• Mercados em queda na expectativa da ata do Fomc em meio à preocupação com a inflação
  • O mercado espera que o Fomc vá reforçar sua postura mais expansionista, ou seja, em prol de uma taxa de juros mais baixa e estímulos fiscais
  • Aqui no Brasil, a Câmara tentará hoje votar a medida provisória que prevê a capitalização da Eletrobrás
  • CPI da Pandemia: hoje está programado o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, um dos mais aguardados até aqui

Se ontem os mercados tiveram uma “colher de chá”, hoje o temor com a inflação volta a ser protagonista e deixa de lado o otimismo com a reabertura das economias: nos EUA, os futuros caem entre 0,8% e 1,2%; na Europa, o Stoxx 600 cai 1,2%.

Infla não, inflação! Desde a semana passada estamos repercutindo os dados de inflação dos EUA e como eles têm impactado negativamente os mercados. O CPI, ou IPC em português, veio acima do esperado pelo mercado, e aumentou em 4,2% contra o índice do ano passado.

Hoje a discussão ganha um novo capítulo, com os mercados atentos à divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, o banco central americano, que deve sinalizar os planos para a taxa de juros em meio ao debate sobre a inflação. Os dados de inflação pressionados têm intensificado especulações de que o Fed poderia reduzir os estímulos monetários, com redução das compras de ativos e aumento da taxa básica de juros, antes do originalmente previsto.

A expectativa é que a autoridade monetária reforce sua postura dovish (expansionista) na ata que será divulgada hoje. Vários representantes do Fed falaram nos últimos dias, reiterando que o aumento da inflação é transitório, dando a entender que os estímulos continuam. Com essa expectativa, o índice do dólar americano (DXY), que mede o valor da moeda dos EUA ante divisas de economias desenvolvidas, caiu abaixo do patamar de 90 pontos ontem, atingindo os menores valores em quase três meses.

Por aqui, a Câmara tentará hoje votar a medida provisória que prevê a capitalização da Eletrobrás. O relatório foi protocolado ontem pelo deputado Elmar Nascimento, com alterações em relação ao texto que havia sido distribuído na semana passada – entre os principais pontos está a manutenção de recebíveis na empresa desestatizada. O governo trabalha para concluir a votação ainda esta semana, para que haja ao menos um mês para a análise do Senado, já que a medida perde a validade em 23 de junho.

E o clima segue tenso em Brasília. A CPI da Pandemia tem agendado o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, um dos mais aguardados até aqui. Senadores devem questioná-lo sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro em decisões que levaram ao atraso no cronograma de vacinação, uma vez que o ex-ministro tem habeas corpus para silenciar sobre temas que possam incriminá-lo.

Nas horas vagas

Está para ser lançado o primeiro fundo imobiliário verde do Brasil, para financiar construções que usam madeira engenheirada, ou mass timber. Essa técnica utiliza camadas de madeira maciça sobrepostas para fazer pilares, vigas e lajes que substituem o aço e o concreto na estrutura de prédios de muitos andares, com a vantagem de cortar drasticamente a emissão de gases de efeito-estufa do processo construtivo. Por que essa novidade está aqui, na seção Nas Horas Vagas? Porque infelizmente não poderemos investir nesse FII ainda: é uma oferta restrita, como explica a Capital Reset.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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