maio 4, 2021

Sugestão de Alocação de Ativos para perfil conservador – maio/2021

A sugestão de alocação da Rico é feita pelos nossos especialistas e é uma oportunidade para você, que tem dúvidas sobre onde investir, diversificar sua carteira!

Ela é feita visando maiores retornos de acordo com o risco da carteira com a nossa leitura atual do cenário macroeconômico.

Ressaltamos que a sugestão tem o propósito de dar direcionamento para o investidor, porém, não recomendamos a venda dos ativos atuais para o enquadramento da sugestão sem antes conversar com um especialista.

Os pontos de atenção para investir em maio são:

1. O impacto da vacinação nos mercados

Os avanços na vacinação e o otimismo com a reabertura das economias têm impulsionado mercados onde o retorno à normalidade está cada vez mais próximo.

Dessa forma, países como os EUA, Reino Unido e Chile, que lideram a corrida da vacinação, têm apresentado melhores retornos do que os países mais atrasados nas campanhas de imunização, caso do Brasil, Índia e Japão.

2. Bolsa brasileira continua um bom investimento

No auge da pandemia no ano passado, as projeções de lucros do Ibovespa para os 12 meses seguintes, indicados pela linha amarela no gráfico, chegaram a cair -44% em relação ao início do ano. Porém, o movimento se reverteu em alguns meses, e já no meio de 2020, as estimativas de lucros voltaram a subir. Enquanto isso, projeções de prazos mais longos, para os anos de 2021 e 2022, representados pelas linhas laranja e preta, respectivamente, andaram de lado por mais tempo.

Olhando o famoso Preço/Lucro: A Bolsa brasileira está negociando hoje em um Preço/Lucro de 10x, ou 25% de desconto em relação à média histórica dos últimos 10 anos de 12,5x. Só que nos últimos 10 anos o Brasil teve taxas de juros muito maiores que a atual, o que deveria fazer com que a Bolsa negociasse a um múltiplo de Preço/Lucro maior que a média histórica, e não abaixo. Além disso, o Brasil é um dos poucos mercados que negociam com um desconto em relação ao histórico.

3. Destaques da temporada de resultados do 1º trimestre de 2020

A temporada de resultados das empresas do 1º trimestre de 2021 começou dia 23 de abril e vai até a primeira quinzena de maio. Portanto, já é O assunto dos mercados aqui no Brasil. Nos EUA, a temporada já está no fim, com a grande parte das empresas tendo surpreendido positivamente as expectativas.

4. Bate-bola da economia: o que ficar de olho em maio

Internacional: (i) detalhes do pacote de infraestrutura – parte um e dois – nos EUA, incluindo potencial aumento de impostos; (ii) comportamento da inflação nos EUA e outros desenvolvidos, e posicionamento dos Bancos Centrais sobre redução de estímulos (só esperado para o segundo semestre, ou além); (iii) vacinação e contágio da Covid, especialmente na Índia e leste asiático

Brasil: Ganhamos um fôlego contra o risco fiscal com aprovação do orçamento, sem flancos jurídicos ou políticos (ao menos de curto prazo) – foco agora será nas pressões para outros estímulos fora do teto e da meta fiscal, além de saúde, e o que entrará no espaço para saúde. Com esse alívio de curto prazo no fiscal, nos voltamos aos dados de atividade com forte queda em grande parte dos setores em março, mas por outro lado avanço da vacinação

5. O Voldemort da economia continua solto (no mundo): a inflação

Nos últimos 12 meses, o rali das principais commodities do mundo chama atenção e levanta (mais) temores de inflação à frente. Para se ter uma ideia, petróleo, soja, cobre e minério de ferro acumulam valorização de 400%, 88%, 91% e 85% no período.

E o cenário de valorização das matérias primas já se reflete na comunicação das empresas. A menção do termo “inflação” durante teleconferências de resultados das companhias nos EUA cresceu mais de 300% ano contra ano. Na última semana, gigantes do consumo como Coca Cola e P&G inclusive confirmaram que farão aumento de preços para compensar o aumento da inflação.

Sugestão de Alocação de Ativos: Perfil Conservador

No caso do perfil conservador, a busca por ativos com menor risco, sobressai a busca por retornos, sendo prioridade a preservação de capital.

Dividimos o perfil conservador em 3 categorias: 

  • Precavida – é o perfil mais conservador, que não quer arriscar sua segurança.
  • Cautelosa – para quem é bastante conservador e não abre mão da segurança.

Perfil Precavido

Para quem é precavido, recomendamos investir 100% em títulos pós-fixados.

E, dentro dessa porcentagem, recomendamos os produtos da tabela abaixo: 

Investidor Precavido Alocação
Pós Fixado100.00%
Selection FIC RF CP LP20.00%
XP Top FI RF CP LP15.00%
Augme 45 Advisory FIC RF CP17.50%
Polo Crédito Corporativo Adv FI RF CP LP17.50%
ARX Denali FIC RF CP15.00%
Tesouro Selic 202415.00%

Perfil Cauteloso

Para quem é cauteloso, recomendamos investir 82,5% em títulos pós-fixados, 1% em prefixados, 10% em multimercados, 5% em Inflação e 1,5% em Renda Fixa Global.

Investidor Cauteloso Alocação
Pós Fixado82.5%
JGP Corporate Feeder III FIC RF CP LP17.50%
Polo Crédito Corporativo Adv FI RF CP LP17.50%
XP Top FI RF CP LP15.00%
Selection FIC RF CP LP19.00%
Trend Pós-Fixado FIC RF Simples2.50%
Augme 45 Advisory FIC RF CP6.00%
Tesouro Selic 20245.00%
Inflação5.00%
Tesouro IPCA+ 20262.50%
EDP IPCA+4,25 Jul/20392.50%
Renda Fixa Global1.5%
MS Global Fixed Inc Adv IE FIC Multimercado1.5%
Multimercado10%
Selection Multimercado FIC FIM10%

As sugestões são feitas com base nas análises e projeções dos analistas do grupo XP Inc., ao qual a Rico pertence, mas não trazem garantia de rentabilidade. 

Se você está começando a investir, ou abaixo do percentual alvo ajustado, nossa recomendação é implementar novas posições ao longo de 3 a 5 meses, para ir pegando o preço médio dos ativos.

Além disso, os ativos e suas taxas estão sujeitos a disponibilidade, podendo um fundo estar fechado ou os ativos de renda fixa não estarem mais disponíveis no momento em que você for aplicar. 

Sugestões para outros perfis de investidor

Você pode também conhecer as sugestões para outros perfis de investidores. 

Sugestão de alocação para perfil moderado. 

Sugestão de alocação para perfil agressivo.