janeiro 6, 2021

Sugestão de Alocação de Ativos para perfil agressivo – janeiro/2020

A sugestão de alocação da Rico é feita pelos nossos especialistas e é uma oportunidade para você, que tem dúvidas sobre onde investir, diversificar sua carteira!

Ela é feita visando maiores retornos de acordo com o risco da carteira com a nossa leitura atual do cenário macroeconômico.

Ressaltamos que a sugestão tem o propósito de dar direcionamento para o investidor, porém, não recomendamos a venda dos ativos atuais para o enquadramento da sugestão sem antes conversar com um especialista.

Ibovespa em 2021, o que esperar?

Recapitulando (apesar de ninguém querer saber de retrospectiva esse ano, cá pra nós), as ações globais acumulam alta de +13,4% no ano depois do melhor mês de todos durante novembro (+13%). Quem diria que, julgando apenas pelos preços, 2020 teria sido um ano sólido para os mercados financeiros?

Apesar de ainda existirem muitas feridas a serem cicatrizadas em 2021, como as altas taxas de desemprego e aumento das disparidades sociais, a recuperação parece encaminhada e a esperança de um ano (e um mundo) melhor fica mais forte.

Esperamos que o Brasil cresça +3,4% em 2021, se recuperando parcialmente do declínio esperado de -4,6% em 2020. Isso deve apoiar as empresas brasileiras a crescerem fortemente seus lucros em 2021, o que é muito positivo para bolsa e, principalmente, aos setores que foram mais impactadas pela pandemia – Transportes, Varejo Físico, Shoppings, Bares & Restaurantes e Turismo.

O consenso de mercado espera que o lucro por ação (LPA) do Ibovespa cresça +2,3% em 2021, depois de cair -81,1% em 2020. Em 2022, o mercado estima um crescimento do lucro por ação de +11,8%.

Além disso, os estímulos devem continuar impulsionando os mercados. Em 2020, Bancos Centrais e governos ao redor do mundo anunciaram cerca de U$20 trilhões em estímulos fiscais e monetários, valor que representa surpreendentes 23% do PIB global.

Esse nível de novas dívidas e emissão de dinheiro foi muito além do declínio do PIB global, cuja queda estimada é de -4,4% em 2020.

A nova injeção de liquidez permanecerá na economia global porque é improvável que os Bancos Centrais revertam a postura bastante expansionista de taxas de juros baixíssimas por muitos anos. Sem contar os novos programas de estímulos sendo discutidos, como nos EUA e Europa.

E, por fim, a volta aos holofotes dos mercados emergentes e setores cíclicos também é muito positiva para a bolsa brasileira.

Vale notar que a exposição de investidores de mercados emergentes e globais permanecem substancialmente baixa na região. Portanto, o forte fluxo recente para o mercado brasileiro pode continuar em 2021.

Apesar da forte recuperação recente, as ações brasileiras ainda permanecem muito atrás e o índice está entre os mercados de pior desempenho globalmente em 2020. Além disso, os índices MSCI Brasil e Ibovespa estão fortemente inclinados para os nomes cíclicos e o setor financeiro, que devem se beneficiar de uma recuperação do crescimento global e de uma continuação da “reabertura do comércio”.

Dito isso, momento hedge “não diga que eu não te avisei”, nunca negligencie os riscos:

  1. Recuperação econômica: As expectativas de que as vacinas contra a covid-19 comecem a ser implantadas e se espalhem globalmente de forma rápida são muito maiores agora. Atrasos nos processos de aprovação da vacina, na produção de bilhões de doses e também na logística e transporte, assim como aumento dos casos da doença podem criar obstáculos para a economia global.
  2. Superaquecimento dos mercados e da economia (o Voldemort da economia: inflação): À medida que os principais riscos iminentes em 2020 começam a sair do caminho (pandemia, eleições americanas) e existe muita liquidez dos estímulos fiscais e monetários, há um risco de superaquecimento nos preços dos ativos no próximo ano, potencialmente gerando algumas bolhas nos preços dos ativos. Mas não se engane: isso não é necessariamente negativo para os investidores: basta estar ciente desse potencial, se posicionar adequadamente e tomar os cuidados necessários, como diversificar a sua carteira. Ativos reais são a melhor opção para proteger seu portfólio em 2021 (ações, títulos indexados à inflação, commodities como metais preciosos e até mesmo uma pequena exposição a criptomoedas, como Bitcoin). Veja aqui mais detalhes.
  3. Risco de que a inflação surpreenda para cima, especialmente no Brasil, o que pode levar a uma maior taxa de juros e aperto monetário em 2021. Lembrando que esperamos que a taxa Selic termine 2021 em 3% (vs. 2% atualmente), mas taxas mais altas do que o esperado são um risco para a atividade, para o fluxo de ações e até mesmo para números fiscais do governo. Como o Brasil terá quase 100% do PIB como dívida bruta, cada 1% de aumento na taxa de juros custa cerca de R$70 bilhões/ano, um valor bastante alto.
  4. Riscos fiscais no Brasil: como escrevemos no “em meio a tantas dúvidas, uma certeza”, o país vai emergir dessa crise altamente endividado e ainda com um grande déficit orçamentário anual. Essa dinâmica, associada à necessidade de emitir um montante relevante de dívida em 2021-22 para financiá-la localmente, provavelmente continuará a pressionar as taxas de juros de longo prazo e os prêmios de risco no Brasil. As melhores proteções para isso são a exposição ao câmbio (USDBRL), taxas flutuantes e títulos indexados à inflação, especialmente aqueles com classificação AAA-AA.

Sugestão de Alocação: Investidor Agressivo

O portfólio da categoria agressiva tem mais apetite a risco e, como consequência, maior sensibilidade ao cenário atual, apesar de sempre visar a proteção de capital no longo prazo.

Dividimos o perfil agressivo em 2 categorias: 

  • Energético – para quem gosta de adrenalina e aceita as incertezas no curto prazo para ter ganhos significativos lá na frente. 
  • Destemido – para quem aceita que os riscos fazem parte da vida e que para ter ganhos significativos é normal ter algumas perdas no caminho. 

Perfil Energético

Para quem segue a linha do perfil energético e gosta de adrenalina, recomendamos investir 25% em multimercados, 25% em renda variável, 15% em inflação, 24% em renda variável global, 6% em títulos pós-fixados e 5% em renda fixa global.

E, dentro dessa porcentagem, recomendamos os produtos da tabela abaixo:

Investidor Energético Alocação
Pós Fixado6.00%
Trend DI FIC RF Simples6.00%
Inflação15.00%
XP Debêntures Incentivadas FIC FIM CP5.00%
Tesouro IPCA+2,98% 20265.00%
DEB Petrobras IPCA+3,45% Jul/345.00%
Renda Fixa Global5.00%
Trend High Yield FIM5.00%
Multimercado25.00%
Giant Sigma Advisory FIC Multimercado6.00%
Kapitalo Kappa Advisory FIC FIM6.00%
Absolute Vertex Advisory FIC Multimercado6.00%
Giant Darius FIC Multimercado3.50%
Moat Capital Equity Hedge FIC FIM3.50%
Renda Variável25.00%
Brasil Capital Sustentabilidade Advisory FIA6.00%
XP Long Term Equity FIC Multimercado6.00%
Navi Cruise Advisory FIC FIA5.00%
Tork Long Only Institucional FIC FIA5.00%
Távola Absoluto Advisory FIC FIM3.00%
Renda Variável Global24.00%
COE ESG Taxa Fixa ou Alta Limitada12.00%
Trend ESG Global Dólar FIM12.00%

Perfil Destemido

Já para quem tem o perfil destemido, recomendamos investir 55% em renda variável, 35% em renda variável global, 5% em multimercado e 4% em inflação.

E, dentro dessa porcentagem, recomendamos os produtos da tabela abaixo:

Destemido Público GeralAlocação
Inflação5.00%
Trend Inflação Curta FIRF LP3.75%
Trend Inflação Longa FIRF1.25%
Multimercado5.00%
Selection Multimercado FIC FIM5.00%
Renda Variável55.00%
Navi Cruise Advisory FIC FIA8.00%
Brasil Capital Sustentabilidade Advisory FIA8.00%
XP Long Term Equity FIC Multimercado8.00%
Tork Long Only Institucional FIC FIA6.50%
Dahlia Total Return Adv FIC Multimercado6.50%
Távola Absoluto Advisory FIC FIM6.00%
Occam Long Biased FIC FIM6.00%
Selection ESG FIC Ações6.00%
Renda Variável Global35.00%
COE ESG Taxa Fixa ou Alta Limitada7.50%
Trend ESG Global Dólar FIM17.50%
Trend ESG Global FIM10.00%

As sugestões são feitas com base nas análises e projeções dos analistas do grupo XP Inc., a qual a Rico pertence, mas não trazem garantia de rentabilidade. 

Se você está começando a investir, ou abaixo do percentual alvo ajustado, nossa recomendação é implementar novas posições ao longo de 3 a 5 meses, para ir pegando o preço médio dos ativos.

Além disso, os ativos e suas taxas estão sujeitos a disponibilidade, podendo um fundo estar fechado ou os ativos de renda fixa não estarem mais disponíveis no momento em que você for aplicar. 

E se quiser saber mais, conheça alguns dos produtos que compõe nossa sugestão de alocação.

Sugestões para outros perfis de investidor

Você pode também conhecer as sugestões para outros perfis de investidores. 

Sugestão de alocação para perfil conservador. 

Sugestão de alocação para perfil moderado.