• Mercados levemente positivos na expectativa de dados de vendas no varejo americano, enquanto a cautela com a variante Delta continua
  • A temporada de resultados continua nos EUA, as companhias reportaram lucros, em média, 18% acima do esperado até aqui
  • A produção industrial cresceu 0,4% entre maio e junho na terra do Tio Sam, abaixo da expectativa do mercado de 0,6% no período
  • Por aqui, o Congresso aprovou ontem o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022, que estabelece metas e prioridades para o orçamento público

Mercados amanhecem levemente positivos, na expectativa de dados de vendas no varejo nos EUA: os futuros americanos sobem entre 0,10% e 0,16%, enquanto na Europa, o Stoxx 600 fica no zero a zero. Além disso, a variante Delta da Covid-19 segue no radar de cautela dos investidores.

A temporada de resultados continua. O impacto da divulgação de resultados nos EUA tem sido ameno: as companhias reportaram lucros, em média, 18% acima do consenso, ao passo que suas ações depreciaram 0,6% após divulgarem, na média. A falta de novos catalisadores e preocupações com a variante Delta dificultam reações mais fortes de altas.

Enquanto isso, mais dados econômicos: a produção industrial dos Estados Unidos – inclui indústria de transformação, extrativa mineral e utilidade pública – registrou crescimento de 0,4% entre maio e junho, resultado abaixo do consenso de mercado (alta de 0,6%). Embora a demanda por bens industriais deva permanecer sólida nos próximos meses, não há sinais claros de que as atuais restrições da cadeia de suprimentos diminuirão substancialmente. De fato, a forte elevação das encomendas industriais não deverá ser acompanhada pela oferta manufatureira no curto prazo.

E por que ficar de olho nesse números? A preocupação agora é com a retomada da economia no mundo, em especial nos EUA, que é a principal delas globalmente. Esses dados dão um direcionamento sobre a velocidade em que isso acontece, e pode ser determinante para a mudança de política monetária do Fed (Banco Central americano) e seus estímulos à economia.

Falando nisso, na agenda econômica internacional de hoje, destaque para a divulgação das vendas no varejo dos Estados Unidos em junho (consenso: -0,4% mês contra mês; anterior: -1,3% m/m) e da leitura preliminar do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan referente a julho (consenso: 86,3; anterior: 86,4).

Por aqui, o Congresso Nacional aprovou ontem o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2022, que estabelece metas e prioridades para o orçamento público do próximo ano. O texto aprovado, que agora será encaminhado para sanção presidencial, prevê déficit primário do setor público de R$ 177,5 bilhões em 2022 (-1,9% do PIB) e salário mínimo de R$ 1.147. Os recursos para financiamento de campanhas eleitorais aumentaram de R$ 2 bilhões em 2020 (último ano com pleito) para R$ 5,7 bilhões, um ponto bastante explorado por críticos do relatório. A aprovação do PLDO permitirá que os parlamentares entrem em recesso a partir de 18 de julho. A agenda de hoje não traz divulgação de indicadores econômicos de destaque.

Reforma segue no radar. Ontem, publicamos um Insight extra explicando três pontos importantes que o relator da reforma tributária modificou na proposta, incluindo o fim da alíquota única de 15% para renda fixa e fundos. Importante lembrar que, até ser aprovada, a reforma pode mudar muito. Leia aqui.

Nas Horas Vagas

A China iniciou hoje as negociações no seu mercado de carbono, aliás que já é o maior do mundo. Agora, com o gigante asiático, União Europeia e os EUA na mesma direção dentro desse segmento, muitos investidores esperam que esse mercado só tende a subir e poluir deve custar cada vez mais caro.

Ah, vale lembrar que na Rico temos o fundo Trend Carbono Zero, que investe em títulos de carbono negociados fora do Brasil. Para quem se interessa pelo tema, vale conferir a oportunidade e entender mais sobre esse mercado.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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