• Hoje o dia tende a ser dedicado a ela, a tão aguardada inflação ao consumidor nos EUA, que deve atingir seu valor mais alto desde 1982;
  • Se o número vier acima do esperado, o mercado pode precificar mais de cinco aumentos de juros para esse ano – que não é o cenário em que acreditamos;
  • Os efeitos disso seriam mais fortes nas ações de crescimento e mercados emergentes (como o Brasil);
  • No bloco dos bancões, o maior setor do Ibovespa aguarda com tensão mais um resultado importante.

Na segunda nós falamos disso. Terça: falamos um pouquinho mais. Quarta: dedicamos boa parte do Rico Matinal a ela. Quem? A inflação nos Estados Unidos. Chegou o dia.

O dado referente a janeiro do CPI, inflação ao consumidor nos EUA, deve mostrar o ritmo mais alto de aumento de preços desde 1982, atingindo 0,4% no mês ou 7,2% nos últimos 12 meses, segundo a Dow Jones. Como mencionamos, um número acima das expectativas pode levar os mercados a precificar mais de cinco aumentos de juros este ano (por aqui, seguimos acreditando em um ritmo menor de altas). 

E daí? Mais altas nos juros americanos significam mais movimentações nos mercados. Por lá, empresas de “crescimento”, ou “growth”, são as mais prejudicadas, porque juros mais altos significam empréstimos mais caros e uma taxa de desconto maior para o valor justo de ações que entregam menos resultado no presente do que o esperado para o futuro (explicamos melhor no Onde Investir desse mês).

Por aqui, juros mais altos nos EUA espantam investidores de países mais arriscados, pelo diferencial entre as duas taxas de retorno; por outro lado, as empresas mais beneficiadas pela fuga das empresas de “crescimento”, são empresas de setores da “velha economia”, como as de commodities — e temos muitas dessas na bolsa brasileira.

Tudo isso vai acontecer? Não necessariamente. Mas, a depender do dado de hoje, esse movimento pode vir no curto prazo mesmo que o Fed não realize efetivamente mais aumentos nos juros. E, claro, é bem possível que depois que a poeira baixar ele seja corrigido.

Bloco dos bancões. Depois de o resultado do Bradesco derrubar em bloco as ações de grandes bancos na bolsa ontem, ficou mais tensa a espera pelos números do Itaú, que serão divulgados hoje à noite. Lembrando que o setor financeiro representa cerca de 20% do Ibovespa, o maior peso entre todos os segmentos, e a decepção generalizada de ontem impediu que nosso índice de ações tivesse uma alta mais significativa na sessão de quarta-feira.

Em Brasília, a PEC dos Combustíveis gera atrito dentro do governo e entre a Câmara e o Senado. Ontem o deputado Christino Áureo (PP) protocolou uma versão da PEC que autoriza a desoneração ampla sobre os combustíveis, com impacto potencial de R$ 45 bilhões, texto redigido na Casa Civil e contrariando o acerto feito com Guedes de que a PEC atingiria somente o diesel. Enquanto isso, no Senado, tramita uma PEC paralela e ainda mais ampla, que incluiria auxílio-diesel e auxílio-gás.

Não vai falar sobre o IPCA, não? Pois é, ontem saiu o dado da nossa própria inflação, mas a Rachel já falou sobre isso! Se quiser entender, é só ler aqui o conteúdo!

Nas horas vagas

Foram divulgados nessa semana os títulos concorrentes ao Oscar, então, naturalmente, começa agora a maratona para tentar assistir ao máximo possível deles. Muitos estão em serviços de streaming, como Não Olhe Para Cima, que já foi até tema de conteúdo por aqui, mas não tenho vergonha de admitir que, dos que já vi, “Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa” foi o que mais fez a marvette aqui vibrar (ainda que eu admita que não é realmente o melhor filme entre os indicados). Aqui uma lista de onde encontrar cada um.

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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