• Entre os vários Índices do mercado financeiro existe um conhecido como “O Índice do Medo”. Você sabe por que ele é chamado assim?
  • Entenda como esse índice funciona, e como ele pode nos ajudar a entender o comportamento do mercado.
  • Depois de entender o VIX, saiba como ele pode ajudar a sua carteira de investimento.

Se você é um investidor de ações da “safra” de 2019 ou anterior, já deve ter tido algumas experiências emocionantes no mercado. Aposto que você já deve ter aberto seu aplicativo de investimentos e ter pensado: “Vixi, deu ruim”.

Nesses momentos, consumindo conteúdo aqui na Riconnect, você deve ter ouvido falar de um certo “Índice do Medo” ou “Índice VIX” – e, talvez, se questionado sobre o que se trata.

Não, esse índice não tem nenhuma relação com nossa interjeição usada em momentos de surpresa. Nessa análise, te contaremos o que é e para que serve o VIX.

O que é o Índice VIX?

O VIX é um Índice da Bolsa de Chicago, que mede a volatilidade dos preços de uma cesta de opções de empresas negociadas nessa bolsa – mais precisamente, empresas contidas no famoso S&P500.

Opções em investimentos: o que são?

As opções são uma ferramenta do mercado, geralmente usada por investidores como forma de proteção dos seus investimentos. Resumidamente, são contratos que permitem ao investidor comprar ou vender uma ação, por um preço pré-estabelecido, até uma certa data.

Dando um exemplo prático, imagine que você tem ações da empresa fictícia “RICO2”, e ela está valendo R$10,00 hoje. Você não quer vender essa ação, que até está em um bom preço de venda, mas tem medo que algo aconteça nós próximos 30 dias e você precise vender essa ação e não gostaria de ter que vender por menos que isso.

Uma forma de se proteger disso, seria comprar uma opção de venda de RICO2, que te permite vender essa ação por R$10,00 pelos próximos 30 dias. Entretanto isso tem um custo de R$1,00.

Com essa opção em mãos, independente do valor da RICO2 ao longo do próximo mês (se cair a R$ 5,00, por exemplo), você tem o direito de vende-lá por R$10,00. Caso a ação suba, ou você não precise vender nesse período, a opção deixa de existir e você só perdeu esse R$1,00 para comprar essa proteção.

O VIX acabou ganhando esse título de “Índice do medo” porque, em momentos de incerteza elevada, muitos investidores acabam buscando comprar esse tipo de proteção via opções. Assim, fazem com que os preços dessas opções subam rapidamente.

Com isso, o índice tende a disparar em eventos como a crise do Suprime em 2008 e a eclosão da pandemia da covid-19, em 2020.

Apesar do Índice VIX medir a volatilidade da bolsa americana, por se tratar de uma das principais bolsas do mundo, o VIX consegue ser um termômetro do sentimento do medo dos investidores ao redor do mundo.

E como está o VIX agora?

Como explicamos nesse texto. a guerra da Rússia contra a Ucrânia tem trazido muitas tensões ao mercado, que se recuperava após os efeitos da pandemia – fazendo disparar o sentimento de aversão ao risco entre investidores ao redor do mundo.

Aliado à aversão ao risco “comum” a outros episódios geopolíticos, a preocupação com a alta do preço das commodities (materiais básicos) em um cenário já inflacionário elevou ainda mais os ânimos, diante do risco de o mundo enfrentar um período de estagflação (inflação crescente com estagnação da economia).

Assim, vimos uma elevação substancial do VIX. O índice atingiu patamar superior ao observado no dia do atentado das torres gêmeas – no famoso 11/09/2001 (dado de 08 de março de 2022).

É a hora de comprar proteções?

Diante de toda essa incerteza, seria então agora o momento de comprar proteções, como as opções medidas no VIX?

Sabemos que é melhor comprar guarda-chuvas em dias de sol. Essa perfeita analogia com o mercado de opções quer dizer que é mais barato comprar ativos que te protejam de crises quando o mercado não espera por uma. Assim, os preços serão mais baratos e você perde menos dinheiro com esse custo de proteção.

Entretanto, isso não quer dizer que você precisa tomar chuva. Caso você não tenha protegido sua carteira já atento aos riscos adiante (como a alta de preços), vale a pena adicionar algumas proteções em sua carteira.

Ativos Reais são geralmente boas alternativas para cenários de inflação. O fundo eTrend Ativos Reais pode ser uma boa opção para proteger sua carteira nesse momento.

Além disso, nunca é demais lembrar do tipo de proteção que costumamos chamar de “o último almoço grátis do mercado”, que é a diversificação. Diversificar sua carteira geograficamente e entre diferentes classes de ativos é uma outra forma de proteger seu patrimônio de grandes quedas, de forma consistente ao longo do tempo, sem custos para sua carteira.

Você pode encontrar recomendações de diversificação para cada perfil de investidor em nosso “Onde Investir”.

O VIX pode trazer oportunidades?

Se você já tem uma carteira diversificada e protegida, investir em renda variável durante momentos de crise pode render bons retornos a longo prazo. Geralmente, o movimento de venda em massa de investidores para reduzir o risco de sua carteira faz com que alguns ativos sejam vendidos além da racionalidade, derrubando preços e trazendo oportunidades de investimento.

Normalmente, consideramos o VIX acima de 30 pontos como um indicativo de mercados em estados de medo. Para ilustrar, podemos fazer um exercício de comparação entre o retorno do S&P500 após 3, 5 e 7 anos de momentos em que o Índice VIX atingiu mais de 35 pontos – como é o caso atual.

Retorno do S&P500 em dólares após VIX atingir 35 pontos

após 3 anosapós 5 anosapós 7 anos
ago/9821,9%-15,7%20,9%
jul/0233,7%26,2%-39,7%
set/08-3,7%45,8%13,6%
ago/1171,5%13,8%30,7%
média30,8%17,5%6,4%

Como podemos ver acima, crises podem sim representar boas oportunidades. Porém, não exagere.

Investir em cenários de estresse e alta aversão ao risco pode gerar bons resultados em janelas de médio e longo prazo. Entretanto, o investidor deve respeitar seu gerenciamento de risco. Afinal, muitas vezes, um dos principais motivos por trás da venda de posições por investidores em momentos de crise é justamente a falta de diversificação e de balanceamento adequado de acordo com o perfil e horizonte de investimento.

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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