• Mercados internacionais amanhecem em alta nesta segunda-feira;
  • Biden deve escolher esta semana o próximo presidente do Fed (Banco Central americano);
  • Na China, Banco Central sinaliza possíveis estímulos, em resposta á desaceleração da economia e às incertezas no mercado imobiliário;
  • No Brasil, o foco segue nas discussões da PEC dos Precatórios no Senado. O Ibovespa fechou em 103.035 pontos na última sexta-feira, com queda de 3,10% na semana devido às incertezas fiscais.

Bom dia com as bolsas internacionais em alta nesta segunda-feira! Os futuros nos EUA e a bolsa na Zona do Euro sobem na expectativa da decisão do(a) próximo(a) presidente do Federal Reserve (Banco Central americano) e os impactos disso para o futuro da política monetária da maior economia do planeta.

Esta semana, o presidente Biden deve escolher o próximo presidente do Fed (Banco Central americano). Na China, Banco Central sinaliza com possível afrouxamento monetário* (mais estímulos para a economia) adiante, em resposta á desaceleração da economia e às incertezas no mercado imobiliário.

Dicionário economês: afrouxamento monetário (ou quantitative easing em inglês) é instrumento monetário, através do qual um banco central compra títulos de longo prazo no mercado a fim de aumentar a oferta de moeda e, assim, estimula a economia ao incentivar empréstimos e investimentos.

No Brasil, o foco da semana está na PEC dos Precatórios, que será apreciada na CCJ do Senado quarta-feira, mas segue sem um texto definido. Nos jornais, poucas novidades no final de semana. Matéria no Valor diz que o texto da PEC não traz espaço para reajuste de servidores públicos dentro do teto de gastos. E a ideia de alguns senadores de tornar o Auxílio Brasil permanente gera debate sobre necessidade de compensação na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal),

Lembrando que o Ibovespa fechou em 103.035 pontos na última sexta-feira, acumulando queda de -3,10%, depois de renovar uma nova mínima no ano durante a semana. O índice foi afetado pela situação fiscal doméstica, após a apresentação de uma versão alternativa da PEC dos Precatórios por um grupo de senadores, indicando que dificilmente o texto base aprovado pela Câmara passará sem alteração pelo Senado, o que pode alongar ainda mais o processo de tramitação, prolongando as incertezas fiscais no país.

Nas horas vagas

O que os gringos pensam sobre nós?

Para responder essa pergunta, o estrategista-chefe da XP, Fernando Ferreira, passou a última semana nos EUA encontrando mais de 30 investidores, junto com o economista-chefe da XP, Caio Megale.

Enquanto o sentimento é cauteloso, isso não se traduz em uma vontade dos estrangeiros em se desfazer de ativos brasileiros, pelo menos não por enquanto. Pelo contrário, o que temos visto até agora é um recorde de entrada de fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira, como mostramos no relatório “Fluxo em foco: Estrangeiros aportam R$ 12,4 bilhões na Bolsa em outubro”. Em 2021 até agora, o saldo de estrangeiros acumula +R$87,1 bilhões, um número bem acima dos R$ 7,4 bilhões em 2020.

A pergunta mais comum que eles receberam é o que comprar e onde investir no Brasil nesse cenário turbulento. Em relação à Bolsa, há um sentimento entre os investidores estrangeiros de que está difícil encontrar setores e papéis mais protegidos nesse cenário turbulento. Isso porque observamos que os investidores estrangeiros têm receios em relação aos dois principais papéis do setor de commodities, Petrobras (política de preços) e Vale (preços minério fracos).

Além disso, os papéis de maior “qualidade”, que parecem ser posições de maior consenso entre os investidores, estão entre os que mais sofreram recentemente, como Natura, Locaweb, Magalu, entre outros.

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Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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