foi um dos braços direitos de um dos investidores mais importantes da história, George Soros, por isso sua opinião sobre o assunto repercutiu tanto.
E até saindo um pouco da seara dos investidores, a companhia de pagamentos digitais Paypal vai autorizar seus clientes a realizar compras, vendas e inclusive ter em carteira os criptoativos. Para esse mercado, a adesão de nomes relevantes como estes é fundamental, além do “carimbo de qualidade” que a reputação destes nomes traz, temos um fator importante que é a presença financeira deles neste mercado.
Quanto mais investidores negociam esses ativos, mais esse mercado cresce em tamanho e em fluxo de negociações, o que melhora a facilidade de entrada e saída de investidores. Ah, sem dizer que uma das “portas fechadas” desse mercado é a volatilidade, ou seja, o quanto os preços se mexem e “assustam” novos investidores. Realmente, são ativos bastante voláteis, mas, com cada vez mais investidores, essa volatilidade tende a diminuir.
E como é um mercado alternativo, tem se distanciado, no bom sentido da palavra, dos demais neste ano. Veja abaixo a valorização do Bitcoin, criptoativo mais conhecido do mercado, em relação ao dólar americano:

Isso acontece, em grande medida, porque os criptoativos têm baixa correlação com os demais ativos mais tradicionais – e no caso de bitcoin especificamente, o fator “escassez” conta muito. Mas será que podemos considerar criptomoedas uma proteção nas nossas carteiras de investimento?
A conclusão não é tão óbvia
Por conta dessa baixa correlação, poderíamos entender que, em momentos como os que vivemos em 2020, os criptoativos podem ajudar na performance das carteiras. Porém, como disse anteriormente, ainda é uma categoria muito volátil, o que pode trazer surpresas extremamente amargas.
E já que falam tanto do “estômago” para investimentos, seria bom ser como um boi nesse caso, e ter mais de um. Em outras palavras: não é um investimento para todos.
Mas de fato, quando olhamos a inovação que esses ativos têm como proposta, e o papel que eles podem assumir ao longo dos anos, seria como investir cedo em uma empresa de tecnologia. Aliás, essa discussão está muito rica no episódio que eu citei do TBT. Para acessar o episódio, clique aqui.
Insight Rico: Biden em Casablanca? As eleições nos EUA, um acervo de citações e a economia brasileira
(por Rachel de Sá, analista de macroeconomia e convidada sempre especial deste Rico Matinal)
Se há duas coisas que eu gosto são: filmes e podcasts. E claro, escrever artigos trazendo “quotes” e curiosidades que encontro neles!
E é de um dos meus podcasts preferidos que eu tirei uma informação super interessante para o momento atual. As eleições para presidente nos EUA sempre acontecem na primeira terça feira do mês de novembro!
Confesso que sempre achei um tanto quanto curioso o fato de a maior potência econômica global sair para votar no meio da semana, em pleno “businness day”. Mas quando entendi que a tradição remonta do século XIX, quando esse negócio de dia de semana X fim de semana não era bem assim como temos hoje (e muita gente que de fato votava não precisava “se dar ao trabalho de trabalhar”)…tudo explicado!
Voltando ao século XXI e ao assunto que não sai dos holofotes, os norte-americanos foram às urnas para eleger seu presidente na última terça feira, 03 de novembro. Se nada mudar na justiça, Joseph Robinette Biden se tornará o 46° presidente dos EUA. Biden está na política desde 1973, quando foi eleito senador pelo estado de Delaware, e entre 2009 e 2017, foi vice-presidente de Barack Obama.
Quais seriam impactos desse resultado para o Brasil? Em especial, o que devemos esperar para a economia brasileira se de fato for confirmado uma administração Biden na Casa Branca? E por que o título desse artigo é Casablanca, e não Casa Branca?
Brasil, EUA e a economia global
Primeiro de tudo, vale lembrar que o Brasil não é uma ilha – infelizmente, porque bem que seria bom ter praia em todos os estados! Ou seja, apesar de sermos um país relativamente fechado (com proporção de comércio em relação ao PIB em 29% frente média de 60% nos países da OCDE), somos impactados por fluxos de ativos financeiros, por investimentos diretos na nossa economia e tendências político-econômicas ao redor do mundo.
Esses acontecimentos se tornam ainda mais relevantes quando se trata da escolha do líder da maior economia do mundo – e nosso segundo maior parceiro comercial, responsável por quase 10% das nossas exportações, e 16% dos produtos que importamos do mundo (com base nos dados de janeiro a setembro de 2020).
Ou seja, vale prestar atenção nos primeiros passos do que deve ser uma administração Biden!
A principal ação de curto prazo do novo governo deve ser a implementação de um novo pacote de estímulos fiscais para combater os efeitos da pandemia da covid-19 – que deve ser aprovada no Congresso mesmo diante de uma minoria democrata no Senado. O pacote certamente será de grandes proporções, trazendo otimismo para o crescimento global.
Esse movimento terá também consequências para o dólar, contribuindo para a tendência de enfraquecimento global da moeda observado nos últimos meses. E por aqui? O dólar deverá se enfraquecer também, somado a melhora dos resultados comerciais e à alta das commodities. Go Biden (?)!
Já no âmbito diplomático-comercial, um mundo sob a liderança de Biden nos EUA tende a tornar-se mais previsível, colaborando para a retomada do comércio global frente à forte desaceleração observada nos últimos anos. Sua postura considerada mais moderada e favorável ao livre comércio deverá focar em reconstruir pontes com organismos e acordos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), a OCDE e o Acordo de Paris, além de optar por soluções multilaterais em conflitos geopolíticos – como questões envolvendo o Irã, a Coreia do Norte e a própria China.

O acordo comercial inicialmente firmado entre Trump e Xi Jiping deverá ser reavaliado sob esse prisma, de modo a contemplar visões multilaterais sobre comércio e economia. No Brasil, alguns setores podem ser prejudicados por uma potencial retirada de tarifas entre as duas potências, e o fortalecimento de importações agrícolas norte-americanas por parte da China. Por outro lado, o arrefecimento das tensões geopolíticas deve pesar positivamente no longo prazo, ao sugerir uma perspectiva melhor para o crescimento global e impactar positivamente toda a cadeia produtiva brasileira.
Amigos, amigos, negócios à parte
Considerando os riscos do cenário da nova cara de Washington à economia global, os principais destaques são o enrijecimento de regulações, e um aumento substancial de carga tributária, tanto focado em empresas quanto na parcela mais rica da população. Ou seja, uma economia norte-americana mais regulada e taxada, com suas consequências sobre a economia global.
Nesse contexto, a negociação e o debate com a parcela republicana no Congresso será essencial para evitar agendas mais radicais, como a elevação substancial de impostos e o banimento da exploração de petróleo de gás de xisto.
Enquanto isso, no Brasil, a eleição de Biden traz receios de que ficaremos ainda mais isolados diplomaticamente no curto prazo, especialmente diante do compartilhamento de opiniões e personalidades similares entre Bolsonaro e o quase ex-presidente norte-americano.
De fato, a priorização da agenda de proteção ao meio ambiente de Biden e aliados pode se tornar um ponto de fricção com o Brasil, pelo menos no curto prazo. Por outro lado, o aumento da pressão por meios multilaterais pode levar a uma importante mudança de retórica do Brasil sobre o tema, nos beneficiando em negociações internacionais como a ratificação do tratado entre Mercosul e União Europeia.
Além disso, vale lembrar que as relações diplomáticas e comerciais entre o Brasil e os EUA são de longa data e mutualmente favoráveis. O famoso “relacionamento estável”!
Deste modo, essa relação dificilmente será estruturalmente alterada (para o bem ou para o mal) por conta de “meros detalhes” como afinidades pessoais. Exemplo disso é a virtual manutenção das condições comerciais entre os dois países no período de convívio entre Trump e Bolsonaro.
Com exceção de alguns posicionamentos pontuais, como o apoio (por ora não consolidado) de Trump ao pedido de acessão do Brasil à OCDE, a relação político econômica entre Brasil e EUA não sofreu grandes modificações durante o governo Trump, se comparado aos líderes anteriores. Essa realidade é ilustrada no gráfico abaixo, que retrata as relações comerciais entre os países nos últimos dez anos.

Conclusão
Não há como fugir. Um governo Biden certamente trará mudanças de curto prazo significativas para a economia dos EUA, refletindo também no palco político-econômico global. Porém, não é hora para fazer estripulias! A urgência da crise da Covid-19 não dá margem para medidas muito arriscadas, devendo ser priorizados pacotes de estímulo à retomada da economia.
Além disso, um Congresso provavelmente dividido entre Republicanos e Democratas (ainda teremos uma espécie de segundo turno para o Senado na Georgia, então, embora muito provável que se confirme, a maioria republicana na casa ainda não é dada) terá papel importante para manter medidas mais radicais longe do radar.
Enquanto isso, desse lado do trópico de capricórnio, o curto prazo deve reservar certas “DRs” entre o presidente eleito e a administração Bolsonaro. Por outro lado, a redução de tensões geopolíticas e comerciais trará maior estabilidade global, contribuindo para os primeiros passos do Brasil em direção à abertura comercial, enquanto pressões por vias diplomáticas e multilaterais podem reservar um desfecho construtivo para a questão ambiental no país.
E é nesse momento, bem quando você achou que eu havia esquecido, que lembro de um filme que adoro! Ao som de um avião partindo ao fundo, ouvimos a voz de Humpfrey Bogart:
Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship.
Resumo do dia: A euforia da vacina
(por Júlia Aquino)
Mercados globais amanhecem mistos nessa terça-feira, com os futuros do S&P caindo 0,30%, os futuros do Dow Jones subindo 0,40%, e EuroStoxx em alta de 0,35%.
Os investidores estão pisando no freio após as fortes altas ontem com notícias preliminares de que a vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNtech possui 90% de efetividade contra o coronavírus. A possibilidade concreta de termos uma vacina agitou o mercado, e os preços de commodities e empresas que foram afetadas pelas medidas de restrição dispararam, mas a possível demora para imunizar grande parte da população ainda causa incerteza e, pelo menos por enquanto, limita os riscos que os investidores estão dispostos a tomar.
Nos EUA, o presidente eleito Joe Biden já tomou os primeiros passos após a confirmação de sua vitória democrata e anunciou ontem os 13 especialistas que devem fazer parte de seu conselho consultivo contra a Covid-19, reforçando que o país deve tomar precauções após alertas de que vem pela frente um um duro inverno. Na Casa Branca, Donald Trump continua sem reconhecer a derrota e demanda recontagem dos votos por meio de processos no Judiciário. No entanto, com apuração dos últimos votos ampliando a vantagem de Biden, a expectativa é que os processos não alterem o cenário.
O mercado europeu também viu ganhos ontem, mas a euforia da vacina futura foi limitada pela situação presente do continente, que passa por uma segunda onda de infecções, com medidas de isolamento sendo novamente aplicadas, e ainda vê algum caminho a percorrer antes que a vida volte ao ‘normal’.
No Brasil, o Ibovespa fechou o dia ontem em forte alta de 2,6%, chegando ao maior nível desde agosto, puxada pela alta de papéis de companhias aéreas, varejistas e pela disparada do petróleo.
O mercado brasileiro segue na expectativa das reformas fiscais, mas detalhes devem ser indicados apenas após a eleição municipal neste domingo. Com o clima eleitoral, não estão previstas sessões na Câmara nem no Senado.
Também ganhou destaque a decisão da Anvisa de suspender os testes com a vacina Coronavac, que será produzida pelo governo de São Paulo, depois da morte de um participante do estudo. O diretor do Instituto Butantan se disse surpreso com a decisão porque, segundo ele, a morte não teve relação com os testes.
| Agenda da Semana |
| Terça-feira, 10 09h00: EUA – Perspectiva energética de curto prazo da EIA 12h00: EUA – Ofertas de empregos JOLTs mensal (exp: 5,5 milhões; ant: 6,4 milhões) 22h00: Nova Zelândia – Decisão da taxa de juros (exp: 0,25% a.a; ant: 0,25% a.a) |
| Quarta-feira, 11 08h00: EUA – Relatório mensal da OPEP 09h00: Brasil – venda ampla varejo set (exp: 1,1%; ant: 4,6%) |
| Quinta-feira, 12 06h00: Europa – Relatório mensal do BCE 09h00: Brasil – volume do setor de serviços IBGE (exp: -6,7%; ant: -10%) 10h30: EUA – IPC-núcleo mensal (exp: 0,2%; ant: 0,2%) 10h30: EUA – Pedidos iniciais por seguro-desemprego (exp: 738 mil; ant: 751 mil) |
| Sexta-feira, 13 07h00: Europa – PIB trimestral (exp: 12,7; ant: -11,8%) 09h00: Brasil – Atividade Econômica mensal set (exp: 1%; ant: 1,1%) 10h30: EUA – IPP mensal (exp: 0,2%; ant: 0,4%) |