• Mercados mundiais amanhecem em alta com novidades que diminuem o peso da variante Ômicron;
  • O Banco Central chinês reduz o depósito compulsório e volta a projetar injeção de dinheiro na economia, notícia que dá tom expansionista e também anima os mercados;
  • Por aqui, o impasse da PEC dos Precatórios continua e estamos na espera da decisão do Copom amanhã;
  • Quer entender melhor? Então leia o resumo do dia!

O mercados mundiais operam em alta na manhã desta terça-feira, em meio à redução das preocupações com a variante Ômicron do coronavírus. Aqui no Brasil, os holofotes seguem voltados para a promulgação da PEC dos Precatórios e para o Copom (Comitê de Política Monetária).

Por que a Ômicron preocupa menos? A farmacêutica GSK anunciou que seu tratamento com anticorpos funciona também contra a variante Ômicron. Além disso, segundo Anthony Fauci, médico-chefe da Casa Branca, dados iniciais da África do Sul sugerem que, embora a variante tenha um maior poder de transmissibilidade, os casos aparentam ser mais leves do que variantes anteriores. Ainda assim, o médico reforçou que é cedo para tomarmos conclusões definitivas.

Enquanto isso, no âmbito de política monetária, a China dá sinais de estar na ponta contrária do ciclo mundial. A discussão que rege as demais economias é a de retirar os estímulos, mas os chineses estão pensando diferente: o PBOC (Banco Central chinês) anunciou uma redução nos depósitos compulsórios requeridos para os bancos a partir do dia 15 de dezembro, o que resultará em uma política monetária mais expansionista e deverá injetar US$ 282 bilhões na economia do país.

Outra economia que está na “turminha dos sinais animadores” é a Alemanha: a Produção Industrial Alemã cresceu 2,8% mês a mês em outubro, bem acima das expectativas (1,0%). O Índice de Expectativas Zew para dezembro ficou em 29,9, acima do esperado (25) e confortavelmente acima de zero (sugerindo expansão). Os números indicam que, a menos que a Ômicron mude a perspectiva substancialmente, a recuperação econômica na maior economia da Europa permanece firme.

Por aqui, o impasse da PEC dos Precatórios continua. A legislação foi aprovada no Senado com modificações, e por isso deve voltar à Câmara (toda legislação modificada pela outra casa, diferente de onde partiu a proposta, precisa ser apreciada novamente). Alguns parlamentares querem promulgar desde já as partes do texto que não foram alteradas no Senado para acelerar o processo, mas não há consenso. Sem a PEC, que modifica regras fiscais e adia o pagamento de dívidas judiciais, o governo não poderá incluir no orçamento de 2022 o novo programa de transferência de renda “Auxílio Brasil” (uma versão ampliada do antigo programa Bolsa Família), nem pagar parte das despesas obrigatórias corrigidas pela inflação.

E amanhã teremos decisão da taxa de juros Selic no Copom. Nosso time de economia espera uma alta de 1,5 ponto percentual, elevando a Selic para 9,25% ao ano.

Nas Horas Vagas

Às vezes paro para refletir e vejo quão “doido” foi o rumo que minha vida tomou de 2 anos para cá. Ontem, foi ao ar minha participação no programa “Desobediência Produtiva”, apresentado pelo ex-apresentador do Globo Esporte, Ivan Moré.

Eu sempre fui viciado em esportes, e quando era moleque, vivia assistindo o GE. Ou seja, cresci vendo o Ivan nas telinhas e agora tive a oportunidade de dividir a tela com ele!

O resultado do papo você encontra aqui. Não quero praticar discurso motivacional logo cedo, mas: acredite sempre nos seus sonhos.

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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