• Quem nunca esteve naquela roda de amigos, onde um deles fala que está investindo na bolsa ou que ganhou “muito” dinheiro com uma ação específica?
  • De imediato você fica todo entusiasmado e logo em seguida pergunta: “Ok, mas o que está bom para comprar agora?”
  • Calma, pequeno gafanhoto, neste texto você verá um jeito super saudável para começar a investir no universo da Renda variável, da “famosa” bolsa de valores!

Por Álvaro Feris

De acordo com dados divulgados pela nossa bolsa, a B3, atualmente temos aproximadamente 5 milhões de pessoas que investem ou já investiram em ações no Brasil. Mas será que todos sabem o que estão fazendo, dos riscos ou até se esse tipo de investimento é o melhor para os seus objetivos e perfil de investidor?

Se você é novo nesse mercado, lendo esse texto você já vai sair na frente de muita gente! Confira cinco dicas para começar a investir no “maravilhoso mundo das ações”:

0. Foque primeiro em dormir tranquilo

Você deve imaginar que o mercado de ações envolve investimentos mais arriscados que os demais. Afinal, vemos diariamente notícias sobre o quanto a bolsa “caiu ou subiu”. E isso é verdade!

Ao comprar uma ação na bolsa, você está adquirindo uma pequena parcela de uma empresa, que abriu seu capital no mercado para se financiar. Assim, o valor dessas pequenas parcelas da empresa variam bastante ao longo do tempo.

Ou seja, ações sofrem variações em seu valor no mercado; por isso, falamos de um investimento em renda variável.

Mas como, mesmo sabendo do risco, você poderá dormir 100% tranquilo(a)?

1. Antes das ações, crie sua reserva de emergência

O primeiro passo para começar a investir em ações começa…antes das ações! No caso, fazer uma “Reserva de emergência”.

A Reserva de emergência é um valor a ser guardado no caso de uma… Sim, uma emergência! O que você faria se tivesse sua fonte de renda cortada amanhã? Pensando nisso e em outros imprevistos da vida, a reserva de emergência é indispensável!

Para calcular o quanto você precisa para essa reserva, basta considerar sua despesa mensal, de forma que você só coloque aquilo que você não conseguiria viver sem. Por exemplo: aluguel, contas de luz, água, telefone, comida (não vale por o dinheiro da pizza, ok? Só o essencial!), e afins.

Sabendo esse valor, você vai focar em juntar essa quantia garantindo no mínimo seis meses de contas pagas. Assim, se tudo der “errado”, você poderá deitar tranquilo(a) no travesseiro sabendo que não vai precisar mexer nos seus investimentos para o longo prazo em um momento desfavorável.

Segue um exemplo para ilustrar: João tem renda média de R$2.000,00 por mês. Após calcular, ele sabe que precisa de pelo menos R$1.000,00 para suas despesas essenciais. O restante ele usa para investir ou até comprar aquela pizza a mais.

Dessa forma, João terá como sua primeira meta juntar (ao menos) R$6.000,00 para ter seus seis meses de vida “pagos” caso algo de inesperado aconteça.

E aí que está o pulo do gato: esse valor não deve ser investido em ações! E sim, em uma aplicação mais estável (ou seja, que não oscile tanto) e com “liquidez diária” – aplicações que podem ser resgatadas a qualquer momento. Exemplos de investimentos como esse são: Tesouro Selic, Trend DI Simples ou CDBs de liquidez diária, e claro, você encontra tudo aqui na Rico!

2. Tranquilidade garantida, e agora? Conheça-se

A partir de agora, você sabe que pode dormir tranquilo e vai começar a ver novos horizontes. Mas sabemos que tudo que é novo traz uma insegurança de por onde começar.

Por isso, é muito importante entender se esse tipo de investimento realmente faz sentido para você e vai de acordo com o seu “perfil de investidor”, objetivos e prazo de investimento.

Existem três principais tipos de perfil de investidor: conservador, moderado e agressivo.

Grosso modo, o que você precisa saber para descobrir o seu perfil de investidor é seu horizonte de investimento e sua tolerância ao risco.

Como o assunto aqui é bolsa de valores, você tem que saber que, devido à elevada variação de preços de ações, principalmente no curto prazo, esse tipo de investimento é mais indicado para investidores que tenham um horizonte de investimento de médio a longo prazo e um perfil de investimento agressivo.

Ou seja, investidores que tenham objetivos de médio a longo prazo (como comprar um imóvel em 10 anos, ou se aposentar em 30), e entendam que podem ocorrer perdas no curto prazo em sua carteira, pensando em maiores retornos no longo prazo.

Saiba tudo sobre o perfil de investidor aqui.

3. Comece pelo conhecido, e lembre-se: delegar faz parte

Se você comprar a ação de uma empresa, você se torna sócio dela! Ter essa mentalidade, vai te ajudar muito a desfrutar do crescimento da mesma no longo prazo.

Entender muito bem o setor ou o negócio que você está investindo te ajudará a compreender as movimentações a longo prazo daquela empresa, assim como ter uma visão mais crítica sobre, por exemplo, os planos de negócio, a saúde financeira e a capacidade de entregar projetos.

Isso também te ajudará a evitar o viés da disponibilidade. Esse é o nome que se dá, em economia comportamental, à característica de tomar atitudes baseado em informações que temos mais facilmente disponíveis. Como, por exemplo, querer investir em empresas que você costuma ver mais no dia-a-dia.

Investir em empresas que você já ouviu falar ou gosta do serviço não é errado. Mas, provavelmente, não é informação suficiente para você tomar uma decisão importante de investimento para o longo prazo.

Entender a dinâmica do setor, como a empresa gera lucro, qual a sua saúde financeira e outras informações importantes para o negócio, é parte fundamental para o investidor de ações.

Mas, calma! Você não precisa ter todo esse conhecimento para começar a investir em ações! Na Rico, você encontra uma série de fundos de investimentos em ações, que possuem em sua gestão uma equipe de especialistas que podem fazer esse trabalho para você.

Os fundos de investimento geralmente contam com uma equipe de analistas pra acompanhar o mercado diariamente e tomar as decisões de investimento por você. Delegar essa decisão pode ser altamente indicado se você estiver no início desse processo, ou mesmo se não tiver o tempo ou interesse de se aprofundar nos temas, empresas e setores.

Outra vantagem dos fundos de investimento é que, com pouco dinheiro, você consegue investir em um conjunto variado de ações selecionadas pelo gestor. Na Rico, a partir de R$100,00 você consegue investir em fundos de ações mantendo sua carteira diversificada.

4. Diversifique

Imagine que você tem uma cesta e coloca todos seus ovos nela! Se a cesta cair no chão, vai perder tudo de uma vez. Tenho certeza que você já ouviu o ditado: não coloque todos os ovos na mesma cesta! Pois é, no caso de um omelete bem feito, o ideal é separar esses ovos em várias cestas para te proteger de imprevistos.

Nos investimentos, funciona da mesma maneira. Aqui na Rico, sempre destacamos a importância de diversificar sua carteira de investimentos em diversas classes de ativos, como renda fixa, fundos imobiliários, ações, investimentos internacionais – sempre seguindo o seu perfil de investidor, objetivos e horizonte de investimentos.

Te contamos mais sobre diversificação de carteiras nesse texto e nesse vídeo.

Da mesma maneira, quando falamos da parcela de ações da sua carteira, a diversificação segue essencial. Isso porque, mesmo sabendo bastante sobre determinada empresa, você não consegue estar sempre no controle de todos os acontecimentos. Vai que algo acontece com ela da noite para o dia?

Para diminuir o risco de uma carteira de ações é muito importante a diversificação!

Tente sempre investir não só em ações diferentes, mas também em empresas de ramos de negócios distintos. Assim, você evita que crises específicas impactem todos os seus investimentos.

No gráfico acima, simulamos diferentes carteiras de investimento com o mesmo nível de risco. O resultado foi o que já esperávamos: uma carteira com maior nível de diversificação, entre renda fixa, renda variável e investimentos internacionais geraram uma maior rentabilidade no longo prazo. 

Em outras palavras, mantenha seu bolso diversificado!

5. Você pode investir diretamente em ações, com uma ajudinha

Além dos fundos de investimento que fazem a gestão do seu dinheiro, você também pode comprar diretamente suas primeiras ações com a ajuda de nossas carteiras recomendadas – ou seja, uma lista de investimentos (cada um com seu peso proporcional ao total) indicados diretamente ao investidor.

Para você que não tem tempo de acompanhar ou não sabe no que investir, na Rico temos a carteira recomendada de ações. Nela, nossos analistas indicam mensalmente quais os nomes preferidos para você incluir na sua carteira de investimentos em ações. Conheça a nossa carteira Rico11.

Dica bônus: Alocação

Quando você chega em um rio, no qual não enxerga o fundo, você pula de cabeça ou põe primeiro um pé para ver se você não vai afogar? Espero que você tenha respondido a segunda opção!

Assim como no rio (ou em quase tudo na vida), é importante começarmos devagar no mundo dos investimentos em ações. Assim, comece alocando uma pequena parte do seu patrimônio para entender como funciona e, a medida que adquirir experiência, se aventure um pouco mais. Sempre lembrando do seu perfil de investidor, objetivos e horizonte de investimento!

Conheça em nosso relatório “onde investir”, onde indicamos qual a alocação ideal para cada perfil de investidor.

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

1) Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM nº 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório.

2) Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor.

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12) A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. 

13) Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor.