*Por Thiago Godoy, especialista em Educação Financeira

  • Riqueza é um conceito complexo, e relativo, mesmo dentro das finanças
  • Mas, de certa maneira e até inconscientemente, todos nós queremos enriquecer
  • Nesse artigo, apresento a você a sua maior aliada nesse processo de enriquecimento: a inteligência emocional

O que é ser rico? Essa é uma pergunta que aparece muito cedo na nossa vida. Quando eu era criança, os ricos para mim eram aquelas pessoas da novela que se sentavam em um banquete para o café da manhã, tomavam um gole do suco de laranja e logo se levantavam. Afinal de contas, por que elas nunca bebiam o suco todo? 

A riqueza é um conceito complexo. Mesmo quando olhamos para o óbvio – a riqueza financeira – encontramos dilemas. Rico é quem tem um jatinho? Quem só viaja de primeira classe? Quem tem um carro importado? Quem tem um carro? Rico é quem come em restaurante, ou quem come carne todos os dias? 

A riqueza financeira é relativa. Nesses anos todos trabalhando com educação financeira conheci inúmeras pessoas de alta renda que estavam devendo. Que tinham um carro importado e estavam em recuperação judicial. Como pode alguém ter uma renda dezenas de vezes maior do que o necessário e mesmo assim ter problemas financeiros? 

Outros tipos de riqueza

E para além da riqueza financeira? Aí certamente entramos em um território ainda mais multifacetado. Você provavelmente já conheceu alguém com uma grande riqueza financeira e com uma igualmente grande pobreza de espírito. E certamente já teve a oportunidade de conhecer alguém com pouca riqueza financeira, mas uma riqueza humana infinita, não é? 

De certa maneira e até inconscientemente, todos nós queremos enriquecer. Seja em riqueza material ou humana, prosperar é evoluir, se tornar uma pessoa melhor e mais rica. 

Mas nós fomos treinados para separar o sucesso emocional do sucesso financeiro. Ou seja, não importa se a pessoa está emocionalmente um desastre, importa é que está com o bolso cheio?  

E se eu te disser que a sua inteligência emocional é a maior aliada da sua inteligência financeira? Ter “inteligência emocional financeira” é compreender o que você sente em relação ao dinheiro e por quê.  

Pense bem na última decisão financeira que tomou hoje antes de ler este artigo. Talvez você tenha comprado um café e um pão na chapa na padaria perto do trabalho. Ou fez uma compra online antes de abrir os e-mails. Talvez você tenha feito uma decisão mais complexa, como pagar um fornecedor ou contratar um novo colaborador para a sua empresa.  

Qualquer que tenha sido essa decisão de dinheiro, você parou e realmente fez uma análise do que você sentiu naquele momento em que essa transação financeira aconteceu? 

É muito importante que você repare nesse sentimento dominante que acontece quando o dinheiro atravessa as suas mãos, pois todos nós tomamos decisões financeiras emocionalmente, antes de nos justificarmos racionalmente por elas. 

Sim, queridos leitores. Todos nós temos uma coisa chamada “mente-ego”, que constantemente precisa validar a si própria; e por isso em todos os momentos usa esse sentimento que você está tendo para mergulhar no conjunto de crenças e memórias que você associa a cada sentimento em específico.  

Funciona como um círculo vicioso. O que você pensa quando está usando o seu dinheiro é um reforço de crença, que vem de uma memória, que valida esse sentimento. E essa validação vai determinar o próximo pensamento que você vai ter, que vai conduzir à sua própria decisão financeira, mesmo que essa decisão não tenha sido muito inteligente. 

Entre outras tantas, uma consequência muito comum é o que eu chamo de “Armadilha do Padrão de Vida”. Caímos nessa armadilha quando crescemos o padrão de vida à medida que a nossa carreira avança. Ou seja, uma renda mais alta que sempre compra um padrão de vida cada vez mais alto.  

Conheço muita gente que mantém trabalhos insustentáveis para garantir o padrão que criaram. Não caia na ilusão de querer levar a vida mais cara possível, ela pode te custar muito mais do que você imagina, como sua saúde mental, suas relações afetivas e seu tempo, por exemplo. 

Carga emocional

Sempre considere que tudo o que é importante na sua vida tem uma forte carga emocional. Os relacionamentos são emocionais, o trabalho é emocional e claro, a sua relação com o dinheiro também. E um dos maiores erros em finanças é acreditar que esse é um assunto puramente matemático. 

De modo ingênuo, acreditamos que há uma única resposta correta para perguntas como: “devo comprar ou alugar uma casa?”, “devo fazer uma pós-graduação?”, “devo aceitar este trabalho?” ou “devo negociar um salário mais alto?” É claro que fazer as contas pode ajudar a responder a essas perguntas, mas não existe uma fórmula exata para tomar decisões financeiras.  

Comprar uma casa significa que você não precise pagar aluguel. O aluguel, por outro lado, pode ajudar você a morar na cidade que deseja. São decisões que levam em conta fatores além da lógica matemática. 

É tão irônico pensar que passamos a vida inteira na escola com o objetivo de estarmos preparados para encarar a vida adulta e “ganhar dinheiro”, mas em momento algum aprendemos a usar de forma equilibrada e inteligente esse dinheiro. 

Menos ainda somos estimulados a perceber como nossas emoções influenciam o modo como lidamos com o dinheiro. Você conhece alguém que usa o dinheiro como uma muleta para preencher vazios emocionais?  

Compramos porque estamos tristes, compramos porque estamos felizes, compramos para comemorar algo ou impressionar alguém, e muitas vezes nossos padrões são ditados por outras pessoas. 

Agora, pense friamente: Quem manda no seu bolso é você ou suas emoções? Visualize o que você quer para a sua vida, encare suas emoções e tome decisões sem se preocupar com o que as outras pessoas vão falar, pois, afinal de contas, elas sempre vão falar, não é mesmo?  

Ter liberdade emocional é ser verdadeiramente Rico. 

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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