Se você investe no exterior, ou está pensando em começar, a decisão de juros pelo Fed importa bastante. Hoje, o Federal Reserve, banco central americano, manteve os juros nos Estados Unidos na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano, como amplamente esperado pelo mercado.
No comunicado, a autoridade monetária reforçou que a economia americana segue resiliente, com atividade forte. A criação de vagas de emprego tem permanecido em níveis baixos, mas a taxa de desemprego pouco se alterou nos últimos meses.
O Fed também deixou claro que a inflação ainda não cedeu como gostaria e que as incertezas seguem elevadas, inclusive por conta do cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio pressionando o petróleo e podendo gerar novos impactos sobre a inflação global.
E por que isso é tão importante para o mundo todo? Porque o juro americano é a base das taxas globais. Ele influencia o dólar, o fluxo de capital e a precificação de ações e títulos em praticamente todos os mercados, inclusive aqui no Brasil.
Na prática, com juros altos por mais tempo, nossa visão segue mais cautelosa para renda variável global. Ainda existem oportunidades, sim, mas com foco em qualidade, diversificação geográfica e setores mais resilientes.
Já na renda fixa global, a recomendação é evitar excesso de duration, o prazo recomendado está ao redor de 4 anos, considerando títulos soberanos e corporativos, e é importante priorizar diversificação e seletividade em crédito.
Para o investidor brasileiro que diversifica no exterior, esse cenário reforça a importância de não apostar tudo em um único ativo ou região. A boa e velha diversificação entre ativos e geografias segue valendo mais do que nunca.
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