Em fevereiro de 2026, o IPCA subiu 0,70%, acima da nossa projeção e das expectativas de mercado. No acumulado em 12 meses, porém, a inflação desacelerou de 4,44% para 3,81%, voltando a se afastar do teto da banda da meta. O resultado mostra um contraste importante: por um lado, a leitura cheia ficou mais confortável; por outro, a composição do índice seguiu exigindo cautela, com pressão mais forte em serviços e sinais de reaceleração em medidas subjacentes de inflação.  

A alta do mês já era esperada, principalmente por conta dos reajustes sazonais de Educação, com destaque para os cursos regulares, que avançaram 6,18%. Além disso, itens ligados a serviços, como passagens aéreas, seguro voluntário de veículo e transporte por aplicativo, também contribuíram para o avanço do índice. Na direção oposta, houve alívio em alguns itens de alimentação, combustíveis e recreação, o que ajudou a conter uma pressão ainda maior no número cheio.  

Meta de inflação: o que é?

O regime de metas de inflação é parte do que chamamos de política monetária – a política responsável pelo controle da quantidade de moeda em determinada economia, que fica sob a responsabilidade do Banco Central.

Esse regime determina uma meta de inflação explícita e numérica (% ao ano), a ser perseguida pelo Banco Central. No caso brasileiro, a meta de inflação atual é de 3,0%. Isso significa que o Banco Central tem a responsabilidade de controlar a alta de preços de maneira contínua, de modo que ela se mantenha no ritmo de 3,00%.

O modelo brasileiro também inclui uma banda de tolerância de 1,50 pontos percentuais para cima e para baixo. Essa “banda” serve para acomodar eventuais choques, como por exemplo uma seca que afete a produção de alimentos e eleve a inflação além do controle do Banco Central, ou uma pandemia que derrube os preços.

Caso o IPCA se mantenha acima do limite de 4,5% por seis meses consecutivos, o presidente do Banco Central deve enviar carta ao Presidente da República indicando: i) os motivos do não atingimento da meta; ii) medidas planejadas para que a inflação retome à meta; e iii) o tempo projetado para que isso se concretize.

Por que a inflação subiu em fevereiro?

A aceleração do IPCA em fevereiro foi explicada, principalmente, pelos reajustes sazonais de início de ano em Educação. Como acontece tradicionalmente nesse período, as mensalidades escolares exerceram pressão importante sobre o índice, com alta relevante dos cursos regulares. Esse movimento acabou tendo peso suficiente para compensar a desaceleração observada em outras frentes do índice.

Além disso, houve avanço de passagens aéreas, seguro voluntário de veículos e transporte por aplicativo, mostrando que a pressão não ficou restrita a um único item sazonal. Por outro lado, alguns segmentos ajudaram a limitar a alta, como cinema, teatro e concertos, que recuaram no período por conta de promoções.

Na alimentação no domicílio, o comportamento foi mais misto. Houve queda em alguns produtos in natura, mas isso não foi suficiente para compensar a alta de alimentos industrializados e semielaborados. Já nos bens industriais, o resultado veio um pouco mais pressionado que o esperado, com destaque para vestuário e cuidados pessoais, embora alguns itens tenham trazido alívio, como automóveis, aparelho telefônico e etanol.

E os serviços? Seguem como ponto de atenção

E os serviços? Seguem como ponto de atenção
A leitura de serviços em fevereiro reforçou que essa ainda é uma das partes mais sensíveis da inflação brasileira. O agrupamento foi impulsionado por educação, passagens aéreas, seguro de veículos e transporte por aplicativo, enquanto medidas de núcleo ligadas a serviços continuaram rodando em níveis desconfortáveis para o Banco Central.

Os serviços subjacentes avançaram 0,64% no mês. Na métrica de média móvel de três meses dessazonalizada e anualizada, essa medida acelerou de 4,74% para 5,41%, sugerindo perda de fôlego na melhora que vinha sendo observada anteriormente. Já os serviços intensivos em trabalho seguiram elevados, ainda que com algum recuo na comparação anualizada de três meses, o que mostra que a descompressão desse bloco continua lenta. Em outras palavras, mesmo com a desaceleração do IPCA acumulado em 12 meses, a inflação de serviços segue transmitindo uma mensagem mais cautelosa.

E esse ponto tende a continuar no radar do Banco Central, já que serviços costumam responder de forma mais persistente ao mercado de trabalho aquecido e à inércia inflacionária.

Em resumo, o IPCA de fevereiro trouxe os seguintes destaques:

Inflação acumulada (IPCA 12m): +3,81% A inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,44% para 3,81%, reforçando a leitura de alívio no índice cheio. Ainda assim, a melhora do acumulado não elimina a necessidade de acompanhar a composição dos preços com atenção, especialmente em serviços e núcleos.

Educação puxou a alta do mês O principal vetor altista veio de Educação, com forte reajuste de mensalidades escolares no início do ano. Os cursos regulares subiram 6,18%, em movimento sazonal típico de fevereiro, mas com intensidade superior à observada no mesmo período do ano passado.

Serviços seguem exigindo cautela O agrupamento de serviços avançou com força, impulsionado não apenas por educação, mas também por passagens aéreas e seguro de veículos. Apesar de alguns alívios pontuais, a abertura do mês mostrou que a inflação de serviços ainda segue em patamar desconfortável.

Núcleos voltaram a acelerar A média dos núcleos subiu 0,62% no mês. Os núcleos são medidas de inflação que procuram mostrar a tendência dos preços com menos ruído, ou seja, tentando deixar de lado oscilações muito pontuais ou sazonais.

Quando olhamos a média móvel de três meses, ajustada pelos efeitos típicos de cada época do ano (dessazonalizada) e convertida para uma taxa anual (anualizada), essa medida passou de cerca de 4,1% para 4,4%. Em outras palavras, essa conta tenta responder à seguinte pergunta: se o ritmo recente da inflação se repetisse ao longo de um ano, onde ela estaria rodando?

Além disso, os serviços subjacentes também mostraram reaceleração. Então, embora o índice cheio tenha melhorado no acumulado em 12 meses, as medidas que ajudam a enxergar a tendência da inflação ainda sugerem um cenário que pede cautela.

Administrados ajudaram a conter parte da pressão Entre os preços administrados, houve recuos em itens como gasolina, taxa de água e esgoto e ônibus urbano, o que ajudou a suavizar parte das pressões vindas de serviços. Ao mesmo tempo, a energia elétrica subiu e impediu um alívio maior nesse grupo.

Cenário externo e doméstico

O risco fiscal e geopolítico continuam como fatores de atenção, pois gastos elevados do governo podem impulsionar a renda e, consequentemente, sustentar a demanda. Além disso, a escalada dos conflitos no Oriente Médio podem trazer pressão inflacionária para o mundo, dado aos avanços do preço do petróleo.

Outro ponto importante é acompanhar os movimentos da taxa de câmbio.  Muitos alimentos (como trigo e cacau) e insumos industriais (como tecidos e componentes eletrônicos) são cotados em dólar. Assim, quando o real se valoriza, esses itens ficam mais baratos; quando se desvaloriza, ficam mais caros.

Vale lembrar que o patamar da taxa de câmbio influencia diretamente e indiretamente a variação dos preços de alimentos consumidos domesticamente, em maior ou menor intensidade.

Afinal, grande parte do que consumimos é negociado internacionalmente (como cacau e proteínas) ou mesmo importado – como o trigo, e matérias primas para roupas e eletrônicos.

Detalhamos mais como a variação da taxa de câmbio impacta o poder de compra do brasileiro nesse texto.

Por que o dólar caiu em 2026?

A valorização do real e a queda do dólar ao longo de 2026 refletem, em parte, um ambiente externo mais favorável para moedas emergentes no curto prazo, com enfraquecimento do dólar global e redução de parte da pressão sobre preços domésticos. Esse movimento ajudou a aliviar, ao menos temporariamente, a inflação de bens e contribuiu para uma leitura mais benigna do IPCA cheio.

Ao mesmo tempo, esse alívio não deve ser lido como uma tendência linear e garantida. Mesmo com a melhora recente do câmbio, o cenário segue cercado por incertezas fiscais, políticas e geopolíticas, o que tende a manter a taxa de câmbio volátil ao longo do ano. Em outras palavras, o dólar mais fraco ajudou a inflação no curto prazo, mas esse vetor positivo ainda convive com riscos relevantes para frente.

Esse ponto é importante porque o câmbio continua sendo uma variável relevante para o comportamento dos preços no Brasil, especialmente em bens industrializados, combustíveis e parte da cadeia de alimentos. Por isso, a queda do dólar em 2026 ajuda a explicar parte do alívio inflacionário recente, mas não resolve sozinha os desafios de convergência da inflação para a meta.

Dito isso, não vemos fortalecimento adicional da taxa de câmbio, uma vez que: (i) o ciclo de cortes de juros pelo Fed não deve ser agressivo; (ii) as incertezas fiscais e políticas seguem elevadas; e (iii) a dinâmica do balanço de pagamentos preocupa. Detalhamos nossa visão sobre o que esperar para a nossa moeda adiante aqui.

Como ficam os investimentos atrelados ao IPCA?

Com resultado de fevereiro, temos um resultado do IPCA em 3,81% em 12 meses, e a inflação segue acima da meta do BC (3,0%). Com a Selic em 15% e o cenário exigindo cautela, proteger seu patrimônio continua essencial.

Se você tivesse investido R$ 10 mil há 12 meses em um título atrelado à inflação pagando IPCA + 6% a.a., seu resultado seria:

  • Inflação acumulada (IPCA 12m): 3,81% (aproximadamente 0,31% ao mês).
  • Juros reais de 6% ao ano, equivalente a 0,49% ao mês.
  • Rentabilidade total ao mês: 0,80%

Com um investimento de R$ 10.000,00, o valor total acumulado após 12 meses seria de R$ 11.003,39, antes da dedução do Imposto de Renda. Considerando o resgate do investimento, o valor líquido seria de R$ 10.802,71 — o que representa uma rentabilidade líquida de R$ 802,71 em um ano, aplicada em um título indexado ao IPCA.

A inflação impacta diretamente nosso dia a dia, reduzindo o poder de compra, especialmente quando está em alta. Por isso, é essencial ter exposição a investimentos atrelados ao IPCA, que ajudam a proteger sua rentabilidade contra a perda do valor real do dinheiro — principalmente em momentos como o atual, em que a inflação segue pressionada.

Como proteger sua carteira

Com a inflação ainda acima da meta e a Selic em patamar elevado por mais tempo, o investidor deve estruturar uma carteira que proteja o poder de compra e aproveite o ambiente de juros altos:

  • Títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ / NTN-B): pagam juros reais acima da inflação, garantindo preservação do poder de compra no longo prazo. São indicados para objetivos de médio e longo prazo, como aposentadoria e formação de patrimônio.
  • Debêntures incentivadas: isentas de IR para pessoa física, remuneram com juros reais e podem oferecer retornos superiores aos títulos públicos, com o benefício fiscal aumentando o rendimento líquido.
  • Crédito privado de emissores sólidos: CDBs, LCIs, LCAs e outros papéis de instituições com boa avaliação de risco, que oferecem prêmios adicionais sobre a renda fixa tradicional.
  • Fundos imobiliários indexados à inflação: mesmo com maior volatilidade no curto prazo, podem gerar renda mensal ajustada pelo IPCA e diversificar o portfólio. São especialmente úteis para quem busca fluxo de caixa recorrente e proteção contra perda do poder de compra.

Ao diversificar entre essas classes, o investidor reduz riscos, mantém resiliência diante de diferentes cenários econômicos e preserva o valor real do patrimônio, afinal nem só de proteção contra a inflação devem viver os investimentos nesse momento. Por isso, confira o detalhe das nossas recomendações de investimento atualizadas de acordo com o seu perfil de investidor no  “Onde Investir”. 

Elaborado por:

Maria Giulia Soares, CNPI 10023

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