• Mercados amanhecem em queda em meio a preocupações geopolíticas com a tomada do Afeganistão pelo Talibã
  • Nos EUA, orçamento segue em debate e precisa ser definido para evitar paralisação do governo
  • Dados da China e dos Estados Unidos reforçam a tese de que a variante Delta afeta a economia mundial
  • No Brasil, discussão dos precatórios segue quente

Semana nova, tensões fresquinhas. As bolsas internacionais amanhecem em queda nesta segunda-feira, atentas ao noticiário afegão. Futuros americanos caem 0,4% e o Euro Stoxx tem baixa de 0,8%.

Se você não viu, a capital do Afeganistão, Cabul, foi tomada pelo grupo Talibã no fim de semana, desmontando o governo afegão. Nas horas seguintes, milhares de afegãos se amontoaram na pista do Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, buscando sair do país. A situação gera críticas à política externa de Joe Biden (com a retirada das tropas americanas do país) e preocupa líderes mundiais.

Como gastar dinheiro? Diante das pressões da ala mais moderada e da ala mais à esquerda de seu partido, a presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi, procurará avançar a resolução orçamentária de US$ 3,5 trilhões e o pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão em paralelo após fim do recesso no dia 23. A estratégia deve exigir uma manobra para superar as regras tradicionais da Casa.

Mas nem só de política vive a Bolsa. Os mercados digerem hoje o dado de confiança do consumidor dos EUA, que ficou em 70,2 pontos, o menor patamar desde 2011. Na China, dados de produção industrial, investimentos em bens de capital e vendas do varejo desaceleraram mais que o esperado. Ambos os dados fortalecem a tese de que a variante Delta afeta a retomada econômica, e os números chineses especificamente afetam hoje o mercado de commodities, em queda.

Fique de olho. A semana será relativamente calma em termos de eventos econômicos. O destaque fica por conta da ata do comitê de política monetária do Fed (FOMC), nesta quarta-feira (18/08).

Cripto-mundo. O Bitcoin negocia acima dos 47 mil dólares e a capitalização de mercado das criptomoedas volta ao patamar de US$ 2 tri pela primeira vez desde maio, em meio a discussões sobre a regulação do mercado.

Lar, agridoce lar. No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu em entrevista ao jornal Valor Econômico a necessidade de postergação do pagamento de precatórios para evitar paralisação das atividades governamentais. O governo enviou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ao Congresso na semana passada com uma nova estrutura para pagamentos de precatórios, permitindo que o governo adie parte desses pagamentos quando estes atingirem acima de um certo limite.

Nas horas vagas

Estamos falando sobre o pagamento de dívidas judiciais da União há semanas, mas você conhece a origem da palavra precatório? Ela vem do latim, precatorius, que significa “que contém um pedido”, e no dicionário suas definições são “que pede alguma coisa, rogatório”, ou, na forma de substantivo (mais usada no noticiário), “documento no qual se solicita algo”. O precatório, então, não é a dívida em si, mas sim o documento que garante o pagamento de valores estabelecidos judicialmente.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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