Como pai, você quer o melhor para seus filhos. Mas isso não significa necessariamente que você quer que eles tenham as melhores roupas e os brinquedos mais caros, certo?

Provavelmente o que você considera “o melhor” para os seus filhos significa eles estarem seguros, protegidos, com uma boa alimentação e uma boa educação. Você quer estabelecer uma base sólida para que os seus filhos possam construir uma boa vida e se tornarem adultos maduros e bem-resolvidos.

Se esse é o caso, eu te pergunto: você está ensinando os seus filhos a lidarem com o dinheiro?

A prática e a educação

Sem um conhecimento prático sobre esse assunto, é bem difícil que seus filhos consigam prosperar na vida. O dinheiro influencia em tudo na nossa vida, desde o lugar onde moramos, o que comemos, nossa assistência médica, educação, tudo!

No entanto, nossos jovens ainda estão muito distantes de saberem lidar com o dinheiro. Não é um absurdo que um garoto de 17 anos saiba que a fórmula estrutural do 2 Metilpentano é C6H142, e que a área do losango A é igual a D (medida da diagonal maior) vezes d (medida da diagonal menor) sobre 2, mas não faze a mínima ideia que os juros no cartão de crédito batem mais de 300% ao ano? Que 70% do valor que ele vai pagar em um longo financiamento imobiliário é em juros? Que ele precisa poupar e investir sempre uma parte do que ele ganhar para ter um futuro financeiro confortável?

Sabia que entre 20 países avaliados no PISA, avaliação internacional de estudantes, somos o quarto pior em educação financeira?

Mas se a escola ainda não faz, você aí papai e mamãe: qual a razão de evitar falar de forma aberta sobre assuntos financeiros com seus filhos?

Compartilhe e gere frutos

Crianças e jovens estão ansiosos para que vocês compartilhem essa sabedoria financeira. Em uma pesquisa realizada pela empresa T. Rowe Price, mais da metade das crianças entrevistadas disseram que gostariam que seus pais lhes ensinassem mais sobre dinheiro!

E, se você não estiver ensinando aos seus filhos, eles vão aprender sobre dinheiro uma forma ou de outra. Isso pode significar aprender “na marra” após se enforcar com juros de dívidas e outras dificuldades financeiras.

E se você, Papai, for a pessoa que não sabe lidar com dinheiro? Então está na hora de se dar esse presente de dia dos Pais.

Educar os seus filhos a lidarem bem com o dinheiro é mais importante que o patrimônio financeiro que que você poderá deixar.

Como diz Robert Kiyosaki, autor do livro “Pai Rico, Pai Pobre”, maior bestseller de finanças de todos os tempos: “A inteligência resolve problemas e produz dinheiro, mas sem inteligência financeira o dinheiro se perde rapidamente”.

As crianças são mais conscientes do que você imagina

Nossa relação com o dinheiro é pautada por crenças. Nos primeiros 7 anos de vida passamos pela “Socialização Econômica” e absorvemos uma grande parte das nossas crenças financeiras. Mesmo que você nunca converse diretamente sobre dinheiro com os seus filhos, eles formarão suas percepções sobre o que é dinheiro.

Um estudo realizado em 2014 pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA, mostrou que as crianças estão prestando atenção nas conversas e hábitos financeiros, mesmo quando os adultos pensam que não estão.

Se você não estiver conversando com seus filhos sobre dinheiro, eles tirarão suas próprias conclusões, mesmo que equivocadas.

Conversar de forma leve e positiva sobre dinheiro com as crianças é essencial, mas de nada adianta se seus comportamentos não combinam com o que você fala. Se você não se organiza, vive com problemas e briga com seu cônjuge sobre grana, a criança vai absorver.

Você pode falar o quanto quiser, ela não vai fazer o que você diz se você também não faz.

Quanto mais cedo melhor

Uma criança de 3 anos já entende que o dinheiro vem como fruto do trabalho. Também sabe que é necessário cuidar das coisas, como dos seus brinquedos. Uma criança de 5 anos consegue diferenciar valores e entende que no mercado quando se dá mais dinheiro para o caixa recebemos de volta o troco. Nessa idade já podemos ensinar a criança a fazer escolhas. Aos 8 anos ela já possui conhecimento matemático para fazer contas de adição e subtração – e consegue até entender uma planilha básica.

Uma das maneiras mais comuns de apresentar às crianças a ideia de gastos responsáveis é dando uma mesada. O quanto você dá depende de você – qualquer valor pode ser uma ótima maneira de ensinar o básico sobre dinheiro para as crianças. Algumas dicas de como fazer isso:

  1. Evite dar um valor muito alto, mesmo que sua renda permita. A ideia principal é educar os seus filhos a saberem esperar, poupar, fazer escolhas. Para isso é importante que ela demore um tempo para comprar algum brinquedo, por exemplo.
  2. A próxima coisa a se pensar quando se trata de mesada é como eles vão gastar o dinheiro. É aqui que você pode começar a introduzir lições sobre orçamento, economia, e controle de impulsos, por exemplo.
  3. Converse com seus filhos sobre o que eles gostariam de fazer com o dinheiro. Um filme no cinema, um brinquedo e uma viagem para um parque de diversões podem ser sonhos de curto (algumas semanas), médio (alguns meses) e longo prazo (até cerca de 1 ano). Importante ressaltar que os prazos para uma criança são diferentes de um adulto.

Deixe-os cometer erros

No final das contas, uma das partes mais difíceis de ensinar as crianças sobre dinheiro é que elas inevitavelmente vão cometer erros, e esses erros de julgamento resultam em perdas financeiras reais e tangíveis. No entanto, é importante dar às crianças espaço para testar certos comportamentos e aprender com as consequências.

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

1) Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM nº 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório.

2) Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor.

3) O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico.

4) O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Resolução CVM nº 20/2021 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório.

5) Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP.

6) Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor.

7) A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.

8) Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico.

9) SAC. 0800 774 0402. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800-722-3730.

10) O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos. 11) A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. 

12) A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. 

13) Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor.