• Mercados seguem sendo impactos pela variante Ômicron, depois de confirmação do primeiro infectado nos Estados Unidos.
  • Seguem dúvidas sobre efeitos na inflação: subir os juros e acelerar retirada de estímulos, ou manter como está com medo de uma desaceleração econômica?
  • Investidores hoje de olho em dados de mercado de trabalho nos EUA (pistas para aumento de juros?) e na reunião da OPEP sobre petróleo.
  • No Brasil, foco na divulgação do resultado do PIB e na PEC dos Precatórios no Senado.

Quinta-feira de (mais) Ômicron e mercado de trabalho. A quinta-feira amanhece com bolsas e negociações em mercados futuros mistos. Os potenciais impactos da variante da Covid-19 Ômicron seguem como principal destaque e motor da performance incerta, com notícias sobre o primeiro caso registrado de infectado nos EUA e notícias sobre provável volta de exigência de máscaras nos Estados Unidos.

Ao longo do dia, investidores ficarão de olho no mercado de trabalho americano, com a divulgação semanal dos novos pedidos de auxílio desemprego – após dados muito fortes na semana passada. Já amanhã será divulgado o famoso payroll – dados sobre desemprego e folha de pagamentos nos EUA. O dado é importante por influenciar a decisão do Banco Central do país (o FED) sobre os próximos passos no caminho de fim de estímulos à economia. Se os dados mostrarem forte recuperação do mercado de trabalho, na linha do observado também nos dados de atividade econômica, aumentam as chances de uma aceleração na retirada dos estímulos no país.

Juros, ou não juros, eis a questão. Com o cenário pandêmico ainda incerto, Bancos Centrais divergem sobre o que fazer com os estímulos nas economias: acelerar o fim da compra de ativos (o famoso processo de tapering) e elevar os juros por conta dos riscos inflacionários que a piora do Covid-19 pode causar nas cadeias de suprimentos, ou manter a “bomba de dinheiro” a todo vapor, diante de uma possível desaceleração na atividade econômica causada pela piora da pandemia?

O Banco Central japonês se colocou no time “segue bombando dinheiro”, alertando sobre possíveis impactos negativos de juros em alta e retirada de estímulos no mundo. Enquanto isso, recentes falas do presidente do Banco Central dos EUA, Jerome Powell, sinalizam que o FED pode estar caminhando para o lado oposto por lá – de aceleração do fim dos estímulos.

Enquanto isso, inflação segue “bombando”. O índice de preços ao produtor (PPI) da Zona do Euro registrou forte alta de 5,4% em outubro, levando o acumulado em doze meses para a marca histórica de 21,9%. O principal vilão dos preços altos na Europa segue sendo os preços de energia, alimentando as preocupações sobre a persistência da inflação no mundo desenvolvido.

De olho no petróleo e nos Iphones. O mercado observa atentamente a reunião de dois dias da OPEP+ (principais países exportadores de petróleo e seus aliados), que começa hoje. O petróleo, que bateu 85 dólares por barril em outubro, já opera 21% abaixo do pico, gerando dúvidas se o cartel vai manter o aumento prometido em janeiro, ou se decidirá pela manutenção da baixa produção diante da possibilidade de menor demanda por conta do avanço da variante Ômicron.

Ainda no mercado internacional, ações de tecnologia sofrem em bolsas internacionais, depois que a gigante Apple alertou aos seus fornecedores sobre uma demanda menor pelo Iphone 13.

No Brasil, os olhos paradinhos onde já estavam…na PEC dos Precatórios. A PEC dos Precatórios, aquela que muda as regras para o pagamento de dívidas judiciais e na metodologia de cálculo do teto de gastos para abrir espaço no orçamento do ano que vem, segue em discussão no Senado (após aprovação na Câmara dos Deputados). O relator da proposta afirmou que “um acordo está próximo de ser compreendido” para a aprovação da matéria.

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E alguns olhando também para o PIB. Hoje será divulgado o resultado do nosso Produto Interno Bruto (o famoso PIB) referente ao terceiro trimestre desse ano – período de julho a setembro.Esperamos que o fluxo total de tudo o que produzimos de bens e serviços no país tenha ficado estável em relação ao segundo trimestre, no famoso “em cima do muro”. Para o ano, projetamos que o PIB brasileiro registrará alta perto de 5% em relação ao ano passado.

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Nas horas vagas

Eu me pergunto por que as pessoas que moram na Amazônia do Eternos falam espanhol. Vocês já assistiram ao filme Eternos, o mais recente Blockbuster (também me pergunto por que ainda chamamos eles assim, se o povo que vê filmes de super herói nem sabe o que é uma Blockbuster – ou será que só eu chamo e ninguém mais?) da Marvel?

É um filme muito bacana, com ação, gente bonita, super heróis inclusivos e tudo mais que a geração Z valoriza. Mas, uma cena me encasquetou até agora, depois de duas semanas que fui ao cinema: um dos heróis vive na Amazônia, e quando seus amigos chegam para chama-lo para salvar o planeta, o seu pequeno exército amazônico fala espanhol. Me pergunto se pode ser a parte colombiana da floresta, o que está ok. Mas poxa, a maior parte das plantas do famoso “pulmão do mundo” deve falar português mesmo, não acham? Fica a dúvida se foi amadorismo ou há algo por trás que não estou sabendo.

Elaborado por:

Paula Zogbi, CNPI 2545

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