No dia 21 de novembro de 2022, a Disney anunciou uma nova troca de CEO’s, que surpreendeu a muitos. A companhia decidiu substituir o atual presidente, Bob Chapek, por seu antecessor (que deixou a empresa no final do ano passado): o antigo Bob, Iger.

A mudança ocorre em meio ao cenário macroeconômico conturbado e um período difícil para a companhia. No ano, as ações da Disney acumulam queda de -35,9%, superando a correção do índice da bolsa americana, S&P 500, de -15,5%.

O paraíso sob neblinas: resultados do terceiro tri

No mês de outubro, a Disney reportou resultados mais fracos que o esperado, acabando com o bom momento operacional nos últimos trimestres. A empresa relatou uma forte pressão nas margens de lucro, impactadas pelo aumento de custos com a alta da inflação nos Estados Unidos e no mundo. Na frente do streaming, configurado pelo Disney+, a empresa também reportou uma forte decepção, com os investimentos na plataforma ainda superando o crescimento de receitas. O ex-CEO Bob Chapek, afirmou que o serviço deverá atingir a lucratividade apenas em 2024.

Especula-se que um dos grandes fatores responsáveis pela troca dos CEO’s tenha sido justamente a decepção nos resultados. Os números também foram acompanhados por uma tentativa de redução da base de funcionários da empresa, do até então CEO, que acabaram passando uma imagem ruim de que as operações não estavam indo muito bem.

Sai Bob Chapek, entra Bob Iger

Uma troca repentina? Nem tanto. Apesar da companhia ter renovado o contrato do CEO, em 28 de junho de 2022, sua gestão ocorreu em um período conturbado. Bob Chapek assumiu a empresa em fevereiro de 2020, e absorveu todo o impacto da pandemia, enfrentou o cenário de desaceleração, além alta da inflação global neste ano. Consequentemente, com todas essas adversidades, sua gestão não foi marcada por grandes conquistas.

Além disso, Chapek também foi criticado pela forma com que conduziu a ação judicial da atriz americana Scarlett Johansson sobre o lançamento de uma produção na plataforma de streaming,  e pela demora em se opor ao projeto de lei anti-LGBTQIA+ na Flórida.

A performance ruim no último trimestre alinhada às polêmicas anteriores acabaram sendo fatores-chave para a mudança dos CEOs.

A busca do sucesso passado

O atual CEO já havia comandado a companhia por 15 anos, até se aposentar em 2020. Iger é conhecido por ter multiplicado o valor da ação da companhia múltiplas vezes e gerado muito valor para os acionistas. Ao longo de sua gestão a Disney entregou um retorno anualizado de 14% aos seus investidores.

Na frente do streaming, o executivo também foi um pilar fundamental na estratégia da companhia para se tornar competitiva contra o Netflix, integrando o conteúdo de diversas aquisições anteriores ao portfólio do serviço, como a da Pixar Animation Studios, Marvel Entertainment e 21st Century Fox.

Contudo, os impactos da pandemia, o aumento da competição no streaming e a desaceleração da economia global contribuíram para as ações da companhia começarem a sofrer sob a nova gestão.

Iger agora retorna a empresa por 2 anos para sua segunda gestão com a missão de colocar a Disney novamente em um caminho de crescimento.

Bob Iger retomará o mundo mágico da Disney?

Diferente do período anterior, o novo CEO retoma o comando da gigante do entretenimento em um ambiente econômico desafiador, e onde o streaming deixou de ser novidade. Assim, Iger terá de combater uma série de desafios para retomar o “mundo mágico da Disney”, entre eles:

  • Competição ao Disney +: o canal de streaming enfrenta um ambiente muito competitivo, em meio ao cenário de desaceleração econômica e custo de capital alto. Serão necessários planos transparentes que estabeleçam metas de lucratividade e aumento de assinantes para o serviço, além de indicar como a empresa será capaz de atingir esses objetivos até 2024.
  • Transição de canais para streaming: será preciso levar canais como o ESPN para o mundo do streaming, o que exigirá uma migração da audiência tradicional para o formato online e uma reorganização da estrutura de custos.
  • Reestruturação de custos: investidores procurarão maior clareza sobre como a empresa enxugará custos daqui pra frente, em meio às diferentes linhas de negócios em estágios de maturidade diferentes.

E não podemos esquecer que Iger pretende (novamente) se aposentar! Ou seja, o novo CEO carregará também o desafio de encontrar um sucessor para que consiga deixar o cargo novamente após os próximos 2 anos.

Será que dessa vez ele consegue, ou podemos esperar “Visitando a casa de Iger” como a nova atração dos parques em Orlando?
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Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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