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Estou adorando essa história de colocar música pra fazer parte da “experiência” da leitura. Acho muito que a vida tem trilha sonora (nossa que poética), mas sério, cada momento tem uma música que me marca. Vocês, caros/as 13 leitores/as também são assim?

A música do título desse insight é uma delas, que me lembra a fase dos 14-15 anos… Hoje quando falamos de sol, a música que vem na cabeça é outra né? “O sol, vê não me esquece e me ilumina, preciso de você aqui…”

Mas para esse insight, a trilha será outra: clica aqui.

Voltemos…

“Back to basics”
Fonte: Nasa

O Sol – o coração do nosso sistema solar – é uma estrela mais próxima da Terra, uma bola quente de gases brilhantes.

Sua gravidade mantém o sistema solar unido, mantendo tudo, desde os maiores planetas até as menores partículas de detritos em sua órbita. As correntes elétricas no Sol geram um campo magnético que é conduzido através do sistema solar pelo vento solar – um fluxo de gás eletricamente carregado que sai do Sol em todas as direções.

A conexão e as interações entre o Sol e a Terra impulsionam as estações, as correntes oceânicas, o clima, os cinturões de radiação e as auroras. Embora seja especial para nós, existem bilhões de estrelas como o nosso Sol espalhadas pela Via Láctea.

E põe especial nisso… além de estimular o funcionamento dos neurotransmissores, entre eles a serotonina, dopamina, noradrenalina e endorfina, responsáveis por trazerem bom humor, por exemplo, o sol é uma fonte de energia limpa.

Hoje, os combustíveis fósseis são a fonte final de 85% da energia, que é responsável por dois terços das emissões de gases de efeito estufa no mundo.

Por outro lado, uma imagem do novo sistema de energia está surgindo. Com uma ação ousada e eficaz, a eletricidade renovável, como a energia solar e eólica, poderia aumentar de 5% da oferta hoje para 25% em 2035 e quase 50% até 2050.

Fonte: BEN e IEA

Segundo essa matéria da The Economist, o petróleo alimentou o século 20 – seus carros, suas guerras, sua economia e sua geopolítica. Agora o mundo está passando por um choque de energia que está acelerando a mudança para uma nova ordem. Quando o covid-19 atingiu a economia global no início deste ano, a demanda por petróleo caiu em mais de um quinto e os preços despencaram.

Desde então, houve uma recuperação instável, mas será que retornaremos ao velho mundo?

Bom, não temos bola de cristal, mas que os produtores de combustíveis fósseis estão sendo forçados a enfrentar suas vulnerabilidades, eles estão.

A ExxonMobil, por exemplo, foi expulsa do Dow Jones Industrial Average em agosto, sendo membro desde 1928. Junto a ela, também saíram Pfizer e Raytheon Technologies como parte da maior remodelação do benchmark em sete anos, aumentando o peso das empresas de tecnologia.

Embora qualquer mudança no Dow Jones seja notável, a expulsão da Exxon Mobil – a maior empresa do mundo em 2011 – marca uma verdadeira “queda de gigantes”, refletindo o declínio das empresas de commodities na economia americana. No valor de US$ 525 bilhões em 2007 e mais de US$ 450 bilhões em 2014, a ação caiu em quatro dos seis anos antes de 2020 e acumula queda de mais de 50% esse ano.

Além disso, em 2020, as questões de sustentabilidade têm ganhado força. À medida que o público, governos e investidores se preocupam com as mudanças climáticas, a indústria de energia limpa ganha impulso.

Entretanto, a mudança para uma nova ordem de energia é vital, mas será complicada. Vale observar que hoje a China possui domínio na fabricação de componentes-chave e no desenvolvimento de novas tecnologias, produzindo 72% dos módulos solares do mundo, 69% de suas baterias de íon-lítio, 45% de suas turbinas eólicas e controlando grande parte do refino de minerais essenciais para a energia limpa, como cobalto e lítio. Outro grande risco é a transição dos petro-estados, que respondem por 8% do PIB mundial.

E as empresas no Brasil, o que tem feito?

Segundo Maíra Maldonado, analista do setor Elétrico da XP Investimentos, no Brasil, das empresas listadas, as que mais se destacam são AES Tietê (TIET11) e Ômega Geração (OMGE3). A Ômega é uma geradora exclusivamente renovável (eólica, solar e pequenas hidrelétricas) com capacidade instalada de 1,1 GW que representa um crescimento de 4,5x desse seu IPO em julho de 2017. Já a AES Tietê tem ativos de geração hídrica, eólica e solar que somam uma capacidade instalada de 3,7GW de energia exclusivamente renovável, além de um pipeline em análise com capacidade para mais 4GW.

Além disso, outras empresas, mesmo de setores variados, também têm investido em energia limpa, sem contar o crescimento de startups focadas nessa transformação.

Inclusive, ontem fiz uma live super legal com o Fabio Carrara, CEO e fundador da Solfácil, a primeira plataforma de financiamento em energia solar fotovoltaica no Brasil. Segundo ele, apenas 0,3% das casas no Brasil possuem sistema de energia solar e há muito espaço para o crescimento. Veja a live clicando neste link.

E se tiver mais interesse, temos um ótimo convite para você! Nessa sexta às 10h teremos nosso primeiro Pitchday ESG. Estaremos ao vivo em parceria com a Microsoft, para apresentar startups com potencial de transformar o Brasil. Acompanhem pelo LinkedIn XP Inc. ou pelo nosso canal do YouTube nesse link.