O primeiro mês de 2024 já aponta que esse ano será mais um de volatilidade e incertezas no cenário global, mas também de oportunidades para o investidor atento. Nesse texto, abordaremos quatro temas que devem mexer com os mercados ao longo do ano, e podem ainda não estar no seu radar:

1) Eleições: Será um ano eleitoral histórico, com mais de 60 países realizando eleições. Eventos políticos elevam a incerteza, mas historicamente não causam grande impacto direto nos investimentos – especialmente quando consideramos eleições fora do país.

2) Inteligência Artificial: depois de um ano de “novidade”, 2024 será o marco da implementação efetiva da inteligência artificial, focando na automação de processos e otimização de rotinas diárias. Setores mais informatizados estão liderando essa adoção e empresas de tecnologia têm a oportunidade de se beneficiar desse movimento.

3) Apostas Online: A indústria de jogos online também será destaque em 2024. Em pleno crescimento, impulsionada por avanços tecnológicos, a educação sobre seu uso responsável serão desafios a serem enfrentados por pais, governos e empresas do setor.

4) Mercado Imobiliário: Desde a pandemia da Covid-19, o mercado imobiliário vem passando por transformações, como a reconfiguração dos espaços de escritório. A redução das taxas de juros esperada para 2024 pode estimular a demanda por imóveis, mas seu efeito será gradual na economia e nas taxas de financiamento imobiliário.


Rico na Hora – 4 temas que afetam seu $$$ em 2024

No cenário econômico global, o ano de 2024 será dominado pelos mesmos temas que nos acompanharam ao longo de 2023: inflação e juros. A grande diferença é que agora a pergunta deixa de ser “até onde subirão os juros?” nos países desenvolvidos, passando a ser “até quando eles ficarão altos?”.

Essa temática será também o pano de fundo do cenário econômico e dos mercados aqui no Brasil, sendo a tônica para o comportamento de muitos investimentos – de ações à títulos de renda fixa e a nossa moeda.

O palco político também não deverá sair do radar em 2024, com a pauta fiscal provavelmente “indo e voltando” dos holofotes ao longo do ano diante de novos programas econômicos, propostas de reforma (como a tributária sobre a renda), e a chegada das eleições municipais.

Mas tudo isso que falamos acima você já sabia, não é mesmo? Afinal, detalhamos o cenário esperado para a economia e os investimentos em nossos relatórios Onde Investir em 2024 e Projeções Rico: o que esperar para a economia em 2024.

Por isso, abaixo trazemos quatro (outros) temas para ficar de olho no ano que se inicia – e que podem estar fora do seu radar.

1) O maior ano eleitoral da história

Por Rachel de Sá

Você sabia que esse ano será o maior ano eleitoral da história? Em 2024, mais de 60 países — e 49% da população global — realizarão eleições, elegendo candidatos(as) para cargos majoritariamente à nível nacional. Esses incluirão os Estados Unidos, que elegerão o novo presidente e membros do Congresso, além de outras das principais economias do mundo como Índia, Reino Unido, México e Rússia. Aqui no Brasil, teremos eleições municipais.

Infelizmente, nem todas as disputas ocorrerão em ambientes igualmente democráticos, com grandes variações em termos de garantia da liberdade do voto e de ingerência política nos pleitos.

Porém, para além do palco político-social, eventos políticos de toda natureza tendem a trazer maior percepção de incerteza e certa aversão ao risco para investidores, impactando mercados e investimentos ao redor do mundo.

Afinal, é no palco político que são determinadas as regras do jogo. Regras como a regulação que impacta diferentes setores, reformas econômicas que tem perspectivas de melhorar (ou piorar) a situação fiscal do país, além das próprias regras eleitorais, do pano de fundo de decisões judiciais que impactam empresas e pessoas, e – claro – de leis e regulações que regem o mundo dos investimentos.

Assim, quando falamos de eleições, estamos falando da incerteza sobre o futuro das regras do jogo. Aqui, independente da predileção política de cada analista e gestor de mercado, entra a palavra mágica que conecta as urnas aos mercados: previsibilidade. Nesse caso, a falta dela.

A falta de previsibilidade sobre o que acontecerá no futuro, e isso inclui um próximo mandato presidencial, por exemplo, impacta diretamente a percepção de risco de agentes de mercado. Em bom português: se você não sabe o que vai acontecer amanhã, como você adapta sua percepção de risco ao colocar seu dinheiro em um ativo financeiro? Simples: você coloca essa incerteza no preço desse ativo. 

Precificação da incerteza eleitoral: o movimento de investidores tentando se proteger do desconhecido, por meio do desconto no preço daquilo que estão comprando.

Dito isso, eleições também não significam, necessariamente, maior volatilidade nos investimentos — especialmente quando falamos de pleitos que ocorrem em outros países.

Historicamente, as eleições presidenciais americanas não parecem ter exercido grande impacto na volatilidade observada na bolsa brasileira, a menos não diretamente. Da mesma maneira, podemos ver que a disputa presidencial americana também teve pouco efeito na performance do nosso Ibovespa.

Nesse contexto, podemos destacar que, embora grandes eventos políticos tendam a elevar a percepção de incerteza e imprevisibilidade nos mercados, eles não parecem ser o suficiente para – sozinhos – impulsionarem mudanças de dinâmicas estruturais nos investimentos, principalmente quando não são diretamente no país de origem.

Em bom português: mantenha os olhos atentos para as urnas em 2024, mas sem pânico!

2) Hora de parar de falar em inteligência artificial e começar a fazer

Por Júlia Aquino

Até agora, ouvimos muito falar de inteligência artificial (também chamada de IA ou AI, na sigla em inglês). Com o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, as empresas correram para dizer que tinham planos de incorporar IA à sua operação. Para se ter uma ideia, olhando para as empresas que fazem parte do S&P 500 (principal índice de ações dos Estados Unidos), as menções ao tema aumentaram mais de 6 vezes desde então.

O tema impulsionou empresas de tecnologia nos Estados Unidos, com mercados ao redor do mundo animados diante das perspectivas de como a IA revolucionaria os negócios. Em 2024, o que investidores querem é ver essa mudança sendo feita: chega de falar, é hora de colocar em prática.

Já falamos muito sobre qual é o potencial da IA, e o momento agora é de pôr os pés no chão e entender o que pode ser feito de fato — por isso, devemos ver em 2024 quem larga na frente e quem fica para trás à medida que tecnologia entra no dia a dia.

Nesse cenário, muitas empresas podem enfrentar dificuldades para se adaptar às mudanças no modelo de trabalho ou entender como a nova tecnologia pode ajudar no dia a dia. Os setores da economia que já são mais informatizados veem mais penetração das ferramentas de IA na rotina (e tem mais expectativa de que seu uso aumente no futuro), se comparados a setores mais distantes do assunto.

Isso porque, por enquanto, a adoção da IA no mercado de trabalho é mais centrada em automação de processos e otimização dos fluxos do dia a dia, e menos em colocar máquinas no lugar de pessoas.

Além disso, um dos principais receios levantados pela IA — o de reduzir o número de postos de trabalho — ainda parece distante: as segundo um estudo do MIT, substituir uma pessoa por uma máquina ainda não faz sentido quando olhamos para custos.

Esse é um problema comum quando falamos de tecnologias de ponta. Ser inovadora é bom, mas traz o ônus de ter que construir a infraestrutura necessária para processar modelos de IA de forma adequada.

Por isso, por enquanto, devemos ver os principais (e maiores) impactos em empresas que já tem foco em tecnologia, como Meta e Google. Nesse cenário, também vemos espaço para fabricantes de semicondutores, como Broadcom, ASML e TSMC, serem beneficiadas pela necessidade global de construir computadores potentes, capazes de executar cada vez mais tarefas complexas.

3) Apostas online

Por Thiago Godoy

Um tema também importante a ser observado em 2024 são os jogos on-line, fenômeno que começou a explodir durante a pandemia e no ano passado quebrou todos os recordes.

Os jogos online, inicialmente concebidos como uma forma de entretenimento, evoluíram para uma força influente no cenário global, indo além do mero divertimento para moldar a economia mundial e criar vastas oportunidades de emprego.

Na última década, a indústria de jogos de apostas online experimentou um notável crescimento de 59%, atingindo uma receita global extraordinária de $565 bilhões. Avanços tecnológicos, mudanças legislativas e alterações no comportamento do consumidor foram catalisadores desse fenômeno. A acessibilidade aprimorada, impulsionada pela disseminação de smartphones e a onipresença da internet, contribuiu significativamente para essa expansão.

Além disso, a legalização do jogo online em diversas jurisdições — incluindo aqui no Brasil — abriu novos mercados, criando um terreno fértil para o florescimento de cassinos online bem-sucedidos.

Desafios socioeconômicos e o futuro dos jogos de apostas online

Apesar do cenário promissor do ponto de vista econômico, a indústria de jogos online enfrenta desafios substanciais. A implementação de um quadro regulatório robusto é essencial para garantir a justiça e a responsabilidade nas práticas de jogo. O equilíbrio delicado entre os benefícios econômicos e o impacto na sociedade determinará o sucesso a longo prazo dessa indústria em constante evolução.

Por trás da fachada colorida e atraente dos jogos de apostas online reside uma nuvem cinza de problemas graves. A proliferação de novas modalidades de apostas aqui no Brasil, como os populares “jogo do tigrinho” e “jogo do foguetinho”, trouxe consigo perigos inesperados. A dependência desses jogos, facilitada pela acessibilidade e complexidade, pode resultar em ciclos viciantes prejudiciais à saúde mental e física, relacionamentos, produtividade e qualidade de vida.

Identificar padrões comportamentais específicos é crucial para reconhecer possíveis casos de jogo patológico. Sinais como a ocupação significativa dos pensamentos pela atividade de jogo, a necessidade constante de aumentar apostas e as alterações de humor ao tentar reduzir o jogo são indicativos de desequilíbrio. Estratégias como autoconsciência, estabelecimento de limites, busca de apoio e desconexão gradual são cruciais para evitar problemas relacionados aos jogos online.

Embora possam parecer inofensivos, os jogos de apostas online representam uma ameaça crescente, especialmente entre crianças e jovens.

Além dos riscos financeiros, a supervisão parental cuidadosa e a educação sobre o uso responsável da tecnologia tornam-se imperativas para evitar que a diversão digital se transforme em uma jornada arriscada para a saúde e o bem-estar dessa geração.

À medida que os jogos online continuam a moldar o cenário global ao longo do ano, torna-se crucial enfrentar os desafios socioeconômicos que acompanham essa expansão. A busca por um equilíbrio entre os benefícios econômicos e o impacto na sociedade será determinante para o sucesso sustentável dessa indústria dinâmica.

A conscientização, a regulamentação responsável e a promoção de práticas de jogo saudáveis são essenciais para garantir que essa forma de entretenimento global evolua de maneira positiva — e 2024 deve contar com o crescimento dessas discussões.

4) Mercado Imobiliário em 2024: uma nova fase de transformações

Por Antônio Sanches

O mercado imobiliário está entrando em uma nova fase de transformações em 2024, impulsionado por uma série de fatores de natureza tanto global, quanto doméstica.

De olho no mundo

Nos Estados Unidos, o mercado de escritórios tem enfrentado um desafio com a taxa de vacância em níveis historicamente altos, atingindo patamares não vistos há quase 40 anos. Isso se deve, em grande parte, à adoção do trabalho 100% remoto durante a pandemia em muitas empresas.

O gráfico ao lado ilustra essa dinâmica, assinalando forte queda no preço de escritórios nos Estados Unidos desde o início de 2022.

Em 2024, esperamos mais transformações, com a adoção de modelos híbridos de trabalho por muitas empresas. Espera-se que haja uma reconfiguração dos espaços existentes, com maior ênfase em ambientes flexíveis e colaborativos ou com o propósito de branding para as empresas. Essa dinâmica deve tornar escritórios em regiões premium mais procurados, enquanto edifícios mais antigos ou em regiões mais afastadas devem ver sua demanda enfraquecida.

Estamos em um ponto de inflexão?

Quando olhamos para o cenário doméstico, a dinâmica dos imóveis comerciais já apresenta certo aquecimento no final de 2023, com a variação de preços de locação comercial atingindo níveis superiores aos principais índices de inflação do país.

Isso nos faz questionar: será que estamos em um ponto de inflexão do mercado imobiliário? Um momento de virada e novas mudanças nesse mercado? Alguns dados do mercado residencial parecem indicar que sim.

Demanda residencial também em transformação

A mudança na dinâmica de trabalho também impactou o mercado residencial. Como podemos ver no gráfico abaixo (com dados do Fipezap Imóveis), os preços de aluguéis e venda de imóveis residenciais também foram afetados durante o período pandêmico, observando forte elevação entre 2022 e 2023.

Essa tendência não se limita apenas ao Brasil, mas também tem sido observada em economias mais desenvolvidas, segundo estudo do FMI.

Para o mercado residencial, além de uma nova dinâmica de trabalho, outro fator têm impactado a sua demanda: o aumento das taxas de juros.

Juros altos = crédito mais caro

O encarecimento do crédito se tornou um desafio para os compradores de imóveis, especialmente no segmento residencial. Afinal, as taxas de juros têm um papel fundamental no mercado imobiliário.

Entretanto, em 2024, com a esperada redução das taxas de juros nas principais economias do mundo, espera-se que o mercado imobiliário passe por mudanças significativas.

Afinal, taxas de juros mais baixas podem estimular a demanda por imóveis, tornando-os mais acessíveis para os compradores. Esse movimento pode impulsionar a construção de novas habitações, estimulando o setor imobiliário como um todo.

Nesse cenário, a redução das taxas de juros já em curso aqui no Brasil deve impactar o mercado imobiliário ao longo de 2024. Mas esse efeito deve ser visto de forma gradual na economia. Segundo análise recente do Banco Central do Brasil, a queda da taxa básica de juros tende a levar de 6 a 12 meses para ser refletido nos juros observados em taxas de financiamento imobiliário.

Diante dessas tendências, é fundamental estarmos atentos às mudanças dessa nova realidade no mercado imobiliário. A capacidade de compreender as demandas do mercado e oferecer soluções inovadoras será essencial para aproveitar as oportunidades e enfrentar os desafios que surgirão nesse cenário em constante transformação.

Por fim, vale destacar que, no Brasil, o investimento em imóveis pode ser feito por meio de FIIs (Fundos de investimento mobiliário), comprando cotas que te dão direito a participação em imóveis ou dívidas atreladas ao mercado imobiliário. Todos os meses, atualizamos a nossa carteira de fundos imobiliários gratuitamente aos clientes da Rico. Você pode acessá-la aqui.

Elaborado por:

Júlia Aquino, CNPI 3607

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