Investir o mesmo valor em ativos diferentes pode levar a resultados bastante distintos ao longo do tempo. Isso acontece porque cada aplicação responde de uma forma ao cenário econômico e carrega características próprias de risco, liquidez e potencial de retorno.

Nesta comparação, mostramos quanto R$ 1.000 teriam rendido no último mês e nos últimos 12 meses em seis alternativas conhecidas do investidor: poupança, um investimento atrelado ao CDI, Tesouro Selic, Ibovespa, IVVB11 (bolsa americana) e IFIX.

Mais do que olhar apenas para o retorno passado, o exercício ajuda a visualizar, de forma prática, como diferentes classes de ativos se comportaram no período.

Em fevereiro, o comportamento dos ativos refletiu um Brasil ainda favorecido por fluxo estrangeiro e juros elevados, ao mesmo tempo em que o exterior ficou mais sensível a ruídos geopolíticos e à pressão do petróleo.

Para te deixar atualizado: a entrada de capital ajudou o Ibovespa a renovar máximas e o dólar a recuar, enquanto a Selic em 15% manteve CDI e Tesouro Selic competitivos. Lá fora, o aumento das tensões no Oriente Médio elevou a aversão a risco e trouxe mais volatilidade para os ativos globais, afetando tanto o mercado americano quanto o câmbio.  

Para esta simulação, consideramos quanto R$ 1.000 teriam rendido no último mês e nos últimos 12 meses em cada alternativa analisada. No caso do CDI, usamos como referência um investimento com retorno equivalente a 110% do indicador. Os valores são ilustrativos e servem para facilitar a comparação entre diferentes tipos de investimento.

1. Poupança

A poupança é uma das aplicações mais tradicionais do país e costuma ser lembrada pela simplicidade. Sua rentabilidade atualmente é composta por uma taxa fixa de 0,5% ao mês, além da Taxa Referencial (TR).

Na prática, R$ 1.000 investidos na poupança teriam rendido cerca de R$ 6,73 no último mês e R$ 82,55 nos últimos 12 meses.

2. CDI (Certificado de Depósito Interbancário):

O CDI é um dos principais indexadores da renda fixa e serve de referência para diversos investimentos pós-fixados. Embora não seja um produto de investimento em si, ele é amplamente utilizado como base de remuneração de aplicações como CDBs, LCIs, LCAs e alguns fundos.

Considerando um investimento que pague 110% do CDI, R$ 1.000 teriam rendido aproximadamente R$ 10,97 no último mês e R$ 159,59 nos últimos 12 meses.

Vale lembrar que o retorno final pode variar de acordo com o percentual do CDI oferecido pelo produto, além de fatores como prazo, liquidez e tributação.

3. Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público federal e costuma ser visto como uma alternativa de menor risco dentro da renda fixa, especialmente para quem prioriza liquidez e previsibilidade. Como sua rentabilidade acompanha a taxa básica de juros, ele costuma ser uma referência importante para o investidor conservador.

Nesse período, R$ 1.000 investidos no Tesouro Selic teriam rendido cerca de R$ 9,97 no último mês e R$ 145,08 nos últimos 12 meses.

4. Ibovespa

O Ibovespa é o principal índice da bolsa brasileira e reúne as ações mais negociadas do mercado local. Por isso, ele costuma ser usado como uma referência importante para acompanhar o desempenho da renda variável no Brasil.

No período analisado, R$ 1.000 investidos no Ibovespa teriam se valorizado em R$ 40,93 no último mês e acumulado ganho de R$ 537,36 nos últimos 12 meses.

O desempenho do índice no período refletiu o comportamento das ações brasileiras favorecido pelo fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira, em um ambiente de rotação global para emergentes e de sustentação do índice por ações de peso, como Vale, Petrobras e bancos. Isso ajudou a bolsa local a seguir em patamares elevados mesmo em um cenário externo mais instável. 

Como se trata de renda variável, oscilações mais fortes de um mês para outro fazem parte desse tipo de investimento.

5. IVVB11

O IVVB11 é um ETF negociado na bolsa brasileira que busca replicar o desempenho do S&P 500, índice que reúne 500 das principais empresas listadas nos Estados Unidos. Por meio dele, o investidor brasileiro consegue acessar o mercado americano de forma simples e diversificada.

Além do desempenho das ações americanas, o resultado do IVVB11 também é influenciado pela variação do dólar frente ao real.

No período analisado, R$ 1.000 investidos no IVVB11 teriam se desvalorizado em R$ 33,85 no último mês e acumulado ganho de R$ 10,31 nos últimos 12 meses.

O desempenho do ETF no último mês foi influenciado tanto pela bolsa americana quanto pela variação cambial no período.

O IVVB11 enfrentou uma combinação menos favorável: além da volatilidade maior no mercado americano, o recuo do dólar frente ao real afetou negativamente a rentabilidade desse ETF, que conta com exposição cambial. Na prática, isso significa que, mesmo quando o mercado externo ajuda, a variação do câmbio pode reduzir o resultado em reais.

6. IFIX

O IFIX é o principal índice de fundos imobiliários da B3 e funciona como uma referência do desempenho médio dos FIIs negociados em bolsa. Como se trata de um índice de retorno total, ele reflete tanto a variação das cotas quanto a distribuição de rendimentos ao longo do tempo.

No período analisado, R$ 1.000 investidos no IFIX teriam se valorizado em R$ 13,21 no último mês e acumulado ganho de R$ 253,25 nos últimos 12 meses.

O comportamento do IFIX no período refletiu a sensibilidade dos fundos imobiliários à trajetória da curva de juros futuros e ao apetite do investidor por renda recorrente em opções para além da renda fixa.  

Conclusão

Quando observamos diferentes alternativas de investimento lado a lado, fica mais fácil perceber que o mesmo valor pode ter resultados bastante diferentes dependendo do tipo de investimento escolhido.

Aplicações de renda fixa, como a poupança, um investimento atrelado ao CDI e o Tesouro Selic, tendem a apresentar um comportamento mais estável. Já alternativas ligadas à renda variável, como o Ibovespa, o IVVB11 e o IFIX, costumam oscilar mais no curto prazo, mas também podem entregar retornos mais expressivos em determinados momentos.

Por isso, a escolha entre um investimento e outro não deve se basear apenas no que rendeu mais no passado. Ela precisa levar em conta o seu perfil de investidor, os seus objetivos financeiros e o prazo em que você pretende utilizar esse dinheiro.

Além disso, a diversificação da carteira de investimentos é fundamental para que o investidor consiga navegar por diferentes cenários do mercado, reduzindo riscos e aumentando as chances de alcançar resultados mais consistentes ao longo do tempo.

Para entender melhor o cenário do mês e conferir as perspectivas dos especialistas, veja também o relatório Onde Investir.

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Elaborado por:

Maria Giulia Soares, CNPI 10023

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