• A quarta-feira se inicia com mercados positivos, no aguardo do pronunciamento de dirigentes do Banco Central dos EUA (o FED), que deverá sinalizar sobre a alta de juros no país.
  • Tensão na Ucrânia continua e o presidente americano diz estar considerando sanções, se a Rússia avançar na invasão do país.
  • Petróleo segue em alta e atinge maior preço em 8 anos.
  • No Brasil, seguimos de olho nos preços, com a divulgação do IPCA-15 (prévia da inflação).

A quarta-feira se inicia com mercados positivos e o evento mais importante da semana segue na atenção dos investidores. Não estou falando da estreia do Palmeiras no campeonato paulista, mas sim da reunião do FOMC (comitê de política monetária do Banco Central americano, o FED).

Fala comigo, “Seu Powell”. A reunião de dois dias se encerra hoje, e será seguida pelo pronunciamento dos dirigentes do FED – em especial, do presidente da instituição, Jerome Powell. Investidores ao redor do mundo aguardam sinalizações sobre os planos futuros para o aumento da taxa de juros e a redução de estímulos no país.

O consenso precifica quatro altas de juros de 0,25 pp ao longo desse ano, enquanto nosso time de economia aponta possíveis três no período. Powell tem sinalizado que o ajuste da política monetária deve ser mais rápido do que o inicialmente esperado, o que trouxe volatilidade aos mercados de ações e juros nas últimas semanas, como detalhamos aqui. Esperamos que a primeira alta ocorra já na próxima reunião do FOMC, em março.

Seguem as tensões geopolíticas. Com continuidade da tensão entre Rússia e Ucrânia, o presidente americano, Joe Biden, diz considerar sanções pessoais a Vladimir Putin se a Rússia invadir a Ucrânia. Em paralelo, governos europeus discutem possíveis sanções econômicas e impactos na região. A moeda russa já apresenta desvalorização e se aproxima aos níveis do início da pandemia.

Ninguém segura esse petróleo. Os preços do petróleo continuam em alta. O barril de petróleo se aproxima dos 89 dólares por barril, o nível mais alto em 8 anos. Estoques baixos nos EUA e a tensão na Ucrânia vem contribuindo para a pressão sobre os preços.

Pra variar, inflação. No Brasil o destaque hoje é a divulgação do IPCA-15, espécie de prévia da inflação, referente ao mês de janeiro. Esperamos 0,45% de alta em relação a dezembro, em linha com a estimativa média do mercado.

A alta recente nos preços de commodities deve manter a inflação de curto prazo sob pressão. Por outro lado, uma demanda doméstica mais fraca (causada pela própria inflação alta e também pela alta da taxa básica de juros, a Selic), além da elevação de juros ao redor do mundo, devem ajudar a reduzir as pressões sobre os preços ao longo do ano.

Será que agora vai, OCDE? O Brasil teve seu pedido de acessão a OCDE aprovado por países membro – um pleito que estava sendo negociado desde a administração Temer. O processo deve levar anos para ser concluído, e inclui mudanças em diversas regulações e legislações em áreas como tributação, meio ambiente, comércio internacional e transparência. Nossa chefe de economia, Rachel de Sá, conta todos os detalhes desse processo nesse vídeo.

Entre as exigências no processo de acessão está a zeragem do IOF (imposto incidente sobre operações estrangeiras). A queda do imposto que vemos em transações com cartões de crédito e débito no exterior deve iniciar em 2022, com redução de 6,38% para 5,38% na alíquota. A redução será de 1 p.p. ao ano até 2027, zerando em 2028. Já o IOF para aquisição de moeda ou remessas, a taxa ficará em 1,1% até 2027 e zera em 2028.

Nas horas vagas

Após o sucesso do Youtuber americano Logan Paul que desafiou lutadores profissionais para uma luta de boxe, parece que agora é a vez do nosso Youtuber e comediante entrar nessa brincadeira.

Whindersson Nunes desafiou Popó para uma luta de boxe que acontecerá nesse sábado as 19h. E ai, quem você acha que vai se dar bem nessa luta?

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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