agosto 2, 2021

Sugestão de Alocação de Ativos para perfil conservador – agosto/2021  

A sugestão de alocação da Rico é feita pelos nossos especialistas e é uma oportunidade para você, que tem dúvidas sobre onde investir, diversificar sua carteira!

Ela é feita visando maiores retornos de acordo com o risco da carteira com a nossa leitura atual do cenário macroeconômico.

Ressaltamos que a sugestão tem o propósito de dar direcionamento para o investidor, porém, não recomendamos a venda dos ativos atuais para o enquadramento da sugestão sem antes conversar com um especialista.

Os pontos de atenção para investir em agosto são:

1. Mais detalhes sobre a variante Delta

Já com transmissão comunitária no Brasil (quando os casos têm origem dentro do país) e presente em mais de 100 nações, a variante mais transmissível do coronavírus é manchete no mundo inteiro e foi responsável por momentos de cautela nos mercados. O medo é que o avanço da Delta motive novas medidas de restrição à mobilidade e atrase a recuperação econômica.

Até agora, porém, esse não parece ser o caso. “Por enquanto, nenhum estudo demonstrou perda de eficácia ou de efetividade das vacinas em relação às novas variantes. O que os estudos têm demonstrado, mais recentemente, principalmente em relação à Gama, variante brasileira, e à Delta, é que são necessárias as duas doses para garantir a proteção completa contra a doença”, explicou o pesquisador da Fiocruz, infectologista e professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Julio Croda, à CNN.

2. Seguimos sem imaginação, com juros e inflação

No cenário econômico global, o mês foi marcado mais uma vez por política monetária. Ou seja, por discussões sobre para onde vão os juros (e outras ferramentas dos Banco Centrais, como a compra de ativos), diante do comportamento da inflação e do cenário econômico “pós pandemia”.

No cenário internacional, apesar de certo fôlego por parte das commodities, os preços seguem pressionados, com a inflação ao produtor agora unida à alta vinda da normalização da atividade, como em tarifas de hotéis e passagens. Mas as autoridades monetárias, especialmente em países desenvolvidos, seguem sem sinalizar pressa na redução dos estímulos, ainda mais com o “plot twist” (a.k.a. reviravolta) da variante Delta e potenciais impactos na economia. O Banco Central Europeu usou a reunião de julho para reforçar os juros baixos por bastante tempo, enquanto seguimos na expectativa de que o FED trará mais clareza sobre o início da redução do programa de compra de ativos nos próximos meses (provavelmente em setembro).

3. Pode vir quente, Brasília?

Em meio aos impactos da onda de frio no mês na inflação, o clima por aqui contou também com uma onda quente vindo de Brasília.

A CPI da pandemia seguiu acesa no Senado, trazendo alegações de irregularidades na negociação de vacinas pela administração Bolsonaro, e prejudicou a articulação política e popularidade do governo. Além disso, o vai e vem da Reforma do Imposto de Renda trouxe incerteza aos mercados, já que ninguém sabe ainda seu formato final ou suas reais chances de aprovação e impactos, tanto nos negócios e no cenário fiscal.

Além disso, a melhora das contas públicas para esse ano foi boa notícia, mas abriu espaço para uma potencial piora na percepção de risco estrutural. Isso porque a percepção de maior espaço fiscal no curtíssimo prazo pode influenciar discussões sobre a flexibilização na regra do teto de gastos para acomodar um novo Bolsa Família e outros gastos no ano que vem – conforme o espaço fiscal reduz-se com a inflação mais alta esse ano.

4. E das empresas, o que esperar?

Estamos no olho do furacão da temporada de resultados. Para os números do segundo trimestre, na nossa visão, devem se destacar os setores de commodities, que ainda não precificaram as altas fortes do mercado; tecnologia, que desacelerou com a reabertura parcial do comércio, mas deve trazer números fortes; varejo que, na outra ponta, teve os resultados passados fortemente impactados pela pandemia e devem se recuperar da aceleração da atividade diretamente; e bancos, principalmente pela diminuição das provisões e redução de custos.

No geral, esperamos que as empresas com crescimento mais lento e que pagam muitos dividendos, como dos setores elétrico, saneamento e telecom, devem ser mais afetadas pelas mudanças na tributação. Por outro lado, as companhia de crescimento acelerado, com menos lucro e que não distribuem dividendos (que a gente costuma chamar de empresas de growth por aqui) devem ser beneficiadas com esse movimento — isso inclui empresas de tecnologia e as com IPO recente, que costumam reter o lucro e reinvestir no próprio crescimento.

5. Um avião para a China

Nos últimos dias do mês de julho, o mercado sentiu o baque de um “efeito-China”, com novos riscos regulatórios no radar empresarial da região. Movimentos recentes incluíram a suspensão do app da Didi Chuxing e restrições ao capital estrangeiro para o setor de educação, além de regras antitruste mais rígidas para empresas de tecnologia. Tudo isso vem criando desconforto no mercado e uma fuga de capital estrangeiro (o que pode prejudicar emergentes em geral indiretamente).

Mas todo risco pode criar oportunidades. O intervencionismo mais exacerbado aumentou os descontos nos valuations das empresas chinesas. Hãn? Em termos mais simples, as ações de companhiascom bastante potencial na China ficaram bem mais baratas, sem que necessariamente o seu fundamento tenha piorado.

Sugestão de Alocação de Ativos: Perfil Conservador

No caso do perfil conservador, a busca por ativos com menor risco, sobressai a busca por retornos, sendo prioridade a preservação de capital.

Dividimos o perfil conservador em 2 categorias: 

  • Precavida – é o perfil mais conservador, que não quer arriscar sua segurança.
  • Cautelosa – para quem é bastante conservador e não abre mão da segurança.

Perfil Precavido

Para quem é precavido, recomendamos investir 100% em títulos pós-fixados.

E, dentro dessa porcentagem, recomendamos os produtos da tabela abaixo: 

PrecavidoAlocação
Pós Fixado100.00%
Selection FIC RF CP LP20.00%
Polo Crédito Corporativo Adv FI RF CP LP17.50%
Augme 45 Advisory FIC RF CP17.50%
Riza Lotus FIRF Referenciado DI Crédito Privado15.00%
Ibiuna Credit FIC FIM CP15.00%
Tesouro Selic 202415.00%

Perfil Cauteloso

Para quem é cauteloso, recomendamos investir 77% em títulos pós-fixados, 1% em prefixados, 15% em multimercados, 5% em Inflação, 1% em prefixados, 1,5% em Renda Fixa Global e 0,5% em renda variável global.

E, dentro dessa porcentagem, recomendamos os produtos da tabela abaixo: 

CautelosoAlocação
Pós Fixado77.00%
Selection FIC RF CP LP17.00%
Ibiuna Credit FIC FIM CP16.00%
SPX Seahawk Advisory FIC RF CP LP16.00%
XP Corporate Top FIRF CP LP14.50%
Augme 45 Advisory FIC RF CP6.00%
Trend Pós-Fixado FIC RF Simples2.50%
Tesouro Selic 20245.00%
Prefixado1.00%
CDB Banco Original 10.8% 4Y1.00%
Inflação5.00%
Tesouro IPCA+ 20245.00%
Renda Fixa Global1.50%
MS Global Fixed Inc Adv IE FIC Multimercado1.50%
Multimercado15.00%
Selection Multimercado FIC FIM10.00%
eTrend RPM FIC FIM5.00%
Renda Variável Global0.50%
Trend ESG Global FIM0.50%

As sugestões são feitas com base nas análises e projeções dos analistas do grupo XP Inc., ao qual a Rico pertence, mas não trazem garantia de rentabilidade. 

Se você está começando a investir, ou abaixo do percentual alvo ajustado, nossa recomendação é implementar novas posições ao longo de 3 a 5 meses, para ir pegando o preço médio dos ativos.

Além disso, os ativos e suas taxas estão sujeitos a disponibilidade, podendo um fundo estar fechado ou os ativos de renda fixa não estarem mais disponíveis no momento em que você for aplicar. 

Sugestões para outros perfis de investidor

Você pode também conhecer as sugestões para outros perfis de investidores. 

Sugestão de alocação para perfil moderado. 

Sugestão de alocação para perfil agressivo.