A Copa de 2026 acabou e, com ela, a espera pelo Hexa se estendeu por mais quatro anos. Para quem assistiu de casa e pensou que um dia queria estar na arquibancada, existe uma boa notícia: o próximo Mundial já tem data e endereço. E quatro anos é tempo mais do que suficiente para se organizar.
Viajar para outro país, vestir a camisa amarela, cantar o hino ao vivo e sentir aquela emoção que nenhuma TV entrega. A experiência é única, mas envolve planejamento. Hospedagem, passagens, ingressos, alimentação e deslocamentos compõem um custo que precisa ser considerado.
Então surge a pergunta: quanto custa ir à Copa do Mundo 2030? E quanto é preciso investir por mês, a partir de agora, para chegar lá?
Copa do Mundo de 2030: o cenário da viagem
A Copa de 2030 marca o centenário do torneio e será disputada entre 13 de junho e 21 de julho de 2030, com 48 seleções. A organização ficou com três países: Espanha, Portugal e Marrocos. A decisão foi ratificada pela FIFA em dezembro de 2024, e a final está prevista para o Santiago Bernabéu, em Madri.
Como homenagem aos 100 anos da primeira edição, disputada no Uruguai em 1930, três partidas de abertura acontecem na América do Sul — em Montevidéu, Buenos Aires e Assunção. Para o torcedor brasileiro, essa é a forma mais barata de assistir a um jogo de Copa ao vivo: são poucas horas de voo e nenhuma travessia para outro continente. Vale como curiosidade e como plano alternativo, mas os jogos mais importantes do torneio, incluindo mata‑mata e final, acontece do outro lado do Atlântico.
Entre os três países‑sede, as candidatas a receber jogos somam 20 estádios em 17 cidades: nove cidades espanholas (Madri, Barcelona, Sevilha, Málaga, Bilbao, San Sebastián, La Coruña, Zaragoza e Las Palmas), seis marroquinas (Casablanca, Rabat, Marrakech, Tânger, Agadir e Fez) e duas portuguesas (Lisboa e Porto).
Atenção: a lista definitiva de cidades‑sede ainda passa por homologação final da FIFA, com prazo até dezembro de 2026. Por isso, o roteiro exato pode mudar, e o planejamento deve considerar alguma flexibilidade.
Essa distribuição muda bastante o jogo em relação a 2026. Em vez de três países continentais com voos longos entre sedes, temos agora duas realidades próximas na Península Ibérica, conectadas por trens de alta velocidade, e uma terceira no norte da África, com custo de vida sensivelmente menor. Na prática, o torcedor brasileiro pode escolher entre perfis de viagem bem distintos, e essa escolha é o que mais pesa no orçamento final.
Quanto custa ir à Copa do Mundo de 2030?
Quem nunca sonhou em cantar o hino ao vivo, sentir o frio na barriga no apito inicial e viver a Copa dentro do estádio? Esses momentos nascem num instante: a bola na rede, torcedores cantando juntos, a arquibancada vibrando como um só corpo. Assistir a uma Copa no estádio não é apenas “ver um jogo”, é presenciar a história do esporte.
Imagine esse momento: planejar a viagem para acompanhar a Copa do Mundo de 2030, com a bandeira no ombro, a camisa da Seleção e a foto histórica na arquibancada.
Mas afinal, quanto custa realizar esse sonho? E, tão importante quanto isso, o que é preciso fazer hoje para conseguir viajar em 2030? A resposta vai além de “saber o preço” de passagem e ingresso: é transformar o sonho em meta, entender o custo total, planejar prazos e investir de forma adequada para chegar lá com segurança.
Como tornar o sonho em realidade?
Para entender como viabilizar esse objetivo, montamos uma simulação considerando duas pessoas saindo de São Paulo, em um roteiro de 8 dias e 7 noites, assistindo a duas partidas da fase de grupos e visitando duas cidades do mesmo país‑sede.
Fixamos a duração e o número de jogos nos três casos de propósito: assim, a diferença de preço entre eles reflete apenas a escolha do destino, e não o tamanho da viagem. Fica mais fácil comparar.
Importante: todos os valores a seguir refletem preços praticados hoje e servem como ordem de grandeza, não como previsão. Até 2030, preços de passagens, hospedagem e ingressos vão mudar, assim como a cotação das moedas. A ideia aqui é dimensionar a meta com o que se sabe agora e revisar o plano ao longo do caminho.
Nosso objetivo é educativo: ajudar você a dimensionar a meta, organizar o prazo e fazer escolhas financeiras que tornem o sonho possível.
Três perfis de viagem
Perfil 1 — Marrocos: o mais acessível
Base em Casablanca, com deslocamento a Marrakech para a segunda partida. É o cenário de menor custo, principalmente por causa da hospedagem e da alimentação, que custam uma fração do que se paga na Europa. Riads e hotéis boutique de 3 a 4 estrelas ficam bem abaixo do padrão ibérico, e o país tem boa malha ferroviária entre as sedes. Em contrapartida, exige mais pesquisa de logística e adaptação cultural.
Perfil 2 — Portugal: o intermediário
Lisboa e Porto, as duas sedes portuguesas. Combina custo moderado com a vantagem óbvia do idioma, o que reduz atrito em tudo: reserva, transporte, atendimento médico, imprevistos. A distância entre as duas cidades é curta e bem servida de trem. É o meio‑termo para o torcedor brasileiro.
Perfil 3 — Espanha: o premium
Madri e Barcelona, as duas maiores praças do torneio. É onde estão a final e a maior parte dos jogos, e também os preços mais altos, de hospedagem, de alimentação e do trem de alta velocidade entre as duas cidades. Em troca, oferece a maior oferta de partidas e a infraestrutura mais rodada.
Mapa de gastos da viagem
A seguir, detalhamos os principais grupos de despesas para duas pessoas. Em cada item, indicamos como o custo se forma.
Uma observação sobre moedas: os gastos reais da viagem acontecem em euro (Espanha e Portugal) e em dirham marroquino. Para facilitar a leitura e a comparação, convertemos tudo para dólar e para real, usando as cotações de julho de 2026: € 1 = R$ 5,85 e US$ 1 = R$ 5,20.
- Passagens aéreas internacionais (Brasil → país da Copa, ida e volta)
O preço varia por data, antecedência, rota e companhia. Voos diretos costumam ser mais caros; conexões tendem a baratear. Junho e julho já são alta temporada na Europa mesmo sem Copa, o que tende a pressionar as tarifas ainda mais no período do torneio. Como os três países‑sede são vizinhos, também vale considerar rotas de entrada e saída por aeroportos diferentes.
Consultando valores atuais para o verão europeu, chegamos às seguintes referências de ida e volta por pessoa:
| Saída | Chegada (cidade/país‑sede) | Faixa observada | Valor adotado na simulação |
| São Paulo | MAD (Madri, Espanha) | R$ 3.869 a R$ 5.070 | R$ 4.500,00 |
| São Paulo | LIS (Lisboa, Portugal) | a partir de R$ 3.473 | R$ 3.900,00 |
| São Paulo | CMN (Casablanca, Marrocos) | R$ 3.623 a R$ 5.281 | R$ 4.000,00 |
Chama atenção que a passagem aérea quase não diferencia os três destinos: a diferença entre o mais barato e o mais caro fica em torno de R$ 600 por pessoa. Quem decide o orçamento, como veremos, são os outros gastos da viagem.
- Trechos internos (entre cidades‑sede)
Aqui está uma das grandes vantagens da Copa de 2030 em relação à edição anterior: os deslocamentos entre sedes são majoritariamente terrestres e curtos. Espanha e Portugal têm malha ferroviária densa, e a Espanha conta com trens de alta velocidade (AVE) ligando as principais cidades, além de operadoras de baixo custo como AVLO, Ouigo e Iryo, que puxam os preços para baixo quando a compra é antecipada.
Nos trens, o preço é dinâmico e a antecedência faz muita diferença: a mesma viagem Madri–Barcelona pode custar € 9 comprada com meses de antecedência ou passar de € 90 em cima da hora. Planejar sedes próximas entre si reduz custo e tempo de deslocamento.
| Trecho | Meio de transporte | Valor por trecho (€) | Valor por trecho (US$) | Valor por trecho (R$) |
| Madri ↔ Barcelona | Trem de alta velocidade (AVE) | € 9 a € 95 (dinâmico) | US$ 8 a 84 | R$ 53 a R$ 556 |
| Madri ↔ Sevilha | Trem de alta velocidade (AVE) | € 19 a € 176 (dinâmico) | US$ 17 a 156 | R$ 111 a R$ 1.030 |
| Lisboa ↔ Porto | Trem | € 30 (aprox.) | US$ 27 | R$ 176 |
| Casablanca ↔ Marrakech | Trem | € 12 (aprox.) | US$ 11 | R$ 70 |
- Hospedagem (diária × noites × duas pessoas)
O custo varia conforme cidade e bairro, categoria de hospedagem, política de cancelamento (reservas flexíveis tendem a ser mais caras), proximidade de estádio e transporte, e taxas locais que nem sempre aparecem no primeiro preço exibido. Em períodos de alta demanda é comum haver estadias mínimas, tarifas não reembolsáveis e pagamento antecipado.
Os valores abaixo correspondem à diária de um quarto duplo padrão, sem taxas, em alta temporada:
| Destino | Faixa observada (quarto duplo) | Diária adotada (€) | Diária adotada (US$) | Diária adotada (R$) |
| Casablanca / Marrakech | € 40 a € 80 (3–4 estrelas e riads) | € 60 | US$ 53 | R$ 351 |
| Lisboa / Porto | € 100 a € 180 (3 estrelas) | € 140 | US$ 124 | R$ 819 |
| Madri / Barcelona | € 100 a € 180 (intermediário); acima de € 300 (luxo) | € 160 | US$ 142 | R$ 936 |
É neste item que os três perfis realmente se separam. Sete noites em Madri custam quase três vezes o que custam em Casablanca.
- Alimentação (gasto diário por pessoa)
Pensando em refeições completas, lanches em estádio, água e eventuais gorjetas. Cidades turísticas e áreas próximas aos eventos elevam os preços nos dias de jogo.
Uma dica prática que funciona bem em Espanha e Portugal: os menús del día e pratos do dia, servidos no almoço por preço fixo entre € 12 e € 18, cortam o custo de alimentação pela metade em comparação com jantar em restaurante à la carte.
| Destino | Faixa observada (por pessoa/dia) | Valor adotado (€) | Valor adotado (US$) | Valor adotado (R$) |
| Marrocos | € 25 a € 40 (econômico); € 50 a € 100 (moderado) | € 40 | US$ 36 | R$ 234 |
| Portugal | € 30 a € 40 (econômico); € 60 a € 90 (moderado) | € 55 | US$ 49 | R$ 322 |
| Espanha | € 10 a € 20 (econômico); € 40 a € 60 (restaurantes) | € 60 | US$ 53 | R$ 351 |
- Transporte local
Metrô, ônibus, passes diários, carros de aplicativo e táxi devem entrar no orçamento, pois são custos que se repetem todos os dias.
Aqui há outra vantagem em relação a 2026: as cidades europeias e marroquinas têm transporte público mais denso e barato que a média das sedes norte‑americanas. Em Lisboa, por exemplo, o bilhete diário de metrô e Carris custa € 7,25. Madri oferece passe turístico de transporte com validade de 1 a 7 dias, com uso ilimitado da rede.
Para a simulação, consideramos € 10 por dia por pessoa no Marrocos, € 7,25 em Portugal e € 12 na Espanha. Vale reforçar que esse custo varia conforme a cidade, as distâncias e a localização da hospedagem: ficar perto de estações e estádios pode encarecer a diária, mas compensa na redução do deslocamento.
- Ingressos dos jogos
O preço depende da categoria do assento, da fase do torneio e da demanda, e a compra ocorre pelas plataformas oficiais da FIFA. É um dos itens de maior peso do orçamento.
A venda para 2030 ainda não foi aberta — a FIFA costuma iniciar o processo entre 12 e 18 meses antes do torneio, o que aponta para o fim de 2028 ou início de 2029. Inclusive, a entidade também sinalizou que vai revisar sua política de preços após as críticas ao valor dos ingressos em 2026.
Como referência, em 2026 os ingressos da fase de grupos variaram de US$ 60 a US$ 750, e a final chegou a US$ 10.990. Para um jogo padrão da fase de grupos, adotamos a média de US$ 300 (equivalente a R$ 1.560,00, na cotação de 5,20 BRL/US$).
Se a ideia for incluir partidas de mata‑mata, o valor sobe bastante. Por isso, a escolha das partidas deve refletir o teto de gasto de cada um: estabelecer prioridades é fundamental para chegar a um orçamento confortável.
- Gastos extras
Além de passagens e ingressos, é importante reservar uma verba para gastos extras, obrigatórios ou recomendáveis: seguro‑viagem, documentação e internet internacional.
Uma novidade em relação a 2026: brasileiros não precisam de visto para turismo em Espanha, Portugal ou Marrocos, mas a União Europeia deve passar a exigir o ETIAS, uma autorização eletrônica de viagem no valor de € 20, válida por três anos. O sistema sofreu adiamentos sucessivos e a expectativa atual é de entrada em vigor em 2027 — ou seja, provavelmente estará valendo em 2030, mas ainda não há data confirmada. Ter passaporte válido com antecedência continua sendo o básico do planejamento.
Outro gasto a entrar na conta é um dos queridinhos de qualquer turista: os famosos mimos de viagem. Depois da experiência, são eles que ficam como lembrança. Seja uma recordação, seja um presente para a família, esse tipo de gasto costuma aparecer e merece ser considerado.
Para esses gastos extras, reservar cerca de R$ 2.500,00 por casal costuma oferecer uma boa margem de segurança.
O que costuma pesar mais?
Passagens internacionais, hospedagem e ingressos são os maiores blocos do orçamento. Somando todos os itens para os três perfis, com 8 dias, 7 noites, duas cidades e dois jogos da fase de grupos, chegamos aos seguintes totais para o casal:
| Perfil | Passagens (casal) | Hospedagem (7 noites) | Alimentação | Transporte local | Trechos internos | Ingressos | Gastos extras | Total (casal) |
| Marrocos Casablanca + Marrakech | R$ 8.000 | R$ 2.457 (€ 60 × 7) | R$ 3.744 (€ 40 × 2 × 8) | R$ 936 (€ 10 × 2 × 8) | R$ 281 | R$ 6.240 (2 jogos × 2 pessoas) | R$ 2.500 | R$ 24.160 |
| Portugal Lisboa + Porto | R$ 7.800 | R$ 5.733 (€ 140 × 7) | R$ 5.148 (€ 55 × 2 × 8) | R$ 679 (€ 7,25 × 2 × 8) | R$ 702 | R$ 6.240 (2 jogos × 2 pessoas) | R$ 2.500 | R$ 28.800 |
| Espanha Madri + Barcelona | R$ 9.000 | R$ 6.552 (€ 160 × 7) | R$ 5.616 (€ 60 × 2 × 8) | R$ 1.123 (€ 12 × 2 × 8) | R$ 2.223 | R$ 6.240 (2 jogos × 2 pessoas) | R$ 2.500 | R$ 33.250 |
Em dólar, os totais equivalem a aproximadamente US$ 4.650 (Marrocos), US$ 5.540 (Portugal) e US$ 6.395 (Espanha) para o casal.
A diferença entre o perfil mais barato e o mais caro é de cerca de R$ 9 mil — quase 38% a mais — para a mesma quantidade de dias e de jogos. Isso mostra o peso da escolha do destino. Vale notar também que os ingressos representam 26% do orçamento no Marrocos e apenas 19% na Espanha: quanto mais barato o destino, mais o ingresso pesa proporcionalmente.
Cada leitor pode ajustar o plano ao próprio bolso, modulando número de jogos, cidades e tempo de estadia.
Do orçamento da viagem ao planejamento financeiro
Com o valor total estimado em mãos, o próximo passo é transformar o sonho em meta financeira clara e mensurável:
- Valor alvo: quanto a viagem deve custar, de acordo com suas escolhas de destino, duração e número de jogos.
- Prazo: quantos meses faltam até a viagem.
- Aporte mensal possível: quanto o casal consegue guardar e investir todo mês.
Com essas três informações definidas, fica mais fácil montar um plano de investimento. A partir do prazo disponível, é possível calcular quanto aportar por mês sob diferentes cenários de rentabilidade.
Para objetivos com data marcada, e que precisam manter o poder de compra até lá, a renda fixa normalmente é a primeira opção a ser considerada. Isso porque ela reúne investimentos que pagam juros e costumam oscilar menos do que a renda variável.
Em termos simples, investir em renda fixa é emprestar dinheiro ao governo, a um banco ou a uma empresa, recebendo juros em troca. É diferente de deixar o dinheiro “parado” na conta ou na poupança, onde ele tende a render menos (ou quase nada). Guardar no cofrinho até ajuda a acumular, mas investir com juros é o que realmente faz o dinheiro trabalhar para que o seu objetivo aconteça.
Quanto investir por mês para ir à Copa de 2030
De agora até junho de 2030 são 47 meses. É um horizonte confortável, e aqui é que mora a boa notícia: com prazo longo, o aporte mensal necessário cai bastante, porque os juros compostos passam a fazer parte do trabalho.
Para a simulação, consideramos um investimento de renda fixa atrelado à Selic, com rentabilidade de 10% ao ano (aproximadamente 0,80% ao mês) ao longo de todo o período. Trata‑se de uma premissa conservadora: o mercado projeta a Selic em queda gradual nos próximos anos, e adotamos uma taxa média abaixo dessa trajetória para não superestimar o resultado.
Também aplicamos o Imposto de Renda conforme a tabela regressiva, aporte a aporte, de acordo com o prazo real de cada aplicação. Os valores abaixo já são líquidos:
| Prazo: 47 meses | Valor‑alvo da viagem (casal) | Aporte mensal (casal) | Aporte mensal por pessoa | Total aportado | Juros líquidos |
| Marrocos | R$ 24.160 | R$ 435 | R$ 217 | R$ 20.428 | R$ 3.732 |
| Portugal | R$ 28.800 | R$ 518 | R$ 259 | R$ 24.351 | R$ 4.449 |
| Espanha | R$ 33.250 | R$ 598 | R$ 299 | R$ 28.114 | R$ 5.136 |
Colocando em perspectiva: R$ 217 por mês, por pessoa, levam o casal ao Marrocos para assistir a dois jogos de Copa do Mundo. Menos de R$ 300 por mês viabilizam a viagem à Espanha.
Em todos os três perfis, os juros respondem por cerca de 15% do valor final. Ou seja: aproximadamente um sexto da viagem é pago pelo rendimento do investimento, não pelo bolso do viajante. No caso da Espanha, são mais de R$ 5.100 — o equivalente aproximadamente ao valor das passagens aéreas.
Esses valores consideram aportes mensais constantes, sem nenhum resgate ao longo do caminho. Mudanças no prazo, no número de jogos, no destino ou no perfil de gastos influenciam diretamente o aporte necessário.
O Imposto de Renda também ajuda quem começa cedo
Na renda fixa, o IR sobre os rendimentos segue uma tabela regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota.
- Até 180 dias: 22,5%
- De 181 a 360 dias: 20%
- De 361 a 720 dias: 17,5%
- Acima de 720 dias: 15%
Começando agora, 23 dos 47 aportes ultrapassam os 720 dias de aplicação e pagam a alíquota mínima de 15%. Quem só começar a guardar em 2029 vai pagar 20% ou 22,5% sobre o mesmo ganho. É mais um motivo, além dos juros compostos, para não deixar para depois.
É importante reforçar que esta é uma simulação simplificada e educativa. Na prática, os resultados podem variar por conta de taxas, oscilações da Selic, prazos de aplicação e resgate, entre outros fatores de mercado.
E o câmbio, como fica?
Este é o ponto que merece mais atenção, e vale dizer com todas as letras: os valores em real apresentados aqui são uma ideia de ordem de grandeza, não uma previsão.
Toda a viagem será paga em euro e em dirham marroquino. Ao converter esses gastos para real usando a cotação de hoje, estamos assumindo que o câmbio ficará parado por quatro anos — o que não acontece. Só nos últimos doze meses, o euro oscilou entre R$ 5,72 e R$ 6,60, uma variação de cerca de 15%. Em quatro anos, o intervalo pode ser bem maior, para cima ou para baixo.
Na prática, isso significa que o câmbio tende a ser o fator que mais mexe no custo final da viagem — mais até do que a variação de preços de hotéis e passagens. Três atitudes ajudam a lidar com isso:
- Converter aos poucos. Comprar moeda em parcelas ao longo dos anos, em vez de tudo de uma vez, dilui as oscilações e evita o risco de comprar num pico.
- Revisar a meta periodicamente. Uma checagem anual do orçamento, com as cotações atualizadas, mantém o plano ancorado na realidade.
- Trabalhar com folga. Guardar um pouco acima do valor‑alvo cria margem para variações de câmbio e de preços sem comprometer a viagem.
Vale ainda conferir taxas, tarifas e prazos da instituição financeira antes de converter ou carregar o cartão, já que o spread cobrado varia bastante entre as opções disponíveis.
Quando começar?
Agora. Começar cedo faz toda a diferença: quanto maior o horizonte, menor precisa ser o aporte mensal para chegar ao mesmo objetivo, graças aos juros compostos, que potencializam o crescimento do dinheiro ao longo do tempo — e à alíquota menor de Imposto de Renda no longo prazo.
E um ponto importante: mantenha a reserva de emergência separada da verba da viagem. Como são objetivos diferentes, cada um merece sua própria “caixinha”, evitando misturar prioridades e garantindo mais segurança no planejamento.
Flexibilidade também joga a favor do bolso: data da viagem, cidade escolhida e categoria do ingresso influenciam diretamente o preço e a disponibilidade. Ter um plano B, seja de datas, destinos ou setores do estádio, evita cair na armadilha de pagar “qualquer preço a qualquer custo”. E como a lista final de cidades‑sede ainda será confirmada pela FIFA, essa flexibilidade não é só desejável: é necessária.
Vale também acompanhar o calendário de venda de ingressos, que deve começar entre o fim de 2028 e o início de 2029, e providenciar passaporte e eventuais autorizações com antecedência.
Agora feche os olhos e imagine a arquibancada em Madri, no Porto ou em Casablanca: a camisa amarela, o hino que arrepia, a selfie com o estádio lotado. Essa foto só é possível porque o planejamento começou antes, com metas claras, disciplina nos aportes e pequenas decisões bem-feitas, repetidas mês após mês.
Realizar um objetivo desse tamanho é totalmente possível. Organização, constância e um plano financeiro coerente são a chave que transforma um sonho em realidade. E, se a sua “Copa” não for uma viagem, tudo bem. Pode ser um curso, um intercâmbio, a troca de carro. A lógica continua a mesma: definir o valor pretendido, estipular o prazo e seguir com disciplina financeira. Assim, qualquer projeto sai do papel.
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Elaborado por:
Maria Giulia Soares, CNPI 10023
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16) O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
17) O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
18) ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.