• Bolsas sem direção definida nessa sexta-feira, ainda impulsionadas por expectativas da alta de juros nos EUA, com empresas de tecnologia sofrendo mais.
  • Netflix chamou atenção, caindo mais de 20% após o fechamento de mercado, com menor crescimento do que o esperado.
  • O preço do petróleo no mundo segue no radar, seguindo diversos dias de alta até quase 90 dólares o barril. Nos EUA, o governo avalia usar reservas para atenuar o preço, enquanto no Brasil a ideia é zerar impostos federais.
  • Por aqui, o efeito da medida seria temporário e pode piorar a percepção de risco fiscal.

Cadê o crescimento, Netflix? Bolsas internacionais amanhecem sem direção definida nessa sexta-feira, após mais um dia de quedas. A temporada de resultados segue majoritariamente positiva nos Estados Unidos, com 77% das empresas do S&P que reportaram resultados apresentando números melhores do que o esperado.

Porém, com o mercado à espera da primeira alta de juros por parte do Banco Central americano segue o movimento de rotação em direção a empresas de maior valor, em detrimento daquelas que prometem crescimento no futuro. (Falamos mais sobre isso aqui). Nessa toada, os resultados piores do que o esperado do Netflix trouxeram um balde de água fria para a empresa, que viu suas ações caindo 20% após o fechamento do mercado ontem. O motivo? A desaceleração do crescimento de assinantes.

Enquanto isso, criptoativos sofrem. O Bitcoin e o Ethereum amanhecem em forte queda, acompanhando o movimento de maior aversão ao risco dos investidores, uma vez que a popularização das criptomoedas tem catalisado uma maior correlação com o mercado de ações.

Ainda sobre tecnologia, mercado de olho na regulação das big techs. Sabe aqueles produtos de “marca própria”? O Senado Americano aprovou um projeto de lei antitruste que restringe grandes plataformas de tecnologia. A legislação impediria empresas como Amazon, Google, Apple e outros de favorecer seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes. Investidores do mundo todo estão atentos a esse movimento de maior regulação das conhecidas como big techs, na esteira da regulação mais restrita já em curso na China.

E o petróleo, vai dar trégua? Após ser negociado acima de 89 dólares ontem, o barril do petróleo (Brent) amanhe em leve queda. O estoque de petróleo e gasolina americanos divulgados ontem vieram acima do esperado. Além disso, o governo americano anunciou que poderia aumentar o uso da reserva estratégica de petróleo, com o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis – que subiu 49,6% no ano passado no país.

Falando em petróleo, por aqui os olhos seguem atentos em Brasília. No Brasil, o governo discute com parlamentares a elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para conter a alta dos preços de combustíveis e eletricidade. Segundo veículos da imprensa, uma alternativa estudada autoriza o governo para, em momentos de crise e de forma temporária, reduzir ou até zerar as alíquotas dos tributos federais (PIS/COFINS) incidentes sobre gasolina, diesel e energia elétrica.

Se zerados os tributos federais, estimamos que o impacto sobre a inflação ao consumidor (IPCA) anual seria de 0,89 p.p. – ou seja, uma inflação total um pouquinho mais baixa. Já no custo final para os consumidores, estimamos uma redução de 73 centavos no preço da gasolina.

O desafio é que a proposta teria um impacto fiscal de aproximadamente R$ 70 bilhões, enquanto seu efeito seria apenas temporário. Ou seja, o governo estaria abrindo mão de 0,7% do PIB em receitas no ano, enquanto o imposto teria que voltar em algum momento, ou por conta do reequilíbrio tributário (podendo até voltar por meio da elevação de outros tributos), ou pelo fato de que a piora fiscal prejudicaria as expectativas de inflação para o ano que vem.

Ou seja, o provável efeito líquido da medida seria mais juros e mais inflação. Diante disso, esperamos reações negativas no mercado com aumento da percepção de risco fiscal, caso a medida avance.

Nas horas vagas

Eu sigo contando aleatoriedades interessantes da vida. Hoje, vamos de música.

Conversando sobre potenciais nomes para a duplinha que em breve fará parte de minha família, chegamos à brilhante (e irônica) ideia de Eduardo e Monica. Após alguma cantoria, descobri algo que me deu aquela sensação de “my whole life is a lie”, para aqueles que conhecem a referência da época de 9gag.  Você sabia que o “camelo” que o Eduardo usa para chegar ao parque e encontrar a Monica (que foi de moto, porque é cool) na realidade se trata de uma bicicleta??

Pois é. Também fiquei chocada, e passei a ver Eduardo com outros olhos. Cara moderno, pra frente, nada daquele doido que abusava de animais silvestres que eu imaginava.

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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