• Bolsas mundiais amanhecem em queda depois que o fechamento da China e Hong Kong deixou um sabor amargo nos mercados.
  • Reguladores chineses trazem empecilhos para o setor de educação no país e apertam o cerco contra nomes de tecnologia.
  • Ainda sobre a China, novas rusgas com os Estados Unidos entram no radar.
  • Na agenda da semana, resultados de gigantes de tecnologia e a reunião do Federal Reserve ficam no radar.

Bolsas mundiais amanhecem em queda após semana positiva. Futuros americanos caem entre 0,2% e 0,4% após recordes na semana passada e à espera de resultados e do Fed (Banco Central americano). Na Europa, o EuroStoxx recua 0,6% acompanhando um mau humor das bolsas da China e Hong Kong.

Lembra da treta da Didi? Depois de problemas com o maior IPO do ano, as pressões regulatórias continuam pautando pregões na China. O índice Hang Seng, de Hong Kong, despencou 4,13% nesta segunda, apagando os ganhos acumulados em 2021, puxado principalmente pelos setores de tecnologia e educação. Nos últimos dias, órgãos determinaram que instituições de educação estão proibidas de levantar recursos por meio de listagem de ações e, paralelamente, a autoridade regulatória antitruste da China determinou que a Tencent deve abrir mão de seus direitos de licenciamento de música. Algumas das quedas mais expressivas: Tencent -7,72%; Alibaba -6,38%; e Meituan -13,76%.

Ainda sobre a China, o vice ministro do Exterior chinês afirmou durante conversas com o secretário de Estado americano que a relação entre os dois países “está em um impasse, e enfrenta sérias dificuldades” e acusou Washington de criar um “inimigo imaginário”. Apesar da expectativa de fricção continua entre os países, nosso time de análise política não espera medidas repentinas ou movimentos voláteis devido à abordagem institucional das relações internacionais no governo Biden.

Deste lado do oceano, as negociações pelo pacote de infraestrutura no Senado americano voltam a ser destaque. Os partidos esperam avançar a pauta nos próximos dias, mas divergências permanecem sobre o financiamento de transporte público. Se não houver acordo até o meio da semana, a possibilidade de aprovar o projeto na Casa até o recesso parlamentar na segunda semana de agosto fica remota.

Faustão diria que o calendário de resultados corporativos está ‘pegando fogo, bichô’. Hoje mesmo, depois do fechamento, a Tesla divulga resultados trimestrais. Na terça, é vez das gigantes Apple, Microsoft e Alphabet, dona do Google. Antes da semana acabar, ainda conheceremos os números de Facebook e Amazon.

E nada de guardar a agenda ainda. Mais eventos: hoje, destaque para a divulgação das vendas de novas moradias nos Estados Unidos em junho (consenso de mercado: 800 mil; resultado anterior: 769 mil) e dos lucros das indústrias da China no mesmo mês. Na terça, o Federal Reserve, o banco central americano, inicia sua reunião de políticas monetárias. O Comitê Federal do Mercado Aberto e a Junta dos Governadores devem divulgar uma declaração sobre a política monetária na quarta. Na quinta, teremos dados sobre o PIB no segundo trimestre nos EUA; na sexta, os mesmos números, mas da Europa.

Se acabou espaço na agenda, pega o planner. No Brasil, destaque para a publicação de dados do mercado de trabalho (CAGED – saldo de emprego formal – em junho; PNAD Contínua relativa ao trimestre móvel até maio); das contas externas (saldo em transações correntes e investimentos diretos no país em junho); das contas fiscais (governo central e setor público consolidado em junho); e inflação (IGP-M de julho). Ademais, esperamos continuidade das discussões sobre a proposta de reforma tributária focada na tributação da renda.  

E a inflação? Na sexta foi divulgado o IPCA-15 de julho, mostrando elevação de 0,72% em relação ao mês anterior, acima da nossa estimativa e da mediana das expectativas de mercado (ambas em 0,65%). Os números exibiram uma composição pior da inflação doméstica, com preços de bens industrializados ainda bastante pressionados e aceleração dos preços de serviços. Tudo isso reforça nossa expectativa de que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) elevará a taxa Selic em 1 ponto percentual na próxima reunião (para 5,25% a.a.), a ser realizada na semana que vem. Projetamos alta de 6,7% para o IPCA de 2021. 

Nas horas vagas

Tempo de Jogos Olímpicos é sempre assim: não se fala em outra coisa. Eu nem me lembro da última vez que dormi tão tarde num domingo quanto essa madrugada, com um sorriso no rosto pela prata da fadinha do skate.

Mas você sabia que Jogos Olímpicos e Olimpíadas não são a mesma coisa? Na verdade, a Carta Olímpica, documento que estrutura o movimento olímpico e organiza o Comitê Olímpico Internacional, explica que as definições são bastante diferentes. Quem conta isso é a Agência Brasil, em artigo de 2016.

No momento, estamos acompanhando os Jogos Olímpicos em Tóquio. Já as Olimpíadas foram o período entre os últimos Jogos, em 2016, e os atuais. Hãn? Sim! De acordo com a regra número 6 da Carta, a Olimpíada é o período (normalmente de quatro anos) entre a realização de cada Jogos Olímpicos. Cada Olimpíada inicia no primeiro dia de janeiro do primeiro ano de realização dos Jogos e segue até o dia 31 de dezembro do quarto ano, véspera do próximo evento. 

Claro que a gente vai continuar falando Olimpíadas informalmente, mas agora você já tem uma informação curiosa para mandar no grupo do Zap entre uma competição e outra.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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