• Mercados em ligeira queda nessa manhã (gelada por aqui) de sexta-feira. A temporada de resultados se aproxima do fim nos EUA, enquanto questões regulatórias seguem o foco na China.
  • Hoje, todos os olhos na inflação dos EUA, com a divulgação do indicador de preços favorito do FED ( o deflator do consumo). O dado é essencial para a definição de política monetária por lá, que tem movido os mercados globais.
  • No Brasil, dados econômicos majoritariamente positivos ontem, e hoje saberemos mais de dívida pública e desemprego.
  • Em política, seguem as discussões sobre a extensão do Bolsa Família. Apesar de potencialmente positiva, a medida tem riscos fiscais se incluir exclusão do teto de gastos

Mercados amanhecem com frio, e em queda nessa sexta feira. Mercados em ligeira queda nessa manhã que deve estar quente lá nos EUA, com Amazon se juntando ao Facebook e Apple e reportando estimativas mais conservadoras para o futuro. Na temporada de resultados, 274 de 498 empresas do S&P reportaram resultado, 88% com lucro acima do esperado com surpresa em média 19% para cima. Já lá perto dos jogos Olímpicos, as bolsas asiáticas seguem repercutindo negativamente a repressão regulatória chinesa, com impactos especialmente sobre o setor de tecnologia.

Todos os olhos (que não estão nos jogos Olímpicos) na inflação dos EUA. Os dados de consumo mensal de junho serão divulgados nessa manhã nos EUA. Mas o que os analistas de mercado estarão de olho mesmo é o indicador de inflação que o acompanha – o famoso deflator do consumo (PCE deflator), o favorito do Banco Central americano para acompanhar os preços no país. Esperamos 0,51% no mês (3,56% na comparação anual), com o resultado provavelmente registrando o pico da atual aceleração da inflação. Lembrando que esse dado é essencial na definição da política monetária por lá, que tem movido muito mercados no mundo todo.

E se sobrar pra onde olhar, holofotes também no Congresso. Ainda sem acordo, senadores democratas e republicanos seguem negociando os dois projetos chave da agenda Biden: o pacote de infraestrutura e o Plano das Famílias Americanas. Parece que ninguém quer sextar por lá, e as discussões seguirão no final de semana.

Por aqui, dados econômicos deixaram meu dia ocupado ontem. Como detalhei por aqui, a geração de empregos formais segue superando expectativas, impulsionada pela normalização da atividade. Já nas contas públicas, a arrecadação reforçou o cenário positivo para o curto prazo, apesar de as despesas virem um pouco acima do esperado. Hoje saberemos mais da dívida pública. Mas foi a inflação que moveu mais os mercados, especialmente na renda fixa, com as curvas de juros fechando na sessão de ontem na esteira de um IGP-M (aquele indicador que mistura preços ao produtor, consumidor e construção) abaixo do esperado por aqui.

Seguimos na crista dos ventos quentes de Brasília. Ganha corpo a discussão sobre o novo programa de transferência de renda do governo. O Ministério da Economia defende que há espaço dentro do teto de gastos para um programa de R$ 300 pagos a 17 milhões de pessoas. Apesar de potencialmente positivo para a economia, o risco é que a mudança abra a porta para a exclusão do programa da regra do teto – e a porteira para outros gastos. Com tanta porta aberta, lá se iriam os bons ventos de curto prazo no fiscal.

Nas horas vagas, eu luto como uma garota!

Não tem outra para as horas vagas, não é mesmo? Só dá as Olimpíadas pra todo canto! Então eu usarei esse espaço do #sextou para contar que as definições de “Lute como uma garota” foram atualizadas, com mais duas incríveis brasileiras trazendo medalhas pra casa, no judô e na ginástica artística (que eu jurava que chamava ginástica olímpica mesmo, mas tudo bem!): Rebeca Andrade e Mayra Aguiar, viva a mais essas guerreiras!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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