junho 1, 2021

Sugestão de Alocação de Ativos para perfil agressivo – junho/2021  

A sugestão de alocação da Rico é feita pelos nossos especialistas e é uma oportunidade para você, que tem dúvidas sobre onde investir, diversificar sua carteira!

Ela é feita visando maiores retornos de acordo com o risco da carteira com a nossa leitura atual do cenário macroeconômico.

Ressaltamos que a sugestão tem o propósito de dar direcionamento para o investidor, porém, não recomendamos a venda dos ativos atuais para o enquadramento da sugestão sem antes conversar com um especialista.

Os pontos de atenção para investir em junho são:

1. Terceira onda no Brasil? O avanço da vacinação aqui e no mundo

Como falamos mês passado, já é possível observar reação das bolsas de valores ao redor do mundo ao avanço da vacinação contra a Covid-19. Em muitos lugares, já seria possível comemorar o São João (se essa tradição não fosse totalmente brazuca), e as bolsas refletem isso. 

Abaixo, atualizamos o gráfico que mostra a relação entre o ritmo da vacinação nas principais regiões do mundo, a porcentagem da população vacinada (representada pelo tamanho das bolhas) e a performance de cada mercado até agora no ano. Essa resposta da Europa à pandemia estimulou que passássemos a recomendar exposição a fundos europeus na carteira.

No Brasil, o ritmo da vacinação precisa aumentar consideravelmente. Em 30 de maio, o total de doses administradas por 100 habitantes por dia estava em 0,43, contra 0,60 no Chile e 0,53 nos EUA, por exemplo. Isso considerando que o percentual de população completamente vacinada (com todas as doses necessárias) por aqui não chegava a 10% na data, contra 41% do Chile e 39% dos EUA.

2. Commodities: a China vai ‘melar’ o ciclo de altas?

Pinhão não é commodity, mas junho deve trazer bons ares para esse setor mesmo assim. No ano, o índice de commodities da Bloomberg acumula alta de 19,1%. Em 12 meses, o retorno é de +48,1%. Ao longo do mês de maio, o minério de ferro foi o grande destaque dentro dessa categoria, depois de bater US$ 273 por tonelada e posteriormente passar por alguns pregões de quedas intensas, estimuladas por posicionamentos do governo chinês.

Apesar dessa pressão do governo chinês e da desaceleração na alta dos preços das commodities, a relação entre oferta e demanda continua desigual, da mesma forma que vimos quando o movimento de altas das commodities era considerado certo: a demanda segue forte enquanto a oferta passa por um cenário desafiador.

3. Inflação segue no radar

O tema de alta da inflação certamente seguirá no centro das atenções nos mercados globais em junho. Com commodities bombando mais do que estariam as filas pro quentão em um mês de junho que se prese, desequilíbrios ainda presentes na cadeia de produção (que pressionam ainda mais os preços), e efeitos de estímulos fiscais e monetários, os olhos ao redor do mundo seguem focados nas discussões de Bancos Centrais sobre o fim de estímulos – especialmente nos Estados Unidos.

Não esperamos que o mês conte com grandes surpresas nem do lado dos indicadores de inflação (que já incorporaram o salto do efeito base), nem do lado do comportamento dos BCs mundo afora, que devem seguir bastante cautelosos na comunicação de quando começar a reduzir a “chuva de dinheiro”. Enquanto isso, no Brasil, uma outra chuva preocupa. Ou melhor, a falta dela.

O risco de uma crise hídrica é adicionado ao caldo de riscos inflacionários e podemos ter alguma surpresa de alta nos preços por aí (menos chuvas = energia mais cara). Mas por ora, seguimos vendo o IPCA terminando o ano em 5,4%.

4. Reformas vêm ou não vêm?

Seguindo o clima de festa junina, o cenário político econômico em junho poderia ter como música de fundo “pula a fogueira, iaiá”. Depois de um primeiro trimestre turbulento, o mês de maio trouxe a redução da incerteza e percepção de risco político e fiscal agudos. A novela do orçamento finalmente chegou ao fim, e o foco voltou-se para o andamento de duas importante reformas estruturais: a administrativa e a tributária. Adiante, temos toda a tramitação das duas reformas no Congresso, que seguirão no radar ao longo dos próximos meses. 

5. Volatilidade: as ações “no stress” para ter em carteira

Em meio a tantas incertezas, uma convicção: a volatilidade da bolsa brasileira não foi embora. Antes de ter certeza dos rumos das ações precisamos endereçar todos os temas mencionados nos outros pontos de atenção — e até lá, muito provavelmente outras incertezas nascerão. Para ter uma proteção contra isso na carteira, conheça 10 ações de baixa volatilidade.

Sugestão de Alocação: Investidor Agressivo

O portfólio da categoria agressiva tem mais apetite a risco e, como consequência, maior sensibilidade ao cenário atual, apesar de sempre visar a proteção de capital no longo prazo.

Dividimos o perfil agressivo em 2 categorias: 

  • Energético – para quem gosta de adrenalina e aceita as incertezas no curto prazo para ter ganhos significativos lá na frente. 
  • Destemido – para quem aceita que os riscos fazem parte da vida e que para ter ganhos significativos é normal ter algumas perdas no caminho. 

Perfil Energético

Para quem segue a linha do perfil energético e gosta de adrenalina, recomendamos investir 25% em multimercados, 35% em renda variável, 21% em renda variável global, 10% em inflação, 3% em renda fixa global, 5% em prefixados e 1% em pós-fixados.

EnergéticoAlocação
Pós Fixado1.00%
XP Investor FIRF CP LP1.00%
Prefixado5.00%
CDB C6 8,32% 3 ANOS5.00%
Inflação10.00%
XP Debêntures Incentivadas FIC FIM CP2.50%
Tesouro IPCA + 20282.50%
Capitânia Securities FII (CPTS11)2.50%
Kinea Índice e Preços FII (KNIP11)2.50%
Renda Fixa Global3.00%
Oaktree Global Credit FIC FIM IE2.00%
Moneda LATAM Credit Advisory FIC FIM IE CP1.00%
Multimercado25.00%
Kapitalo Kappa Advisory FIC FIM5.00%
Absolute Vertex Advisory FIC Multimercado5.00%
Legacy Capital Advisory FIC Multimercado5.00%
Giant Zarathustra Advisory FIC FIM4.00%
Moat Capital Equity Hedge FIC FIM4.00%
Absolute Alpha Marb Advisory FIC FIM2.00%
Renda Variável35.00%
Brasil Capital Sustentabilidade Advisory FIA10.0%
Tork Long Only Institucional FIC FIA10.00%
XP Long Term Equity FIC Multimercado7.50%
Kiron FIC Ações7.50%
Renda Variável Global21.00%
MS Global Opportunities 30 Dólar Advisory FIC FIA IE6.00%
Trend ESG Global FIM7.00%
Morgan Stanley Global Brands Dólar FIC IE5.00%
TREND ETF MSCI EUROPA FUNDO DE ÍNDICE – EURP113.00%

Perfil Destemido

Já para quem tem o perfil destemido, recomendamos investir 75% em renda variável, 15% em renda variável global, 2,5% em multimercado e 7,5% em inflação.

DestemidoAlocação
Inflação7.50%
Trend Inflação Curta FIRF LP2.00%
Trend Inflação Longa FIRF5.50%
Multimercado2.50%
Selection Multimercado Plus FIC FIM2.50%
Renda Variável75.00%
Selection Ações FIC FIA17.5%
Kiron FIC Ações7.50%
Trend Ibovespa Alavancado FIA10.00%
XP Long Term Equity FIC Multimercado10.00%
Tork Long Only Institucional FIC FIA7.50%
Absolute Pace Long Biased Advisory FIC7.50%
Oceana Long Biased Advisory FIC FIM7.50%
Brasil Capital Sustentabilidade Advisory FIA7.50%
Renda Variável Global15.00%
Ashmore Emerging Markets Equity Advisory FIC FIA IE3.00%
Trend ESG Global Dólar FIM5.00%
Morgan Stanley Global Brands  FIC IE2.00%
MS Global Opportunities 30 Dólar Advisory FIC FIA IE5.00%

As sugestões são feitas com base nas análises e projeções dos analistas do grupo XP Inc., ao qual a Rico pertence, mas não trazem garantia de rentabilidade. 

Se você está começando a investir, ou abaixo do percentual alvo ajustado, nossa recomendação é implementar novas posições ao longo de 3 a 5 meses, para ir pegando o preço médio dos ativos.

Além disso, os ativos e suas taxas estão sujeitos a disponibilidade, podendo um fundo estar fechado ou os ativos de renda fixa não estarem mais disponíveis no momento em que você for aplicar. 

Sugestões para outros perfis de investidor

Você pode também conhecer as sugestões para outros perfis de investidores. 

Sugestão de alocação para perfil conservador. 

Sugestão de alocação para perfil moderado