O Dia das Crianças é uma das datas mais importantes do varejo brasileiro, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Todos os anos, milhões de famílias destinam parte do orçamento para presentear filhos, netos, sobrinhos e afilhados com brinquedos, jogos, videogames e outros itens que fazem parte da infância de diferentes gerações.

Na prática, a decisão costuma girar em torno de algumas perguntas bastante conhecidas: qual presente a criança mais gostaria de ganhar? Qual opção cabe no orçamento da família? E qual lembrança pode tornar a data mais especial?

Mas existe uma forma diferente de olhar para essa escolha.

Quando alguém compra um PlayStation, uma Barbie, um carrinho Hot Wheels, um lançador Nerf ou um Banco Imobiliário, está levando para casa um produto criado por uma empresa. E se, em vez de comprar o presente, o mesmo valor tivesse sido investido na fabricante responsável por ele?

Naturalmente, um brinquedo entregue nas mãos de uma criança tem um valor que vai muito além do aspecto financeiro. Ele gera experiências e memórias e faz parte da construção da infância. O objetivo deste exercício não é sugerir a substituição de presentes por investimentos, mas explorar uma perspectiva menos intuitiva: a possibilidade de enxergar parte desses recursos como uma ferramenta de construção de patrimônio para o futuro.

Os resultados mostram que a relação entre um produto de sucesso e um investimento de sucesso está longe de ser intuitiva. Não existe certo ou errado, mas sim uma reflexão que nos leva a enxergar novas possibilidades para além dos produtos comercializados. O exercício ajuda a ilustrar uma das principais lições do mercado financeiro: por trás de marcas conhecidas e produtos desejados, existem empresas que podem seguir trajetórias muito diferentes ao longo do tempo.

O presente e a empresa por trás dele

Quando pensamos em um presente para o Dia das Crianças, normalmente a atenção se concentra no produto. Um videogame, uma boneca, um carrinho ou um jogo de tabuleiro costumam ser vistos apenas pelo valor que entregam à criança naquele momento. Mas existe um elemento em comum entre todos eles: por trás de cada produto existe uma empresa responsável por desenvolvê-lo, produzi-lo e comercializá-lo.

O PlayStation é fabricado pela Sony. O Nintendo Switch é desenvolvido pela Nintendo. A Barbie e os carrinhos Hot Wheels pertencem à Mattel. O lançador Nerf faz parte do portfólio da Hasbro. Já o Banco Imobiliário é uma das marcas mais tradicionais da Estrela.

E o que isso significa? Na prática, todas essas empresas possuem capital aberto e negociam ações em bolsa. Isso permite que investidores se tornem sócios desses negócios ao adquirir uma pequena participação em suas operações. Assim, o mesmo recurso destinado à compra de um presente poderia seguir caminhos diferentes. Um deles é o consumo imediato, levando o produto para casa. O outro é o investimento, por meio da compra de ações da empresa responsável por aquele produto.

Isso não significa que as duas escolhas sejam equivalentes. Um brinquedo gera experiências, entretenimento e memórias. Uma ação representa uma participação em um negócio e tem como objetivo a potencial construção de patrimônio ao longo do tempo. Ainda assim, ambas partem do mesmo ponto: a decisão sobre como utilizar determinado recurso.

Foi a partir dessa lógica que construímos os exercícios deste estudo. Em vez de analisar apenas os produtos, buscamos observar como teriam evoluído os recursos destinados a eles caso fossem direcionados para as empresas que os fabricaram.

ProdutoEmpresa
PlayStationSony
Nintendo SwitchNintendo
BarbieMattel
Hot WheelsMattel
NerfHasbro
Banco ImobiliárioEstrela

Quanto da fabricante cabe dentro do presente?

Antes de olhar para os resultados históricos, vale uma pergunta inicial: quanto da empresa responsável por um presente seria possível adquirir com o valor equivalente ao próprio produto?

A lógica é semelhante à de decidir entre consumir ou investir um mesmo recurso. Ao comprar um PlayStation, o consumidor leva para casa um videogame. Mas, com esse mesmo valor, também seria possível adquirir uma participação na Sony, empresa responsável pela marca. O mesmo ocorre com produtos como o Nintendo Switch, a Barbie, os carrinhos Hot Wheels, o Nerf e o Banco Imobiliário, todos associados a empresas com ações negociadas em bolsa.

Esse exercício ajuda a visualizar uma ideia que nem sempre é intuitiva. Muitas vezes, os consumidores conhecem profundamente os produtos que utilizam, mas pouco sabem sobre as companhias que estão por trás deles. Ao transformar o valor de um presente em uma quantidade teórica de ações, passamos a enxergar essas empresas sob uma perspectiva diferente: não apenas como fabricantes de produtos, mas também como negócios que podem ser acessados por meio da compra de ações em bolsa.

Para ilustrar essa relação, utilizamos os preços dos produtos em referências coletadas entre 2024 e 2026 e as cotações de mercado de suas respectivas fabricantes na data-base de 01/10/2026. O objetivo não é comparar diretamente o valor de um brinquedo com o de uma ação, mas mostrar que por trás de cada presente existe um negócio que também pode ser acessado pelos investidores.

ProdutoEmpresaPreço atual (R$)Quantidade teórica de açõesO que representa comprar a ação?
PlayStation 5 Pro (2 TB)SonyR$ 6.999,9055,9952*Participação em uma companhia global de tecnologia, entretenimento e games
Nintendo Switch 2NintendoR$ 4.499,9017,1687Participação na desenvolvedora responsável por franquias como Mario e Zelda
Barbie Fantasy SereiaMattelR$ 129,771,9788Participação em uma das maiores fabricantes de brinquedos do mundo
Hot Wheels básicoMattelR$ 20,990,3201Exposição à mesma companhia responsável pela Barbie e diversas outras marcas
Nerf Elite 2.0 Commander RD-6HasbroR$ 134,990,2952Participação em uma empresa global de brinquedos e entretenimento
Banco Imobiliário com AplicativoEstrelaR$ 147,0278,2021Participação em uma das marcas mais tradicionais de brinquedos do Brasil

É importante destacar que comprar uma ação não significa investir apenas naquele produto específico. Ao adquirir ações da Sony, por exemplo, o investidor se torna sócio de uma companhia global com operações que vão muito além do PlayStation. Isso vale para os demais presentes mencionados. Ou seja, enquanto o consumidor adquire um produto, o acionista passa a participar dos resultados de toda a empresa.

Observar quanto da fabricante cabe dentro do presente ajuda a entender a relação entre consumo e investimento. Mas a pergunta central deste estudo vai além. O que teria acontecido se, em vez de comprar esses produtos, o mesmo valor tivesse sido investido nas fabricantes ao longo do tempo?

Primeiro, analisamos o caso dos videogames, produtos com diferentes gerações e lançamentos. Depois, avaliamos um cenário de longo prazo, no qual o valor destinado aos presentes de Dia das Crianças é transformado em aportes recorrentes ao longo dos anos.

Quando o console vira ação

Os videogames permitem uma comparação particularmente interessante entre consumo e investimento. Diferentemente de outros brinquedos, os consoles possuem datas de lançamento bem definidas, preços oficiais divulgados pelas fabricantes e um histórico relativamente longo de mercado. Isso possibilita observar o que teria acontecido caso o valor destinado à compra de um videogame tivesse sido investido em ações da empresa responsável por ele.

É importante registrar uma limitação do estudo: a base de cotações utilizada começa em 03/10/2016. Por isso, consoles lançados antes dessa data não puderam ser simulados desde o lançamento, mesmo quando o preço brasileiro é conhecido — caso de PlayStation 1, PS2, PS3 e PS4. No caso da Nintendo, a empresa encerrou a operação direta no Brasil em 2015 e só retornou em setembro de 2020, o que explica a série começar no Switch.

A análise não incorpora dividendos, impostos, taxas ou outros custos operacionais. O objetivo não é reproduzir exatamente a experiência de um investidor, mas comparar caminhos possíveis para a utilização do mesmo recurso financeiro.

Sony: quando o investimento acompanhou o sucesso do produto

Somados, os preços de lançamento dos modelos estudados representam um investimento de R$ 23.296,80. Caso esse valor tivesse sido destinado à compra de ações da Sony nas respectivas datas, a posição valeria R$ 38.943,14 em outubro de 2026, um ganho acumulado de 67,2%.

O destaque foi o PlayStation 4 Pro. Lançado no Brasil em fevereiro de 2018 por R$ 2.999, o mesmo valor aplicado em ações da fabricante teria se transformado em R$ 12.052,50 até a data final do estudo. Na prática, o patrimônio teria se multiplicado quase 4 vezes.

Os lançamentos mais recentes também apresentaram resultados positivos, ainda que em menor magnitude. O equivalente ao valor investido em um PlayStation 5 Edição Digital teria avançado 37%, enquanto os aportes correspondentes ao PlayStation 5 com leitor Blu-ray, ao PlayStation 5 Slim Digital e ao PlayStation 5 Pro também encerrariam o período com valorização.

ProdutoData de lançamentoPreço de lançamentoValor em 01/10/2026Retorno
PS4 Pro19/02/2018R$ 2.999,00R$ 12.052,50+301,9%
PS5 Edição Digital19/11/2020R$ 4.499,00R$ 6.152,48+36,8%
PS5 com leitor Blu-ray19/11/2020R$ 4.999,00R$ 6.836,24+36,8%
PS5 Slim Digital (1 TB)17/01/2024R$ 3.799,90R$ 5.123,95+34,8%
PS5 Pro (2 TB)07/11/2024R$ 6.999,90R$ 8.777,97+25,4%
TOTAL R$ 23.296,80R$ 38.943,14+67,2%

Um console entrega entretenimento, experiências e anos de utilização para quem o compra. O exercício apenas mostra que, olhando exclusivamente para o aspecto financeiro, o capital destinado aos lançamentos da Sony teria apresentado valorização ao longo do período analisado.

Nintendo: a mesma lógica, resultados diferentes

A mesma análise aplicada aos consoles da Nintendo produziu conclusões bastante diferentes.

Os cinco lançamentos analisados totalizaram R$ 16.896,80 em preços de lançamento. Caso esses recursos tivessem sido direcionados para ações da companhia nas respectivas datas, o valor final da posição seria de R$ 13.105,35 em outubro de 2026. Isso representaria uma perda acumulada de 22%.

Os resultados individuais também foram mais heterogêneos. O Nintendo Switch original, lançado oficialmente no Brasil em 2020, teria apresentado desvalorização de 15%. O Switch Lite e o Switch OLED terminaram o período com ganhos moderados, de 9,4% e 18,2%, respectivamente.

Já os lançamentos mais recentes produziram os resultados mais fracos do grupo. O valor equivalente ao Nintendo Switch 2 teria recuado 43% até a data final do estudo. A edição com o jogo Mario Kart World apresentou comportamento semelhante.

ProdutoData de lançamentoPreço de lançamentoValor em 01/10/2026Retorno
Nintendo Switch18/09/2020R$ 2.999,00R$ 2.553,12-14,9%
Nintendo Switch Lite01/10/2021R$ 1.899,00R$ 2.078,00+9,4%
Nintendo Switch OLED26/09/2022R$ 2.699,00R$ 3.190,55+18,2%
Nintendo Switch 205/06/2025R$ 4.499,90R$ 2.556,62-43,2%
Switch 2 + Mario Kart World05/06/2025R$ 4.799,90R$ 2.727,06-43,2%
TOTAL R$ 16.896,80R$ 13.105,35-22,4%

Essa diferença reforça um ponto importante: o sucesso de um produto não se traduz automaticamente no desempenho das ações de sua fabricante. Quando o consumidor compra um console, sua experiência depende da qualidade do produto e do entretenimento oferecido. Já o acionista passa a depender do desempenho de toda a companhia, das condições de mercado, da evolução dos resultados financeiros e até mesmo da variação cambial.

E se todo Dia das Crianças virasse um aporte?

Os lançamentos de consoles representam situações específicas. Afinal, não é todo ano que uma nova geração chega ao mercado. Mas o Dia das Crianças acontece todos os anos e, para muitas famílias, também representa um gasto recorrente com presentes.

Por isso, em vez de utilizar o preço de um produto específico, utilizamos o gasto médio dos consumidores com presentes para o Dia das Crianças, com base nas pesquisas anuais divulgadas pela CNDL/SPC Brasil. A ideia foi simular o que teria acontecido se esse mesmo valor tivesse sido investido, ano após ano, em empresas ligadas ao universo infantil e de brinquedos.

A série reúne oito aportes, entre 2017 e 2025. O ano de 2024 não entra na conta: a CNDL/SPC Brasil não publicou a pesquisa de ticket médio naquele ano, e optamos por omitir o período em vez de estimar um valor. Somados, os oito aportes totalizam R$ 1.870,71 por empresa.

Para isso, selecionamos três fabricantes com características bastante diferentes: a Hasbro, responsável por marcas como Nerf e diversos brinquedos tradicionais; a Mattel, dona de marcas globais como Barbie e Hot Wheels; e a Estrela, uma das empresas mais tradicionais da indústria brasileira de brinquedos.

Todos os anos, o valor médio gasto pelos consumidores na data foi convertido em ações da respectiva companhia. Ao final, avaliamos quanto essas posições valeriam em 1º de outubro de 2026.

O objetivo não é reproduzir a compra de um brinquedo específico, mas analisar uma hipótese simples: o que teria acontecido se uma família decidisse transformar o orçamento destinado aos presentes em um investimento recorrente ao longo do tempo?

Hasbro: o melhor resultado do grupo

Entre as três fabricantes analisadas, a Hasbro apresentou o melhor desempenho agregado.

Os oito aportes realizados entre 2017 e 2025 somam R$ 1.870,71. Caso esses valores tivessem sido investidos em ações da companhia nas respectivas datas, a posição valeria R$ 2.189,07 em outubro de 2026. Isso representa um ganho acumulado de R$ 318,36, equivalente a uma valorização de 17,0%.

O resultado mostra que, embora os retornos tenham sido mais modestos do que alguns dos observados nos consoles, uma estratégia de aportes recorrentes ainda teria produzido crescimento patrimonial ao longo do período. Vale notar que o desempenho veio concentrado em poucos anos: os aportes de 2022 e 2023 renderam +25,3% e +40,5%, enquanto os de 2019, 2020 e 2021 terminaram no vermelho.

Mattel: marcas famosas, resultado diferente

A Mattel talvez seja a empresa mais facilmente associada ao universo infantil entre as analisadas neste estudo. Afinal, seu portfólio inclui algumas das marcas mais conhecidas do setor, como Barbie e Hot Wheels.

Ainda assim, os resultados financeiros foram diferentes dos observados na Hasbro.

Os mesmos R$ 1.870,71 investidos ao longo dos oito anos considerados valeriam R$ 1.614,53 em outubro de 2026. Na prática, isso representa uma perda acumulada de 14%.

O dado reforça uma das mensagens centrais deste estudo: marcas extremamente reconhecidas e presentes no cotidiano de milhões de consumidores não necessariamente produzem os melhores resultados para os acionistas em todos os períodos.

Estrela: tradição e volatilidade

No caso da Estrela, o resultado agregado foi o mais negativo do grupo. Os aportes acumulados teriam se transformado em R$ 1.313,48, representando uma perda de 29,8% em relação ao valor investido — mais que o dobro da queda registrada pela Mattel.

Os números também revelam uma característica importante: os resultados individuais variaram muito mais entre os diferentes anos.

O maior ganho de todo este bloco ocorreu justamente na Estrela. O aporte correspondente a 2017 teria crescido de R$ 194,00 para R$ 358,98, uma valorização de 85,0% e multiplicação de 1,85 vez do capital inicial.

Por outro lado, o pior resultado individual do grupo também ocorreu na companhia. O valor correspondente ao aporte de 2021 teria recuado de R$ 200,00 para R$ 52,96 até a data final do estudo, uma queda de 73,5%.

Esses movimentos exigem cautela na interpretação dos resultados. Por possuir liquidez significativamente menor do que as demais empresas analisadas, oscilações individuais podem ter impacto proporcionalmente maior sobre alguns períodos da série.

A dispersão entre as fabricantes tradicionais foi menor do que a observada entre as fabricantes de consoles, mas continuou expressiva: a diferença entre o melhor e o pior resultado do grupo chegou a 46,8 pontos percentuais. Não houve um caso equivalente ao do PlayStation 4 Pro, mas a escolha da empresa seguiu sendo determinante.

Somadas as três empresas, os R$ 5.612,13 aportados ao longo dos oito anos valeriam R$ 5.117,08 em outubro de 2026 — uma perda de 8,8%. O resultado consolidado mostra que transformar todos os gastos médios do Dia das Crianças em investimentos não teria garantido ganhos expressivos. Ainda assim, o exercício continua relevante porque evidencia que o desempenho das ações depende de fatores que vão muito além da popularidade das marcas ou do reconhecimento dos produtos pelos consumidores.

O que os dados ensinam sobre consumo, investimento e construção de patrimônio

Os exercícios apresentados ao longo deste estudo não procuram responder qual é o melhor presente para uma criança. Um videogame, uma boneca, um carrinho ou um jogo de tabuleiro possuem valores que não podem ser medidos apenas em reais. Eles proporcionam experiências, entretenimento, momentos em família e lembranças que fazem parte da infância.

O primeiro aprendizado é que comprar um produto e investir na empresa responsável por ele são decisões muito diferentes.

Quando uma criança recebe um PlayStation, ela passa a ter acesso ao entretenimento oferecido pelo equipamento. Quando um investidor compra ações da Sony, ele se torna sócio de uma companhia global que atua em diversas áreas além dos videogames.

O mesmo raciocínio vale para as demais empresas analisadas. Em outras palavras, o sucesso de um produto específico não é suficiente para determinar o desempenho das ações de uma companhia.

Outro ponto relevante é que os resultados dependeram não apenas da empresa escolhida, mas também do momento em que o investimento foi realizado.

Mesmo dentro de uma mesma companhia, diferentes datas produziram resultados bastante distintos.

O caso da Nintendo é um exemplo. Enquanto alguns lançamentos apresentaram ganhos modestos, outros registraram perdas expressivas até a data final do estudo. Na Estrela, os aportes anuais também mostraram grande dispersão de resultados entre diferentes períodos.

Isso mostra que investir em uma empresa de qualidade não elimina a influência do tempo. O preço pago, o cenário econômico, as condições de mercado e a evolução do próprio negócio continuam sendo fatores importantes para determinar o resultado final.

Pequenos valores podem assumir trajetórias muito diferentes

Podemos perceber que um mesmo recurso pode seguir caminhos completamente distintos ao longo dos anos.

O objetivo não é afirmar que uma escolha teria sido melhor do que a outra. O exercício apenas mostra que decisões aparentemente simples podem gerar consequências financeiras muito diferentes quando observadas sob uma perspectiva de longo prazo.

O Dia das Crianças é tradicionalmente associado à alegria de presentear. Todos os anos, milhões de famílias escolhem presentes para celebrar a data, criando memórias que muitas vezes permanecem por toda a vida.

A principal mensagem não é substituir um presente por uma ação, nem transformar o Dia das Crianças em uma discussão exclusivamente financeira. A reflexão é outra: assim como um brinquedo pode proporcionar momentos importantes no presente, o investimento também pode ser encarado como uma forma de construir oportunidades para o futuro.

No fim das contas, consumo e patrimônio não precisam ser vistos como escolhas excludentes. Eles representam formas diferentes de utilizar um mesmo recurso, e entender essa diferença talvez seja uma das primeiras lições que a educação financeira pode oferecer.

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Elaborado por:

Maria Giulia Soares, CNPI 10023

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