• Mercados mistos nesta sexta-feira. EUA caminham para uma semana positiva após cair com o Fed na semana passada
  • A Casa Branca anunciou que fechou o acordo de infraestrutura com um grupo bipartidário de senadores que vinha sendo discutido há semanas
  • Mas o grande destaque do dia fica (de novo) para a inflação, com o indicador de inflação favorito do Fed nos EUA e o IPCA-15 no Brasil
  • Hoje, o governo brasileiro deve enviar a segunda fase da reforma tributária, com mudanças no imposto de renda
  • Na China, a associação dos produtores de aço pediu ao governo para reforçar a supervisão dos operadores estrangeiros de minério de ferro

Mercados acordam mistos nesta sexta-feira, e os EUA caminham para fechar a semana no positivo depois de reagir negativamente ao Fed semana passada. Futuros do S&P 500 sobem 0,1%, do Nasdaq +0,2% e o Stoxx 600 desvaloriza levemente: -0,03%. Ontem, Dow Jones e Nasdaq bateram recordes históricos.

“Então fechô? Fechô!” A grande notícia que levou os mercados para cima ontem e deve continuar no radar hoje foi o anúncio de que a Casa Branca fechou o acordo de infraestrutura com um grupo bipartidário de senadores que vinha sendo discutido há semanas. O acordo de US$ 950 bilhões deve incluir US$ 579 bilhões em gastos com infraestrutura para carros elétricos, ferrovias, estradas, pontes, entre outros. Não são os US$ 2,3 trilhões que Joe Biden sugeriu no início, mas é bastante grana. Em notícias mais pontuais, os bancos americanos foram liberados a pagar dividendos aos acionistas.

Por falar em dividendos, o governo brasileiro deve enviar hoje a segunda fase da reforma tributária, com propostas sobre mudanças no Imposto de Renda. Dentro desse texto tem aquela história que a gente vem falando nos últimos dias de tributação de dividendos a partir de R$ 20 mil por mês (e que já afetou os preços de algumas ações ao longo da semana, apesar de viver apenas no plano das ideias). Caso não tenha visto, não deixe de ler esse conteúdo da XP a respeito.

Além disso, em linhas gerais, o texto traz a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoa física para R$ 2.500 e redução da alíquota para pessoa jurídica (de 25% para 20% em dois anos), compensadas pela taxação de dividendos, pelo fim do JCP e por outras medidas como a tributação de fundos exclusivos. As isenções para produtos como LCI e LCA devem ser mantidas. Arthur Lira, presidente da Câmara, sinalizou que pretende votar o texto direto em plenário, sem passar por comissões.

“Queridinho”. Mas o grande destaque de hoje mesmo é (não me diga) inflação. Os gastos com consumo pessoal dos EUA (PCE) e, ainda mais importante, o deflator do PCE, o indicador de inflação favorito do Fed, vão ser divulgados, assim como o IPCA-15 no Brasil.

Para o deflator, os mercados esperam 0,5% no mês a mês, na medida de núcleo do indicar. Para o IPCA-15, esperamos alta de 0,82% (o consenso é de 0,85%).

Na China, mais notícias que podem miar a festa das commodities. A associação dos produtores de aço pediu ao governo para reforçar a supervisão dos operadores estrangeiros de minério de ferro que, alegam, teriam se unido a produtores do insumo para inflar preços.

Voltando para casa, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a meta de inflação para 2024. Ela foi fixada em 3,00%, com uma faixa de tolerância de 1,5 pp em torno da meta (1,50% a 4,50%). A mediana das expectativas de mercado, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, é de 3,25%. Não vemos impacto sobre a política monetária de curto prazo decorrente dessa decisão, uma vez que o horizonte relevante está 18 meses à frente, segundo o Banco Central.

Nas horas vagas

Se você usa o Instagram (já segue minha conta aí, pô) talvez já tenha pensado “putz, às vezes seria mais fácil postar pelo computador”…

Nunca pensou? É, nem eu. Suspeito que isso é mais uma vontade de empresas e influenciadores mesmo, com seus posts elaborados feitos em programas avançados de design. Mas o fato (na verdade, o rumor) é que finalmente a ferramenta de fotos e vídeos estaria testando incluir a possibilidade de criar postagens na versão web. Será que isso vai dar um novo gás para o app ou é um sutil sinal de que ele está virando coisa de gente velha (relaxa, não vou usar a palavra da moda) e pode estar caminhando para o seu fim?

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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