• Talvez você não tenha pensado nisso ainda, mas o tênis e os investimentos têm muito em comum. 
  • Resistência, estratégia e consistência são características que podem te transformar em um craque tanto no mundo dos investimentos quanto nas quadras. 
  • Confira na análise a seguir como o tênis pode te transformar em um investidor melhor. 

Conhecido como o esporte de damas e cavalheiros, o tênis pode moldar o caráter e a forma que encaramos a vida. Eu jogo há pelo menos dez anos e sei bem o que é isso. Aliás, qualquer esporte te ajuda a ser mais competitivo, disciplinado, focado e principalmente resiliente. E por coincidência, são características que moldam também um bom investidor. 

Enquanto no tênis temos lendas como o suíço Roger Federer, o espanhol Rafael Nadal, a americana Serena Williams e o brasileiro Guga, nos investimentos temos o maior investidor de todos os tempos Warren Buffet, Benjamin Graham e até ícones brasileiros como Luis Barsi e mais recente o Thiago Nigro. Sabe o que as lendas do tênis e as lendas dos investimentos tem em comum? Resiliência. 

O Federer, em seu início de carreira, era catador de bolinhas em sua cidade natal, enquanto Warren Buffet só ficou rico após os 32 anos de idade. E o resto da história… Acho que todos vocês já sabem! 

Mas afinal, o que mais tênis e investimentos têm em comum? 

No começo parece ser muito difícil 

Se você já jogou tênis sabe que o primeiro contato com a raquete não é fácil. Mas, à medida que compreende a dinâmica e com tempo de jogo, você vai evoluindo e se apaixona pelo esporte. 

O mundo dos investimentos é a mesma coisa, de cara você já se assusta com tipos de investimento ou siglas como: CDB, Selic, CDI, LCA entre outros. Quanto mais você estuda e tem foco, entende que na verdade não é todo esse bicho de sete cabeças, começa também a se apaixonar em ver seu patrimônio suado trabalhando por você ao invés de só você trabalhar por ele. 

Você contra você mesmo 

O tênis é um esporte individual, nos níveis menos avançados de competição, normalmente ganha o jogo quem erra menos e se mantém com a cabeça fria mesmo se errar alguma bola. Ao mesmo tempo, como o jogo é de quem erra menos, não é porque você acertou aquela bola que parecia impossível que você vai acertar sempre. 

Quando investimos, o maior desafio é não sair do jogo, ou seja, evitar perdas permanentes, que sejam impossíveis de recuperar. Seu melhor aliado é o longo prazo já que você ganha mais dinheiro se tiver consistência, errar o menos possível e deixar que os juros compostos trabalhem ao seu favor.  

Você pode até errar, mas que não seja algo que te comprometa a sair totalmente do jogo. Então, cuidado! Às vezes você pode se arriscar mais e acertar aquele “trade” e até ganhar um pouco mais, mas como no tênis, tenha sempre em mente que no final vitorioso é aquele que erra menos e mantêm a cabeça consciente do jogo. 

Qual seu e estilo de jogo? 

Um jogador de tênis as vezes fica marcado por suas jogadas características. Depois de estudo e prática isso acaba se desenvolvendo naturalmente. Você pode ter um estilo de jogo mais consistente e tranquilo (bonito de se ver) como o do Federer, mais moderado como o do Novak Djockovic ou até mais agressivo e intenso como o do Nadal. 

Fato é que cada um tem um estilo de jogo que se sente bem em executá-lo. Ao investir isso não é diferente. Lembre-se, não importa como você “joga” e sim o resultado do jogo. 

Nos investimentos, você pode ser conservador, moderado ou agressivo (também chamado de arrojado). Grosso modo, o que você precisa conhecer o seu perfil de investidor, seu horizonte de investimento e sua tolerância ao risco antes de entrar em jogo. 

  • O conservador é aquele jogador que não quer correr muito risco, que prefere um jogo previsível e deixa o adversário errar. Grande parte de seus investimentos serão exclusivamente em renda fixa, evitando correr.  
  • O moderado joga a um pouco mais tempo e já aumenta seu repertório. Ele começa a bater mais forte no fundo da quadra e até “dá uma subida na rede” (rebatendo antes que a bola pingue no chão). Ele investe em ativos internacionais de renda fixa, quem sabe em fundos multimercados ou até mesmo tem uma pequena exposição em renda variável. A ideia é buscar mais rentabilidade, mas ainda mantendo um pé na segurança.  
  • O arrojado já começa com o saque forte e não tem medo de errar, vai para cima e domina completamente o jogo. Apesar de buscar bolas mais arriscadas, busca também diversificação dependendo do jogo atual do adversário. Ele investe em fundos de ações (ou até diretamente em ações), têm derivativos ou operações estruturadas (COE), quem sabe alguma exposição em investimentos ilíquidos (Private Equity, por exemplo) e ativos internacionais de renda variável estão no seu arsenal. 

Não sabe muito bem que tipo de tenista você é? Fique tranquilo, saiba tudo sobre o seu perfil de investidor aqui. 

Adaptação constante 

Dos mais famosos “Grand Slams”, temos diferentes tipos de quadras: 

Wimbledon (grama): é considerado o slam mais tradicional do mundo, disputado em Londres, na Inglaterra. Com a grama, o jogo é mais veloz do que nas outras quadras. É impossível falar de Wimbledon e não lembrar das roupas brancas e de Roger Federer Com 8 troféus erguidos, o maior campeão. 

. Roland Garros (saibro): O meu favorito, quando criança eu era fascinado pelos tenistas que tinham o tênis sujo de laranja e deslizavam pelas quadras. Disputado em Paris, O nosso brasuca Guga Kuerten tem três troféus. Mas o grande campeão é Rafael Nadal: 14 vezes levantando a taça. Esta é a quadra mais lenta feita de terra batida e pó de tijolo. 

. Australian Open (dura): esta quadra é a mais comum dos circuitos de tênis. E facilmente por aí você encontra. Realizada em Melbourne, tem como maior campeão Novak Djokovic, que levantou a taça nove vezes. Um jogo mais rápido, mas não tanto quanto as gramas sagradas de Wimbledon. 

. US Open (dura): disputado em Nova York. Contempla a maior arena e complexo de tênis do mundo, O Arthur Ashe Stadium. Roger Federer também é o maior campeão, levantou a taça cinco vezes. 

Reparem que, dependendo da quadra, você tem que adotar estilos de jogo distintos. Novamente, outra semelhança com os investimentos. Há momentos que a taxa de juros está mais alta e você consegue uma renda fixa mais atrativa, títulos indexados à inflação para se proteger de uma alta de preços. Certos momentos, o mercado de ação está atrativo com uma boa perspectiva de crescimento e lucro das empresas. Ou seja, sempre é bom ser estratégico com a sua alocação — Claro, respeitando sempre seu estilo principal de jogo. 

Um pouco de sorte faz bem 

Bom jogador é aquele que é consistente e diversifica seu jogo, mas também pode contar com um pouco de sorte. E sorte é aquilo, só têm quem procura. Ou como diria Tiger Woods: “Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”. 

Eu tenho uma frase que basicamente me norteia no mundo dos investimentos e carreira: “Naquilo que você foca expande”, que também pode ser confundido com a famosa “sorte”. 

Basicamente, quando você busca algo e está focado naquilo, as oportunidades “magicamente” aparecem. Mas se você não estivesse focado, dificilmente a veria. É nessa hora, daquele ponto importante em que a bola bate na fita da rede e passa para o lado do adversário. Sensação maravilhosa! 

E da mesma maneira que aquela bola bate na fita e passa, se você estiver bem-posicionado e diversificado dentro do seu estilo de investimento, pode ser que aquele fundo ou ação que escolheu, valorize de forma surpreendente e você ganhe um pouco mais (ou mais rápido) que o esperado. 

Consistência! 

Antes de qualquer partida de tênis você, como uma dama ou um cavalheiro, cumprimenta seu adversário e deseja com que ele faça um bom jogo. Da mesma forma, quando aquela bola bate na fita e passa, como foi sorte, você o pede desculpas. No final do duelo, vocês se cumprimentam na rede e parabeniza-se o ganhador do duelo.  

Mesmo que você dê aquela tacada de sorte, se mantenha no jogo e respeite o mercado. Porque no final do dia, seu adversário sempre será você mesmo e sua consciência no que está fazendo. 

No fim do jogo, quem ganha é quem errar menos e têm mais consistência! E como diria o bom velhinho de Omaha: “Não invista o que sobra depois de gastar, gaste o que sobra depois de investir.” Warren Buffett. 

Foque em fazer seus aportes mensais, estude as empresas, os fundos e apesar de ter que se adaptar, não fuja do estilo de jogo que dá certo para você. Ao longo do tempo, você fica craque dentro e fora das quadras. 

Quer saber como montar sua carteira de acordo com o seu perfil de Investidor? Confira o nosso “Onde Investir em outubro” com nossas recomendações para esse mês. 

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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