• Mercados vão entrando em clima de fim de ano, mas ainda com um misto de cautela e expectativas sobre impactos da Ômicron.
  • Enquanto isso, a inflação não dá trégua: a França registrou recorde de preços de energia, o que impacta o preços de diversos bens produzidos por lá.
  • No Brasil, aprovamos o orçamento para o ano que vem. Mas o risco fiscal segue como um dos principais desafios de 2022.

Festou? Mercados vão entrando em ritmo de fim de ano, com menos operações sendo realizadas ainda com dúvidas sobre a evolução da variante Ômicron e expectativas sobre aprovação de mais um pacote fiscal EUA, ainda que menor do que o previsto após desencontros no partido do presidente Joe Biden (os democratas).

Ainda sobre a pandemia, a farmacêutica AstraZeneca divulgou nesta terça-feira que está trabalhando em conjunto com a Universidade de Oxford para desenvolver uma vacina específica para a nova cepa do vírus. Nos EUA, o pronunciamento do presidente Biden descartou a possibilidade de novas medidas de restrição de mobilidade, contribuindo para a melhora no sentimento do mercado.

Para a inflação, ainda não. Na França, os preços ao produtor subiram 3,5% somente em novembro. Isso se deve em grande parte a um aumento feroz nos preços da energia no atacado, que continuou neste mês devido à escassez de gás natural e às interrupções nas usinas nucleares francesas. Especialistas calculam que o preço da energia deve atingir patamar 20 vezes maior do que a média histórica.

A alta da inflação no mundo acaba impactando também os preços no Brasil, especialmente por meio de importações de produtos finais e intermediários (que são usados na produção de outros), mas também por meio de expectativas sobre o comportamento da inflação no futuro por aqui.

Finito, por ora. Por aqui, o Congresso concluiu ontem a votação do Orçamento de 2022, dando fim também ao ano legislativo de 2021. Depois de idas e vindas, o impasse foi resolvido com a reserva de R$ 4,9 bilhões para o Fundo Eleitoral e R$ 1,7 bilhão para reajuste de carreiras federais de segurança.

A aprovação dá certo fôlego para a percepção de risco fiscal no país, que vem melhorando gradualmente desde a aprovação da PEC dos Precatórios. A mudança na constituição, apesar de alterar a regra do teto de gastos e permitir mais despesas ano que vem, trouxe certa previsibilidade – e já podemos ver o reflexo nos mercados de renda fixa, com a expectativa de juros no futuro reduzindo.

Porém, o risco de piora a frente segue “assombrando” o cenário. Isso porque o especialistas já apontam que o orçamento subestimou algumas despesas (que terão que ser cobertas ao longo do ano), além de cresceram as demandas políticas por ainda mais gastos.

Assim, o risco fiscal deve seguir um dos principais temas a impactar os mercados por aqui no ano que vem. Te contamos mais sobre risco fiscal aqui.

Nas horas vagas

Eu dou dicas de ceias de natal deflacionadas para os migos (e leitores do Rico Matinal). Você sabia que, entre os pratos típicos comidos na festividade natalidade no Brasil – incluído aqui: peru, salada completa, rabanada, farofa, arroz de forno e pernil – os últimos dois itens sofreram deflação do ano passado para cá?

Pois é! Enquanto o preço médio do peru subiu 34,7% desde o último natal, o pernil caiu 35,% e o arroz 18,4%. Você já sabe todo o porquê disso, já que lê nossos conteúdos aqui na Riconnect. Mas #ficaadica para a ceia desse ano, para aqueles menos planejados que não a providenciaram ainda!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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