• Bolsas amanhecem sem movimentos expressivos, ainda na esteira da temporada de resultados nos EUA.
  • Mercados de olho na inflação da Europa, que reforça preocupação sobre a alta de preços
  • Decisão sobre o próximo presidente do Banco Central dos EUA (o FED) deve ocorrer nos próximos dias, assim como a votação do projeto social trilionário nos EUA.
  • PEC dos precatórios e reajuste de salários de servidores públicos são os temas em foco hoje no cenário brasileiro.

Bolsas internacionais amanhecem leves nessa quarta-feira, após dados melhores do que o esperado sobre o desempenho da atividade econômica nos Estados Unidos.

Lá na terra do tio Sam, os resultados de vendas no varejo e produção industrial de outubro, divulgados ontem, sinalizaram a continuação da sólida recuperação da economia no país. Por outro lado, os dados seguem indicando os desafios da escassez de matérias primas e mão de obra que vem afetando não somente a economia americana, mas o mundo todo (inclusive nós por aqui).

Ainda essa semana, a Câmara dos Deputados dos EUA deve discutir o “Build Back Better Act”, projeto de lei amplo com disposições para combater as mudanças climáticas, além de outros temas sociais. O projeto é discutido com preocupação por alguns parlamentares, diante do elevado custo de aproximadamente U$1,75 trilhão, e dos impactos nas contas públicas e na inflação no país.

Por falar em inflação, será que ela veio para ficar? Os dados de inflação da Zona do Euro registraram patamar em mais do que o dobro da meta do Banco Central Europeu em outubro, mas em linha com uma estimativa anterior do Eurostat (Gabinete de Estatísticas da União Europeia).

O Banco Central Europeu adota postura ainda paciente em termos de aumento das taxas de juros, e espera que o crescimento dos preços perca força ao longo de 2022 – apesar de admitir que o processo deve levar mais tempo do que o inicialmente esperado.

“Vai ter alteração, Galvão?” Nos próximos dias o presidente Joe Biden deve escolher quem será o presidente do FED (Banco central de lá). Os preferidos são o atual ocupante do cargo, Jerome Powell ou Lael Brainard, diretora e membro do conselho do FED. Brainard seria a escolha predileta da ala mais a esquerda do partido democrata.

Por aqui, a política também segue em foco. O presidente Jair Bolsonaro demonstrou interesse em reajustar o salário “de todos os servidores (públicos)” com os recursos abertos no orçamento pela aprovação da PEC dos Precatórios. A proposta, que poderia ser implementada em 2022, reajustaria os salários de acordo com a inflação medida entre janeiro e março do próximo ano (uma vez que a lei impede revisão acima da inflação em ano eleitoral). Pelas contas do governo, a proposta gera uma despesa na casa de R$ 3 bilhões.

Falando na PEC dos precatórios, o tema deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na próxima quarta-feira (24/11), mas acredita-se que o texto pode retornar a Câmara para alterações. As taxas futuras de juros (expectativas do mercado sobre onde estarão os juros no futuro) encerraram a sessão de ontem em alta, em meio às incertezas sobre a tramitação da PEC.

Por quê? Por conta do aumento da percepção de risco fiscal.

Nas horas vagas

O quadro “Diego y yo”, autorretrato de Frida Kahlo em que seu marido também aparece, foi leiloado em Nova York por U$ 34,9 milhões, se tornando o quadro latino-americano mais caro da história. Acompanhe essa história aqui.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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