- Mercados internacionais amanhecem em compasso de espera por dados de desemprego nos Estados Unidos, que podem sinalizar os próximos passos dos juros no país (que afetam o mundo todo).
- Ômicron segue no radar, com cientistas indicando que as vacinas podem ser eficazes contra casos mais graves da variante.
- No Brasil, mercados reagem bem a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado e aos dados de um PIB fraco divulgados ontem.
- O cenário político fala mais alto, pois apesar de mudar regras fiscais, o avanço da PEC afasta o cenário de “podia ser pior”.
- Nas nossas projeções atualizadas, vemos economia mais fraca em 2022, por conta de juros mais altos e inflação caindo (mas ainda elevada).
Sextou com indecisão e compasso de espera. Bolsas internacionais e mercados futuros amanhecem sem movimentos expressivos hoje, enquanto investidores aguardam novos dados sobre o desemprego americano.
Lembrando que o dado é importante por influenciar a decisão do Banco Central do país (o FED) sobre os próximos passos no caminho de fim de estímulos à economia. Se os dados mostrarem forte recuperação do mercado de trabalho, na linha do observado também nos dados de atividade econômica, aumentam as chances de uma aceleração na retirada dos estímulos no país.
Vem vacina (V3), cai petróleo. O pronunciamento de cientistas sul-africanos, pontuando que as vacinas atuais devem ainda oferecer proteção contra casos severos da variante Ômicron, parece amenizar a volatilidade dos mercados pela manhã. Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (a OPEP+) surpreenderam o mercado ao manter os planos de aumentar a produção em janeiro, trazendo alívio aos preços de petróleo. No Brasil, o preço do petróleo para baixo tira um pouco a pressão por novos reajustes dos combustíveis e, além disso, pode ser que vejamos o preço na ponta cair se, de fato, esse cenário de barril de petróleo na casa dos 65 a 70 dólares (tipo Brent) se comprovar.
No Brasil, digestão PP – PEC e PIB. Por aqui, o mercado digere acontecimentos do dia de ontem, com a divulgação do PIB do terceiro trimestre e a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado.
No PIB, recessão técnica. A economia brasileira contraiu 0,1% entre julho e setembro, conforme o resultado divulgado ontem. O resultado veio levemente abaixo das nossas expectativas, e levou a economia para o que chamamos de recessão técnica. A economia ainda deverá crescer nesse ano (em comparação com o ano passado), nos levando ao nível pré-pandemia. Mas não devemos esperar crescimento (ao mesmo elevado) em 2022 – como te mostramos na tabela atualizada de projeções econômicas (abaixo).
Mas não há motivos para pânico! Você pode proteger seus investimentos com diversificação e cautela nesse ano que está por vir, e te contamos tudo aqui!
Na política, avanço técnico. O Senado aprovou a PEC dos Precatórios, aquela que muda as regras para o pagamento de dívidas judiciais e na metodologia de cálculo do teto de gastos para abrir espaço no orçamento do ano que vem. Apesar de alterar uma das nossas principais âncoras fiscais (a regra do teto), o avanço da PEC é visto como positivo pela maioria dos analistas, uma vez que traz maior previsibilidade mesmo em um cenário fiscal já deteriorado. Em bom português: tira a sensação de que “ainda pode piorar”.
A proposta agora passará novamente pela Câmara dos Deputados por ter sido alterada por senadores, o que pode prolongar o período de incerteza.
PIB caindo + PEC indo = juros caindo. Os eventos impulsionaram o mercado de juros futuros – onde investidores precificam os juros para financiamento do governo de longo prazo, e onde esperam que os juros estejam efetivamente no futuro. A combinação de atividade econômica mais fraca esperada para frente, e certo alívio no lado fiscal com a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado levou as expectativas de juros no futuro a caírem, impactando títulos de renda fixa. O risco que persiste, mas que não deve mostrar mudanças significativas nas próximas semanas porque o eleitor vai curtir seu fim de ano, é o de eleição.
Quer saber mais desse movimento do mercado de juros e como impacta seus investimentos em renda fixa? Te contamos tudo aqui!
Nas horas vagas
Eu vou tomar minha terceira dose! Para quem não viu (e mora no estado de São Paulo), foi anunciado ontem a redução do período permitido para tomar a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 – de 5 para 4 meses. A medida vale para quem tomou duas doses dos imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer, e deve beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas que se vacinaram nos meses de julho e agosto, segundo o governo. Saiba mais aqui, e me encontra na fila #comaroupadeir!
Elaborado por:
Bruna Sene, CNPI-T 6928
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