• A Selic voltou a cair — 13,75% em setembro, com projeção de 13,25% no fim de 2026 e 11,50% em meados de 2027 — e com ela voltam as dúvidas sobre a renda fixa. Olhamos para os ciclos passados de afrouxamento para responder o que muda para pós-fixados, prefixados e IPCA+.
• A renda fixa vai muito além do CDI. À liquidez e ao baixo risco relativo, a classe soma diversificação por emissor, prazo e indexador — e sua baixa correlação com as demais classes independe do patamar da Selic.
• Prefixados se beneficiam de travar taxas antes que elas recuem. Desde 2006, LTNs carregadas até o vencimento superaram o CDI em 69% das janelas, com os maiores excessos quando os juros partiram de patamares elevados. Hoje a oportunidade está nos vencimentos intermediários: retorno atrativo com menor exposição às incertezas fiscais e inflacionárias de longo prazo.
• Títulos IPCA+ somam proteção e potencial de valorização. Os juros reais superam 7% em diversos vencimentos, contra média de 3,9% na última década, e a inflação implícita segue acima das projeções. Durations¹ ao redor de seis anos oferecem o melhor equilíbrio entre retorno esperado e risco.
• O prazo importa tanto quanto a taxa. Em janelas de 24 meses, mais de 84% das observações dos prefixados renderam acima de 10%; conforme o horizonte se alonga, o carrego passa a dominar o resultado e a dispersão dos retornos encolhe.
• A conclusão prática é combinar os três indexadores para capturar as oportunidades atuais sem depender de um único cenário.