A Previdência privada é provavelmente o investimento mais incompreendido do mercado financeiro. Parte da culpa pode ser atribuída ao longo período em que apenas poucas instituições distribuíam esse tipo de investimento, com produtos muitas vezes marcados pela rentabilidade “duvidosa” e custos elevados.

Para completar, as diferentes regras incidentes sobre investimentos em previdência privada aumentam sua complexidade, contribuindo para afastar ainda mais os investidores.

Abaixo, explicamos o que é o investimento em fundos de previdência privada e porque todo investidor deveria considerar ter em sua carteira de investimento – de olho em um futuro financeiro mais tranquilo.

Detalhamos também as modalidades desse tipo de investimento, além de vantagens tributárias e tipos de fundos disponíveis para ajudar você a tomar decisões informadas sobre seu investimento.

O que é um Fundo de Previdência Privada?



O Fundo de Investimento em previdência privada é uma aplicação financeira que oferece diversos benefícios fiscais e estruturais para o investidor que busca conquistar objetivos de longo prazo, como por exemplo a sua aposentadoria.

Ao contratar um plano de previdência, você destinará recursos para um fundo de investimento administrado por uma instituição financeira, que por sua vez fará a aplicação desses recursos em diferentes investimentos, de acordo com a estratégia definida.

Esses ativos podem incluir títulos públicos, títulos privados, ações, entre outros, buscando proporcionar uma rentabilidade atrativa no longo prazo.

Com uma variedade de opções de planos e regimes de tributação, a previdência privada tende a ser uma alternativa capaz de se adaptar às necessidades e objetivos de diferentes perfis de investidores, visando a otimização do patrimônio ao longo dos anos.


Previdência Fechada ou aberta?



Há dois tipos de veículo de previdência privada hoje disponíveis no Brasil: as fechadas e as abertas.

Os fundos fechados são exclusivos para funcionários de empresas ou membros de uma instituição – no qual normalmente a empresa aloca uma parcela, e o adicional fica a cargo do funcionário.

Já os fundos abertos podem ser acessados por qualquer pessoa, sendo divididos entre as modalidades PGBL e VGBL. Ambos os tipos de planos oferecem benefícios fiscais significativos, mas suas características se adequam a diferentes perfis de investidores.

Previdência aberta: PGBL ou VGBL?

Dentro essas modalidades, o investidor deverá escolher qual se encaixa melhor em suas necessidades. Essa escolha será norteada principalmente pela diferença de tributação:

  • O PGBL será ideal para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e deseja deduzir até 12% da renda bruta anual tributável. Nessa modalidade, o imposto incide sobre o valor total resgatado.
Renda Bruta Anual Tributável Contribuição máxima dedução de IR (no PGBL)
 R$120.000                     R$14.400              
  • O VGBL será recomendado para quem opta pela declaração simplificada do IR ou já atingiu o limite de dedução com outros produtos de previdência. Nessa modalidade, o imposto é aplicado apenas sobre os rendimentos acumulados.



Tributação: Regime progressivo x regime regressivo



Feita a escolha de qual modalidade se adequa melhor aos seus objetivos tributários, o investidor precisará escolher qual o regime de imposto de renda de seu fundo de previdência. Sendo as duas seguintes tabelas possíveis:


Tabela regressiva de IR

Na tabela regressiva, a alíquota de imposto de renda diminui conforme o tempo de aplicação, incentivando o investimento a longo prazo. Assim, essa é indicada para objetivos de médio a longo prazo, pois oferece alíquotas de IR menores ao longo do tempo.

Prazo de Permanência Alíquota de IR
 Até 2 anos             35%            
 2 a 4 anos             30%            
 4 a 6 anos             25%            
 Acima de 10 anos       10%            



Tabela progressiva

Na tabela progressiva, a alíquota de imposto de renda é aplicada de acordo com a faixa de renda do investidor. As alíquotas variam de 0% a 27,5% e são progressivas conforme o valor do resgate.

Faixa de Renda Bruta Anual Tributável Alíquota de IR
 Até R$1.903,98                         Isento        
 R$1.903,98 a R$2.826,65               7,5%          
 R$2.826,65 a R$3.751,05               15%            
 R$3.751,06 a R$4.664,68               22,5%          
 Acima de R$4.664,68                   27,5%          

Resgatar ou obter renda?

Por fim, a última decisão do investidor nesse processo será escolher o modo de resgate desse investimento. O investidor pode escolher uma data futura e deverá optar por:

  • Resgatar o saldo total acumulado e administrar a sua utilização em outro tipo de investimento ou uso;
  • realizar a contratação do pagamento de uma renda mensal que pode ser do tipo vitalícia, na qual o investidor vai receber uma renda mensal até a data do seu falecimento, quando encerraria esse recebimento;
  • contratar uma renda temporária mensal com prazo certo, com um valor definido por tempo específico; ou finalmente,
  • Optar por uma renda vitalícia com reversão aos beneficiários – que terá sequência do recebimento mesmo após o falecimento do investidor titular.

Vale destacar que, em todos esses casos, a renda contratada será adicionada às demais outras fontes de renda do titular, sendo tributada conforma a tabela progressiva do imposto de renda – que isenta a incidência de IR para rendas mensais de até R$ 1.903,98, seguido o indicado na tabela acima após esse valor.

Benefícios do Produto

Como objetivo de incentivar o planejamento de uma aposentadoria complementar, a previdência oferece uma série de benefícios, quando comparados a outros investimentos, incluindo:

  • Benefícios fiscais: Deduções da base de cálculo do Imposto de Renda para investidores que contratam planos do tipo PGBL, podendo chegar a 12% da renda bruta anual tributável.

Além disso, a tabela regressiva do IR para fundos de previdência atinge a menor alíquota existente entre investimentos: de 10%.

  • Isenção do come-cotas: Ao contrário de outros fundos de investimento, os fundos previdenciários não estão sujeitos à antecipação semestral do Imposto de Renda, o que tende a melhorar sua rentabilidade a longo prazo.
  • Planejamento sucessório: Os planos VGBL oferecem isenção de imposto na transmissão dos recursos (Isenção de ITCMD), pois não entram em inventário, dependendo da legislação estadual. Além disso, são destinados aos beneficiários indicados, independente de grau de parentesco.
  • Fácil portabilidade: Os investidores podem transferir seus recursos entre diferentes fundos de previdência sem custo adicional, permitindo ajustes na estratégia de investimento.
  • Flexibilidade: Opções de resgate ou recebimento de renda mensal, com possibilidade de escolha entre renda vitalícia, temporária ou reversível aos beneficiários.

Taxas da previdência privada


Por fim, é importante o investidor conhecer bem as taxas para evitar surpresas durante seu planejamento. Na previdência privada, o investidor poderá ser cobrado pelas seguintes taxas, a depender da instituição com quem contrata:

  • Taxa de administração: Essa taxa é a remuneração do time de gestão do patrimônio, geralmente variando entre 0% e 4% ao ano. Essa taxa já é descontada da rentabilidade do fundo. Ou seja, não haverá desconto em sua conta bancária, e sim redução do patrimônio investido.
  • Taxa de Performance: Similar a taxa de administração, incidirá sobre a rentabilidade que ultrapassa o benchmark (índice de referência, como CDI ou Ibovespa), podendo variar entre seguradoras e fundos.
  • Taxa de carregamento: Cobrada na entrada e/ou saída do plano, podendo chegar a 3% ou mais. Nesse caso, a taxa será descontada do aporte ou resgate do fundo.

Na Rico, oferecemos zero taxa de carregamento de entrada e saída, zero taxa de custódia e portabilidade sem burocracia. Consulte seu assessor de investimentos na Rico e faça sua portabilidade ou contratação da previdência privada.

Consistência faz diferença?

Finalmente, vale destacar que a previdência privada te ajuda a garantir uma importante ferramenta no mundo dos investimentos: a consistência. Isso porque é possível programar aportes mensais direto de sua conta bancária.

Mas por que a consistência importa?

Detalhamos o tema nesse texto, mas de maneira resumida, podemos afirmar que a consistência é a melhor forma de usar a magia dos juros compostos a seu favor.

Para ilustrar, simulamos duas situações em termos de consistência na hora de investir, e demostramos como o resultado final difere entre o investidor “consistente” e o investidor “casual”.

  • O “investidor consistente” realiza aportes de R$ 200 por mês ao longo de 360 meses (30 anos) de investimentos.
  • Do outro lado, o “investidor casual” investe R$ 4.800 a cada 2 anos por 30 anos.

Como podemos ver, ambos investem o mesmo valor em todo o período, porém com frequências diferentes.

Porém, fica claro no gráfico acima como o resultado no longo prazo é bastante diferente entre os dois. Considerando as mesmas condições de investimento e o mesmo período, o “investidor consistente” terá acumulado ao fim de 30 anos um patrimônio de R$ 705.982,75, enquanto o “casual” terá acumulado um patrimônio de R$ 628.157,57.

Ou seja, a consistência adicionou 12% ao patrimônio daquele que investiu todos os meses, mesmo diante da mesma quanta investida.

Essa aparente “mágica” é explicada pelo efeito dos juros compostos sobre os investimentos, como contamos aqui em detalhes.

Agora que você já sabe todos os detalhes sobre a previdência privada e as vantagens para quem investe pensando no longo prazo, o único motivo para ainda não ter esse investimento é não possuir conta na Rico. Abra já a sua conta, gratuitamente aqui.

Elaborado por:

Júlia Aquino, CNPI 3607

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